
Durou pouco a fantasia. A essa altura, está claro para quem pensa que o que antes passava por discrição era apenas despreparo, e o que era visto como silêncio decoroso não era mais do que falta do que falar (e incapacidade de formular um raciocínio lógico). Alguns meses depois da apoteose em Brasília, dois ministros já caíram, um deles pela segunda vez, enredados na mesma trama de ladroeira que já virou o prato do dia há nove anos. O terceiro, talvez presssentindo o naufrágio iminente, acabou de pedir para sair.
Em lugar do boquirroto e domador de sucuris de quartel Nelson Jobim para o cargo de ministro da Defesa, entra Celso Amorim, até o ano passado o ministro das relações exteriores de Lula da Silva. Nessa qualidade, protagonizou vexames históricos como o acordo fajuto com o Irã de Mahmoud Ahmadinejad e a chanchada da tentativa de emplacar um golpista bolivariano em Honduras, entre afagos indecentes de seu patrão em ditadores como Hugo Chávez e os irmãos Castro. Cai por terra, portanto, o mito recém-criado da presidenta-amiga-dos-direitos-humanos e retorna à ribalta o defensor de um kissingerianismo terceiro-mundista, amigo de tiranos e dos narcoterroristas das FARC, expoente máximo do megalonaniquismo nacional. Com um detalhe: agora ele vem armado.
Bastaram pouco mais de seis meses para que o mito da gerentona ultra-competente e intransigente defensora da moralidade administrativa desse lugar à muda abobada incapaz de desencalhar as obras do PAC e refém das velhas prostitutas do PMDB. Agora revelou-se que, de novo, o governo Dilma Rousseff não tem sequer os nomes que o compõem. Se o Apedeuta tivesse conseguido emplacar um terceiro mandato, como tentou fazer, não ficaria mais óbvia a continuidade da Era da Mediocridade.
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