Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
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terça-feira, fevereiro 11, 2014
sexta-feira, novembro 08, 2013
O BLOG NA ZUEIRA
Este blog foi citado pelo destemido Joselito Muller no hangout da Conexão Conservadora deste dia, oito de novembro do Ano da Graça de dois mil e treze. Está no vídeo cujo link vai abaixo, a partir de 51:30. Registro o fato com uma ponta de orgulho e mal-disfarçado cabotinismo. Retorno o gesto sugerindo aqui, como já fiz no facebook, o blog do Joselito - um dos melhores portais humorísticos da internet no Brasil, implacável em suas sátiras à ilimitada estupidez petista: http://joselitomuller.wordpress.com/. Fico feliz que um de meus posts tenha dado origem a uma de suas notícias fictícias que tanto aborrecem os cumpanhêru.
A propósito: Joselito Muller, que por acaso é meu conterrâneo, está sendo alvo de um processo kafkiano movido contra ele pela ministra Maria do Rosário, secretária nacional de direitos humanos do governo Dilma. Sua excelência acionou a Polícia Federal e quer fechar o blog de Joselito por ter confundido uma piada com uma notícia. Petistas são assim: quando não entendem uma piada, chamam a polícia e pedem censura.
Agora, para que minha glória seja completa, só falta a Maria do Rosário me processar.
Aí vai o link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=PaFQDtjoAnQ
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sexta-feira, novembro 01, 2013
Lei 14.356 - Trata da regulamentação do uso do humor para fins sociais e dá outras providências
A Presidenta da República, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista o alto número de queixas contra humoristas devido a piadas consideradas preconceituosas e ofensivas a membros de comunidades raciais, étnicas e sexuais, bem como a autoridades do Estado, e considerando que o humor deve ter a função social de divulgar mensagens politicamente corretas e edificantes, não podendo, portanto, ser instrumento para ridicularizar minorias, decreta e manda dar ampla publicidade à seguinte Lei, que estabelece Regras de Conduta para humoristas, blogueiros e engraçadinhos em geral:
Art. 1: Estão terminantemente proibidas a apresentação, divulgação e propagação, por quaisquer meios, de piadas vulgares, grosseiras e de mau gosto.
Art. 2: Piadas que façam menção a políticos e/ou a membros das três esferas da Administração Pública devem antes ser submetidas a uma comissão adrede estabelecida, com a participação de membros de partidos políticos, do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, além de ONGs, sociólogos, antropólogos e gente que usa o sobrenome "Guarani-Kaiowá" no facebook. Tal comissão de especialistas encarregar-se-á de analisar a piada em questão e de autorizá-la ou não, segundo parecer por ela preparado e por mim aprovado.
Parágrafo único - Piadas com ministros de Estado ou com petistas estarão submetidas a especial escrutínio, justificável em vista da possibilidade de não serem compreendidas e gerarem ações judiciais de natureza criminal por calúnia e difamação, por serem confundidas com notícias.
Art. 3: Ficam proibidas piadas com minorias.
& 1 - Em casos excepcionais, piadas envolvendo membros da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Transgêneros (LGBTT) serão aceitas, desde que o alvo da sátira sejam gays não-assumidos, que posam de macho, identificados com setores que se opõem à agenda LGBTT (um pastor evangélico ou deputado conservador, por exemplo). Somente nesse caso específico o uso de palavras como "viado", "bicha" ou "boiola" está autorizado. Em qualquer outro caso - imitar os trejeitos homossexuais de alguém, por exemplo -, trata-se de preconceito e discriminação, que devem ser exemplarmente coibidos e punidos.
& 2 - Incluem-se na mesma categoria do parágrafo acima piadas com afro-descendentes, indígenas, quilombolas, portugueses ou papagaios (NOTA: inserido por pressão dos militantes em defesa dos animais).
Art. 4: No tocante a piadas com temática religiosa, estão liberadas apenas as que versarem sobre a religião cristã, em qualquer de suas vertentes, sobretudo evangélica e católica. Permanecem vedadas piadas com outras confissões religiosas, particularmente a religião islâmica que, sendo exótica e especialmente militante, deve gozar de status especial e não ser alvo de brincadeiras, como disse o Fábio Porchat e o pessoal do Porta dos Fundos.
Cumpra-se e publique-se.
Brasília, 1 de novembro de 2013
Décimo ano da refundação da República
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Maria do Rosário
Secretária Nacional dos Direitos Humanos
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sexta-feira, outubro 18, 2013
OS RIDÍCULOS
Semana cheia essa que passou. Em questão de dias, duas obras-primas do humorismo.
