Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
sábado, junho 11, 2011
RETRÁTU DU INTELEQUITUAU BRAZILÊRU
sexta-feira, junho 10, 2011
ELOGIO DA IGNORÂNCIA
O texto, como se tornou praxe nesses casos, está sendo divulgado em uma “nota pública” por um conglomerado de sindicatos e de associações de professores, certamente receosos de perderem a boquinha que conseguiram no governo dos companheiros após a reação da parte da sociedade que pensa contra mais esse absurdo da era lulopetista (nessas horas, eles se apóiam, assinam manifestos, tudo em nome da "classe"). Tendo isso em mente, fica mais fácil explicar o que segue. Vai em vermelho. Comento em seguida.
A fala dos pobres: muito barulho por nada
Trabalho há mais de 20 anos com formação inicial e continuada de professores do ensino fundamental e tenho procurado discutir com eles sobre a legitimidade dos falares populares, a necessidade de reconhecer que a língua dos pobres tem regras próprias, expressividade e economia de recursos.
Notem que o texto começa com um argumento de autoridade (“Trabalho há mais de 20 anos na área” etc.). A idéia é dizer “eu sou especialista, você não; logo, eu sei mais do que você" - algo que poderia valer para alunos do jardim-de-infância, que desconhecem ainda a diferença entre um nome e um verbo. A questão não é sobre a legitimidade dos falares populares (seja lá o que isso significa), mas sobre gramática. Desconheço a existência de uma “língua dos pobres” - conheço apenas a língua portuguesa. Falar “nóis pega os peixe” não é “língua de pobre” - é língua de quem nunca ouviu falar em regras gramaticais. Pobre não é sinônimo de ignorante. Assim como rico não é o mesmo que intelectual. Preciso explicar por quê?
Não é prestigiada socialmente, não tem valor no mercado de empregos de colarinho branco, não é admitida na Academia, mas, do ponto de vista linguístico, é tão boa quanto o dialeto chamado padrão.
Essa é a base da teoria do “nóis pega os peixe”: a norma culta e a língua chamada popular estariam no mesmo nivel, têm o mesmo valor, e corrigir alguém por não concordar sujeito com verbo é “preconceito linguístico”. Só tem um problema: “tão boa” para quem? Só se for para professores de sociolinguística acometidos de delírio populista, que acham que Camões e Tiririca estão no mesmo patamar de igualdade.
A diferença maior é que os falantes do dialeto padrão têm o poder político, social e econômico que falta aos pobres.
Ah bom! Agora entendi tudo. A gramática é uma forma de dominação das elites... Só falta dizer que a Matemática e a Geometria são instrumentos da exploração da burguesia.
Só não entendi uma coisa: se a língua é um instrumento da dominação do homem pelo homem, como dizia Stálin, então qual o sentido de se ensinar Português nas escolas? Se falar errado é certo, para quê corrigir? Em vez de Machado de Assis, o modelo de bom uso do idioma deveria ser o Lula.
Não cabe à escola ignorar, ou censurar as variantes populares, mas sim respeitar a fala dos alunos e, ao mesmo tempo, ensinar a todos a empregar também a norma culta em ocasiões sociais que exigem um registro formal da língua e, principalmente, como usá-la na escrita.
Cabe às escolas ensinar, mostrar a diferença entre o certo e o errado, em primeiro lugar – coisa que as escolas brasileiras fazem mal e porcamente, diga-se –, e não deixar de fazê-lo sob o pretexto de que é “preconceito linguístico”. Respeitar a variedade linguistica é diferente de decretar a não-validade da gramática em certos casos. A variedade linguística não deve ser confundida com ausência de regras. Se não, teremos um preconceito... contra a gramática!
Sobre isso é que interessa discutir agora, e não dar continuidade a esta polêmica estéril sobre um livro destinado a jovens e adultos que reconhece a existência e a legitimidade de formas verbais típicas dos dialetos populares.
