sábado, fevereiro 05, 2011

A IDEOLOGIA DA REDE GLOBO


O ator Carlos Vereza está indignado. Dizendo-se nauseado com o bom-mocismo imperante em grande parte dos meios de comunicação, ele resolveu criar um blog em que - de forma intermitente, como diz -, solta o verbo e não poupa adjetivos para se referir aos lulo-petistas e sua herança maldita.
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Em seus posts, verdadeiros desabafos, o chefão petralha, o apedeuta amigo de negadores do Holocausto e apedrejadores de mulheres, é brindado com epítetos como canalha e cafajeste (o que, diga-se, é até pouco para descrevê-lo). Revoltado com os rumos do País, particularmente nos últimos oito anos, Vereza deixa transparecer em seu blog - que é um dos mais acessados na rede, com mais de 3 milhões de visitas, e já começa a incomodar os lulo-petistas -, todo seu horror cívico e toda sua sinceridade. Numa entrevista no programa de Jô Soares, ele aparece dizendo o que ninguém de seu meio tem coragem de dizer, chamando Lula claramente de Ali Babá (em referência aos 40 indiciados no caso do mensalão). Em um post recente, ele pergunta onde estão as Forças Armadas, diante de tamanha roubalheira e sem-vergonhice. Suas críticas não se resumem à polìtica: em vários textos, ele denuncia implacavelmente a agenda gayzista e abortista que o governo dos companheiros tenta impingir à educação no Brasil, mediante, por exemplo, kits sexuais distribuídos a crianças de sete anos de idade nas escolas públicas. (Para quem quiser conferir, é só clicar aqui: http://carlosverezablog.blogspot.com/)

O protesto de Carlos Vereza surpreende pelo personagem. Veterano ator de teatro, cinema e televisão, premiado em diversos festivais, convertido ao espiritismo, Vereza era conhecido, até há pouco, por suas idéias políticas de esquerda. Foi, inclusive, membro do Partido Comunista no período mais duro do regime militar, tendo, pelo menos em uma ocasião, feito parte da rede de apoio do pessoal da luta armada - segundo o jornalista Geneton Moraes Neto, foi ele o cabeleireiro improvisado que, em 1969, tingiu os cabelos do então terrorista Fernando Gabeira, para ajudá-lo a escapar do cerco da repressão política, que o caçava pelo sequestro do embaixador dos EUA no Brasil. Mas o mais surpreendente: há décadas, Vereza é contratado da Rede Globo de Televisão.

Assim como todo brasileiro com 30 anos ou mais, cresci tendo de aturar as novelas da Globo - as quais, por mais que se tentasse, era impossível ignorar - e
vendo as notícias do Jornal Nacional (em minha época, na voz da dupla Cid Moreira-Sérgio Chapelin). Também como todo brasileiro, cresci ouvindo que a Vênus Platinada era uma empresa voltada para a defesa dos interesses capitalistas-imperialistas e que só crescera devido à sua associação íntima com a ditadura militar. Cansei de ver figuras como Leonel Brizola desancando a Globo, prometendo mover mundos e fundos para acabar com ela. Seu dono, o jornalista Roberto Marinho, era a própria encarnação do demônio.

A exemplo do que acontece com Hollywood, a visão prevalecente em muitos setores é de que a Globo é uma emissora "de direita", vinculada a valores políticos conservadores etc. Nada poderia ser mais falso. Hollywood é, como demonstram pesos-pesados como George Clooney, Sean Penn e Oliver Stone, um celeiro de esquerdistas (leiam, por exemplo, Fidel: Hollywood's Favorite Tyrant, de Humberto Fontova, que revela apenas um exemplo de idolatria hollywoodiana por um ditador antiamericano). Do mesmo modo, a Rede Globo, p
or meio de seu noticiário e de suas telenovelas, nada mais faz do que propagar a ideologia esquerdista e (sem trocadilho) globalista, servindo de porta-voz das causas politicamente corretas.

