
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
UM CONTO DE DOIS LADRÕES (UMA FÁBULA)

MAIS UM PARA O LIXO

O senhor já leu o artigo do link abaixo?
(segue o link, com um artigo sobre um tucano - que não vou colocar aqui porque não sou moleque de recados de petista)
Que tal publicar no seu blog? Ah, claro, o senhor é contra os petralhas, apenas.
Nem titubeei. Direto para a lata do lixo.
E sim, sou contra os petralhas. Acha pouco?
EU, O DOIDO (OU: FALO MAL DE LULA E DOS PETRALHAS, POR ISSO SOU "DOENTE".)

Rapaz, você sempre me surpreende.
Você roda, roda e acaba voltando ao tema de que mais gosta: Lula. Como não tem recebido dos seus leitores - plural? - nenhum comentário contra seus posts sobre o "desencarnado", agora busca em outros blogs. Isso é doença.
Negócio de doido!
Respondo ou vai para o lixo? OK, as duas coisas. Desde que o blog existe, escrevi, até agora, uns 800 posts. Não fiz as contas, mas acredito que, destes, a metade, uns 400, tratam, direta ou indiretamente, do Aiatolula. É muito? Sinceramente, acho que não. Afinal, o sujeito é nada mais nada menos do que o Messias reencarnado, o redentor dos pobres e oprimidos, o presidente mais importante das galáxias desde o big-bang. Diante disso, o que são uns 400 posts?
Realmente, para que falar do Lula? Essa é uma pergunta que sempre me faço. Afinal, ele "não” fez nada do que segue: "não" enganou os trouxas durante trinta anos, falsificando a História e estimulando em torno de si um culto da personalidade criado por intelectuais comunistas; "não" tentou estuprar um companheiro de cela; "não" fez a apologia da ignorância e do analfabetismo; "não" se apropriou do que os outros fizeram; "não" comandou o maior esquema de corrupção da História do Brasil; "não" promoveu o aparelhamento partidário do Estado; "não" entronizou o coronelismo; "não" serviu de porta-voz para ditadores assassinos, sendo cúmplice de seus crimes; "não" transformou o Brasil em valhacouto para terroristas; "não" fez o País passar vexame internacionalmente (e tudo isso com uma multidão de áulicos batendo palmas e repetindo o quanto ele era um sucesso...) etc. Enfim, para que se importar com isso, não é mesmo? Só pode mesmo ser doença. Ou deve ser porque, sei lá, não tenho recebido comentários de meus poucos leitores. (Menos dos petralhas, que, ao que parece, não podem mais viver sem meu blog. Mesmo com poucos leitores, eles se surpreendem. Por que será?)
Já falei e repito: Lula não existe. É por isso que falo mal dele. E ainda me dou ao trabalho de responder a mais um comentário cretino de um seu devoto. Haja paciência...
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
WINDS OF CHANGE



Aliás, espera-se que a onda de protestos no Oriente Médio pela democracia chegue um dia à América Latina. Chávez, Castro, Morales, Correa, Ortega... enfim, todos os tiranos e tiranetes louvados pela companheirada: é bom botarem as barbas de molho.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
O IRÃ É AQUI

De repente me lembrei de Marcelo Madureira.
O humorista do recém-extinto programa televisivo Casseta & Planeta é protagonista de um vídeo que circula desde o ano passado na internet. Nele, Madureira aparece no programa Manhattan Connection, do canal GNT, ao lado de Diogo Mainardi e de Lucas Mendes, falando o que pensa do ex(?)-presidente Lula da Silva. Chama-o, entre outras coisas, de vagabundo e picareta. Um caso raro, raríssimo, de artista que não se rende ao politicamente correto quando trata do chefão dos petralhas, o capo di tutti capi. Esbarrei no vídeo um dia desses, por puro acaso. Está aqui: http://www.pimentanamuqueca.com.br/2010/10/06/humorista-fala-serio-e-chama-lula-de-vagabundo-e-picareta/.
