quinta-feira, março 24, 2011

OBAMA: O TRISTE FIM DE UM MITO


Quem passou pela Terra de Cabral um dia desses foi um tal Barack Hussein Obama, que, dizem, é o presidente dos EUA. Foi recebido com festa pelos nativos, que o adularam com salamaleques oficiais na capital. Para não perder a viagem, ele aproveitou para passear no Rio de Janeiro, onde, entre um discurso histórico e uma pose histórica da família histórica, o presidente histórico fez um pouco de turismo. Enquanto isso, um grupo de crianças de uma ex-favela (agora se chama "comunidade") lhe entretiveram e à primeira-dama Michelle e suas filhas dando saltos mortais e fazendo piruetas. Na próxima, vão chamar um grupo de funk.

Alguém teve a brilhante idéia de que, ao colocarem as mãos no chão e darem cambalhotas, os meninos e meninas da Cidade de Deus estariam exibindo algo genuinamente "nacional", a fina flor de nossa cultura, esses papos, enfim. Se tivessem declamado Goethe ou Shakespeare, ou exibido bons conhecimentos de ciências e matemática, não seria a mesma coisa. Afinal, gringo gosta de ver coisas exóticas, como o samba e a macumba, ou o rebolado de nossas mulatas. Além do mais, é nossa sina. Parece que os brasileiros têm certa dificuldade em permanecer em posição ereta diante de Obama.

Estava previsto inicialmente que Obama faria um discurso na Cinelândia. A idéia, certamente saída do cérebro de algum gênio do marketing político, foi, felizmente, abandonada. Parece que alguém na comitiva obamista lembrou que os brasileiros não entendem inglês. Mas não poderia haver tradução simultânea, por meio, sei lá, de um telão com legendas em português? Poderia, claro. Mas aí alguém deve ter lembrado que os brasileiros não sabem ler em nenhuma língua.

A visita de Obama foi também uma oportunidade para confirmar aquilo que sabemos há, pelo menos, oito anos: que o Brasil, finalmente, é um país importante, cujos líderes são respeitados mundialmente. Chegou a hora, pensaram os anfitriões, dessa gente bronzeada mostrar seu valor, provando aos gringos que somos iguais a eles e que estamos no mesmo nível. Imaginem Lula ou Dilma Rousseff falando aos americanos no Capitólio ou na Times Square. Imaginaram?

(Nota à margem: Lula não foi ao almoço oferecido em homenagem a Obama pelo Itamaraty em Brasília. Deve ter pensado que o lugar não comportava dois demiurgos e reformadores do mundo. Afinal, cerimônia em que ele não discursa não vale. Essa peça é somente para um ator.)

No final, Obama não mostrou seu queixo de estátua na Cinelândia, mas num palco um pouco mais acanhado, o Teatro Municipal. Não haveria lugar mais adequado. Afinal, o homem é um ator, e dos bons. Obama, como já sabem mais de 70% dos americanos que, a essa altura, querem vê-lo despejado da Casa Branca, não passa de uma operação de marketing, a mais gigantesca de que se tem notícia. Lá de onde ele veio, apenas uma minoria ainda acha que ele é algo mais do que isso, e ainda compra seus slogans. Há alguns meses, ele sofreu um duro revés, com a derrota esmagadora do Partido Democrata nas eleições legislativas americanas. Nos EUA, não falta quem levante dúvidas sobre seu passado, e inclusive questione se ele é cidadão nato norte-americano. No Brasil, porém, onde as coisas sempre chegam com certo atraso, ele goza de ampla simpatia. Eu disse simpatia? Eu quis dizer devoção. Tietagem. Oba-oba.

O Brasil é mesmo o lugar certo para Obama. Como demonstraram pela enésima vez os petistas - um grupo chegou mesmo a ensaiar um protesto contra o representante do "imperialismo ianque" -, somos incapazes de manter uma relação adulta com os EUA. Não conseguimos ainda superar a esquizofrenia, passando do antiamericanismo rombudo à adulação servil. No caso de Obama, às vezes as duas coisas se confundem.

No discurso - histórico, claro - do Municipal, perante uma platéia selecionada de políticos e atores da Globo, Obama desfilou todo seu charme e elegância, arriscando algumas palavras decoradas em português de marinheiro gringo e mostrando toda sua desenvoltura de animador de auditório - aliás, eu vi, juro que vi, uma jornalista derramando-se em elogios a Obama, descrevendo seus dotes de animador de auditório (ela usou essa mesma expressão, "animador de auditório"), como se fosse uma coisa boa! Desconfio que, se em vez de discursar ele tivesse sapateado ou feito malabarismo, ou cantado My Way de Frank Sinatra, o efeito teria sido o mesmo sobre a patuléia embasbacada. Para fechar com chave de ouro, ele encerrou o discurso citando uma frase de significado profundo de um grande pensador e intelectual brasileiro, um nome capaz de deixar Mark Twain e Ralph Waldo Emerson no chinelo: Paulo Coelho.

Ninguém percebeu, hipnotizados todos que estavam pela lábia obâmica, mas Obama repetiu, no Rio, a mesma mentira histórica com a qual começou seu discurso oficial em Brasília. Em ambas as ocasiões, ao elogiar sua anfitriã, ele avalizou uma fraude, afirmando que a luta no passado de pessoas como Dilma Rousseff foi o que permitiu aos brasileiros desfrutarem hoje de uma democracia. Alguém precisa informá-lo de que a "luta pela democracia" de Dilma Rousseff deu-se nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária e da Vanguarda Popular Revolucionária, grupos terroristas que desprezavam a democracia e queriam implantar o comunismo no Brasil. Das duas uma: ou Obama não sabe nada de História (assim como a maioria dos brasileiros), ou sabe, e nesse caso considera que explodir bombas e assassinar pessoas pelo comunismo é uma coisa boa.

Mas o momento culminante da jornada carioca de Obama foi sua visita ao Corcovado. Lá, ele posou, com seu sorriso de mil dentes, ao lado da estátua do Cristo Redentor. Naquele mesmo dia, jatos e navios dos EUA iniciaram uma campanha devastadora de bombardeios à Líbia. Imaginem o efeito de relações públicas no Oriente Médio: o presidente do Satã imperialista ocidental posando para fotografias tendo como pano de fundo um símbolo cristão no mesmo dia em que ordenava um ataque a um país muçulmano... George W. Bush quase foi crucificado, sem trocadilho, porque usou a palavra "cruzada" para se referir à "guerra ao terror" (expressão, aliás, que não quer dizer nada) após o 11 de setembro. Foi atacado por todos os lados, principalmente pela esquerda, como instigador do ódio religioso etc. e tal. Já Obama fez o que fez, e é enaltecido como campeão da tolerância e do respeito à diversidade. A essa hora, a foto dele ao lado do Cristo já deve estar circulando em sites de fundamentalistas islâmicos, como prova de que os EUA estão mesmo em guerra com o Islã.

Por falar em Oriente Médio, é lá que o mito Obama tem sido enterrado nesses dias. Começou no Egito, com Obama dando a senha para o caos, ao virar as costas a Hosni Mubarak sem se importar com as conseqüências. Seguiu-se uma onda de revoltas "espontâneas" em países como Iêmen e Líbia. Nesse último país, onde o ditador Kadafi reagiu com fogo e bombas a uma rebelião armada, que logo degenerou em guerra civil, Obama não mostrou nem a sombra da determinação que teve ao pedir a saída imediata de Mubarak do poder no Egito. Somente quando França e Reino Unido deixaram claro que iriam atacar Kadafi é que ele, Obama, mudou de idéia.

Há alguns dias, o Barein, assolado por manifestações violentas dos xiitas, quase certamente instigadas pelo Irã, pediu e conseguiu ajuda militar da Arábia Saudita, que prontamente enviou tropas e tanques para o país vizinho. Sem que Washington sequer fosse consultado. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Pela primeira vez, também, os EUA se colocaram a reboque de Paris e Londres numa campanha militar - e contra um tirano asqueroso que continua a chamar Obama, apesar dos bombardeios, de "meu filho amado". O declínio do poder americano parece mesmo real.

Ou Barack Hussein Obama diz o que diz e faz o que faz por inépcia, e é, portanto, um idiota, ou o faz de caso pensado, e é alguém que age conscientemente para minar o poder americano e, por conseguinte, a segurança do mundo. Em qualquer caso, é uma farsa e um desastre total. Já está pronto para ser presidente do Brasil.

terça-feira, março 22, 2011

UMA PERGUNTA INCONVENIENTE - E UMA RESPOSTA INACREDITÁVEL


Em meu último post fiz a seguinte pergunta: POR QUE BOMBARDEAR A LÍBIA E DERRUBAR KADAFI É UMA AÇÃO HUMANITÁRIA, E INVADIR O IRAQUE E DESTRONAR SADDAM HUSSEIN FOI UM CRIME?

Aí, apareceu alguém – anônimo, claro – e respondeu com a seguinte pérola (em vermelho):

Será porque Kadafi esta matando sua população, diferente de Saddam Hussein ? .

Como é que é????

Então Saddam Hussein, o açougueiro de Bagdá, NÃO matava sua população???

Eu poderia citar os curdos, os xiitas ou qualquer outro inimigo da ditadura. Mas acho que seria inútil. Quem fez esse tipo de comentário acharia que eu estou falando de seres extraterrestres.

Adianta dizer para uma criatura dessas que Saddam foi um dos maiores assassinos em massa e genocidas de todos os tempos? .

E só para lembrar: na Líbia, há uma guerra civil em andamento. No Iraque, não havia nem isso. Perto de Saddam, Kadafi é até bonzinho.

A primeira resposta já era. Vamos à outra.

Será porque apopulação da Líbia estava clamando por isso, diferente da população do Iraque.

Espera aí!

Então a população iraquiana estava feliz e contente com a ditadura do Saddam?

Sério? Foi isso mesmo que eu li?

Os curdos, assassinados em massa nos anos 80 com gás mostarda, estavam felizes da vida em ser massacrados?

E os xiitas – 60% da população iraquiana, e que haviam inclusive se revoltado nos anos 90, CLAMANDO POR UMA INTERVENÇÃO EXTERNA (como os curdos) –, oprimidos pela ditadura (sunita) de Saddam, também?