Há muito que cultura, no Brasil, é aquilo que se convencionou chamar de "Artes & Espetáculos" - ou seja: um misto de show business e propaganda ideológica. E a propaganda ideológica, na Globo, está longe de ser velada. Pelo contrário: ela é aberta e explicitamente exercida, todos os dias, praticamente o dia todo.

O maior exemplo recente do engajamento da emissora do Jardim Botânico com causas esquerdistas foi dado em 2005, durante o chamado "plebiscito do desarmamento". Na ocasião, a Globo mobilizou uma multidão de artistas e jornalistas na campanha para convencer a população de que ela ficaria mais segura se abdicasse de seu direito legal a ter uma arma, se assim decidisse. Infelizmente para a beautiful people, parece que os
argumentos de especialistas como José Mayer e Felipe Dylon não foram muito convincentes, porque a idéia do desarmamento foi humilhantemente derrotada nas urnas, por 64% dos votos...

Não somente na questão do desarmamento a Globo tentou influenciar e manipular desavergonhadamente a opinião pública. Todos os dias, um comercial produzido e veiculado pela emissora lembra, em tom apocalíptico, que, se a humanidade não fizer nada, o aquecimento global irá destruir o planeta. "De que lado você está?", pergunta o locutor, inquisitorialmente. A Globo é que parece não saber ao certo onde está o lado da verdade nessa questão, pois já se sabe que o aquecimento global é uma farsa, inventada pelos cientistas do Painel Inrernacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU e já totalmente desmascarada por qualquer pesquisador sério.

Mas é no terreno dos costumes - ou do "comportamento" - que a militância esquerdista da Globo se faz sentir com mais intensidade. Façam um teste e contem quantas vezes, em alguma telenovela, aparecem personagens homossexuais. Agora tente ver quantos desses personagens são vilões ou, pelo menos, pessoas normais, com defeitos como todos os demais. Achou algum? Nas novelas da Globo, os gays são sempre personagens unimensionais, figuras engraçadas, de bem com a vida, ou - o que é cada vez mais frequente - vítimas de vilões "homofóbicos" (se for algum pastor protestante, então, é melhor ainda). Jamais como seres de carne e osso. Já é um item obrigatório dessa subliteratura: mesmo que o enredo se passe num quartel ou num mosteiro, deve ter não um, mas vários gays. E todos bonzinhos, para não assustar as crianças.

À propaganda gayzista junta-se o pobrismo e o vitimismo social característicos do mais vulgar marxismo de botequim, herança maldita dos anos 60 (quando se formaram a maioria dos noveleiros e diretores da Globo, quase todos notórios homossexuais). Esse pobrismo e esse vitimismo se refletem na "denúncia" de problemas como o "racismo" contra os negros e os mais pobres, sempre vistos como pessoas mais dignas e mais decentes do que os ricos (estes só são bons e decentes quando se colocam contra o pai ou a mãe milionários em defesa dos oprimidos). No mundo da Globo, favela é "comunidade" e alguma ONG está sempre fazendo o bem em algum lugar da periferia. Para completar o bom mocismo, vez ou outra se inclui um "marketing social" em alguma telenovela (como as soporíferas de Manoel Carlos), com alguma mensagem edificante sobre o valor da vida para cadeirantes, deficientes visuais, pessoas com sindrome de down etc. Finalmente, alguma "ação social" - um projeto com crianças em alguma "comunidade", por exemplo - de Luciano Huck ou de Sérgio Grossman dão um verniz todo especial a essas pessoas maravilhosas.
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E assim por diante. Praticamente não há causa de esquerda, politicamente correta e chancelada pela UNESCO e pela UNICEF que a Globo não adote e promova. E assim também em política. Alguns exemplos: em 1992, a Globo levou ao ar uma minissérie, Anos Rebeldes, passada durante o regime militar, que mostrava de forma completamente edulcorada e falsificada a luta armada do período; quatro anos depois, uma telenovela, O Rei do Gado, mostava o MST como um movimento justo que reivindicava a posse da terra contra a opressão dos latifundiários. E tome blablablá em favor da "reforma agrária" etc.
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Tão imersa está a Globo na tarefa de propangadear o esquerdismo que chega ao ponto de sacrificar a si mesma, como um bom militante. No ano passado, a emissora deixou de levar ao ar a vinheta de comemoração de seus 45 anos de existência, porque a chamada trazia, obviamente, o número 45 em seu logo. Os petistas chiaram, vendo nisso uma forma subliminar de propaganda política a favor do candidato adversário, cujo número era 45. O que fizeram os bons moços da Globo? Capitularam a essa pressão ridícula dos petralhas, e retiraram a mensagem do ar.

Seria de esperar, portanto, que a principal concorrente da Globo, a Rede Record, uma extensão da seita conhecida como Igreja Universal do Reino de Deus, defendesse um ponto de vista contrário e oposto ao esquerdismo global, certo? Errado. A Record, que faz um jornalismo totalmente chapa-branca, segue em tudo os passos da concorrente, para tomar o seu lugar. A TV do "bispo" Edir Macedo não só copia os programas da Globo de forma descarada (contratando atores, diretores e jornalistas da rival), como também reproduz e amplifica a agenda político-ideológica da emissora carioca. Com a única diferença que faz isso de forma muito mais escancarada, sem qualquer pudor, e com uma qualidade muito inferior. A Globo é ruim. A Record é pior. Uma verdadeira mutante, por assim dizer.

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Se o bom-mocismo politicamente correto se restringisse aos estúdios do Projac e às festas das pessoas maravilhosas que o frequentam, já seria chato o suficiente. O problema é que essa é uma tendência hegemônica em todas as emissoras e meios de comunicação no Brasil. Também aqui a Globo dá o tom, e os outros canais a seguem. Carlos Vereza tem razão em estar nauseado.

UM POUCO DE HISTÓRIA NÃO-OFICIAL: OS CUBANOS NA ÁFRICA (OU: QUANDO FIDEL CASTRO TENTOU IGUALAR-SE A NAPOLEÃO)


Às vezes alguém me surpreende com um comentário curioso, ou fora do comum. Como o de um leitor anônimo, que diz trabalhar para uma estatal do governo de Angola desde 2002, e já ter morado em Luanda por dois anos. Ele me pede que escreva alguma coisa sobre a guerra civil que se abateu sobre Angola desde a independência do país de Portugal, em 1975. Ele gostaria de conhecer minha opinião, como professor de História, sobre o conflito e, em especial, sobre o apoio que um dos lados, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) do falecido Jonas Savimbi, recebeu de "determinados países" etc.

OK, vamos lá. Mesmo sabendo que é mais uma tentativa de pautar o blog (desconfio saber a posição do autor do comentário sobre o tema). Além do mais, como já estudei o assunto, não vejo por que não compartilhar aqui minhas impressões a respeito.

Provavelmente, o autor do comentário gostaria que eu escrevesse o seguinte:

Em 1975, as gloriosas forças internacionalistas cubanas, inspirados no exemplo do Guerrilheiro Heróico Ernesto Che Guevara, acorreram voluntariamente em socorro do povo irmão de Angola, que acabara de se tornar independente, após renhida e heróica luta de guerrilhas, contra o colonizador português. Sob a liderança sempre sábia e esclarecida do companheiro comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, as tropas cubanas, movidas pelo forte sentimento de solidariedade internacionalista, atravessaram o Oceano Atlântico num esforço inédito - apelidado de Op
eração Carlota - para auxiliar as forças amigas do progressista MPLA contra os mercenários da FNLA e da UNITA, a soldo do imperialismo ianque e do regime fascista da África do Sul. Foi uma luta gloriosa, marcada por batalhas heróicas como a de Cuito Cuanavale (1988), em que os bravos soldados de Martí enfrentaram e derrotaram as hordas do odioso regime do apartheid sul-africano, apoiado pela Casa Branca e pelo dinheiro de Wall Street. Graças à bravura e à tenacidade dos combatentes cubanos, muitos deles negros, as forças do imperialismo e do racismo foram rechaçadas em Angola, a independência da Namíbia foi assegurada e o regime criminoso do apartheid chegou ao fim na África do Sul...

É mais ou menos assim que a História da intervenção cubana em Angola - e na África, em geral - é contada pelo Granma, o jornal oficial da ditadura dos irmãos Castro em Cuba (e, acredito, pelo governo do MPLA em Angola). A verdade histórica, porém, é um pouco diferente desse conto cor-de-rosa.
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A intervenção cubana em Angola começa muito antes da independência, já no começo dos anos 60 (para ser exato, em 1964), quando a ditadura castrista começa a treinar guerrilheiros do MPLA. Nessa época, Fidel Castro e Che Guevara se dedicavam a "exportar a revolução", mediante organizações criadas por Havana como a Organização de Solidariedade para a África, Ásia e América Latina (OSPAAL) e a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS, uma espécie de proto-Foro de São Paulo). Com base nesse objetivo, os barbudos começaram a fornecer treinamento, dinheiro, armas e pessoal para diversas guerrilhas no Terceiro Mundo, em especial na América Latina (e, ao contrário do que conta a lenda, não somente contra regimes ditatoriais - vide a Colômbia e a Venezuela nos anos 60, por exemplo). Já em 1962, Fidel Castro pronuncia sua famosa Segunda Declaração de Havana, na qual promete "transformar os Andes na Sierra Maestra da América do Sul". O objetivo, como escreveu o porco fedorento Che Guevara, era "criar um, dois, vários Vietnãs"...

Um lugar que parecia perfeito para os cubanos colocarem em prática essa idéia incendiária era a África. Foi para lá que Guevara se dirigiu, em 1965, para tentar organizar uma guerrilha no Congo. A guerrilha foi um fracasso total, como o próprio Guevara admitiu - um de seus contatos no Congo era um tal Laurence Kabila, que trinta anos depois se destacaria como um dos maiores carniceiros e genocidas africanos -, só sendo superada pela aventura fracassada da guerrilha de Guevara na Bolívia, em 1967 (quando morre o homem e nasce a lenda - e bota lenda nisso...).

Mas, voltando à Àfrica. Em meados dos anos 70, as guerrilhas latino-americanas apoiadas por Cuba haviam sido quase todas derrotadas (inclusive no Brasil), e Fidel Castro, cada vez mais dependente economicamente da URSS (e talvez um pouco entediado também), estava inquieto. Ele precisava de uma ação gloriosa, uma campanha militar, para se projetar internacionalmente como líder do Terceiro Mundo. Mas onde? Quase todas as colônias africanas já haviam conquistado sua independência. Quase todas, menos as colônias de Portugal. E, dentre estas, principalmente Angola, a mais rica de todas (petróleo, diamantes etc.).

Assim, em 1975, antes mesmo da declaração de independência (em novembro), ele começa a enviar primeiro "assessores" e depois tropas a Angola. O país se transformara num palco da Guerra Fria, com três forças se digladiando: o MPLA, marxista e apoiado, além de Cuba, pela URSS; a FNLA (apoiada pelo Zaire); e a UNITA (apoiada pela China, pelos EUA e pela África do Sul). Nos combates, o MPLA sai vitorioso e impõe sua ditadura, com apoio cubano, que dura até hoje.

Tudo isso é conhecido. O que poucos sabem é por que Fidel Castro resolveu mandar quase 30 mil soldados a Angola. Aqui é que entra minha visão de professor de História.

Em primeiro lugar, havia a ambição pessoal do Coma Andante (também conhecido pelos cubanos como Esteban - "Este Bandido"). Nos anos 70, ele queria emergir como figura de proa da causa terceiro-mundista, ou do "movimento não-alinhado", que estava então no auge. Ele necessitava disso, em parte por razões pessoais, ligadas à egolatria, e em parte porque desejava também livrar-se um pouco da dependência em relação à URSS, acentuada após uma série de desastres econômicos (Cuba é um exemplo perfeito de como destruir um país em nome do socialismo). Por esse motivo, ao que tudo indica a decisão de intervir em Angola foi dele, Fidel Castro, e não dos soviéticos, que parece ficaram até preocupados de início com a decisão (era a época da "détente" entre a URSS e os EUA). De qualquer modo, o Napoleão do Caribe viu recompensada sua ambição ao ser eleito, em 1979, presidente do "movimento não-alinhado" (apesar de ter tido que justificar, no mesmo ano, a invasão soviética ao Afeganistão, como justificara em 1968 a invasão soviética da Tchecoslováquia - sabem como é, Fidel é um "antiimperialista"...). E havia, claro, outros motivos internacionalistas para estar em Angola: motivos negros (petróleo), brancos (marfim), brilhantes (diamantes)... Esses motivos, ao que parece, também seduziram o comandante das tropas cubanas em Angola, o general Arnaldo Ochoa Sánchez, fuzilado em 1989 (pelo menos é o que está na acusação contra ele - o mais provável, a meu ver, é que tenha sido um expurgo).

Mas os cubanos são um povo generoso, e havia outras latitudes que demandavam sua assistência. Outro país africano que conheceu a solidariedade do regime castrista foi a Etiópia, que em 1974 se tornou um regime marxista. Os cubanos estiveram por lá também, dando uma força para o companheiro Mengistu Hailé Mariam, que estava brigando com os somalis por um pedaço de deserto. Morreram alguns milhares de etíopes e somalis, mas nada comparado ao 1 milhão de mortos na grande fome de 1984. Enquanto o povo etíope morria, os cubanos estavam por lá, ajudando o regime de Adis-Abeba.

"Ok, ok, mas você não vai falar nada da África do Sul? O Nelson Mandela agradeceu ao Fidel pela luta contra o regime do aparheid" etc. Pois é, né? Um dos grandes mistérios para mim é como alguém como Mandela, incensado pelo mundo como um líder democrático, viu alguma relação entre a presença cubana na África e o fim do apartheid na África do Sul. Provavelmente, isso se deve ao fato de que ele estava preso na época, sei lá eu... Sei apenas que a queda do apartheid na África do Sul não teve nada a ver com o que os cubanos fizeram em Angola: o regime caiu por causa da combinação de um forte movimento de oposição interna com as pressões da comunidade internacional - pressões que a ditadura castrista nem de longe conhece, apesar de toda a retórica sobre o "bloqueio".
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Quanto a Cuba, bom... Depois de tanto dinheiro jogado fora e, principalmente, de tantas vidas perdidas em guerras e aventuras inúteis no exterior para saciar a megalomania de um unico homem, o país é hoje uma ruína - econômica, física, social, moral. Somente a censura e a repressão a quem pensa diferente do regime funcionam. Realmente, um modelo de solidariedade a ser exportado...
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Bom, acho que é isso. Não sei se preenchi as expectativas do caro leitor. Provavelmente não. Mas quem disse que ligo para isso? Para mim, são os fatos que interessam. Não o que diz Fidel Castro.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

MAIS MASSINHA I - VAMOS VER SE AGORA ELES ENTENDEM...


Eis um exemplo de imprensa imparcial, segundo os lulo-petistas...

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Um leitor anônimo se faz de tolinho (ou é tolinho mesmo, vai saber). Ele (ou ela) coloca em questão o nome do blog (pelo menos não quer iniciar um debate sobre vírgulas e acentos agudos). Eu, como sempre, aproveito para me exercitar dando umas chineladas. Vejam o que ele (ou ela) escreveu sobre o post FINALMENTE, UM ARGUMENTO IRREFUTAVEL (II):

Muito bem, rapaz.
Se algum incauto der uma passada d'olhos nesse seu texto, sei não, pode até ficar com a impressão de que você é um cidadão imparcial, tolerante, crítico do que julga estar errado, doa a quem doer. Mas tem que ser uma olhada rápida. Nada de reler.
Vamos lá. Primeiro: quem disse que sou imparcial? Coloque um petista e um tucano na minha frente e eu direi que com um deles, pelo menos, existe a possibilidade de diálogo. Não sou "imparcial" coisa nenhuma. Essa imparcialidade a favor do lulo-petismo não é comigo. