
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
sexta-feira, janeiro 22, 2010
A LOUCURA DE CHÁVEZ

quinta-feira, janeiro 21, 2010
FALE MAL DE DEUS, MAS NÃO DE OBAMA (OU: "É TUDO CULPA DO BUSH")

LULA MENTE

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LULA, O HAITI E MAIS UM VEXAME DOS MEGALONANICOS

Até terremoto tem seu lado bom, imaginaram os estrategistas do Planalto no dia em que o Haiti acabou. Desde 2004 no comando da força de paz da ONU, ferido pela morte de Zilda Arns, de um diplomata e de 17 soldados, o Brasil conseguira com a tragédia o trunfo que faltava para assumir, livre de concorrentes, a condução das operações internacionais destinadas a ressuscitar o país em frangalhos. E então tomou forma a má ideia: que tal aproveitar a favorável conjunção dos astros para fazer do Haiti um protetorado da potência regional que Lula criou?
POR QUE EXISTE ESTE BLOG

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O leitor leu os artigos da The Economist que cita? O Brasil virou destaque na revista não por causa de Lula, mas de uma conjunção de fatores que pouco ou nada têm a ver com Lula e os petistas: em especial, a manutenção da política econômica de FHC. Se há um mérito no governo do Apedeuta - o leitor não gosta do termo, então procure no dicionário, compare com Lula e depois me diga se não corresponde exatamente ao personagem -, é esse. O resto é embuste, empulhação para enganar os trouxas e dizer "nunca antes na história deste País"...
Outra coisa: de que "governo de direita" - ainda mais, "seu" ("meu") - o leitor está falando? Dê uma olhada ao lado de quem estão Collor e Sarney atualmente. FHC, de direita?
A propósito: a The Economist é a mesma revista que, há alguns meses, trouxe reportagem de capa descascando a política externa pró-ditaduras do Apedeuta. Até escrevi sobre isso, como você pode confirmar aqui: http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2009/08/o-brasil-ao-lado-das-tiranias.html. Também é a mesma publicação que Lula, em um debate na campanha eleitoral de 2006, desdenhou quando a citaram, dizendo que muitos (a "elite" de "mente colonizada") se baseiam naquilo que dizem as revistas do istranjêro... Esse é Lula.
Corrupção não é uma "falha": é crime. Existem leis que a punem, sabia? E daí que existe corrupção ali e acolá? O fato de dois cometerem ilegalidades não torna a ilegalidade legal, suponho. O leitor cogita votar em Dilma? Por que não estou surpreso?
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quarta-feira, janeiro 20, 2010
OBAMA, UM ANO DEPOIS. OU: A REALIDADE VENCEU A "ESPERANÇA"

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Foi exatamente assim, profundamente entediado, que me senti ontem, ao ver pela televisão a cerimônia de posse de Barack Obama na presidência dos EUA. Tem gente que está chorando até agora. Afinal, era um "momento histórico". Teve uma repórter, se não me engano da Globo, que achou isso pouco, e tascou um "esse é um momento histórico na história da humanidade". Só faltou dizer que estava presenciando o advento do novo Messias, o redentor da espécie humana. Aliás, para muita gente, era isso mesmo que estava acontecendo.
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Aliás, para sermos justos, até isso é duvidoso no que concerne a Obama. Vamos lembrar. Ele montou uma equipe de governo composta de algumas figuras previsíveis e outras, como o responsável pela segurança, oriundas da Era Bush. Isso demonstra como os slogans de "mudança" que embalaram a campanha podem ser - pelo visto, são - vazios e eleitoreiros. É mais um detalhe a aproximar Obama de seu colega Lula da Silva. O Apedeuta, como sabemos, copiou a política econômica de FHC, que passou anos atacando com fervor jesuíta. Hoje, com aquele seu jeito misto de Rolando Lero e Dercy Gonçalves, reivindica até a paternidade da estabilidade econômica... O que leva à seguinte conclusão sobre os dois presidentes: tanto num caso como em outro, eles se opunham a seus antecessores, não a suas políticas.
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Pouco mais de dois anos atrás, ninguém sabia quem era Barack Hussein Obama. Hoje, continuam não sabendo. Há apenas uma certeza: com ele na Casa Branca, os EUA se tornaram um país mais caudilhesco, mais terceiromundista, mais bananeiro.
OS DIREITOS HUMANOS DELES

terça-feira, janeiro 19, 2010
POR QUE NÃO SOU MULTICULTURALISTA

ELES NÃO MUDARAM. SÓ TROCARAM DE PELE. E DE MÁSCARA.