Primeiro, foi a ministra dos direitos humanos (?) do governo petista de Dilma Rousseff (aquela que vê cachorros ocultos atrás de cada criança - mais uma pra lista de piadistas involuntárias), a petista Maria do Rosário, indignadíssima querendo acionar a Polícia Federal para tirar do do ar um site da internet e punir os responsáveis. Chegou a divulgar uma Nota Pública a respeito etc. e tal. Alegou que o site promove a calúnia e a desinformação sobre a sua pessoa. Isso porque publicou, como notícia, que ela, Maria do Rosário, teria ficado comovida com o bandido que levou dois pipocos de um policial ao tentar roubar uma moto (o que si non è vero, è ben trovato, mas deixa pra lá...). O meliante foi baleado numa tentativa frustrada de assalto gravada em um vídeo que foi aplaudido por dez em cada dez cidadãos de bem do país, rapidamente virando um viral na internet. Tudo OK, se não fosse um pequeno detalhe, que ninguém na assessoria da ministra parece ter lembrado: o site em questão é um site de humor! (gargalhadas)
Depois, foi o ídolo de gerações de moçoilas e também de rapazes deslumbrados, o petista Chico Buarque, que se juntou ao clube dos censores que diz ter combatido durante a ditadura militar ao tentar impedir - e tentar justificar! - a censura em biografias de artistas como ele próprio. Chegou mesmo a escrever, com sua prosa de versejador, um artigo n'O Globo tentando justificar o injustificável. Recebeu a solidariedade de Paula Lavigne, a ex-mulher de Caetano Veloso, o mais novo "new kid on the black bloc" (e que se inscreve assim, também, na galeria nacional da ridicularia). Chico Buarque continua sendo um artista de extrema sensibilidade. Sua capacidade de entender a alma feminina é admirável. Deve ser o único capaz de compreender os sentimentos de Paula Lavigne.
Os fãs-tietes-devotos de Chico Buarque, que só devem ser menos numerosos do que as torcidas do Flamengo e do Corinthians juntas, estão se dizendo decepcionados. Afirmam que o moço está mudado etc. Também, pudera: como é que o ídolo da esquerda caviar e endinheirada, que ficou mais de quarenta anos elogiando a ditadura cubana dos irmãos Castro, pode defender agora a censura?! Que absurdo! Onde já se viu? Que falta de coerência! (gargalhadas, mais gargalhadas)
Uma ministra dos direitos humanos emitindo uma Nota Pública contra uma piada e querendo tirar do ar um site de zoação. Chico Buarque mostrando que hoje ele é quem manda, falou tá falado, não tem discussão... No Brasil, os maiores comediantes são aqueles que querem continuar a ser uma piada que se leva a sério.
Petistas são ridículos. Só isso a dizer. São ridículos, ridículos.
sexta-feira, abril 12, 2013
quinta-feira, novembro 22, 2012
EM DEFESA DO ÓBVIO
O Brasil - eu quase escrevi: o mundo (ainda não perdi totalmente a esperança...) - está se tornando um lugar em que afirmar o óbvio está cada vez mais difícil. E isso por culpa de "movimentos" (faço questão das aspas) que, em nome de "causas" as mais díspares - e disparatadas - querem porque querem convencer a todos que dois mais dois são cinco, como no célebre livro de Orwell.
Em que consiste a tática dos politicamente corretos, herdeiros diretos ou indiretos da velha "linha justa" dos partidos comunistas? Eis alguns exemplos.
- Fulano defende o direito de Israel se defender dos ataques terroristas do Hamas e condena o uso por este de civis palestinos, inclusive crianças, como escudos humanos (o que traz sempre dividendos propagandísticos contra Israel)? É um "sionista fanático, racista, imperialista e genocida".
- Quer ver os mensaleiros respondendo por seus crimes na cadeia? É um membro da "elite golpista", defensora de um "moralismo udenista de classe média".
- Considera o culto da ignorância promovido pelo lulopetismo uma ofensa aos pobres que estudam? É um "preconceituoso" e "elitista".
- É contrário ao sistema de cotas raciais no serviço público, pois se trata da oficialização do racismo (pior: num país de mestiços), e tem dúvidas quanto à sinceridade de Barack Obama no tocante à sua nacionalidade? É um "racista" e "teórico da conspiração".
- Não se deixa levar pelo discurso ensaiado e baseado em desinformação de celebridades televisivas contra a construção de uma usina hidrelétrica, sem a qual o país corre o risco de ficar às escuras? É um "inimigo da natureza" e defensor dos "interesses ruralistas".