FICO MUITO TRISTE COM UM ELEMENTO MUITO LOUCO COMO ESSE, ELE SÓ PODE TÁ DROGADO PRA FALAR ISSO DO NOSSO PRESIDENTE, (TOM)
esse sujeito não ofendeu somente ao presidente. ele ofendeu a uma nação inteira. sinto-me indignado como cidadão brasileiro. (marcelo)
Esse Marcelo Madureira é uma “caca”! (leidiqueiti)
Doente! (Vítima)
Cabe aí uma Ação Penal por lesão à honra de um Chefe de Estado. Talvez LULA, com a diplomacia que o acompanha, não queira ir por esse caminho. Mas seria interessante ver esse decadente humorista atrás das grades. Se o momento fosse outro, àquele da ditadura, esse cara não contava mais no mapa múndi. (adriano Mslarsh)
Marcelo Madureira mostra desconhecimento histórico e político. É o típico analfabeto político, falta discernimento numa pessoa dessa ao falar de forma tão deselegante e de fraca argumentação de um dos maiores líderes mundiais. (Camila)
O Brasil está ficando cada vez mais parecido com o Irã. Aqui, também temos os nossos pasdaran, a nossa polícia religiosa. Muitos deles vivem do dinheiro que recebem do governo para manter seus blogs com elogios a Lula e a sua criatura, Dilma Rousseff. E ai de quem se atreva a criticá-los! Será condenado à fogueira pelo tribunal petista - ou corre o risco de uma ação penal, como ameaçou um dos petralhas acima. O Irã é uma teocracia. O Brasil virou uma pelegocracia.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
O MITO DO ISLÃ MODERADO

No dia seguinte, o papa Bento XVI fez o que se espera de qualquer pessoa decente e condenou o atentado. A reação dos mulás egípcios foi a seguinte: disseram que o chefe da Igreja Católica estava se metendo num assunto interno do Egito. Mais: afirmaram que o Sumo Pontífice não condena os atentados em que morrem muçulmanos no Oriente Médio...
As duas afirmações acima – a última das quais, abertamente mentirosa – não saíram da boca do chefe do Hamas ou de Osama Bin Laden, mas de líderes religiosos considerados "moderados", apontados como interlocutores confiáveis do Islã. Homens tolerantes, enfim.
Fico aqui pensando o que será que tais líderes religiosos diriam se, diante de um atentado contra muçulmanos em Paris ou em Roma, o papa dissesse para eles: "Isto não é problema de vocês; é um assunto interno nosso". Ou então: "Não me lembro de ter visto vocês condenando atentados em que morrem cristãos". Conseguem imaginar o escândalo? No mínimo, os muçulmanos e os intelectuais de esquerda ocidentais iriam às ruas protestar e exigir a cabeça de quem disse uma coisa dessas, tachando-o de hipócrita, de calhorda e de canalha da pior espécie. E com toda razão.
Pois bem. Não me lembro de ter visto nenhum ativista de esquerda organizar qualquer protesto contra os lideres muçulmanos egípcios. Procurei no noticiário, mas não vi nenhum conhecido crítico do Ocidente, nenhum Noam Chomsky, nenhum Tariq Ali, dizer uma palavra de repúdio ou de solidariedade às vítimas do atentado. Por que será?
Há somente uma explicação para esse tipo de duplo padrão moral: na cabeça de religiosos islâmicos, moderados ou não (e de seus aliados seculares ocidentais), a morte de cristãos não é tão grave quanto a de muçulmanos. Isso porque, por mais que se diga o contrário, não existe Islã moderado.
Antes que me entendam mal: não tenho nada contra o Islã como religião privada. Aliás, não tenho nada contra nenhuma crença individual. Para mim, crer em Alá, fazer as abluções, rezar cinco vezes ao dia com o rosto voltado para Meca, é uma questão de crença pessoal. Mas é exatamente aí que está o problema: o Islã não é uma religião privada. Crer ou não em Maomé, para um muçulmano devoto, não é uma questão pessoal. Ponto.
Se há algo que distingue o islamismo das outras religiões, em particular do cristianismo, é que no Islã não existe diferença alguma entre as esferas pública e particular. Pergunte a qualquer muçulmano sobre separação entre religião e Estado e ele provavelmente pensará que está diante de um imperialista, um marciano ou um fugitivo do hospício. É inútil procurar algo semelhante nos paises islâmicos. Até mesmo regimes seculares do Oriente Médio tem um pé no Corão: no Egito, por exemplo, é proibido pregar abertamente outra religião que não a do Profeta (um pastor protestante brasileiro foi preso lá no ano passsado por distribuir bíblias!). O Islã é mais do que um conjunto de regras de conduta moral: é uma ideologia total, que abarca todos os aspectos da vida particular, assim como da política e da economia. Daí que falar em Islã "moderado" é, no minimo, um oxímoro (Islã radical, por sua vez, é um pleonasmo). É uma auto-ilusão, uma fantasia de intelectuais multiculturalistas e politicamente corretos.