A preservação da política econômica e da plataforma construída pelos antecessores não significa o reconhecimento de que essas políticas estavam certas quando foram implementadas e que o PT, então na oposição, estava errado. Pelo contrário. Significa uma chance de, tendo agarrado o poder nas mãos para não mais soltar, exercitar a falácia do "nunca antes neste país" e aparecer como "pai dos pobres". Para isso não é preciso coragem, nem mesmo inteligência: basta ser esperto e ter muita cara-de-pau.
O trecho mais problemático do texto de Maílson da Nóbrega é o seguinte:
Muito se deve à intuição política do presidente e ao trabalho de seu primeiro ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Lula percebeu que a preservação de sua popularidade dependia do controle da inflação e por isso reforçou a autonomia do Banco Central. Ele cresceu aos olhos do mundo em razão de sua simpatia, de seu carisma e por ser um líder de esquerda moderado, defensor da democracia e da economia de mercado.
Até um observador lúcido do Brasil como Maílson da Nóbrega, ex-ministro de Estado, caiu na esparrela do Lula esquerdista "moderado, defensor da democracia e da economia de mercado". Isso mostra como foi eficiente a lavagem cerebral petista. É a teoria das duas esquerdas, a "carnívora", representada por tipinhos ridículos como Hugo Chávez e Evo Morales, e a "vegetariana", responsável e moderada, a qual Lula pertenceria. Nada mais falso. A política externa do Itamaraty sob Lula não tem feito outra coisa senão comprovar que a esquerda latino-americana, longe de estar dividida entre "carnívoros" e "vegetarianos", está bem unida, desenvolvendo uma ação coordenada em lugares como Honduras, sempre no sentido de destruir a democracia e substituí-la por governos populistas e autoritários. A economia - insisto nesse ponto - é um instrumento dessa política maior, e não um fim em si mesmo para os petistas.
O erro dos economistas está em não enxergar além dos números da economia, alguém já disse. Para eles, basta que o governo adote uma política econômica responsável e atraia investimentos, que tudo o mais lhe será perdoado. É assim que pensa a maioria das pessoas, aliás, para quem democracia e ética, por exemplo, são simples conceitos abstratos, muito bonitos mas sem peso efetivo na vida cotidiana. O problema é que a economia não é tudo. A China é atualmente uma das economias mais dinâmicas do planeta, graças a reformas liberais que abriram o país para o capitalismo, mas segue sendo uma tirania comunista no plano político. Para os economistas, e sobretudo os economistas liberais, isso não tem qualquer importância. Desde que o governo mantenha a economia funcionando, pode censurar, prender, fuzilar e corromper à vontade. É aí que mora o perigo.
No final de seu texto, Maílson da Nóbrega afirma que Lula curvou-se às imposições da nova realidade do país, herdada de FHC, e termina dizendo: "O Brasil mudou o PT, que agora é, em todos os sentidos, um partido como os outros." Não poderia estar mais errado. O governo Lula se sustenta unicamente numa combinação de sorte (pela situação econômica mundial favorável em 2003-2008), oportunismo e hipocrisia. Assim como o PT não mudou o Brasil para melhor, o Brasil não mudou o PT. Este continua a ser o que sempre foi, um partido esquerdista a serviço de uma visão totalitária e personalista, sem nenhum compromisso filosófico com a democracia e a sociedade livre. Apenas soube trocar o discurso camaleonicamente quando lhe foi conveniente, para melhor agarrar-se ao poder e enganar os incautos. De nenhuma maneira é um partido como os outros.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
EU, O "SEM FALTA DE CRIATIVIDADE"