- É contra o desarmamentismo e a "descriminalização" da maconha, e defende leis mais severas para punir a criminalidade, como a redução da maioridade penal para 16 anos? É um "fascista".
- Considera revanchismo a idéia de rever a Lei de Anistia de 1979 para punir apenas um dos lados do conflito ideológico dos anos do regime militar, lembrando que a esquerda armada praticou terrorismo e assassinatos? É um "defensor da ditadura", "favorável a torturadores" etc.
- Quer saber a verdadeira opinião de Dilma Rousseff sobre questões como o kit-gay e o aborto? É um representante da "direita medieval" etc. etc.
E, finalmente:
- Acredita que 1) aquilo que se faz na cama é um assunto estritamente privado; 2) preferências sexuais não devem ser fonte de direitos (nem de deveres); 3)criminalizar a "homofobia" é um disparate que levaria inexoravelmente à institucionalização da censura; 4) o Brasil está longe de ser um matadouro de homossexuais; e 5) nenhum comportamento humano está acima de crítica ou de chacota? Então só pode ser um "homofóbico", "preconceituoso" e inimigo da liberdade e da diversidade sexual etc. etc. etc. - ou seja: um leitor da VEJA (a "mídia golpista").
Qualquer pessoa ainda não lobotomizada pela propaganda esquerdopata e "politicamente correta" não terá dificuldade alguma em perceber que as conclusões acima são uma grossa empulhação, uma tremenda impostura decorrente da mais despudorada desonestidade intelectual. É algo facilmente notado por qualquer pessoa razoavelmente dotada de inteligência. Menos, claro, se você for um militante.
O leitor razoavelmente informado e perspicaz também já deve ter percebido do quê estou falando. Há dias, um artigo do colunista da VEJA J.R. Guzzo é motivo de revolta entre os militantes gays (que eu prefiro chamar de gayzistas) e seus simpatizantes. Estes inundaram as redes sociais de comentários indignados, supostamente por causa de uma alusão a cabras que os deixou particularmente ofendidos. Alusão esta que não passou disso: uma alusão, referente ao fato de que o casamento, em nossa sociedade, não é um direito ilimitado, daí a idéia do "casamento gay" não ser algo assim tão simples - assim como a união matrimonial entre um homem (ou mulher) e uma cabra (ou um bode). Aliás, ninguém é obrigado por lei a gostar de gays, de cabras ou de espinafre, é?
O leitor razoavelmente informado e perspicaz também já deve ter percebido do quê estou falando. Há dias, um artigo do colunista da VEJA J.R. Guzzo é motivo de revolta entre os militantes gays (que eu prefiro chamar de gayzistas) e seus simpatizantes. Estes inundaram as redes sociais de comentários indignados, supostamente por causa de uma alusão a cabras que os deixou particularmente ofendidos. Alusão esta que não passou disso: uma alusão, referente ao fato de que o casamento, em nossa sociedade, não é um direito ilimitado, daí a idéia do "casamento gay" não ser algo assim tão simples - assim como a união matrimonial entre um homem (ou mulher) e uma cabra (ou um bode). Aliás, ninguém é obrigado por lei a gostar de gays, de cabras ou de espinafre, é?
Em texto meu anterior, fiz questão de rebater ponto a ponto os "argumentos" utilizados por um conhecido porta-voz político-artístico do "movimento" gayzista que, para tentar desqualificar o texto de Guzzo, demonstrou claramente não ter entendido o que leu (se é que leu). E tentei deixar claro - acredito que consegui fazê-lo - que o que mexeu com os brios do pessoal LGBT (ainda é assim que se chamam?) não tem nada a ver com cabras e espinafres: foram simplesmente os fatos citados acima, que Guzzo menciona em seu texto. Principalmente dois fatos que ainda esperam ser contestados: que os gays não são uma classe especial e diferente de cidadãos e que a propaganda gayzista, ao insistir na idéia contrária, acaba confirmando a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual o resultado de uma luta - nesse caso, por "igualdade" - termina sendo, paradoxalmente, o seu inverso (o mesmo pode ser dito das cotas raciais, que, a pretexto de combater a discriminição racial, acabaram oficializando-a). Assim, o "movimento" gayzista acaba conspirando contra os próprios homossexuais (que não são todos militantes da "causa", é bom que se diga).