A segunda resposta também já foi pro saco. Assim como a inteligência de quem escreveu o que está acima.

Mas esperem! Tem mais:

Hoje o Iraque é um país em guerra, Bush deixou aquele lugar um caos urbano, muito diferente da epoca em que Saddam Hussein estava no poder.

A guerra no Iraque acabou faz uns três anos. Hoje, morre-se mais de tiro no Rio de Janeiro ou em Alagoas do que em Bagdá. Mas OK, vamos supor que o país esteja hoje numa situação de insegurança pior do que antes. Em quê isso retira a legitimidade da intervenção externa?

A invasão do Iraque foi uma vingança a queda das torres, ou antes disso Saddam não estava no poder ?

Não foi, não. Mas, se tivesse sido, qual teria sido o problema? Estaria mais do que justificado invadir o país e derrubar o tirano assassino do poder. Como esteve, aliás.

Pois é. Hoje, o Iraque tem algo parecido com uma democracia. Já sob o Saddam... O Iraque hoje tem uma pequena chance de dar certo. E nos tempos de Saddam, que chance tinha?

Mas deixa pra lá. O importante é que o Iraque, sob Saddam, era a Suiça do Oriente Médio. Abu Ghraib, por exemplo, era uma colônia de férias...

E para fechar com chave de ouro:

Só você mesmo para defender esse regime americano.

Pois é, né? Notem que o sujeito fala em “regime americano” (não falou em “governo de Obama”, ou em “governo de Bush”).

O problema dele, portanto, não é com Obama ou com Bush, mas com o REGIME, ou seja, com a DEMOCRACIA.

Se sou a favor desse regime? CLARO QUE SIM! O companheiro prefere os regimes de Saddam e de Kadafi?

O que leva esse pessoal a escrever tanta asneira? Burrice? Estupidez? Ignorância? Dano mental? Amnésia? Dislexia? Demência? Sonsice? Vai ver é tudo isso junto.

E, mais uma vez, a pergunta que não quer calar – e que continua sem resposta: POR QUE BOMBARDEAR A LÍBIA E DERRUBAR KADAFI É UMA AÇÃO HUMANITÁRIA, E INVADIR O IRAQUE E DESTRONAR SADDAM HUSSEIN FOI UM CRIME? Continuo aguardando resposta.

domingo, março 20, 2011

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR


Há algumas horas, França, Reino Unido, EUA, Canadá e Itália, cumprindo resolução da ONU, iniciaram um ataque maciço às forças do ditador Muamar Kadafi da Líbia.
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OK, Kadafi é um tirano, um déspota assassino etc. e tal. Por mim, quero mais é que ele se lasque e que vá montar sua tenda na casa do capeta. Mas a pergunta que não quer calar, e que até agora não vi ninguém responder, é a seguinte (vou repeti-la de um texto meu anterior):

POR QUE BOMBARDEAR A LÍBIA E DERRUBAR KADAFI É UMA AÇÃO HUMANITÁRIA E INVADIR O IRAQUE E DESTRONAR SADDAM HUSSEIN FOI UM CRIME?
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Vou manter esta pergunta no alto do blog durante todo o tempo que durar o ataque das potências ocidentais à Líbia. Ou até alguém me responder.
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Alguém se habilita?

sábado, março 19, 2011

CONTRA O RACISMO, LIBERDADE DE EXPRESSÃO E MERCADO NELES (OU: COMO O POLITICAMENTE CORRETO DESTRÓI A DEMOCRACIA)


Cena do filme "The Black Gestapo" (1974)


Há alguns dias li na VEJA uma entrevista que me deu vontade de agradecer aos céus e de aplaudir de pé, tendo chegado mesmo a pensar em fazer milhares de cópias e distribuir pelas ruas. O professor norte-americano de economia Walter Williams deu uma chinelada nos devotos do politicamente correto (o novo nome da velha "linha justa"dos partidos comunistas), que acreditam que as tais cotas raciais são uma solução válida para "integrar" os "excluídos" etc.

De forma clara - didática, lógica, incisiva -, o professor deixou evidente por que todo o palavrório sociologizante a favor de cotas raciais num país como o Brasil é na verdade um despropósito, um despautério que apenas cria um problema onde este é mínimo ou não existe. Também afirmou que, a longo prazo, o governo de Barack Obama, por se afigurar um fracasso (como provavelmente será lembrado), será ruim para os negros americanos. Citou números e estatísticas e arrematou, afirmando o óbvio: só uma educação de qualidade, o livre mercado, o capitalismo e os valores de liberdade individual promovem a inclusão dos negros. Enfim, tudo aquilo que causa espasmos de horror a nossos intelectuais estatizados, que odeiam com a mesma intensidade o liberalismo e seu corolário, a democracia. (Ah, e só por curiosidade: Walter Williams é negro.)

Sempre me chamou a atenção o fato de os militantes negros (ou "afro-americanos", ou "afro-descendentes", ou sei lá como são chamados pela novilíngua politicamente correta) serem quase todos, também, ardentes anticapitalistas. Melhor dizendo: sempre me intrigou que eles, que se dizem paladinos da "igualdade racial" e das oportunidades iguais para todos, não tenham a coragem de defender o capitalismo, o único sistema econômico-social compatível com esses objetivos.

Afinal, o que querem os defensores das cotas racialistas? (O termo adequado é racialista, e não "racial" - racialismo é uma ideologia; "racial" é apenas um adjetivo sem nenhum sentido, até porque quem tem raça é cachorro, gato, cavalo, galinha...) Tudo, menos promover a inclusão dos menos favorecidos. Qualquer outra coisa, menos combater o racismo.

Se os militantes racialistas o quisessem realmente, defenderiam o livre mercado, a única forma de promover a inclusão e a integração social. Como não o fazem, o que buscam, então? Exatamente o contrário: a não-integração, a exclusão, mediante a segregação, a separação das raças. Qual seu objetivo final? A destruição do livre mercado, o dirigismo estatal - enfim, o socialismo.

Na realidade, a chamada "causa negra", assim como a de outras minorias (gays, índios, feministas, ecologistas etc.) não passa de um pretexto para "combater o sistema" (ou seja: o capitalismo). E nada mais do que isso. Os ideólogos e militantes desses movimentos pouco se importam com os problemas, reais ou não, que alegam combater: o importante é culpar o maldito capitalismo por tudo de ruim que existe, e defender sua aniquilação. Nisso, apenas repetem o objetivo dos comunistas de outrora: como aqueles não conseguiram alcançá-lo pela revolução proletária, seus sucessores da Nova Esquerda passaram a defender a "inclusão" no sistema, mediante - aí está o pulo do gato (ou do gatuno) - a separação da sociedade em raças e em outros grupos sociais, a abolição da meritocracia em favor de critérios ideológicos. Mudaram de tática, mas o objetivo último - o fim do capitalismo - continua o mesmo. De certa forma, é a continuação da velha luta de classes, disfarçada sob o rótulo aparentemente anódino de "defesa das minorias". Não mais burgueses versus proletários, capitalistas versus operários ou camponeses, mas "brancos" contra "afro-descendentes", e assim por diante.

Isso fica claro no caso das cotas racialistas (e, na prática, racistas). Sabe-se que o próprio livre mercado - a própria sociedade - se encarrega de minimizar o racismo onde ele existe, promovendo a integração de populações marginalizadas por motivos raciais ou étnicos. O lucro, como sabe qualquer dono de bodega, não distingue cor, raça ou religião. Também não foi necessário nenhum sistema de cotas para que os negros nos EUA ocupassem o lugar dos brancos como os melhores jogadores de basquete, por exemplo. A sociedade (quer dizer: o mercado) se auto-corrige e se auto-regula.

Mas reconhecer isso seria admitir que o capitalismo não é o bicho-papão que todos dizem ser. A solução encontrada, então, foi defender as cotas, que são uma forma de o Estado - o deus pagão dos socialistas - impor sua autoridade, eliminando a meritocracia e substituindo-a por tribunais de pureza racial. A "promoção dos negros" (ou índios, ou pardos, ou amarelos, ou torcedores do Íbis) seria, assim, resultado não da própria dinâmica do mercado, mas da benemerência e boa vontade dos agentes estatais. Seria necessária a presença da "mão visível do Estado", exatamente para impedir que a mão invisível do mercado aja e dê frutos.

O mesmo raciocínio tortuoso, e o mesmo objetivo totalitário, se aplicam às demais "causas" caras aos militantes do "politicamente correto". Aqui, o que importa não é o combate ao racismo ou a qualquer outra forma de discriminação, mas aumentar o alcance da intervenção do Estado, que passa a ser um juiz supremo e definidor da raça e da sexualidade das pessoas, separando-as pela cor da pele ou pela opção sexual. A mesma lógica - ou falta de lógica - encontra-se nos programas assistencialistas do governo lulo-petista, como o Bolsa-Cabresto (oficialmente conhecido como Bolsa-Família): o aumento da dependência estatal, a criação de uma multidão de estadodependentes. Não é por acaso que a maioria dos militantes politicamente corretos esteja no PT e nos demais partidos de esquerda.

E isso a despeito da própria realidade nacional, por mais diferente que ela seja do que querem os militantes racialistas ou gayzistas. Na verdade, quanto mais diferente ela for do que apregoam seus slogans, mais eles intensificam sua militância, mais forte se faz a ação estatal. É difícil dizer, devido à intensa miscigenação, quem é e quem não é negro no Brasil? Não tem problema: o governo, por meio das cotas, diz quem é, instituindo a auto-declaração como critério científico e irretorquível ("Sou negro porque 'acho' ou me 'sinto' negro" etc.). E vai além: concede direitos especiais - privilégios, em bom Português - àqueles que assim se declararem. Estes gozarão, portanto, de tratamento diferenciado em vestibulares e em concursos públicos, largando na frente da maioria que não teve a sorte de ser considerada afro-descendente pelo Estado, e que terá, portanto, que estudar.