Antes de mais nada, obrigado pelo "sem falta de criatividade". Significa que criatividade não me falta. Poucas vezes recebi elogio tão simpático. Visto a carapuça com muito gosto. Realmente, sou muito burro e "SEM FALTA de criatividade". Hehe...
sábado, janeiro 16, 2010
HAITI: COLOCANDO OS PINGOS NOS "IS"
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De um leitor, que prefere permanecer anônimo:
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Desculpe, Gustavo, mas eu é que não quero que o MEU dinheiro suado seja gasto fora do país. EU NÃO TENHO NENHUMA responsabilidade com o que acontece lá fora. Esta ajuda ao Haiti pelo governo brasileiro não passa de um jogo de vitrine.
Preferiria que o dinheiro estivesse sendo gasto aqui....
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O comentário se refere a meu último texto, no qual aponto a manipulação política da tragédia do Haiti pelo governo Lula, que está usando a catástrofe para se promover lá fora. Vou repetir o que disse: para mim, a ajuda aos haitianos é necessária e louvável. Mais que isso: é uma obrigação moral, uma questão de humanidade. Divirjo, isso sim, é do uso político que o governo faz de catástrofes como essa, como fica claro pelo contraste entre a prontidão no caso do Haiti e a lentidão no caso de tragédias acontecidas em território nacional. Esse contraste mostra que há uma clara instrumentalização política dos desastres que atraem a atenção internacional (o que é uma canalhice), mas isso não significa que se deva dar as costas ao que ocorre no resto do mundo (o que é uma atitude chovinista, para dizer o mínimo).
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Concordo com o autor do comentário em um único ponto: a ajuda do governo brasileiro ao Haiti é uma vitrine da diplomacia lulista. Mas discordo totalmente quando ele diz que o País não tem nada que ajudar os haitianos nesse momento de desespero que eles estão enfrentando. Não se trata, numa situação como essa, de adotar uma atitude nacionalisteira ou provinciana. A ajuda ao Haiti é uma questão humanitária, não política (daí minha crítica ao governo Lula). O meu, o seu, o nosso suado dinheirinho também é para isso, queira ou não o leitor. E eu, você, nós temos, sim, responsabilidade pelo que acontece lá fora, com o restante da humanidade. Ou vai dizer o distinto leitor que o povo do Haiti, ou ele próprio, não fazem parte do gênero humano?
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Sei que corro o risco de parecer piegas, mas a verdade é que o que acontece no Haiti me diz respeito, sim. Tanto quanto o que acontece em Darfur, no Brasil, na Venezuela, em Cuba, no Irã ou na Coréia do Norte. É esse, aliás, um dos pontos que me separam dos que estão no governo no Brasil atualmente: para eles, questões como democracia e direitos humanos, ou, como no caso haitiano, o socorro às vítimas de um terremoto num país miserável, não são valores universais por si mesmos; são, no máximo, peças de troca no tabuleiro geopolítico mundial. Acredito, ao contrário, que a vida humana, seja onde for, é sagrada, e que é preciso defendê-la. Chamem isso como quiserem; para mim, é um IMPERATIVO MORAL.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
HAITI: OS QUE LUCRAM COM A DESGRAÇA ALHEIA

terça-feira, janeiro 12, 2010
A REVOLUÇÃO LULO-PETISTA-BOLIVARIANA
Há duas maneiras de se analisar o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), apresentado na véspera do Natal pelo secretário Paulo Vanucchi e aprovado pelo presidente-demiurgo, e que tanto barulho tem provocado, inclusive com pedidos de demissão nos altos escalões governamentais e rumores de crise militar. A primeira é como mais uma monumental trapalhada, obra de um bando de ferrabrazes e porra-loucas incrustados no governo, de “aloprados” com idéias juvenis de revanchismo e de “justiça social” a qualquer preço – inclusive ao preço da própria justiça e dos direitos humanos. Outra é como a culminação de uma estratégia longamente planejada, de alcance internacional, da qual os atuais governantes no Brasil são apenas uma peça, e que está voltada para a demolição das instituições democráticas e para a instalação, em seu lugar, de uma ditadura de esquerda, conforme o caminho preconizado por Gramsci e pelo Foro de São Paulo.Somente para não deixar passar em branco: o tal PNDH-3 estabelece, entre outras medidas, a censura à imprensa, ao prever punições para os órgãos de informação que não se comportarem bem em relação ao tema dos direitos humanos, segundo determinação do governo; legaliza a violência no campo de grupos revolucionários como o MST, ao instituir, no lugar da aplicação da Lei, como a implementação de mandados de reintegração de posse, “reuniões de conciliação” entre proprietários e invasores; e impõe o revanchismo e a mistificação histórica como norma, ao sugerir a revisão da Lei de Anistia de 1979, de modo a punir somente os que combateram o terrorismo de esquerda. Defende, ainda, a legalização do aborto e a regularização da profissão de prostituta – métier em tudo compatível com a dignidade da pessoa humana.
domingo, janeiro 03, 2010
OS SIMPÁTICOS

sábado, janeiro 02, 2010
HONDURAS: O QUE NÃO ACONTECEU

EU TAMBÉM QUERO TER DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE - A TODA ELA

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