Como eu disse, já escrevi sobre o tema, e não pretendo me repetir. Vou apenas acrescentar um dado que julgo relevante. Trata-se da definição da assim chamada "homofobia", cuja criminalização é uma das principais bandeiras do "movimento" gayzista. Assim como J.R. Guzzo, tenho sérias dúvidas sobre o que viria a ser essa tal "homofobia" de que tanto falam. E, assim como o colunista da VEJA, não consigo ver nenhum sentido em criminalizar algo que não se sabe exatamente o que é e que ninguém - repito: ninguém - até agora definiu com clareza. "Homofobia" é, para dizer o mínimo, algo extremamente vago. Ao contrário, por exemplo, de "Matar alguém" ou de "Escarnecer de alguém publicamente, por
motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática
de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto
religioso" (Artigo 208 do Código Penal Brasileiro; pena:
detenção, de 1 mês a 1 ano, ou multa) - algo que costuma ocorrer, diga-se, nas paradas gay em várias capitais. Nesse caso, trata-se de um crime claramente tipificado pelas leis do país. Mas, "homofobia"? O que raios é "homofobia"? Citar uma passagem da Bíblia (ou do Corão) que condena a prática homossexual? Mas proibir tal coisa, concordando-se ou não com o trecho assinalado, é claramente um atentado à liberdade religiosa, um dos pilares da democracia. O que resta, então? Uma piada de bar, talvez? É, sobra essa alternativa. Nesse caso, o que vai a seguir teria de ser proibido:
Pode-se considerar uma piada de mau gosto, ou discordar de um ponto de vista. Mas pode-se, sob qualquer pretexto, tentar censurá-los em um estado de direito democrático? De qualquer maneira, o que se estaria criminalizando é nada mais, nada menos, do que uma opinião. E delito de opinião só existe em ditaduras. Preciso ser mais claro?
Em outras palavras, é o seguinte: para que a tal "homofobia" seja transformada em crime, como pretendem os militantes gayzistas, a liberdade de expressão e de opinião - inclusive a liberdade de contar uma simples piada de bichinha - teria que ir para as cucuias. Isso significaria que todos teriam de ser obrigados a gostar, por lei, de gays. Ou de cabras e de espinafre.
Essa é a questão que está por trás (no bem sentido, claro...) de toda a onda de revolta e de indignação dos gayzistas contra o artigo da VEJA. Todo o resto - revolta por ser comparado a uma cabra, por exemplo - não passa de faniquito de viadinhos afetados e nervosinhos. Coisa de boiola.
Quando o debate está de antemão tolhido pelo discurso militante, que demoniza o antagonista em vez de analisar os fatos com honestidade, quem perde é a inteligência. Os militantes de "movimentos" como o LGBT se especializaram em satanizar seus críticos, cobrindo-os de injúrias de todos os tipos quando se dizem, eles mesmos, vítimas de injúria. Com essa tática desonesta, procuram desviar a atenção de fatos que lhes são incômodos, por destoarem frontalmente de seu discurso vitimista, fugindo do debate e colocando-se, assim, acima de qualquer crítica. A se julgar pela repercussão negativa do artigo da VEJA, a tática funciona.
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sexta-feira, março 09, 2012
UM POEMA PARA OS TEMPOS ATUAIS
Primeiro eles vieram atrás dos liberais.
Atacaram-nos de todas as formas, buscaram desacreditá-los,
Até que “liberal” virou uma palavra feia.
E eu não protestei, porque não era liberal;
.
Depois, eles vieram pelos conservadores.
Trataram de satanizá-los, de estigmatizá-los,
Até que que não sobrou nenhum deles.
E eu não disse nada, porque não era conservador;
.
Mais tarde, eles vieram atrás dos católicos e dos evangélicos.
Cobriram-lhes de calúnias, ridicularizam-nos,
Tacharam-nos de reacionários, atrasados, homofóbicos…
E eu me calei, porque não era católico, nem evangélico;
.
Então foi a vez de todos os que insistiam em pensar de forma diferente.
E eu permaneci em silêncio, porque não me interesso por política;
.
Finalmente, vieram me buscar.
.
E já não havia ninguém para protestar.
Atacaram-nos de todas as formas, buscaram desacreditá-los,
Até que “liberal” virou uma palavra feia.
E eu não protestei, porque não era liberal;
.
Depois, eles vieram pelos conservadores.
Trataram de satanizá-los, de estigmatizá-los,
Até que que não sobrou nenhum deles.
E eu não disse nada, porque não era conservador;
.
Mais tarde, eles vieram atrás dos católicos e dos evangélicos.
Cobriram-lhes de calúnias, ridicularizam-nos,
Tacharam-nos de reacionários, atrasados, homofóbicos…
E eu me calei, porque não era católico, nem evangélico;
.
Então foi a vez de todos os que insistiam em pensar de forma diferente.
E eu permaneci em silêncio, porque não me interesso por política;
.
Finalmente, vieram me buscar.