Hoje, quando o Egito e boa parte do Oriente Médio estão numa encruzilhada depois da queda do ditador Hosni Mubarak (no que foi, em tudo menos no nome, um golpe de Estado, mas não é de bom-tom dizer), a tendência é ignorar esse fato. Cansei de ler comentários de pessoas ditas sérias celebrando a participação da Irmandade Muçulmana no novo governo de transição do Egito como uma mostra de que o país estaria entrando, enfim, numa nova era de "democracia". Esquecem que, com os islamitas, a primeira eleição democrática da qual sairão vitoriosos será tambem a última. Se alguém duvida, pergunte ao Hamas ou ao Hezbollah.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
AINDA O EGITO: DESENHANDO PARA IDIOTAS

Agora em Cuba a ditadura " Castrista" não é aceita simplesmente porque " ha uma alternativa melhor ?" coisa que o Egito não tem ??? usando suas proporias palavras " Me parece uma forma de ofende-los".
A ditadura de Mubarak não oferece risco aos EUA porque se aliou a ele, já a ditadura iraniana e cubana são autônomas e por isso oferecem risco a hegemonia americana.
Já quanto ao Irã, é aquilo que o Egito será se a Irmandade Muçulmana chegar ao poder. Esse risco existe e é a cada dia maior.
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Para ficar claro, vamos lá, didaticamente: .
- O Egito é uma ditadura laica. O Irã é uma ditadura teocrática.
sábado, fevereiro 05, 2011
ATRAÇÃO PELO SUICÍDIO (OU: SALVANDO OS ESQUERDISTAS DELES MESMOS)

Por mais que se explique, por mais que se mostre, por mais que se prove para um louco - no caso, um imbecil irremediável, incapaz de qualquer pensamento minimamente lógico - esse tipo de coisa, sempre haverá, infelizmente, quem prefira ignorar o óbvio e escolher, entre dois males, o pior. Nunca subestime a capacidade de certos espíritos de desprezar o perigo e de cavar seu próprio túmulo. Por burrice, estupidez, malícia ou oportunismo, não importa: sempre haverá quem corteje a própria ruína, a própria destruição. Qualquer pessoa sensata concluiria logo que é preciso proteger esses indivíduos deles mesmos, pois são como crianças. Totalmente irresponsáveis, não são capazes de cuidar de de si mesmos, que dizer dos outros. Débeis mentais ou loucos psicóticos, para usar a terminologia científica.
Fiz o preâmbulo acima porque, mais uma vez, os fatos parecem confirmar um padrão histórico, já tantas vezes repetido. Estou falando das manifestações no Egito. Escrevi aqui um post sobre o tema. Deixei claro - pelo menos, acredito que está claro no texto - que considero o regime de Hosni Mubarak uma ditadura, e que desprezo todas as ditaduras. Escrevi também que, malgrado esse fato, existe a possibilidade alarmante de que, uma vez derrubado o regime de Mubarak, algo muito pior - uma teocracia islamita - tome seu lugar no Egito, do mesmo modo que a queda do regime despótico do xá do Irã deu lugar à tirania muito mais opressiva dos aiatolás em 1979. Apontei para o fato de que fanáticos islamitas estão posando oportunitiscamente de democratas nas manifestações, com o intuito de impor sua própria tirania, muito pior do que a atual, e enterrar assim, definitivamente, qualquer esperança de democracia. E isso não só no Egito, mas na Tunísia, no Sudão, no Iêmen, na Jordânia, no Líbano - enfim, onde quer que haja radicais muçulmanos à espreita, prontos para tomar o lugar de autocracias seculares pró-ocidentais - e IMPEDIR QUE ESTAS SE TRANSFORMEM EM DEMOCRACIAS, é bom que se diga.
Pois não é que, em vez de entender o alerta acima, há quem veja no que eu disse uma contradição? Pior: uma defesa de Mubarak?