Do mesmo modo: o País é um dos mais tolerantes do mundo quanto à opção sexual dos indivíduos, possuindo a maior "parada do orgulho gay" do planeta? Também não há problema algum: pinça-se aqui e ali um caso isolado de preconceito, supervaloriza-se um xingamento, e pronto! - está cientificamente provado que o Brasil é um paraíso da homofobia. O passo seguinte é inventar uma lei para criminalizar expressões como "viado" e "boiola" e piadas de bichinha. Isso, evidentemente, depois de alguma ONG gayzista, com o apoio das novelas e do noticiário da Rede Globo, tentar manipular dados e estatísticas para "provar" que o País é um campo de extermínio de homossexuais, em que todos os dias um número "x" de gays, lésbicas e travestis é abatido como moscas em cada quarteirão e em cada rua das grandes, pequenas e médias cidades.

(Claro que, se desse número, a maioria dos agredidos o tiver sido por parceiros homossexuais - como ocorre em CEM POR CENTO dos estupros nas cadeias, por exemplo -, esse fato não será computado. Assim como não o serão os casos de serial killers que matam gays após transarem com eles - o que os torna, automaticamente, gays também. Nada disso será levado em conta, cabendo todas as agressões e assassinatos cometidos desse modo e nessas circunstâncias na mesma rubrica de crimes de "homofobia"...)

Desnecessário dizer, mas uma lei que pune com pena de prisão ou multa qualquer um que tiver a ousadia de contar uma piada do Costinha ou imitar os trejeitos do colega desmunhecado não estará completa se não atingir diretamente a maior fonte de homofobia que existe: a religião. Em particular, a Bíblia, que terá de ser proibida ou totalmente reescrita para adaptar-se a esses novos e brilhantes tempos de liberdade. (O Islã, que pune tais comportamentos com a morte ou o açoitamento, ficará de fora dessa interdição, pois se trata de religião exótica, não fazendo parte da civilização branca-européia-ocidental e gozando, portanto, de status diferenciado perante os multiculturalistas.)

Também não é preciso lembrar que o padre católico ou o pastor protestante que tiver o atrevimento de expulsar da igreja ou do templo o casalzinho gay que estiver dando uns amassos em frente ao altar durante a missa/culto será condenado a vários anos de cadeia pelo crime nefando de não permitir que eles transformem o local em motel. Afinal, quem liga para coisas sem importância como liberdade de culto e de expressão religiosa, não é mesmo?

O importante é que os gays, essas criaturas maravilhosas e ultra-sensíveis, possam ter a liberdade de expressar livremente e sem preconceitos sua sexualidade, beijando-se e acariciando-se em qualquer lugar, em qualquer momento, diante de qualquer platéia. Se podem fazê-lo durante um culto religioso, por que não numa creche, por exemplo, em frente a criancinhas de 2 anos de idade? E por que não com as próprias? Seria uma forma excelente de ensinar-lhes, na prática, o significado de "tolerância" e "respeito à diversidade". Uma lição de cidadania, sem dúvida...

E como fica, no final disso tudo, a liberdade de expressão e a igualdade de todos perante a Lei, cláusula primeira e fundamental da democracia? A essa altura, quando alguém se lembrar de fazer essa pergunta, todos já terão se esquecido desse detalhe há muito tempo.

E assim os militantes do politicamente correto - racialistas, gayzistas, feministas etc. - vão, a cada dia mais, minando as bases da democracia e do Estado de Direito. Em lugar deste, surgirá um mundo em que a discriminação por raça, sexo ou ideologia será institucionalizada, tornando-se de fato a única lei. Pelo menos enquanto não surgir uma forte corrente de opinião contrária a essa monstruosa impostura.

Um velho provérbio diz que o caminho do inferno é pavimentado por boas intenções. Tenho minhas dúvidas quanto às boas intenções. Mas, no tocante ao resultado final, não tenho dúvida alguma.

segunda-feira, março 14, 2011

FAZ-ME RIR


Leitor (?) metido a engraçadinho quis equilibrar uma bola no nariz e fazer cambalhota no blog. Vejam o que desovou aqui o candidato a Tiririca:
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Extra, extra! O Blog do Contra denuncia: a culpa pelo tsunami no Japão é do Lula, da Dilma e dos petralhas!
Esse blog devia se candidatar a melhor blog de humor.

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Lembrei na hora de um post meu, de mais de um ano. É sobre outra tragédia natural e sobre o que dela disse um rapaz muito apreciado pelo Apedeuta: http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2010/01/loucura-de-chavez.html.
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Diante disso, dizer o quê? Os petralhas são mesmo uns comediantes.
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Ô racinha idiota!
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P.S. Estou pensando mesmo em inscrever o blog num concurso de humor. Comentários como o do companheiro aí em cima merecem um prêmio na categoria nonsense e besteirol.

sábado, março 12, 2011

SOBRE KADAFI, A LÍBIA, TIRANIAS ETC. - E ALGUMAS PERGUNTAS INCÔMODAS


Há algumas semanas, a Líbia mergulhou na guerra civil. O que virá daí, ninguém sabe. Até alguns dias atrás, parecia que as forças insurgentes, que tomaram a metade leste do país, iam ganhar a parada. O tal "comitê de transição" ganhou apoios importantes no campo diplomático, e foi mesmo reconhecido pelo governo da França. Agora, porém, já se admite que o ditador e destaque de escola de samba Muamar Kadafi - o "irmão e amigo" de Luiz Inácio, o Apedeuta - poderá manter-se no poder, esmagando a ferro e fogo a oposição. De qualquer maneira, é possível que, se os rebeldes marcharem sobre a capital e expulsarem Kadafi, o que surja daí seja algo até pior - o exemplo do Egito, onde os fanáticos da Irmandade Muçulmana ganham terreno a cada dia após a queda do regime de Hosni Mubarak, está aí para servir de aviso aos incautos, que acham que uma revolta popular contra uma ditadura é sinônimo de democracia (infelizmente não é, principalmente no Oriente Médio, principalmente nos países árabes).

Não tenho o menor apreço por Kadafi, um tirano assassino e terrorista, como já deixei claro em vários textos meus. Tenho-no na mesma categoria de outros tiranos assassinos e terroristas, como os mulás ensandecidos do Talibã e o finado Saddam Hussein do Iraque (ou seja: na mesma classe dos insetos pestilentos, como as baratas e os piolhos). Ficaria muito feliz de vê-lo no banco dos réus em Haia ou pendurado numa corda em Trípoli. É por esse motivo que não consigo entender o que tenho lido e ouvido na imprensa nos últimos dias sobre a guerra civil na Libia.

Ligo a TV e leio os jornais e vejo uma penca de jornalistas e comentaristas conclamando, indignadíssimos, as potências ocidentais a enviar os fuzileiros navais à Líbia e deporem o tirano Kadafi, em nome da liberdade, dos direitos humanos etc. Por coincidência ou não, trata-se das mesmas pessoas que passaram os últimos sete anos descendo o malho em Jorjibúxi por causa da invasão do Iraque, tais como, para ficar apenas no Brasil, Arnaldo Jabor. Tais jornalistas e comentaristas pintam a invasão e a ocupação anglo-americana como nada menos do que um desastre e uma catástrofe total, embora o Iraque tenha hoje algo parecido com uma democracia, quando jamais conhecera nada semelhante em 5 mil anos de história (também ninguém lembrou que Abu Ghraib era, nos tempos de Saddam, um matadouro humano). Muito bem. Também acho que intervir na Líbia e expulsar Kadafi seria prestar um serviço à humanidade. Mas uma pergunta incômoda me vem à mente: por que invadir o Iraque e derrubar Saddam Hussein foi um crime e fazer o mesmo na Líbia com Kadafi é um gesto humanitário? Alguém poderia me explicar ou só eu percebi a contradição?

Fui a favor da intervenção no Iraque, e não escondo isso de ninguém. Achei então, e continuo achando - e até agora ninguém conseguiu me mostrar um argumento convincente provando o contrário - que havia razões - éticas, morais, filosóficas, geopolíticas - mais que suficientes para que a ONU (que infelizmente declinou da missão para que foi criada), ou os EUA, ou o Reino Unido, enfim alguém, ocupasse o país e mandasse o regime e a pessoa de Saddam Hussein para os quintos dos infernos. Digo mais: havia muito mais motivos para derrubar Saddam do que há, hoje, para intervir na Líbia e destronar Kadafi.

Querem fatos e argumentos? OK, vamos lá. Os dois principais motivos pelos quais se criticou e continua a se criticar o envio de tropas à Bagdá - as tais armas de destruição em massa e o terrorismo - estavam presentes no Iraque, mas não na Líbia. Saddam não tinha as tais armas, mas se comportava como se as tivesse. Bravateou acerca das mesmas até não poder mais, brincando de gato-e-rato (melhor: de gato-e-sapato) com os inspetores da ONU durante doze anos e dezessete resoluções do Conselho de Segurança. Se tivesse mentido menos, e bravateado menos, é possível que ainda estivesse no poder. Mais que isso: ele havia usado as tais armas proibidas, como gases tóxicos, anos antes, contra o próprio povo iraquiano (curdos, principalmente). Era, portanto, comprovadamente um genocida sem qualquer escrúpulo em matar civis com armas como gás mostarda, e que se negava a permitir inspeções internacionais. E continuava, sim, a apoiar o terrorismo - por exemplo, abrigando chefes terroristas como Abu Nidal e dando dinheiro vivo a parentes de homens-bomba palestinos mortos em atentados contra cidadãos israelenses.

O mesmo não pode ser dito de Kadafi, que, apesar de ser um déspota asqueroso, fez um acordo com o mundo civilizado em 2003 - não por acaso, no mesmo ano da invasão do Iraque -, pelo qual renunciou formalmente a ter armas nucleares, e também, ao que se sabe, ao apoio ao terrorismo, que lhe tornara o maior inimigo dos EUA nos anos 70 e 80 e lhe custara um bombardeio norte-americano que quase o matou em 1986. Chegou mesmo, por esse motivo, a ser cortejado e adulado por muitos governos ocidentais, inclusive pelos EUA, que passaram a vê-lo, aliás burramente, como um "aliado" (Barack Obama só faltou pedir-lhe a bênção na reunião do G-8 em L'Aquila, na Itália - sem falar em genuflexões abjetas, como a do Apedeuta, que o chamou de "amigo e irmão"...). Kadafi é, portanto, um tirano sanguinário e certamente louco, mas nem de longe apresenta o mesmo grau de periculosidade do açougueiro de Bagdá (que Satanás o tenha).