.
E já não havia ninguém para protestar.
domingo, outubro 09, 2011
POR UM PAÍS MAIS BURRO, MAIS FEIO E MAIS SEM-GRAÇA: É A CENSURA LULOPETISTA EM AÇÃO
O Brasil está ficando cada vez mais um país sem-graça. E mais feio. E mais burro. Graças aos petistas.Primeiro foram os pôneis malditos ("um símbolo de pureza infantil maculado como representação do mal"). Depois, a Gisele Bündchen de lingerie ("reforça estereótipos machistas contra a mulher"). Seguiu-se um quadro do Zorra Total ("incitação ao assédio sexual nos metrôs", gritou o sindicato dos metroviários). E, finalmente, uma piada de mau gosto sobre comer (no sentido sexual) uma cantora grávida e o bebê que está esperando ("crime de pedofilia", sentenciaram os juízes de família). E tudo isso em menos de um mês!
Um comercial de automóveis, uma propaganda de lingerie, um quadro babaca de programa humorístico e uma piada de mau gosto causam mais indignação do que a corrupção dos petralhas. Só no Brasil.
Quando digo que a ditadura do politicamente correto já se instalou por estas plagas, neguinho vem e acha que é exagero. Desde que se instalaram no poder, os lulopetistas não têm feito mais do que duas coisas: locupletar-se nas verbas e cargos oficiais e tentar, de todas as maneiras, tutelar e censurar o livre pensamento. Eles chamam isso de "controle social" e de "regulamentação da mídia". Eu chamo pelo nome que tem: censura, pura e simplesmente. Inclusive dos comerciais: a única propaganda que essa turma entende e permite é a deles próprios.
Desprovidos de humor, os guardiães da moral e dos bons costumes não gostam de piadas, exigindo que sejam sempre corretas e edificantes, incentivadoras de virtudes cívicas e dos valores da companheirada. Esquecem-se, assim, que o humor não tem outra obrigação além de ser engraçado (pode mesmo ser grosseiro ou idiota). Recalquados(as), vêem num comercial de calcinha e sutiã uma ofensa à dignidade das mulheres. Inimigos do humor, da beleza e da inteligência, querem impor travas à liberdade de criação, subordinando-a aos ditames do partido ou do sindicato. Não por acaso, um desses bobocas já quis proibir, por "racismo", até Monteiro Lobato...
O curioso é que esses mesmos defensores do feminismo e inimigos de piadas supostamente pedófilas não vêem nada de errado em distribuir, com dinheiro público, gel lubrificante numa parada gay, ou em um ministro da Educação propor a distribuição de kits-gays para crianças de 11 anos de idade nas escolas públicas. São esses mesmos aiatolás e arautos da virtude que querem impor uma lei que pune com prisão o padre católico ou pastor evangélico que tiver a ousadia de citar o que diz a Bíblia sobre o homossexualismo - e que, não se enganem, também punirá o engraçadinho que fizer piada com os companheiros boiolas.
Até onde os novos censores, encastelados no governo dos companheiros, vão levar sua sanha moralista? Quem sabe resolvam reescrever os contos de fada. Assim, o caçador abandonaria a profissão e, junto com o lobo-mau, se converteria à causa ecológica; por sua vez, o lobo mau desistiria de sua intenção de comer a vovozinha (certamente, um elogio da tara por gente idosa) e a chapeuzinho vermelho (olha a pedofilia aí, gente). Também os comerciais e programas humorísticos seriam submetidos, antes, a uma estrita avaliação por um seleto comitê de sociólogos e antropólogos da USP e da UnB, que "a nível de" se empenhariam em verificar se os squetchs possuem ou não uma mensagem conforme os mais elevados princípios e valores do lulopetismo. Só falta aquela plaquinha com o selo da censura oficial antes dos filmes e programas na TV.
O Brasil já teve um Jânio Quadros, que, acometido de furor moralista, quis proibir até desfile de biquíni em concurso de miss (as feministas que não cuidam dos cabelos e não raspam o sovaco, como a "ministra" Iriny Lopes, certamente aplaudiriam). Hoje, tem a patrulha esquerdista que não gosta de humor e de comercial da Hope. E ainda tem quem os apóie. Não há limites para a ridicularia dessa gente.
E só para não perder a piada: você trocaria uma Gisele Bündchen por uma Iriny Lopes?
sexta-feira, agosto 19, 2011
O DIREITO A SER TOLO. OU: A INTOLERÂNCIA DOS TOLERANTES. OU AINDA: OS OBSCURANTISTAS DO BEM
a) a liberdade de manifestar a opinião sobre qualquer assunto, sem medo de censura;
b) essencialmente, o direito de pensar diferente, de divergir;
c) um direito constitucional inalienável e uma das bases da democracia;
d) o direito de expressar somente a opinião considerada justa pela maioria, ou correta, sensata e inteligente.