Agora você está numa bela sinuca. Ou apóia Mubarak, um ditadura ou apoia a reinvidicação popular, mesmo que islâmica. Se escolher por Mubarak fica óbvio para mim e os demais leitores deste blog que você possui uma tendencia totalitária (ao contrário do que vem dizendo) e uma atitude contra o Islã e os religiosos mulçumanos.
O que passa no cérebro de quem produziu semelhante disparate? Para o tal Pereira, ao que parece, só existem duas alternativas no Oriente Médio: ditaduras seculares alinhadas ao Ocidente ou teocracias islamitas. Ou, no caso do Egito: Mubarak ou a Irmandade Muçulmana. E nada - absolutamente nada - entre um e outro. Nada mesmo. Democracia, por exemplo, nem pensar.
Em 1979, muitos comunistas participaram, entusiasmados, da revolução popular que pôs fim à ditadura do xá do Irã. No dia seguinte, estavam todos na cadeia ou executados pelos pelotões de fuzilamento do regime fundamentalista xiita que se instalou em seguida. Eles também acreditavam que nada poderia ser pior do que o regime do xá. Negligenciaram o perigo do fundamentalismo islamita. Desse modo, cavaram sua própria sepultura.
A IDEOLOGIA DA REDE GLOBO

O protesto de Carlos Vereza surpreende pelo personagem. Veterano ator de teatro, cinema e televisão, premiado em diversos festivais, convertido ao espiritismo, Vereza era conhecido, até há pouco, por suas idéias políticas de esquerda. Foi, inclusive, membro do Partido Comunista no período mais duro do regime militar, tendo, pelo menos em uma ocasião, feito parte da rede de apoio do pessoal da luta armada - segundo o jornalista Geneton Moraes Neto, foi ele o cabeleireiro improvisado que, em 1969, tingiu os cabelos do então terrorista Fernando Gabeira, para ajudá-lo a escapar do cerco da repressão política, que o caçava pelo sequestro do embaixador dos EUA no Brasil. Mas o mais surpreendente: há décadas, Vereza é contratado da Rede Globo de Televisão.
Assim como todo brasileiro com 30 anos ou mais, cresci tendo de aturar as novelas da Globo - as quais, por mais que se tentasse, era impossível ignorar - e vendo as notícias do Jornal Nacional (em minha época, na voz da dupla Cid Moreira-Sérgio Chapelin). Também como todo brasileiro, cresci ouvindo que a Vênus Platinada era uma empresa voltada para a defesa dos interesses capitalistas-imperialistas e que só crescera devido à sua associação íntima com a ditadura militar. Cansei de ver figuras como Leonel Brizola desancando a Globo, prometendo mover mundos e fundos para acabar com ela. Seu dono, o jornalista Roberto Marinho, era a própria encarnação do demônio.
A exemplo do que acontece com Hollywood, a visão prevalecente em muitos setores é de que a Globo é uma emissora "de direita", vinculada a valores políticos conservadores etc. Nada poderia ser mais falso. Hollywood é, como demonstram pesos-pesados como George Clooney, Sean Penn e Oliver Stone, um celeiro de esquerdistas (leiam, por exemplo, Fidel: Hollywood's Favorite Tyrant, de Humberto Fontova, que revela apenas um exemplo de idolatria hollywoodiana por um ditador antiamericano). Do mesmo modo, a Rede Globo, por meio de seu noticiário e de suas telenovelas, nada mais faz do que propagar a ideologia esquerdista e (sem trocadilho) globalista, servindo de porta-voz das causas politicamente corretas.
O maior exemplo recente do engajamento da emissora do Jardim Botânico com causas esquerdistas foi dado em 2005, durante o chamado "plebiscito do desarmamento". Na ocasião, a Globo mobilizou uma multidão de artistas e jornalistas na campanha para convencer a população de que ela ficaria mais segura se abdicasse de seu direito legal a ter uma arma, se assim decidisse. Infelizmente para a beautiful people, parece que os argumentos de especialistas como José Mayer e Felipe Dylon não foram muito convincentes, porque a idéia do desarmamento foi humilhantemente derrotada nas urnas, por 64% dos votos...