As pessoas que criticaram o livro em questão – que provavelmente não leram – devem ler o capítulo “Escrever é diferente de falar”, para constatar que a autora assume uma posição equilibrada e academicamente justificada em relação às variações dialetais. Além disso, o capítulo contém numerosos exercícios de concordância nominal e verbal e pontuação, rigorosamente de acordo com a gramática da norma culta. Uma ou duas frases, fora do contexto do capítulo, estão sendo utilizadas para condenar um livro e a posição da autora em favor da língua dos pobres.
Eu li a parte do livro que ensina que não há qualquer diferença entre dizer "nós pegamos" e "nós pega" (detalhe: não na fazenda ou na rua, mas na escola). Acredito também que muitos leram. Se ainda não o fizeram, vejam por si mesmos e tirem suas proprias conclusões (cliquem para ampliar):
Agora me digam, com toda franqueza: é ou não é apologia do erro?Marlene Carvalho se diz professora. Professora de quê? Só se for de sociolinguística. Quanto à disciplina Língua Portuguesa, melhor não deixar que ela chegue perto de crianças.
POR QUE BIN LADEN NÃO SE ESCONDEU NO BRASIL?

Battisti e seus amigos: verdadeiros humanistas
O engraçado (para não dizer o trágico) dessa situação surreal é que hâ mesmo quem se encha de indignação contra o waterboarding em prisioneiros da Al Qaeda pelas forças de segurança dos EUA, mas não diga uma palavra em favor dos direitos dos mortos pelos terroristas de esquerda. Os petistas que defendem Battisti alegaram, entre outros motivos para não entregá-lo à Justiça italiana, que ele estava doente. Essa gente é mesmo movida por um forte sentido humanitário.
O Brasil virou o cafofo do Battisti. Osama Bin Laden cometeu um erro ao refugiar-se no Paquistão. Deveria ter vindo para o Brasil. Aqui, com o apoio de tantos amigos influentes como Tarso Genro e o senador Suplicy, ele certamente receberia o status de refugiado político. Poderia até iniciar uma parceria com Antonio Palocci, como consultor. De direitos humanos.
Mas também, que coisa essas vítimas de Battisti, heim? Quem mandou ser assassinado pelas balas da esquerda? Não sabiam que terrorismo é só o que a direita faz? Os cadáveres precisam aprender a morrer do lado certo.
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P.S.: Somente para lembrar, aí vai uma lista dos assassinatos atribuídos a Battisti:
6 de junho de 1978, Udine - Antonio Santoro, agente penitenciário, é assassinado por Battisti e outro cúmplice que declarou que ele - Battisti -disparou a arma.
16 de fevereiro de 1979, Santa Maria di Sala - Lino Sabbadin, açougueiro, depois de reagir ao roubo cometido por Battisti e seus comparsas, é brutalmente assassinado por Diego Giacomin. Battisti dava cobertura no momento do crime.
19 de abril de 1979, Milano - Segundo testemunhas, Battisti atira diversas vezes no agente da DIGOS (Divisão de Inteligência da Polícia), Andrea Campagna, que foi um dos responsàveis pela investigação do caso de Torregiani.
quinta-feira, junho 09, 2011
É CADA UMA...
ATENTADO CONTRA A INTELIGÊNCIA
MACONHA EMBURRECE

O senhor pelo visto não presta a atenção no que eu escrevo. Nos dois comentários que escrevi fui bem claro quando disse:
QUE NÃO SERIA PERMITIDA A COMPRA DE DROGAS DO NARCOTRÁFICO, ISSO INCLUI AS FARC.
Portanto, a legalização exige produção e supervisão interna (dentro do país) dessa "nova indústria" pelo governo.
PS: Só para garantir, pois você pode não ter lido antes:
COM A LEGALIZAÇÃO E A REGULAMENTAÇÃO, NÃO SERÁ PERMITIDA A COMPRA DE DROGAS DO NARCOTRÁFICO, ISSO INCLUI AS FARC E QUALQUER REDE LIGADA AO TRÁFICO DE DROGAS.
Entendeu ou quer que eu desenhe?