Se você escolheu, entre as opções acima, qualquer uma que não a "d", parabéns, você é um cidadão que sabe o significado da liberdade de expressão, está plenamente habilitado para conviver com outros numa democracia. Se, ao contrário, você optou por NÃO marcar "a", "b" ou "c", seu lugar é em Cuba ou na Coréia do Norte.
Agora leiam o que está nos links a seguir:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/961771-procuradoria-processa-igreja-e-redetv-por-ofensa-a-ateus.shtml e
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/961624-outdoor-evangelico-gera-critica-de-gays-em-ribeirao-preto-sp.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/961624-outdoor-evangelico-gera-critica-de-gays-em-ribeirao-preto-sp.shtml
A primeira notícia é sobre um processo que está sendo movido pelo Ministério Público de São Paulo contra um pastor de uma igreja evangélica. Motivo: ofensa aos ateus. Querem que a rede de televisão em que o tal pastor falou se retrate pelo que ele disse etc.
Nem vou discutir, aqui, as palavras do tal pastor da tal igreja, de quem nem tinha ouvido falar. Pelo que li, o que ele disse foi uma tolice, uma cretinice. Não é preciso ser crente em Deus para ser uma pessoa boa e pacífica, como sabem os fundamentalistas islamitas. A questão não é essa. É a seguinte: ele tem ou não o direito de falar o que pensa?
Sou ateu, portanto não tenho nada de positivo a dizer sobre as crenças de evangélicos, católicos, muçulmanos, judeus ou umbandistas. Exatamente por isso, aliás, não posso aceitar que queiram cassar uma opinião diferente da minha. O nome disso é censura. Ponto.
Todos os dias, pastores evangélicos - para não falar dos católicos - são avacalhados na internet, e no entanto não se vê ninguem pedir a cabeça de seus detratores numa bandeja (e se o fizessem, eu seria um dos primeiros a reclamar contra esse absurdo). As ofensas, inclusive, já chegaram à esfera criminal: na última parada gay em São Paulo, imagens de santos católicos foram achincalhadas e expostas ao ridículo por militantes gayzistas (o que é, aliás, um crime, pois viola o Artigo 208 do Código Penal, que pune com cadeia quem desrespeitar símbolos religiosos). Ainda assim, não se viu ninguém ameaçando-os de processo penal por causa disso. Por que, então, um pastor deve ter seu direito à palavra cassado e caçado por causa de sua opinião sobre o ateísmo? Em que parte da Constituição ou do Código Penal está escrito que isso é um delito? Onde está escrito que a liberdade de expressão vale para uns e não para outros?
Repito: não creio em Deus, entre outros motivos, porque considero a religião uma questão privada, individual. Exatamente por isso, defendo o direito dos crentes falarem o que quiserem a meu respeito (desde, claro, que não seja uma incitação à violência). Posso garantir que jamais me verão ameaçando processar alguém por causa de uma opinião, seja ela qual for. Para mim, sagrado é o direito ao livre pensamento - meu e de quem discorda de mim. E os que querem calar o tal pastor, podem dizer a mesma coisa?
Quanto à segunda notícia, quem a ler vai perceber claramente que a intolerância não está do lado de quem espalhou os outdoors, mas de quem quer punir uma opinião religiosa. Pode-se discordar dela, achá-la estúpida e até preconceituosa, mas se pode, francamente, impedir que ela seja veiculada? O outdoor em questão limita-se a citar três passagens bíblicas contrárias ao homossexualismo. Foi o bastante, porém, para a mensagem ter sido considerada (horror, horror!) "homofóbica". Ora, o que se deve fazer: reescrever a Bíblia?
Pelo visto essa deve ser a intenção do sr. Luiz Mott, presidente do Grupo Gay da Bahia e queridinho da Rede Globo. Mott deve ser um teólogo frustrado, a se julgar por sua afirmação de que citar a Bíblia nessa questão seria uma atitude obscurantista e intolerante, pois afinal o Antigo Testamento defende o apedrejamento de adúlteras etc. Atenção, católicos do mundo todo: há um impostor em Roma! O verdadeiro papa não se chama Bento XVI: ele se chama, na verdade, Luiz Mott! É ele a suprema autoridade teológica, o maior exegeta dos textos sagrados desde S. Tomás de Aquino...