Mas é no terreno dos costumes - ou do "comportamento" - que a militância esquerdista da Globo se faz sentir com mais intensidade. Façam um teste e contem quantas vezes, em alguma telenovela, aparecem personagens homossexuais. Agora tente ver quantos desses personagens são vilões ou, pelo menos, pessoas normais, com defeitos como todos os demais. Achou algum? Nas novelas da Globo, os gays são sempre personagens unimensionais, figuras engraçadas, de bem com a vida, ou - o que é cada vez mais frequente - vítimas de vilões "homofóbicos" (se for algum pastor protestante, então, é melhor ainda). Jamais como seres de carne e osso. Já é um item obrigatório dessa subliteratura: mesmo que o enredo se passe num quartel ou num mosteiro, deve ter não um, mas vários gays. E todos bonzinhos, para não assustar as crianças.
À propaganda gayzista junta-se o pobrismo e o vitimismo social característicos do mais vulgar marxismo de botequim, herança maldita dos anos 60 (quando se formaram a maioria dos noveleiros e diretores da Globo, quase todos notórios homossexuais). Esse pobrismo e esse vitimismo se refletem na "denúncia" de problemas como o "racismo" contra os negros e os mais pobres, sempre vistos como pessoas mais dignas e mais decentes do que os ricos (estes só são bons e decentes quando se colocam contra o pai ou a mãe milionários em defesa dos oprimidos). No mundo da Globo, favela é "comunidade" e alguma ONG está sempre fazendo o bem em algum lugar da periferia. Para completar o bom mocismo, vez ou outra se inclui um "marketing social" em alguma telenovela (como as soporíferas de Manoel Carlos), com alguma mensagem edificante sobre o valor da vida para cadeirantes, deficientes visuais, pessoas com sindrome de down etc. Finalmente, alguma "ação social" - um projeto com crianças em alguma "comunidade", por exemplo - de Luciano Huck ou de Sérgio Grossman dão um verniz todo especial a essas pessoas maravilhosas.
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Tão imersa está a Globo na tarefa de propangadear o esquerdismo que chega ao ponto de sacrificar a si mesma, como um bom militante. No ano passado, a emissora deixou de levar ao ar a vinheta de comemoração de seus 45 anos de existência, porque a chamada trazia, obviamente, o número 45 em seu logo. Os petistas chiaram, vendo nisso uma forma subliminar de propaganda política a favor do candidato adversário, cujo número era 45. O que fizeram os bons moços da Globo? Capitularam a essa pressão ridícula dos petralhas, e retiraram a mensagem do ar.
Seria de esperar, portanto, que a principal concorrente da Globo, a Rede Record, uma extensão da seita conhecida como Igreja Universal do Reino de Deus, defendesse um ponto de vista contrário e oposto ao esquerdismo global, certo? Errado. A Record, que faz um jornalismo totalmente chapa-branca, segue em tudo os passos da concorrente, para tomar o seu lugar. A TV do "bispo" Edir Macedo não só copia os programas da Globo de forma descarada (contratando atores, diretores e jornalistas da rival), como também reproduz e amplifica a agenda político-ideológica da emissora carioca. Com a única diferença que faz isso de forma muito mais escancarada, sem qualquer pudor, e com uma qualidade muito inferior. A Globo é ruim. A Record é pior. Uma verdadeira mutante, por assim dizer.
UM POUCO DE HISTÓRIA NÃO-OFICIAL: OS CUBANOS NA ÁFRICA (OU: QUANDO FIDEL CASTRO TENTOU IGUALAR-SE A NAPOLEÃO)

Em 1975, as gloriosas forças internacionalistas cubanas, inspirados no exemplo do Guerrilheiro Heróico Ernesto Che Guevara, acorreram voluntariamente em socorro do povo irmão de Angola, que acabara de se tornar independente, após renhida e heróica luta de guerrilhas, contra o colonizador português. Sob a liderança sempre sábia e esclarecida do companheiro comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, as tropas cubanas, movidas pelo forte sentimento de solidariedade internacionalista, atravessaram o Oceano Atlântico num esforço inédito - apelidado de Operação Carlota - para auxiliar as forças amigas do progressista MPLA contra os mercenários da FNLA e da UNITA, a soldo do imperialismo ianque e do regime fascista da África do Sul. Foi uma luta gloriosa, marcada por batalhas heróicas como a de Cuito Cuanavale (1988), em que os bravos soldados de Martí enfrentaram e derrotaram as hordas do odioso regime do apartheid sul-africano, apoiado pela Casa Branca e pelo dinheiro de Wall Street. Graças à bravura e à tenacidade dos combatentes cubanos, muitos deles negros, as forças do imperialismo e do racismo foram rechaçadas em Angola, a independência da Namíbia foi assegurada e o regime criminoso do apartheid chegou ao fim na África do Sul...
