sexta-feira, janeiro 30, 2009

EXTRADITEM TARSO GENRO!


Um leitor me mandou um link para que eu juntasse meu nome a um abaixo-assinado de repúdio à decisão do Ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder status de refugiado político ao terrorista italiano Cesare Battisti e negar sua extradição para a Itália (http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3794). O abaixo-assinado é uma resposta a outro, firmado por 505 figuras conhecidas e nem tão conhecidas da nossa esquerda tunipiniquim, como Oscar Niemeyer e Emir Sader, a favor da decisão. A ideia é produzir um documento com mais assinaturas do que o outro, para ser enviado a Tarso Genro.

Ainda não coloquei minha assinatura no abaixo-assinado. Considero a iniciativa válida, mas, devo confessar, manifestos desse tipo não fazem meu gênero. Sei que o objetivo é justo e bem-intencionado, e que a pessoa que me mandou o link está coberta de razão. Mas não sei se adiantaria alguma coisa. Manifestos e abaixo-assinados, para mim, são um subgênero literário, e têm mais a ver com nossos artistas e "intelequituais" de esquerda, muitos dos quais transformaram a confecção de tais documentos coletivos em sua maior - senão, a única - produção artística e acadêmica. Além do mais, o texto será endereçado a Tarso Genro, que certamente nem se dará ao trabalho de lê-lo, devendo terminar repousando, esquecido, em alguma gaveta empoeirada do Ministério da Justiça. Tudo bem que o objetivo não é convencer Tarso a mudar de ideia, mas firmar posição de uma parte da sociedade contra a concessão do refúgio a Battisti, mas não consigo evitar uma certa sensação de frustração em apôr meu nome em algo que não será lido pelo destinatário.

Muito melhor seria, a meu ver, solicitar a extradição de Tarso Genro. Não sei a quem isso poderia ser solicitado, nem se a proposta é factível (desconfio que, infelizmente, não é), mas a ideia me parece muito mais interessante do que qualquer manifesto ou abaixo-assinado contra a decisão do governo brasileiro de não devolver a Itália um terrorista homicida. Tarso Genro já demonstrou que é um perigo para os brasileiros. É uma ameaça à nossa segurança, a perfeita antítese do que se espera que seja um Ministro da Justiça. O mínimo que se poderia esperar seria querer que nos livrássemos dele de uma vez.

O que dizer de alguém que ocupa a pasta da Justiça e concede refúgio político, à revelia da lei italiana e da do próprio País, a um criminoso condenado à prisão perpétua por quatro homicídios na itália? E que, ao tentar justificar essa sua decisão, que provoca uma desnecessária crise diplomática, mentir deslavadamente, ao ter dito que o citado terrorista "não teve o direito de defesa" e "corre o risco de perseguição política" em seu país de origem, como se a Itália fosse uma ditadura bananeira qualquer? E que mentiu novamente, quando disse que a condenação de Battisti havia-se baseado tão-só no depoimento de uma única pessoa, militante do mesmo grupo terrorista de ultra-esquerda, em troca do benefício da delação premiada, quando os documentos do caso revelam claramente que a condenação se baseou no depoimento não de uma, mas de DEZ testemunhas, que viram Battisti na cena dos crimes e participando das mortes?

O que dizer de um Ministro de Estado da Justiça que, agindo como verdadeiro capitão-do-mato, mobiliza a Polícia Federal para prender dois boxeadores cubanos que tentavam fugir da ilha-prisão do Caribe e que os coloca, em tempo recorde e no meio da noite, em um avião fretado pelo governo de Hugo Chávez da Venezuela, de volta para Cuba? E que, ao tentar justificar esse seu ato, afirmou categoricamente que os dois atletas haviam se apresentado "voluntariamente" e "praticamente imploraram" para retornar a seu país, tendo sido pego mais uma vez na mentira, quando, algum tempo depois, um dos atletas, aproveitando a primeira oportunidade, evadiu-se da ilha para a liberdade? (Detalhe: os cubanos NÃO RESPONDIAM A NENHUM PROCESSO PENAL em seu país.)

O que dizer de um Ministro da Justiça que propõe a revisão da Lei de Anistia, promulgada em 1979 e que perdoou tanto terroristas de esquerda quanto agentes da repressão política, sob o pretexto de que o crime de tortura é imprescritível, mas que não diz uma palavra sobre a imprescritibilidade do terrorismo? E que, no afã de justificar o revanchismo, chega ao ponto de desmentir as próprias organizações armadas de esquerda, ao dizer que não considera terrorismo a luta armada dos anos 60 e 70?
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Ainda há quem pense que a decisão de Tarso Genro em conceder refúgio político a Cesare Battisti foi o resultado de uma leitura equivocada do processo, e não de puro e simples favorecimento ideológico. Bobagem. Basta perguntar: se Cesare Battisti fosse um ex-membro de uma organização fascista, de extrema direita, ao invés de ter militado no Proletários Armados para o Comunismo (PAC), a decisão de Tarso Genro seria a mesma?

Quando Márcio Thomaz Bastos foi nomeado Ministro da Justiça para livrar a cara de Lula e sua quadrilha das acusações do mensalão, eu achei que os petistas haviam atingido o fundo do poço. É que eu não sabia que o sucessor de Bastos seria Tarso Genro.

Que tal um abaixo-assinado pedindo a extradição de Tarso Genro para Cuba? Eu assino!

Um comentário:

Laguardia disse...

Não sou jornalista nem escrito. Se quer escrevo bem. Sou aposentado. Meu imposto de renda é retido na fonte pelo INSS. Já nosso querido apedeuta tem sua receita de INSS como anistiado político acima do teto do INSS livre de IR.
Minha forma de lutar contra os desmandados implantados por este governo corrupto no Brasil é através de um blog http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/
Atualmente este blog tem um leitor apenas. Gostaria de contar com a presença e dos comentários das pessoas de bem que não se conformam com a desonestidade, a falta de ética e a corrupção em nosso governo.
Um grande abraço
Laguardia