Visto isso, o que sobra? Sobra o fato incontrastável de que Kadafi, assim como Saddam, é um tirano nojento, que oprime e mata seu próprio povo. Para mim, motivo suficiente para clamar por uma intervenção da comunidade internacional, ou de quem mais o possa, para livrar o mundo dessa escória. Mas e os que se encheram de indignação pela decisão de Bush e dos neocons de invadir o Iraque e livrar o mundo de Saddam, que justificativa têm para defender uma intervenção externa na Líbia hoje? O fato de Kadafi ser um tirano e um assassino? Mas Saddam também não era, e até pior? E por que ficaram em silêncio esses anos todos quanto ao genocídio em Darfur, por exemplo? Será que é porque o presidente dos EUA agora é Obama, e não Bush? Então uma invasão armada democrata é melhor do que uma invasão armada republicana? É mesmo? Por quê?
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Das duas uma: ou os que condenaram a invasão do Iraque retiram tudo que disseram e pedem perdão a George W. Bush, ou deixam de lado essa conversa oportunista de defender uma intervenção na Líbia. No primeiro caso, admitem que derrubar Saddam foi a decisão certa, e que ficaram contra por pura babaquice antiamericana. No segundo caso, tornam-se cúmplices do ditador, mas pelo menos mantêm um mínimo de honestidade. No primeiro caso, fazem as pazes com a coerência e com a democracia. No segundo, apenas com a coerência. De qualquer modo, essas são as únicas atitudes honestas que podem tomar. Tudo o mais é duplo padrão moral e demagogia.
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Parafraseando o que eu já disse sobre outros ditadores: eu posso defender uma intervenção estrangeira para retirar Kadafi do poder na Líbia, assim como defendi a intervenção estrangeira que retirou Saddam Hussein do poder no Iraque (e não me arrependo, muito pelo contrário). Posso dizer, sem medo de ser ou parecer contraditório, que odeio todos os ditadores, não somente uns, e que o caminho para lidar com eles é a força.
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E Arnaldo Jabor, será que pode?

quarta-feira, março 09, 2011

A PROIBIÇÃO DE PERGUNTAR

Alguns anos atrás, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) caiu numa armadilha que ele mesmo ajudou a montar. Em uma das inúmeras CPIs para, dizem, investigar mais um dos milhares de escândalos dos petralhas – no caso, o dos dossiês contra adversários do lulanato fabricados nos computadores da Casa Civil da Presidência da República –, ao inquirir a então chefona da pasta, Dilma Rousseff, se ela estava ou não mentindo (como se fosse preciso perguntar...), ele se referiu ao passado da atual presidente. "Se a senhora mentiu a seus interrogadores na prisão, por que não estaria mentindo agora?", perguntou o senador, candidamente. Foi a deixa que Dilma esperava. "O senhor não sabe o que é ser torturado, senador", respondeu Dilma. De um instante para outro, passou de principal acusada num caso de espionagem a mártir e heroína da esquerda, para gáudio dos lulo-petistas.

O exemplo é eloquente, por mostrar, de um lado, a ingenuidade política de um senador experiente da assim chamada "oposição" e, de outro, o processo de construção da mitologia em torno da figura misteriosa de Dilma. Provavelmente sem o querer, Agripino deu a Dilma a oportunidade de lembrar um fato que até agora tem somente ela, Dilma, como testemunha. Com isso, permitiu que ela, Dilma, controlasse e manipulasse o show, posando à vontade de vítima, uma verdadeira Joana d'Arc, enquanto ele passava por torturador...

Há muitos pontos cegos no passado de Dilma Vana Rousseff. Pessoalmente, não duvido que ela tenha sido torturada, como afirma a versão oficial. Mas durante 22 dias? Além de parecer fisicamente impossível – e também inútil, como sabe qualquer pessoa com conhecimento sobre as condições do combate à luta armada, em que tempo era tudo –, é unicamente a palavra dela, até agora. Outra coisa: por que ela foi presa mesmo? Segundo diz a própria e repete a propaganda petista, ela foi presa pelo "crime de organização". Na verdade, ela foi presa e condenada a três anos de prisão por ter feito parte de três organizações terroristas. O que faziam essas organizações? Assaltavam bancos, sequestravam diplomatas estrangeiros e assassinavam pessoas. Em nome do que o faziam? Do comunismo. (Mas isso, claro, também não convém lembrar – além de ex-torturada, Dilma lutou pela democracia, não nos esqueçamos...)

Aqui é que começa a parte mais nebulosa da história/estória de Dilma Rousseff, presidente do Brasil. No ano passado, o historiador Carlos Fico tentou ter acesso ao processo da guerrilheira Dilma Rousseff na Justiça Militar. Lá estão, segundo se acredita, os verdadeiros motivos da prisão de Dilma, sua ficha completa. Foi barrado por uma liminar judicial a pedido da Casa Civil da Presidência da República, que impediu a divulgação dos documentos. A pergunta que fica é: se Dilma se gaba de seu passado de guerrilheira e de prisioneira política, a ponto de utilizá-lo em sua defesa numa CPI, então por que não deixa que ele venha a lume? Deve ser o único caso na História de alguém que se orgulha de seu passado, mas faz de tudo para mantê-lo na penumbra.

O que fez exatamente no período aquela que o guerrilheiro de festim e mensaleiro José Dirceu chamou de "minha camarada de armas"? Ninguém sabe. E, se depender dela, ninguém jamais saberá um dia. É proibido perguntar.

A mesma cortina de sombras e segredos que cerca Dilma repetiu-se durante as eleições presidenciais de 2010. Naquelas que foram provavelmente as eleições mais mornas da História, um dos raros momentos em que a oposição decidiu tirar a cabeça da areia e fazer Política (assim, com P maiúsculo) ocorreu quando foi divulgado um vídeo de 2007 em que Dilma aparece dizendo sua opinião sobre a legalização do aborto. "Eu acho que deve haver, sim, a legalização do aborto", foram as palavras textuais da chefe da Casa Civil, que a candidata a presidente tratou de negar de pés juntos e rosário na mão. De repente, virou "jogo sujo" e "reacionarismo medieval" simplesmente repetir o que estava no vídeo. Numa clássica inversão da realidade, buscou-se condenar não a candidata pega na mentira, mas quem divulgou o material. Um grupo de militantes petistas disfarçado de jornalistas chegou mesmo a intimidar em São Paulo o dono de uma gráfica que imprimiu panfletos da Igreja Católica que recomendavam não votar em quem defende a legalização do aborto (uma posição com a qual se pode ou não concordar, mas que é da Igreja Católica). Acusou-se o candidato adversário de difundir "boatos" e "rumores" etc. Em nenhum momento a campanha de Dilma – e a imprensa com ela mancomunada – referiu-se ao conteúdo do video. Sobre este, assim como sobre o passado de Dilma, baixou-se o decreto implacável: é proibido perguntar. E ponto final.

Ninguém quis saber, mas a verdadeira questão não era o aborto em si, mas o ziguezague retórico de uma candidata sobre um assunto que, queira-se ou não, afeta os brasileiros e é, sim, um tema politico importante. Em nome da proteção a uma candidata de discurso tatibitate, o que se tentou, e efetivamente se conseguiu, inclusive com argumentos forçados e demagógicos ("é porque ela é mulher" etc.), foi impedir que a verdade viesse à tona. Assim como ocorreu com seu mentor e inventor Luiz Inácio Lula da Silva, indagar sobre quem é e o que realmente pensa Dilma Rousseff passou a ser visto como um crime de lesa-majestade. O importante, decretaram os lulo-petistas, era elegê-la. Indagar quem ela é, e o que passa por sua cabeça, é algo que só pode ser coisa de reacionários da Opus Dei.

Por denunciar esse tipo de impostura e insistir em saber quem é e o que pensa Dilma, fui acusado por um blogueiro pró-Dilma de ter um discurso "proto-fascista". Pois é. De repente, cobrar coerência de uma candidata à Presidência, lembrando o que ela mesma disse, virou uma forma de proto-fascismo... Se a eleição de Dilma Rousseff prova alguma coisa, é que não é preciso mais ter passado, nem idéias, nem mesmo cérebro, para ser presidente do Brasil. Basta ter um padrinho influente e milhões de devotos prontos a adorar mais um ídolo de pés de barro.

O Brasil já teve um ex-operário-bravateiro na chefia da nação. Agora tem a ex-guerrilheira que ninguém sabe ao certo o que fez. Nem o que diz. E falar disso virou um tabu. Em outros tempos chamava-se a isso de censura.

quinta-feira, março 03, 2011

O PAÍS DOS TIRIRICAS


O Brasil virou piada. E das mais sem graça (tipo Show do Tom).

Não bastou ter sido eleito – com 1 milhão e trezentos mil votos! –, Tiririca agora é membro da Comissão de Educação e Cultura (!) da Câmara dos Deputados!

Claro que fiquei abismado, assim como todo mundo. Quer dizer, todo mundo que ainda insiste em levar a sério a política nesta terra de lulas e dilmas.
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Tiririca no Congresso já é uma anedota. Na Comissão de Educação e Cultura, então, é um deboche, é um escracho total. Coisa do "novo-velho Brasil" inaugurado pelo Apedeuta em 2003. É capaz de Tiririca chegar na comissão e dizer, em seu primeiro pronunciamento: "O que é que faz a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados? Na realidade, eu não sei"... É nisso que dá oito anos de culto oficial da ignorância e do analfabetismo.
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Mas também, onde já se viu, o abestado ocupar um assento em tal comissão, quando a Comissão de Infra-Estrutura do Senado tem entre seus membros a figura ilustre de José Sarney, e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional conta com a presença ínclita do probo e impoluto Fernando Collor de Mello? Sem falar no lídimo João Paulo Cunha, integrante da Comissão de Ética (de Ética!) da Câmara dos Deputados. Realmente, por que se espantar com coisa tão pouca, quando a Fundação Casa de Rui Barbosa quase foi tomada de assalto pelo sapientíssimo revolucionário da ortografia Emir Sader?...
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Agora, para virar chanchada de vez, só falta chegar à Presidência da República alguém de passado nebuloso e incapaz de elaborar um raciocínio coerente, sem agredir as regras mais básicas da língua, única e simplesmente por indicação do chefe, que abusou da máquina estatal e mandou a Lei às favas para elegê-lo. Só falta mesmo alguém eleito para esquentar a cadeira e que vai em programa matinal de culinária falar "o" omelete e "pra mim cozinhar".

Epa! Peraí...

quarta-feira, março 02, 2011

QUANDO DOIS E DOIS SÃO QUATRO


Ferreira Gullar

Talvez seja esta a última vez que escreva sobre o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil. Com alívio o vi terminar o seu mandato, pois não terei mais que aturá-lo a esbravejar, dia e noite, na televisão, nem que ouvir coisas como esta: "Ele é tão inteligente que fala todas as línguas sem ter aprendido nenhuma". Pois é, pena que não fale tão bem português quanto fala russo.

É verdade que tivemos, ainda, que aturá-lo nos três últimos dias do mandato, quando "inaugurou" obras inexistentes e fez tudo para ofuscar a presidente que chegava.

Depois de passar a faixa, foi para um comício em São Bernardo, onde, até as 23h, continuava berrando no palanque, do qual nunca saíra desde 2002.

Aproveitou as últimas chances para exibir toda a sua pobreza intelectual, dizendo-se feliz por deixar o governo no momento em que os Estados Unidos, a Europa e o Japão estão em crise.

Alguém precisa alertá-lo para o fato de que a crise, naqueles países, atinge, sobretudo, os trabalhadores. Destituído de senso crítico, atribui a si mesmo ("um torneiro mecânico") o mérito de ter evitado que a crise atingisse o Brasil. Sabe que é mentira mas o diz porque confia no que a maioria da população, desinformada, acreditará.

Isso dá para entender, mas e aqueles que, sem viverem do Bolsa Família nem do empréstimo consignado, veem nele um estadista exemplar, que mudou o Brasil? É incontestável que, durante o seu governo, a economia se expandiu e muita gente pobre melhorou de vida. Mas foi apenas porque ele o quis, ou também porque as condições econômicas o permitiram?

Vamos aos fatos: até a criação do Plano Real, a economia brasileira sofria de inflação crônica, que consumia os salários. Qual foi a atitude de Lula ante o Plano Real? Combateu-o ferozmente, afirmando que se tratava de uma medida eleitoreira para durar três meses.

À outra medida, que veio consolidar o equilíbrio de nossa economia, a Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula e seu partido se opuseram radicalmente, a ponto de entrarem com uma ação no Supremo para revogá-la. Do mesmo modo, Lula se opôs à política de juros do Banco Central e ao superávit primário, providências que complementaram o combate à inflação e garantiram o equilíbrio econômico. Essas medidas, sim, mudaram o Brasil, preservando o valor do salário e conquistando a confiança internacional.

Lembro-me do tempo em que o preço do pão e do leite subia de três em três dias.

Quem tinha grana, aplicava-a no overnight e enriquecia; quem vivia de salário comia menos a cada semana.

Se dependesse de Lula e seu partido, nenhuma daquelas medidas teria sido aplicada, e o Brasil -que ele viria a presidir- seria o da inflação galopante e do desequilíbrio financeiro. Teria, então, achado fácil governar?

Após três tentativas frustradas de eleger-se presidente, abandonou o discurso radical e virou Lulinha paz e amor. Ao deixar o governo, com mais de 80% de aprovação, afirmou que "é fácil governar o Brasil, basta fazer o óbvio". Claro, quem encontra a comida pronta e a mesa posta, é só sentar-se e comer o almoço que os outros prepararam.

A verdade é que Lula não introduziu nenhuma reforma na estrutura econômica e social do país, mas teve o bom senso de dar prosseguimento ao que os governos anteriores implantaram. A melhoria da sociedade é um processo longo, nenhum governo faz tudo. Inteligente, mas avesso aos estudos, valeu-se de sua sagacidade, já que é impossível conhecer a fundo os problemas de um país sem ler um livro; quem os conhece apenas por ouvir dizer não pode governar.

Por isso acho que quem governou foi sua equipe técnica, não ele, que raramente parava em Brasília. Atuou como líder político, não como governante, e, se Dilma fizer certas mudanças, pouco lhe importará, pois nem sabe ao certo do que se trata. Para fugir a perguntas embaraçosas, jamais deu uma entrevista coletiva.

Afinal, ninguém, honestamente, acredita que com programas assistencialistas e aumento do salário mínimo se muda o Brasil.

O tempo se encarregará de pôr as coisas em seu devido lugar. O presidente Emílio Garrastazu Médici também obteve, em 1974, 82% de aprovação.

FONTE: FOLHA DE S. PAULO/ILUSTRADA


terça-feira, março 01, 2011

BATENDO NUM ESPANCADOR DA INCULTA E BELA


O tal fã da patacoada neomarxista-pop de Slavoj Zizek pede para apanhar mais um pouquinho. Hesito, por caridade, mas faço sua vontade. É mais uma oportunidade de defender a Inculta e Bela de mais um de seus agressores esquerdofrênicos.

Pois é... Entào tanger é um verbo de sentido único? Tá certo, GÊNIO.

Lembrando: o rapaz escreveu gostar das opiniões de um autor "que tangem cultura". Vamos ver o que diz o dicionário a respeito?

tanger (tan-ger)

v.t.

Tocar (as cordas de instrumentos musicais, um fole de ferreiro, ou o gado).

Tocar, açoitar, fustigar (animais para que andem ou fujam): o boiadeiro tangeu o gado para a invernada.

Fig. Dizer respeito a, pertencer. (na expressão "no que tange a")

v.i.

Soar: o sino tangia lúgubre.
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Ao dizer que gosta das opiniões de um autor "que tangem cultura" (e não "no que tange à cultura"), o leitor quis dizer, portanto, uma das opções abaixo (como verbo transitivo):

1) As opiniões de Slavoj Zizek tocam cultura (no mesmo sentido de tocar violão, p. ex.);

2) As opiniões de Slavoj Zizek tocam, açoitam ou fustigam a cultura (como na expressão "tocar a boiada").

Ou, como verbo intransitivo:

- As opiniões de Slavoj Zizek soam cultura (com o mesmo sentido de "o sino soa").

Não contente com as opções acima, o leitor quis encontrar um outro sentido para o verbo. Só se esqueceu de combinar com a gramática. "Tanger", no sentido de "dizer respeito a", "pertencer", é transitivo indireto, exige o emprego completo da expressão "no que tange a" ("no tocante a", "no que diz respeito a", "no que concerne a"). O resto... bem, o resto é ignorância do idioma mesmo!
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Sei não, mas, se eu tivesse que apostar, apostaria na opção 2 acima – tanger como verbo transitivo direto. As opiniões de Zizek realmente açoitam e fustigam a cultura. Assim como açoitam e fustigam os cérebros da legião de bobocas que o consideram o máximo.
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Como besteira puxa besteira, o ruminante comete ainda as seguintes palavras:

Parabéns mais uma vez, agora pela manipulacão de minha "fala", o seu inimigo comunista. HEHEHEHEHEHEHEHEHE, patético a sua pessoa, me coloca como um comunista mais uma vez na caixinha (através do método dicotômico estúpido olaviano).

Vejamos. O tal Slavoj Zizek, que é acusado às vezes de ser um intelectual e um filósofo, costuma louvar as "virtudes revolucionárias" do pensamento de grandes humanistas e defensores da democracia e dos direitos humanos como... Robespierre, Lênin e Mao Tsé-tung (!). O primeiro inaugurou a palavra terrorismo, no sentido atual. Os dois últimos, até prova em contrário, eram comunistas. O que devo concluir, a partir de então: que Zizek e os idiotas que o elegeram o guru dos órfãos do Muro são devotos de Nossa Senhora Aparecida?
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Apenas a título de exercício especulativo: imaginem se alguém resolvesse organizar uma coletânea de discursos de, sei lá, Hitler ou Goebbels, escrevendo para estes um prefácio em que louva as virtudes revolucionárias do nazismo e a "hipótese nazista". Que tal? Conseguem imaginar a barulheira que seria? (E com toda razão: um lixo desses não merece mesmo ser publicado.)
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Só mais uma coisinha: "patético a sua pessoa"? O que houve com a velha e boa concordância de gênero? (patético – masculino; pessoa – feminino; logo, "patética a sua pessoa".) Agora entendi por que o dito-cujo se queixou, assim como uma sua coleguinha, de minhas palavras "difíceis": não se deve esperar mesmo um vocabulário muito amplo de quem não sabe a diferença sequer entre os gêneros masculino e feminino...

E só para deixar o rapaz feliz:

Lembrando que você não publicou meu comentário no post de ante ontem, respondeu ele (SIC) neste de forma picotada e incompleto e provavelmente nem vai publicar este. Grato
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Aí está. Publiquei. Pior para o leitor. Poderia tê-lo poupado de mais esse vexame.

Por que os esquerdiotas não sabem escrever? E por que gostam tanto de passar vergonha? É falta de noção mesmo ou é por prazer?
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P.S.: Slavoj Zizek é um dos autores de referência do novo diretor da Casa de Rui Barbosa, o “sábio” Emir Sader, um sujeito que escreve "Getulho" e "fusilar", entre outras preciosidades. É mais um fato a corroborar que espancar a ultima flor do Lácio é mesmo um requisito dos devotos tupiniquins do Marcuse piorado da Eslovênia...

sábado, fevereiro 26, 2011

EU, O "PHODÃO" (OU: ALGUMAS PALAVRAS SOBRE SLAVOJ ZIZEK A UM DE SEUS DISCÍPULOS TUPINIQUINS)


Mais um da turma que não pode mais viver sem o blog resolveu entrar aqui. Um leitor, que se assina como João Marcelo - o mesmo que se queixou outro dia de minha "raiva infantil" do Apedeuta, que seria somente um "coro da classe média paulista que vota no Serra ou na Marina" (ai, ai...), reclama de meu tratamento a um assim chamado "filósofo" que faz muito sucesso entre alguns subintelectuais, mini-intelectuais e pseudo-intelectuais de esquerda e de extrema-esquerda, o esloveno Slavoj Zizek, cujo pensamento, baseado num marxismo de terreiro, já descasquei aqui: http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2009/07/slavoj-zizek-ou-o-dever-de-enterrar.html.
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O referido leitor não se conforma de eu ter dito o que disse sobre esse Marcuse piorado, tanto que me manda vários comentários – alguns, mais de uma vez, como se quisesse ter certeza que vou mesmo publicá-los. Como gancho, ele usa outro comentário, de uma coleguinha dele, que reclamou de meu vocabulário "difícil" (também respondi a ela aqui: http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2011/01/eu-o-alienado-direto-dos-tempos-da.html)

Não só o uso de um vocabulário difícil mas também nem soube argumentar a respeito do Zizek. Hehehehehehehehehe...
Dividir o mundo em dois, entre capitalistas X comunistas é de uma estupidez absurda, parece um senhor da década de 50 do século passado. Me tirar para comunista foi a melhor parte, hehehehee... Que maravilha, um EU que vê um mundo muito interessado em minha opinião. Comentar sobre um filosofo de forma jornalística sem ao menos conhecer nada a respeito dele (apenas uma matéria em uma revista), vai ser motivo para lhe tirarem como um pedante. Estou errado?