Como disse, sou ateu, mas nem por isso vou sair por aí me arrogando ares de teólogo, coisa que não sou nem pretendo ser. Ao contrário dos "inimigos do obscurantismo", não tenho a ambição de reescrever nenhum texto religioso para que se adapte a minhas próprias convicções particulares. Basta-me a razão. Citar a Bíblia, ou qualquer outro texto religioso, para criticar o homossexualismo pode até ser um anacronismo, algo incompatível com a modernidade. Mas é um crime?
Mais uma vez, o que se quer é instituir o delito de opinião. E delito de opinião só existe em ditaduras. Preciso repetir o que penso a respeito?
Quando pretensos ateus e militantes gayzistas, que se apresentam como campeões da tolerância, tentam, em nome dessa alegada tolerância, intimidar e calar quem pensa de forma divergente, é porque estamos vivendo uma época realmente perigosa. Não me acanho em denunciar esse total absurdo, até porque há ateus que se comportam como inquisidores medievais, e há evangélicos (ou católicos) que levantam bem alto a bandeira da liberdade de expressão. A meu ver, esse tipo de coisa demonstra apenas a fragilidade daquilo que passa por aí como ateísmo: chego mesmo a duvidar de uma corrente filosófica que apela para as leis (além do mais, leis inexistentes), em vez de argumentos racionais, contra quem dela discorda. Confundem mesmo Estado laico com Estado ateu, que é exatamente o oposto da democracia.
E se alguém apontar alguma suposta contradição nessa minha atitude, porque afinal sou ateu (logo, por uma estranha lógica, deveria ser "contra os crentes" etc.), não hesitarei em lembrar o óbvio: que liberdade é sempre a liberdade de discordar, de pensar diferentemente. É a liberdade, inclusive, de dizer bobagem. O resto é intolerância e ditadura. Ponto final.
Até porque, se for para proibir as pessoas de dizerem tolices, seria preciso colocar uma mordaça em todo mundo. Vai ver é exatamente isso o que querem os "progressistas". Com o apoio de muitos "intelectuais" e de grande parte da imprensa (e, agora, do Ministério Público), estão conseguindo.
sexta-feira, junho 29, 2007
A VOLTA DOS GUARDIÃES DA MORAL E DOS BONS COSTUMES
Esta é mais uma para o FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País, versão 2007: o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, quer baixar uma portaria estabelecendo a "classificação indicativa" dos programas de televisão, ou seja, determinando o horário em que cada programa deve ser transmitido, de acordo com a faixa etária do público. O que significa isso? Basicamente, a volta dela, a famigerada, a maldita censura governamental aos meios de comunicação, desta vez disfarçada de defesa do bom gosto e dos direitos das crianças e adolescentes.
Todas as minhas dúvidas sobre o caráter autoritário e paternalista do projeto do governo caíram por terra na última segunda-feira, depois de assistir a um debate sobre o assunto no programa Roda Viva, da TV Cultura. No debate, os defensores da medida, funcionários do governo, argumentavam que a iniciativa não era nenhuma forma de censura, mas unicamente um meio de regulamentar - "regulamentar", esta é a palavra mágica que utilizam os inimigos da liberdade de escolha - os horários dos programas, a fim de evitar abusos e coibir a baixaria. Além do mais, prosseguiam esses senhores iluminados, a decisão final de assistir ou não ao programa continuaria sendo do espectador, pois o governo apenas estabeleceria as bases dessa escolha (ou seja: o sujeito continua a ter o direito de escolher o que seus filhos vão assistir, mas quem determina o horário é o governo). Ao final do debate, convenci-me de que o que está em gestação é, sim, uma forma de censura, sutil e subreptícia, mas censura do mesmo jeito.
Por coincidência, no começo da semana, o governo voltou atrás na idéia de estabelecer a censura prévia - o exame, por um grupo de "especialistas" designados para a tarefa, do conteúdo da programação das emissoras, antes de esta ir ao ar. A simples idéia de que foi cogitado tal absurdo já é de dar calafrios. Por sua vez, a idéia da "classificação indicativa", da censura do horário, continua firme e forte. O que estabelece essa invenção maravilhosa? Simples: que o horário dos filmes ou programas, a grade das emissoras, deve adaptar-se aos altos padrões morais e estéticos de um punhado de excelências, pagos por você, contribuinte, para decidir que tal ou qual programa é adequado ou não para seu filho de oito anos assistir naquele horário. Em outras palavras, o que o governo está dizendo é o seguinte: você, espectador, não é capaz de decidir o que é bom para sua prole assistir na televisão, e portanto esta tarefa cabe ao Estado, ao paizinho Estado, que constitui, assim, o guia moral e espiritual da sociedade. O indivíduo, a família, estes não devem ter voz na escolha do que a meninada vê na telinha, nem quando; é somente a Ele, o Estado, que cabe esta árdua missão, em nome da preservação da moral e dos bons costumes.