Não, meu amigo maconhista, eu li sim o que você escreveu. Acho que você é que não estava no seu estágio mental normal e não prestou atenção ao que escreveu. Primeiro, porque a compra de drogas no narcotráfico já é proibida. Além do mais, você deixou claro que não leu – ou se leu, não entendeu, porque deveria estar meio enevoado para entender qualquer coisa – nadinha que eu escrevi. Por isso vou repetir, embora deteste fazê-lo, só para garantir. Vamos lá, preste atenção:
quarta-feira, junho 08, 2011
OS HUMANISTAS DO TERROR - II
Lá vou eu responder de novo ao Zé, o leitor para o qual eu sou um torturador cruel e malvado porque aplaudi a ação norte-americana que livrou o mundo do Bin Laden. Ele despeja aqui toda sua indignação humanista: Belíssimo argumento! Quer dizer que porque nossos inimigos torturam, nós vamos torturar também. Muito bem! Terroristas explodem duas torres nos EUA, devem os EUA atirar dois aviões no Irã e matar 3000 inocentes também? Cuba é comunista. Devemos nos converter ao comunismo também? Por favor, se os EUA são defensores dos Direitos Humanos, é errado agir ao contrário disto, mesmo com os inimigos. Responder na mesma moeda é agir fora da lei e do correto!
segunda-feira, junho 06, 2011
"É PÓ DE DEZ! É ERVA DE CINCO! QUEM VAI QUERER?"
OS HUMANISTAS DO TERROR
Mais uma do Zé, o humanista, que acha muito feio o que os EUA fizeram para despachar o Bin Laden. Ele não desiste. Para seu azar, eu também não.Não, livrar o mundo de Bin Laden foi algo acertado. A tortura foi o erro. E a tortura sempre será um erro inadmissível independente de que seja o agente.
Não é porque sou leigo em assuntos militares, que eu não consiga distinguir claramente o método usado como sendo tortura. E isso me permite a crítica. Ou você concorda com todos os filmes que vê só porque não é diretor de cinema? Independente de ser um general de guerra, posso discordar plenamente do método usado. Método este condenado na declaração dos direitos humanos. Para os países signatários, não há exceção!
domingo, junho 05, 2011
LEGALIZAR MACONHA É COISA DE QUEM FUMOU TODA A LÓGICA E QUER TROCAR O RESPEITO À LEI POR UM CAPRICHO ADOLESCENTE

RESPOSTA A UM HUMANISTA - II
Não é que o tal do Zé, o humanista retroativo, insiste em chorar aqui a morte do Bin Laden? Ele escreveu sobre meu post RESPOSTA A UM HUMANISTA (ele vai em vermelho):MAIS UM SITE. E UM ARTIGO GENIAL.
sábado, junho 04, 2011
PARA QUEM NÃO TEM UM PÉ DE MACONHA EM LUGAR DO CÉREBRO (OU: POR QUE NÃO SOU MACONHISTA)
Sei que é difícil exigir objetividade de alguém que defende a sério a legalização da maconha (e da cocaína, e da heroína, e do crack...). Mas vamos lá.RESPOSTA A UM HUMANISTA
Um tal Zé - posso estar enganado, mas desconfio que é o mesmo em que dei uma chinelada outro dia num post sobre a religião desarmamentista - está indignadíssimo com o dono do blog. Ele deve achar que sou um monstro moral porque fiquei feliz com o fato de que os EUA mandaram o Osama Bin Laden fazer jihad lá no reino do chifrudo - e da maneira que considero a mais adequada. Ele escreveu o seguinte:terça-feira, maio 31, 2011
OS ASSASSINOS "DELES" E OS "NOSSOS". OU: TERRORISTAS E TORTURADORES, QUAL A DIFERENÇA?
Existe um troço chamado "Amor e Revolução". Trata-se de uma telenovela exibida pelo SBT, a rede de televisão de Sílvio Santos. O enredo - se é que se pode chamar assim coisa tão tosca - tem como tema central os chamados "anos de chumbo" da luta armada durante o regime militar, nos anos 60 e 70. Uma coleção de clichês ideológicos e de meias-verdades sobre o período, que até parece saída de uma cartilha do MEC encomendada e aprovada por Fernando Haddad, "Amor e Revolução", a começar pelo título, é um lixo, uma porcaria típica dos programas da emissora de Sílvio Santos.