Está. Redondamente errado.

Primeiro erro: não sou eu que divido o mundo entre capitalistas x comunistas, como se eu ainda vivesse nos tempos da brilhantina. Quem faz isso é gente como esse tal Zizek, um defensor das virtudes revolucionárias do maoísmo (!). Na visão dele, Zizek, sou um capitalista, um liberal (eles gostam de dizer "neoliberal"), logo um reacionário, um contrarrevolucionário, um maldito verme que precisa ser exterminado – como foram cerca de 75 milhões só na China Comunista, cujo pai e fundador, o tirano sanguinário Mao Tsé-tung, Zizek reverencia. Da minha parte, não divido o mundo entre capitalistas e comunistas, uma divisão, alias, falsa (basta ver a China de hoje para comprovar), mas, sim, entre democratas e totalitários. Adivinhe de que lado eu coloco o Zizek (e os bobalhões que acham o máximo esse repetidor de slogans bolcheviques).

Segundo erro: conheço Zizek não somente por um artigo de revista. Li - e me arrependi de tê-lo feito –, suas antologias de discursos de grandes humanistas como Lênin, Mao Tsé-tung e Robespierre. Mas basta ler o artigo em questão para ter uma idéia do que pensa o tal "filósofo". Trata-se tão-somente de mais um órfão do Muro, um sujeito que não pode viver sem uma estátua de Marx ou de Lênin para reverenciar. Enfim, alguém do mesmo naipe do trotskista Tariq Ali ou do anarquista Noam Chomsky, que têm no ódio à democracia e aos EUA sua razão de viver. Estou errado?

Sem esperar sequer resposta, o discipulo (ou seria devoto?) desse neo-Sartre dos idiotas escreveu ainda:

Se você quiser discutir a respeito do filosofo (algo que você tentou sem ao menos ler um livro dele)repito minhas palavras (se você quiser pode dar outro chilique e usar palavras difíceis ou me desqualificar igual o seu xará através da tática "sou superior" "já fui assim um dia" veja SCHOPENHAUER, Artur "Como vencer um debate sem ao menos ter razão" 1819):

Pode ficar tranquilo, caro leitor. Desta vez, nao vou usar palavras "difíceis" (parece que um bom vocabulário e esquerdismo não combinam muito bem). Vou-me limitar a comentar o que você mesmo diz. É o bastante para desqualificá-lo, sem precisar recorrer ao método schopenhauriano (do qual, aliás, falei em outro post meu: http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2011/01/aos-adoradores-do-odio-ou-receita-para.html.)

E sim, sou superior. E sim, já fui assim um dia.

Gosto do Zizek principalmente dos comentários que tangem cultura mas alguns momentos ele me parece muito sedutor e fala mais do que conhece.
Enfim... Acho que você não entendeu muita coisa que o Zizek disse, a sua pessoa já leu mais coisas dele ou foi apenas uma coluna em uma revista?

Tenho uma dúvida de ordem vocabular: os comentários do dito-cujo "tangem cultura"? Na minha terra, e também no dicionário, o verbo "tanger" significa afastar, conduzir como gado ("tanger a boiada"). Devo entender então que os comentários do Zizek sobre a Noviça Rebelde afastam a cultura, é isso? (A propósito: faz todo o sentido.) Ou o leitor quis dizer a expressão "no que tange a", que tem o mesmo significado de "no tocante a" ou "no que diz respeito a"?

Pelo visto o caro leitor aprecia os comentários de um autor sobre cultura, mas, no que tange à própria, não tem lá muita afinidade. A começar pelo idioma...

Quanto à pergunta, já a respondi. Adiante.

A hipótese comunista vai no sentido de arriscar o impossível, de se re-inventar, você está afim de se posicionar como um "phodão" ou dificil de enganar mas acho que não entendeu muito bem.Uma das críticas do Zizek vai no sentido de que as pessoas aceitam a situação político- econômica como permanente e que veio para ficar, o "arriscar o impossivel" vai justamente contra essa mentalidade pequena.

OK, sou um "phodão" porque não estou "afim de" (sic) engolir essa conversa mole de "hipótese comunista" (não depois de 100 milhões de cadáveres – e ainda tem quem ache pouco...). E confesso que não entendo mesmo como alguém ainda vê alguma coisa de positivo nisso. Mas pelo menos numa coisa eu concordo com o Zizek: assim como ele, não aceito a visão de que a situação político-econômica é algo permanente e imutável. Pelo contrário: defendo o ponto de vista completamente oposto, principalmente em lugares como Venezuela, Cuba e Coréia do Norte, onde a "hipótese comunista" veio para ficar. Aqui sou plenamente a favor de "arriscar o impossível" e mandar esses regimes para o raio que os parta, como os árabes estão mandando as ditaduras do Norte da África para o diabo que as carregue. Será que o Zizek diria o mesmo?

O resto nem merece comentário, de tão tosco e rombudo que é. Apenas respondo: sim, a idéia de preservação do meio ambiente é produto do desenvolvimento capitalista; sim, Chernobyl demonstra claramente a falsidade da tal "hipótese comunista" aplicada à ecologia; e sim, gosto de Olavo de Carvalho. O companheiro prefere Emir Sader e Frei Betto?

Quanto ao Parabéns pelo blog "pseudo- intelectual sou phoda": obrigado. Nunca disse que sou um intelectual.

Ô gente besta!

OBAMA E KADAFI: ALGUÉM LEMBRA?

Vocês deixam eu me gabar um pouquinho?

Publiquei o texto abaixo neste blog em 10 de julho de 2009. Vocês irão observar que eu estava sendo, como direi?, premonitório (ou será que era só lucidez mesmo?). Na época, o "mundo" babava por Obama e considerava seu gesto em relação ao ditador e pomba-gira líbio Muamar Kadafi uma mostra de que algo "bom", "histórico", estava acontecendo... Remando contra a maré global de babaquice obâmica, escrevi que o gesto mostrava apenas aquilo que mostrava: a rendição de um presidente dos EUA à tirania e ao terrorismo. Parece que agora, dois anos depois, o pessoal que incensava Obama por apertar a mão desse ditador louco e assassino descobriu que ele, Kadafi, é um ditador louco e assassino...

Pois é. Como dizia um velho conhecido meu: "É chato ter razão"...




A DOUTRINA OBAMA EM AÇÃO (OU: O SIGNIFICADO DE UM APERTO DE MÃO)


A foto acima já está circulando na internet. Ela mostra Barack Hussein apertando a mão do ditador líbio Muamar Kadafi, durante a Cúpula do G-8 que ora se celebra em L'Aquila, na Itália. Barack Hussein faz cara de contrição, como se estivesse confessando algum pecado a Kadafi. Este, por sua vez, não esconde o sorriso de satisfação, parecendo deliciar-se com o momento. Um observador menos atento poderia até achar que é um pai-de-santo atendendo um de seus "filhos" em busca de conselho e orientação espiritual.


Confesso que nem eu, em meus piores pesadelos, poderia imaginar que um dia veria cena tão degradante. O chefe da maior potência mundial, o líder do Mundo Livre, curvando-se ante o coronel Kadafi, o mesmo que Lula chamou de "meu amigo, meu irmão". Dessa vez Barack Hussein conseguiu superar até mesmo o Apedeuta.


Mais surpreendente do que o aperto de mão em si - outro momento "histórico" do governo "histórico" de Obama, como não se cansará de repetir a imprensa obamista - foi a circunstância em que ele ocorreu: a saudação foi dada por iniciativa de Barack Hussein, logo após Kadafi ter insultado os EUA, chamando o país de "terrorista" e comparando-o a Osama Bin Laden. A reação de Barack Hussein à ofensa foi ter corrido até Kadafi e apertado sua mão. Com isso, ele corroborou a afirmação de Kadafi, reconhecendo que os EUA são um país terrorista, comparável a Bin Laden.


Surpreendente, também, mas no pior sentido da palavra, é a forma como a imprensa mundial está tratando o episódio, derramando-se em elogios e rapapés à "atitude altiva" e ao gesto de "estadista" de Barack Hussein. Sim, isso mesmo: a imprensa está aplaudindo Obama por ele ter apertado a mão de um ditador por ele ter insultado seu país e o comparado ao maior terrorista da História...


A ofensa é ainda mais surrealista por ter vindo de quem veio: Kadafi, há 40 (quarenta!) anos no poder na Líbia, onde manda e desmanda com mão de ferro, não é somente um ditador: é um ditador terrorista. Em seu currículo, está uma ampla folha de serviços prestados ao terrorismo internacional, que vai de grupos extremistas palestinos como o Setembro Negro (massacre de Munique, 1972) até o IRA norte-irlandês nas décadas de 70 e 80. Sua obra-prima foi a explosão de um Jumbo da Pan Am sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia, em 1988 (270 mortos). Mas, sejamos justos: de uns tempos para cá - mais especificamente, desde que os EUA perderam a paciência com ele e mandaram bomba em sua cabeça, e após o país ter sido ameaçado de pesadas sanções internacionais -, ele tem-se mostrado bastante moderado, até bondoso: imaginem só, ele até aceitou indenizar os parentes das vítimas de Lockerbie...


O aperto de mão entre Barack Hussein e o coronel Kadafi é um gesto significativo. Significa que Barack Hussein quer ficar amigo de ditadores. Significa que ele realmente acredita que o problema do mundo é os EUA, e não bandoleiros como Kadafi ou Bin Laden. Significa que o discurso antiamericano e pró-terrorista finalmente chegou à Casa Branca. Obama deve ter lido e levado a sério a maçaroca antiamericana que Hugo Chávez lhe deu de "presente" alguns meses atrás, "As Véias Abertas da América Latina", de Eduardo Galeano. Só isso explica tamanha complacência com tiranos e assassinos, tamanha inversão da realidade.


Qual será o próximo passo do grande estadista Barack Hussein? Talvez marcar uma partida de beisebol com Fidel Castro, como fez Jimmy Carter. Ou, quem sabe, uma rodada de biriba com Ahmadinejad, enquanto discute com o líder iraniano se o Holocausto existiu ou não. Melhor ainda: um tête-à-tête com Bin Laden nas montanhas do Afeganistão, com cobertura pela CNN e anúncio de mais um feito "histórico" da diplomacia obamista. Entre a decapitação de um infiel e o apedrejamento de uma adúltera, os dois líderes poderão trocar algumas idéias interessantes sobre respeito às diferenças e multiculturalismo.


Na foto em que aparece pedindo a bênção ao tirano Kadafi, Barack Hussein parece estar pedindo desculpas. De fato, é isso o que o gesto demonstra. Kadafi, por sua vez, deve ter pensado: "é, parece que décadas de antiamericanismo raivoso deram resultado; agora sou respeitado e o chefe do Satã imperialista em pessoa vem se rebaixar perante mim e me fazer reverência". Ahmadinejad e Kim Jong-Il podem se regozijar. Pelo visto, terrorism works: o terrorismo funciona. Principalmente se, do outro lado, estiver um governo que prefere capitular a enfrentá-lo.


Tragam o Bush de volta!

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

A LÍBIA É AQUI


Mais uma vez, Augusto Nunes, em seu blog, bota os pingos nos is e presta um serviço valioso à verdade. O titulo do texto já diz tudo. A foto aí em cima também.
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Para que os brasileiros deixem a Líbia, basta um pedido de Lula ao amigo e irmão Kadafi

Desde domingo, centenas de brasileiros em perigo na Líbia aguardam o pouso do avião fretado pelo Itamaraty. Desde domingo, o chanceler Antonio Patriota espera sentado a autorização do governo local para o pouso em algum aeroporto. Desde domingo, Lula faz de conta que conhece só de vista o homem que há 42 anos manda e desmanda no país. O que espera Patriota para interromper a amnésia malandra e recordar ao ex-presidente os tempos em que entrava sem bater na tenda beduína onde Muammar Kadafi conversa, descansa e dorme escoltado pela guarda pessoal só de mulheres?

Há pouco mais de um ano e meio, na reunião da União Africana realizada em Sirte, na Líbia, Lula e Kadafi andaram protagonizando cenas que, infiltradas em qualquer dramalhão de cinema, fariam a plateia inteira chorar lágrimas de esguicho. “Meu amigo, meu irmão e líder”, derramou-se o convidado de honra, olhos nos olhos com o anfitrião, na abertura da discurseira. Kadafi pareceu especialmente comovido, naquele 1º de julho de 2009, ao ouvir o parceiro responsabilizar os países industrializados pelo “caráter perverso da ordem internacional”.

Em seguida, o orador acusou a imprensa em geral e os jornalistas brasileiros em particular de tratar com “preconceito premeditado” as relações amistosas entre os governos latino-americanos e as ditaduras da região. Só gente preconceituosa poderia fingir que não vê “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos”, todos muito conscientes de que “consolidar a democracia é um processo evolutivo”. Kadafi ficou tão animado com o palavrório que no encontro seguinte, promovido na Venezuela, propôs uma aliança militar, “nos moldes da OTAN”, entre os liberticidas africanos e os companheiros cucarachas.

No momento, o terrorista vocacional não tem tempo para pensar nessas grandezas: está inteiramente absorvido pela guerra de extermínio movida contra o povo líbio. Mas atenderá imediatamente ao telefone se souber que é Lula quem está do outro lado da linha. E, se ouvir o pedido, não se negará a suspender por algumas horas o bombardeio aéreo da população civil para permitir que o avião do Itamaraty recolha os brasileiros. Ninguém recusa o que pede um amigo e irmão. (Se recusar, o Brasil colherá mais uma prova de que a política externa da cafajestagem, parida pelo que Ricardo Setti batizou de “lulalato”, serviu apenas para envergonhar o país governado por um megalomaníaco).

Além de acionar o ex-presidente, Antonio Patriota deve reforçar urgentemente o esquema de segurança da embaixada na Líbia. Assustado com a força da insurreição popular, Kadafi tem consultado o companheiro Hugo Chavez sobre planos de fuga e refúgios seguros. O último a tratar desses assuntos com o imaginoso venezuelano foi o hondurenho Manuel Zelaya. Os dois decidiram que um bom esconderijo seria a embaixada brasileira em Tegucigalpa. Kadafi avisou nesta terça-feira que prefere morrer a deixar o país. Se Patriota não abrir o olho, o bolívar-de-hospício e o ditador acuado tentarão abrir em Tripoli mais uma Pensão do Lula.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

DITADORES ESCLEROSADOS


O que acontece quando um tirano fala de outro tirano? Defende a tirania, claro.

Pois foi o que o tiranossauro do Caribe e ídolo dos perfeitos idiotas, Fidel Castro, o Coma Andante, fez nesta terça-feira, ao sair das catacumbas em mais uma de suas "reflexões" de publicação obrigatória na "imprensa" (?) oficial cubana. Acreditem, há quem dê atenção a esse tipo de coisa. Desta vez não deu para evitar, tive de ler o troço. O que disse o facínora? Atacou os EUA, claro, que, segundo ele, estariam por trás dos protestos na Líbia e estariam inclusive planejando invadir o país. Os motivos seriam os de sempre: petróleo, a dominação mundial etc. Curioso como ele não lembrou de nada disso no caso do Egito ou da Tunísia. Por que será?

Teve mais. O serial killer e santo de devoção do Apedeuta saiu com um "pode-se estar ou não de acordo com Kadafi, mas...". Como assim, "pode-se estar ou não de acordo"? O companheiro Fidel está falando dos 270 mortos na explosão de um Boeing em Lockerbie, Escócia, em 1988, crime cometido a mando de Kadafi? Ou nas tantas centenas de pessoas assassinadas pelos grupos terroristas financiados com dinheiro líbio nos anos 70 e 80? "Pode-se estar ou não de acordo" com isso, como se pode estar ou não de acordo com uma opinião, sei lá, sobre futebol? Preciso mesmo dizer qual a única atitude decente diante do terrorismo?

Talvez Castro esteja se referindo aos mortos sob tortura ou assassinados pela ditadura de seu amigo, o pai-de-santo Kadafi. Mas aí existe um problema: os líbios não podem discordar de Kadafi, assim como os cubanos não podem discordar da ditadura dele, Fidel, que já dura inacreditáveis 52 – cinquenta e dois! – anos. É por isso, por não poderem discordar do governo sem tomarem uma borrachada na cabeça, que os líbios estão nas ruas pedindo a saída de Kadafi do poder. Quando será que o mesmo ocorrerá na ilha-prisão dos irmãos Castro?

O fuzilador do Caribe aprendeu com Noam Chomsky (ou foi este que aprendeu com aquele, tanto faz) a jogar areia nos olhos dos incautos culpando os EUA (mais uma vez, notem bem: ele culpa os EUA, não Obama) por tudo de ruim que existe no mundo, até mesmo pela existência de ditaduras que têm no antiamericanismo sua razão de ser. Só falta acusar o Tio Sam de ter colocado Kadafi no poder.

Ontem, Kadafi fez uma aparição na TV estatal líbia soltando fogo pelas narinas, prometendo mandar bala nos manifestantes e dizendo que só morto sairá do poder, em que está agarrado desde 1969. Pelo menos nesse último quesito, espero sinceramente que ele cumpra a promessa. O mundo se veria livre de mais um tirano patético e esclerosado.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

O DESCONTROLE PETRALHA



Ah, eles estão descontrolados!

Até mesmo para xingar os outros os petralhas são umas toupeiras. Vejam os comentários involuntariamente hilariantes que dois novos leitores assíduos do blog, um anônimo e outro, que se apresenta como "Carlito", cometeram. Coloco os dois no mesmo post, em parte para economizar espaço, e em parte porque não valem mais do que um post mesmo. Além disso, eles certamente se sentiriam bem um ao lado do outro.

Vamos lá, meninos, aprendam como se deve desmoralizar alguém. Primeiro o anônimo:

Agora são 402 posts sobre o Lula. Isso, fala mais, asno. Eternize o ídolo.Além de arrogante é burro. Bem, os burros sempre são arrogantes. Só assim podem esconder a própria ignorância e/ou frustração. Fica aí no seu mundinho, viuvinha do FHC.Vou deixá-lo só, que é como você vive. Vá buscar comentários em outros blogs, já que o seu tá tão animado quanto as noites do Alasca.

Estou preocupado. Então sou eu que eternizo o ídolo-pai-todo-poderoso? Eu tenho todo esse poder? Mas este não é um blog insignificante, com alguns parcos leitores? Agora fiquei confuso. Será que é porque eu sou arrogante e burro?

Ah, entendi! Então sou doido e doente não porque falo mal do Apedeuta, mas porque falo dele. É isso! O Filho do Barril é tão importante que já alcançou o status de totem, de tabu. Falar sobre ele eterniza o mito. Só pode ser.

Pensei que o caro leitor fosse só disléxico. Mas agora vejo que é cretino mesmo. Viuvinha de FHC? O companheiro não leu nada do que escrevi sobre o clube de socialites esquerdistas que é o PSDB? Preciso colocar mais links? Alguém aí falou em "asno"?

Outra coisa: o blog não tem a menor intenção de ser "animado". Se quer animação, vá ao Carnaval de Olinda ou a um comício do Redentor da Humanidade. Isto aqui não é programa de auditório.

Pronto! Agora são 403 posts sobre o Apedeuta e seus devotos. É minha modesta contribuição ao desmascaramento da maior mentira da História do Brasil. E aos patetas que querem vê-la eternizada, sem que se fale dela.

Agora é a vez do Carlito, aquele que me chama de "senhor" (a propósito, o senhor está no Céu...):

O senhor é muito fácil de ser alfinetado. Basta uma investida e pronto, o senhor revela o direitista, o lambe-saco do PSDB, o babaca que é. Está mais que evidente a serviço de quem o senhor está. Não, não vista o hábito de mocinho, de independente, de contra a safadeza. O senhor é contra as safadezas apenas de uns, as de outros o senhor esconde, varre para baixo de tapete, ignora, "engaveta". Bem fraquinhos os seus argumentos. Diz logo quem o senhor é.

Não sabia que eu era almofada para ser alfinetado... hehe Meu filho, quem disse que é preciso uma "investida" (eu, heim?) para que eu me "revele um direitista"? Não percebeu ainda que sou anticomunista, antiestatista, antipetralha e liberal, ou seja: um direitista, um conservador - logo, na visão de mundo petralha, um membro da elite golpista, um maldito reacionário que se diverte maltratando os empregados e praticando tiro ao alvo em mendigos etc.? Enfim, todos esses rótulos que os petralhas gostam de usar para (des)qualificar todos os que não são nem pensam como eles? Não sacou ainda, meu filho, para que serve e sobre o quê é o blog? (E o babaca sou eu, vejam só...)

Ai meu jesus cristinho: "lambe-saco do PSDB" foi demais! O que esses petralhas têm no lugar do cérebro? Cimento? Ou a mesma matéria orgânica que recheia a cabeça dos camarões? É cinismo ou burrice mesmo, ou as duas coisas? Ô Carlito, tenta ler antes o que já escrevi, rapaz! Aí, quem sabe, quando você já souber tomar sorvete sem sujar a nuca, a gente conversa, tá bom?

A serviço de quem eu estaria? Deixe-me ver, vou me adiantar ao petralha anencéfalo: da CIA, de Wall Street, da Máfia, dos Incas Venuzianos?... Não seria da minha própria consciência? Mas duvido que quem escreve esse tipo de baboseira aí em cima tenha a mínima idéia do que é isso.

Hum... então sou contra as safadezas só de uns é? E boto as de outros debaixo de tapete, é mesmo? Sei, sei... Deve ser porque não sou "nenhumladista" ou "isentista". Ou seja: não caio na lorota de que "são todos iguais" para salvar a cara e encobrir a verdadeira natureza da bandidagem petista. Já cansei de escrever sobre isso aqui, mas desconfio que o Carlito não tenha sequer se dado ao trabalho de pesquisar um pouquinho no arquivo do blog antes de vir aqui vomitar suas petralhices.

Agora, o argumento mais inteligente de todos. Estão preparados? Lá vai:

Sai do armário, meninaaaaaaaaaaaaa!Antes que eu me esqueça, vá morder seu pai na bunda.

Sei não... Sair do armário, morder o pai na bunda... Esses petralhas são estranhos. Será que é isso que eles fazem naqueles congressos do partido?

P.S.: Sei que vai ser difícil para vocês, porque afinal vocês agora não podem mais viver sem o blog, mas não precisam se dar ao trabalho de responder a este post, rapazes. Vocês vão perder seu tempo, porque não vou ler - vai direto para o lixo. Sugiro que tentem pautar outro blog. Neste aqui, vocês não entram mais (já tenho seus IDs, não insistam). Sei que vocês vão ficar tristes, a vida de vocês vai perder o sentido, mas se não quiserem entender, não dou a mínima: podem ir tomar na CUT e vão para a Cuba que os pariu, bando de vagabundos!

TESTE DE PACIÊNCIA (OU: FALANDO DE FOLCLORE PARA DISLÉXICOS)


Tem gente que acredita em outras lendas...
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Ah, que chato!

Se tem uma coisa que realmente testa minha paciência, mais até do que a sonsice e o cinismo, é a burrice. Ou, no caso, a dislexia. Detesto ter de desenhar para quem não consegue traçar uma linha reta entre um ponto e outro.

Um anônimo não entendeu uma frase de meu texto EU, O DOIDO (OU: FALO MAL DE LULA E DOS PETRALHAS, POR ISSO SOU DOENTE):

Lula não existe (palavras suas) e você escreve 400 posts falando dele.Isso é o que eu chamo de uma não-existência de sucesso.

Vamos lá, apertando a tecla SAP:

http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2011/01/lula-e-minha-anta.html

http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2009/10/o-boitata-de-caetes.html

Se, depois de ler o que está nos links acima, o leitor ainda não souber do que estou falando, só posso concluir que é alguém com uma séria lesão no córtex cerebral. Ou é só um gaiato mesmo que não tem mais o que fazer.

Fico cá pensando: além de não saber ler e não ter escrúpulos, o que mais é necessário para ser petralha?

UM CONTO DE DOIS LADRÕES (UMA FÁBULA)


Um petralha está chateado comigo porque não deixei que ele pautasse o blog. Ficou bravo porque não permiti que ele transformasse este espaço num palanque para "denunciar" os malfeitos dos outros. Provavelmente, ele pensa que, ao fazer isso, está absolvendo as pilantragens da companheirada. "Se todos roubam, por que se importar?" É assim que pensa essa gente.

Para ficar claro por que não aceito esse tipo de petralhice - a mais cínica e vigarista de todas -, aí vai uma pequena fábula.

Dois ladrões são pegos em flagrante assaltando uma velhinha. Na delegacia, eles tentam se safar dizendo o seguinte:

Ladrão 1: - Seu delegado, sou inocente, não roubei ninguém etc. etc.

Ladrão 2:

- Seu delegado, não roubei; sou vítima de uma conspiração das elites e da mídia. (1a versão)

- Não vi nada, não sei de nada. (2a versão)

- É, sou, mas quem não é? Somos todos iguais. (3a versão)

(Detalhe importante: antes de ser pego roubando, o Ladrão 2 posava de puro e de "diferente", o único honesto da vizinhança; os ladrões eram os outros.)

Pergunta 1: Preciso dizer de quem estou falando?

Pergunta 2: Quem é o mais safado?

Moral da história: Quem bate a carteira é bandido; quem bate a carteira e grita "pega ladrão" é duas vezes mais bandido.

Se safadeza matasse, não existiria mais nenhum petralha vivo.

MAIS UM PARA O LIXO


Outro, um tal Carlito (que ainda por cima me chama de "senhor", ai Jesus...), quis aproveitar para tentar pautar o blog. Escreveu o rapaz:

O senhor já leu o artigo do link abaixo?
(segue o link, com um artigo sobre um tucano - que não vou colocar aqui porque não sou moleque de recados de petista)
Que tal publicar no seu blog? Ah, claro, o senhor é contra os petralhas, apenas.

Nem titubeei. Direto para a lata do lixo.

E sim, sou contra os petralhas. Acha pouco?
.
Ah, também sou contra usar blogs alheios como correia de transmissão da petralhada, viu?

Francamente...

EU, O DOIDO (OU: FALO MAL DE LULA E DOS PETRALHAS, POR ISSO SOU "DOENTE".)


Um desses valentes anônimos que pululam na internet e que acham o cúmulo falar mal do Apedeuta entrou no blog e deixou um comentário sobre meu texto O IRÃ É AQUI (em que falo, justamente, de como a religião lulo-petista está transformando o Brasil numa nova República dos aiatolás). Vejam que jóia de sabedoria ele escreveu:

Rapaz, você sempre me surpreende.
Você roda, roda e acaba voltando ao tema de que mais gosta: Lula. Como não tem recebido dos seus leitores - plural? - nenhum comentário contra seus posts sobre o "desencarnado", agora busca em outros blogs. Isso é doença.
Negócio de doido!

Respondo ou vai para o lixo? OK, as duas coisas. Desde que o blog existe, escrevi, até agora, uns 800 posts. Não fiz as contas, mas acredito que, destes, a metade, uns 400, tratam, direta ou indiretamente, do Aiatolula. É muito? Sinceramente, acho que não. Afinal, o sujeito é nada mais nada menos do que o Messias reencarnado, o redentor dos pobres e oprimidos, o presidente mais importante das galáxias desde o big-bang. Diante disso, o que são uns 400 posts?

Realmente, para que falar do Lula? Essa é uma pergunta que sempre me faço. Afinal, ele "não” fez nada do que segue: "não" enganou os trouxas durante trinta anos, falsificando a História e estimulando em torno de si um culto da personalidade criado por intelectuais comunistas; "não" tentou estuprar um companheiro de cela; "não" fez a apologia da ignorância e do analfabetismo; "não" se apropriou do que os outros fizeram; "não" comandou o maior esquema de corrupção da História do Brasil; "não" promoveu o aparelhamento partidário do Estado; "não" entronizou o coronelismo; "não" serviu de porta-voz para ditadores assassinos, sendo cúmplice de seus crimes; "não" transformou o Brasil em valhacouto para terroristas; "não" fez o País passar vexame internacionalmente (e tudo isso com uma multidão de áulicos batendo palmas e repetindo o quanto ele era um sucesso...) etc. Enfim, para que se importar com isso, não é mesmo? Só pode mesmo ser doença. Ou deve ser porque, sei lá,
não tenho recebido comentários de meus poucos leitores. (Menos dos petralhas, que, ao que parece, não podem mais viver sem meu blog. Mesmo com poucos leitores, eles se surpreendem. Por que será?)
.
É, sou "doente". Mas sou feliz, obrigado. Não sei se seria tão feliz se, em vez de falar mal do Nosso Guia, eu resolvesse mandar o senso crítico às cucuias e engrossar o cordão de puxa-sacos que, nos últimos oito anos, aumentou assustadoramente. Não sei se assim eu seria mais feliz. Mais rico, certamente, eu seria.

Já falei e repito: Lula não existe. É por isso que falo mal dele. E ainda me dou ao trabalho de responder a mais um comentário cretino de um seu devoto. Haja paciência...