Não há dúvida de que a programação das TVs privadas no Brasil, assim como em todo o mundo, não é nenhuma maravilha. Aliás, a maioria do que passa na TV não vale nada, é puro lixo. Não tenho paciência para porcarias como Domingão do Faustão ou Big Brother, por exemplo. Mas nem por isso aceito que o Estado se arvore em juiz da qualidade dessa programação, a ponto de decidir por mim sobre o que vai ou não ao ar, nem em que horário. Essa decisão cabe unicamente a quem assiste aos programas, a quem tem o controle remoto nas mãos.
Além do mais, tal decisão governamental, se vier a ser aplicada, será um desserviço à própria cultura. De acordo com a portaria do Ministério da Justiça, peças de Shakespeare repletas de cenas de sangue e sexo como MacBeth e Otelo só poderiam ser transmitidas depois das 23 horas. Contos infantis, como Chapeuzinho Vermelho, teriam de ser adaptados para passar de manhã ou à tarde, com a exclusão da cena em que o Lobo Mau devora a vovó. A idéia de intervir na programação das emissoras de televisão, na forma disfarçada e aparentemente anódina de uma "classificação indicativa", usando para tanto o monopólio da força pelo Estado, é sempre um tipo de censura, que abre caminho para outras formas mais explícitas de tutela governamental sobre os espiritos.
A justificativa apresentada pelos censores pagos pelo governo é sempre a mesma: é preciso "proteger" as crianças, livrá-las do lixo e da baixaria vomitados diariamente pela TV, que muitas vezes abusa de cenas violentas e até mesmo pornográficas. É assim que começa. Primeiro, o governo intervém na grade da programação, estabelecendo o que deve passar neste ou naquele horário. Depois, passa a dar cada vez mais palpite no conteúdo dos próprios programas, expurgando o que é considerado impróprio. Finalmente, passa a ditar o que deve e o que não deve ser transmitido, produzindo ele mesmo os programas que serão assistidos pela população - de preferência, em algum canal estatal. Daí a que se queira determinar o tema e o conteúdo de peças de teatro e de livros, ou simplesmente censurar as notícias, é um pequeno passo. Já vimos esse filme antes e, francamente, não vale a pena.
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O flerte do governo Lula com a censura é antigo. Está nos seus genes, na sua origem e vocação totalitária. Antes mesmo de chegar ao poder, o PT já dava mostras de sua relação tumultuada com a imprensa, elogiando-a sempre que lhe convinha, atacando-a ferozmente quando era criticado. Desde 2003, quando se instalaram no Palácio do Planalto, os companheiros já entraram em rota de colisão com a liberdade de expressão várias vezes: um dos primeiros casos de intolerância lulista foi a expulsão de um jornalista americano que teve a audácia de se referir, em um artigo de jornal, aos hábitos etílicos de nosso Presidente (infelizmente para Lula, não havia nenhum assessor por perto que o lembrasse do gosto pelo úísque de um Winston Churchill, por exemplo). Seguiu-se a malfadada e hoje quase esquecida iniciativa do governo de criar um Conselho Federal de Jornalismo, que outra coisa não seria senão um Conselho Federal de Censura, felizmente engavetada junto com outros programas inócuos, como o outrora badaladíssimo Fome Zero. Mas eles não desistem. A bola da vez é essa tal de "classificação indicativa", pela qual a companheirada pretende ressuscitar a tesoura da censura federal, criando uma espécie de polícia do bom gosto para decidir o que é melhor para seu filho, leitor.
Já tive a oportunidade de ver a propaganda do Ministério da Justiça em favor da "classificação indicativa" na televisão. Lembra muito uma propaganda veiculada pelo governo de Hugo Chávez na Venezuela, o qual fez aprovar medida semelhante anos atrás. Esta foi logo apelidada de "Lei Mordaça", pois na prática impôs o dever de as emissoras de televisão se autocensurarem, caso contrário correriam o risco de perderem a concessão do governo para continuarem funcionando. Essa mesma lei foi invocada por Chávez para fechar uma emissora que lhe fazia oposição, em maio passado. O governo já quis desarmar a população, retirando dela o direito de escolher defender-se ou não. Agora deseja controlar o que assistimos na TV, retirando do cidadão o direito de escolher o que seus filhos verão na telinha. Não há dúvida: estamos mesmo caminhando para o chavismo.
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