É mais ou menos assim que a História da intervenção cubana em Angola - e na África, em geral - é contada pelo Granma, o jornal oficial da ditadura dos irmãos Castro em Cuba (e, acredito, pelo governo do MPLA em Angola). A verdade histórica, porém, é um pouco diferente desse conto cor-de-rosa.
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Assim, em 1975, antes mesmo da declaração de independência (em novembro), ele começa a enviar primeiro "assessores" e depois tropas a Angola. O país se transformara num palco da Guerra Fria, com três forças se digladiando: o MPLA, marxista e apoiado, além de Cuba, pela URSS; a FNLA (apoiada pelo Zaire); e a UNITA (apoiada pela China, pelos EUA e pela África do Sul). Nos combates, o MPLA sai vitorioso e impõe sua ditadura, com apoio cubano, que dura até hoje.
"Ok, ok, mas você não vai falar nada da África do Sul? O Nelson Mandela agradeceu ao Fidel pela luta contra o regime do aparheid" etc. Pois é, né? Um dos grandes mistérios para mim é como alguém como Mandela, incensado pelo mundo como um líder democrático, viu alguma relação entre a presença cubana na África e o fim do apartheid na África do Sul. Provavelmente, isso se deve ao fato de que ele estava preso na época, sei lá eu... Sei apenas que a queda do apartheid na África do Sul não teve nada a ver com o que os cubanos fizeram em Angola: o regime caiu por causa da combinação de um forte movimento de oposição interna com as pressões da comunidade internacional - pressões que a ditadura castrista nem de longe conhece, apesar de toda a retórica sobre o "bloqueio".
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
MAIS MASSINHA I - VAMOS VER SE AGORA ELES ENTENDEM...

Muito bem, rapaz.
Se algum incauto der uma passada d'olhos nesse seu texto, sei não, pode até ficar com a impressão de que você é um cidadão imparcial, tolerante, crítico do que julga estar errado, doa a quem doer. Mas tem que ser uma olhada rápida. Nada de reler.
Vamos lá. Primeiro: quem disse que sou imparcial? Coloque um petista e um tucano na minha frente e eu direi que com um deles, pelo menos, existe a possibilidade de diálogo. Não sou "imparcial" coisa nenhuma. Essa imparcialidade a favor do lulo-petismo não é comigo. Já deixei claro o que acho disso em vários textos. Mas pelo visto o leitor acima não deu sequer uma rápida passada d’olhos em nenhum deles. Assim fica difícil.
Outra coisa: por que Blog Do Contra? Você é contra o quê?!
Puxa vida, ainda não percebeu? Já contei a história do nome do blog aqui, não vou me repetir. Tudo bem, vou explicar. Preste atenção.
Vamos lá...
1) Você enxovalha o PT. A grande imprensa também.
De que "grande imprensa" o companheiro (ou companheira) está falando? A única "grande imprensa" que "enxovalha" o PT, ao que eu saiba, é a VEJA. Aliás, "enxovalha" nada: simplesmente divulga as petralhices da companheirada. Ao contrário da imprensa "imparcial" ou "nenhumladista", como a Istoé e a (essa é uma maravilha!) Carta Capital. Essas sim, modelos de imprensa "isenta" e "equilibrada"... Mais uma vez: que grande imprensa? A TV do "bispo"?
Aliás, é curioso: o lulo-petismo é, em grande parte, uma criação da imprensa - e falo da grande, da enorme imprensa -, que fez de tudo durante 30 anos para enaltecer o "único partido decente do Brasil" e o "lider metalúrgico dos trabalhadores"... Cansei de ver jornalista com bottom do PT no peito. Sem falar nos intelectuais, nos artistas etc. Chegaram mesmo a fazer musiquinha para ele e tal. Agora vem alguém e acha que é o inverso, porque com o mensalão em 2005 uma parte da imprensa - a parte que o cleptopetismo no poder não conseguiu cooptar com verbas oficiais - resolveu se render aos fatos e fazer jornalismo. Vai entender... (Ou melhor, entendo sim: é que os lulo-petistas não engolem o fato de que existe uma imprensa que eles não conseguiram ainda controlar. Aí estão o PNDH-3 e a Confecon do comissário Franklin Martins para provar.)
2) Você faz críticas açucaradas ao PSDB e fecha os olhos para os milhares de mazelas da tucanalhada. A grande imprensa também.
Eis algumas críticas minhas "açucaradas" ao PSDB e às mazelas da tucanada:
- São um bando de maricas incapazes de organizar uma oposição que justifique o nome;
- São um clube de dondocas e socialites, que temem mais denunciar o petralhismo e passar assim por "de direita" do que perder uma eleição;
- São liderados por um sujeito que é tao ou mais estatista e esquerdista do que os lulistas em vários aspectos;
- Enfim, são cúmplices, por omissão, medo, covardia ou comprometimento ideológico (ou sei lá mais o quê) de todas as cafajestagens dos lulo-petistas. É pouco ou quer mais?
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3) Você é macaquito de americano. Chega a ser aculturado, como já disseram aqui. Só falta dizer que a crise financeira de 2008 foi obra do PT. A grande imprensa também.
- OK, sou "macaquito de americano"... Mas de que americano? Do Obama? O companheiro leu algum texto meu sobre o Lula americano aqui? Ou é simplesmente disléxico?
Não, a crise financeira de 2008 não foi obra do PT. Aliás, é preciso reconhecer: se tem algo em que os petralhas não têm nenhuma responsabilidade, é na economia. Tanto que governam há oito anos com o programa do PSDB, e ainda dizem que é tudo obra deles. Na economia, o PT não fez nada. Ainda bem.
Mais uma vez: o que raios o camarada quer dizer com "grande imprensa"?
Qual é a novidade, senhor-do-contra?!!!!
Não percebeu ainda? Se desta vez o dito-cujo nao perceber a novidade, aí só desenhando mesmo....
PS: Ah, sim... Não sabia que o Partido Democrata dos EUA havia registrado o nome. Mais ninguém pode usar, né? Vivendo e aprendendo.
Claro que pode usar. Partidos com uma ideologia esquerdista ou centro-esquerdista certamente se sentiriam felizes em copiar o nome e até as cores do partido de Barack Obama e de Al Gore, a esquerda americana. Mas um partido que se diz de oposição ao petralhismo? E, ainda por cima, "de direita"? Que "direita" é essa, cara-pálida? Se essa é a "direita" do Brasil, entao é porque já vivemos num regime soviético e não sabemos ainda. Aliás, comentários como esse só reforçam essa impressão.
Mais uma vez: vai adiantar dizer o que vai aí em cima? Provavelmente, não. Mas digo assim mesmo. Afinal, preciso justificar o nome do blog, não é mesmo?
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
UMA AULA DE “MASSINHA NÍVEL I” SOBRE HONDURAS, GOLPES, DEMOCRACIA ETC.

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Fico na dúvida se Lucas leu o texto que comenta. Lá está bem claro que, se os EUA condenaram inicialmente o "golpe” de 28/06/2009, então alguma coisa está errada, porque eles voltaram atrás logo depois. Sem falar nos argumentos jurídicos, que são pífios, como mostrei.
- Finalmente, o que é golpe: afastar, por determinacão da Suprema Corte e do Legislativo nacionais, um presidente que tentou estuprar a Lei Maior do país ou tentar passar por cima das instituições para perpetuar-se no poder?
Enfim, eu posso dizer que sou um democrata, porque nunca tentei violar a Constituição de meu país para me eternizar no poder. Também nunca invadi uma embaixada alheia para transformá-la em meu quartel-general, INCITANDO, SIM, À GUERRA CIVIL (os fatos estão aí para provar). Será que mané zé laia pode dizer o mesmo?
FINALMENTE, UM ARGUMENTO IRREFUTÁVEL (II)
Ah, sim!
Esqueçam também tudo que escrevi aqui neste blog sobre o PSDB, esse clube de socialites capazes de tudo - até perder eleição - para não enfrentar e denunciar a máquina política mais corrupta da História do Brasil. E também sobre o DEM, que tomou seu nome do Partido Democrata americano (de Barack Obama e Jimmy Carter) e que cogita até fundir-se aos tucanos. Enfim, esqueçam tudo que eu disse sobre o fato de o Brasil não contar com um partido verdadeiramente de direita, possuindo, em vez disso, a oposição mais governista do mundo... (e que isso é péssimo para a democracia).
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quarta-feira, fevereiro 02, 2011
EGITO: O QUE ESTÁ EM JOGO (E AS BESTEIRAS QUE ANDAM DIZENDO POR AÍ)
Nessas horas, sempre aparecem vozes oportunistas que batem na surrada tecla: "É tudo culpa dos EUA" (notem que dizem "dos EUA", e não "de Obama"...). Isso porque Mubarak é aliado dos EUA, de quem recebe vultosa ajuda militar. A associação é instantânea nos cérebros adolescentes, para os quais o antiamericanismo é uma espécie de religião, uma senha capaz de explicar o universo: "se ele é aliado dos EUA, e se ele é um ditador, então os EUA são responsáveis pela ditadura" etc. Melhor dizendo: o Egito só é uma ditadura porque os EUA querem etc. etc.
Mesmo assim, um idiota do antiamericanismo de espinhas na cara poderia dizer: "Ah, mas os EUA apóiam a ditadura de Mubarak com armas e dinheiro; isso mostra que esse papo de defesa da democracia é balela, que eles não defendem a democracia coisa nenhuma" etc. Eu respondo: e o que você esperava que eles fizessem, cara-pálida? Deixar a Irmandade Muçulmana tomar o poder? Pensem bem: uma ditadura do mundo árabe, coalhado de ditaduras, decide ser sua aliada. O que você faria? Derrubá-la, como fizeram com a ditadura de Saddam Hussein no Iraque? É, existe essa opção. Mas peraí: isso não seria uma intervenção externa, "imperialista"? Além do mais, que grupo terrorista-genocida é financiado pelo Cairo?
FINALMENTE, UM ARGUMENTO IRREFUTÁVEL
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P.S.: O imbecil acha que chamar alguem(SIC) de dondoca e covarde, além de cúmplice da esquerdopatia, é pouco.
"Só gosto de corrigir as pessoas inteligentes, que gostam de aprender. Os burros ficam danados quando se descobre uma besteira deles."
Aurélio Buarque de Holanda
Não!
Jura?
Sério?
É mesmo?
Caramba!
Não me diga!
Puxa vida!
Que absurdo!
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“Quem supervaloriza o secundário, em detrimento do essencial, revela fixação psicótica e quer apenas fugir do assunto”. (Gustavo Bezerra)
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sábado, janeiro 29, 2011
PARA RIR UM POUQUINHO

"Nós vâmu tê que tê... uma... uma política determinada... no sentido da questão do combate à seca."
Anotem o que digo: um dia ainda vão duvidar que tal criatura realmente existiu. E que chegou à Presidência da República!
Agora voltamos à programação normal.
sexta-feira, janeiro 28, 2011
RECORDANDO HONDURAS: UM LEITOR ME FAZ UM DESAFIO. EU TOPO!

Tomara você nao seja tão extrema direita para entender isto: O golpe do 2009 em Honduras foi ilegal.. o Zelaya sem duvida é um otario, porem ele foi deposto de maneira errada e enviado ao exilio, de maneira anti-constitucional. Independentemente se ele ia violar a consitucão o não, ele nunca legalmente fiz nada..ele foi deposto sem julgamento e enviado em um avião para Costa Rica, pela força. Eu te desafio a voce ler o wikileak do embaixador de USA em Honduras, Hugo Llorens quem relata citando CORRETAMENTE nossa constitução (não como você) tudo o que aconteceu no 28 de Junho... (não o 29 como você erradamente falou).
Zelaya é um idiota corrupto (que nem Lula) como o presidente que temos hoje e todos os Presidentes que ja passaram por Honduras, porem ele foi eleito pela gente, e se a gente errou, devemos utilizar os mecanismos DENTRO da constituição para tirar ele do poder, e nunca, mais NUNCA pela força que foi o que aconteceu no 28 de Junho de 2009.
-UM HONDURENHO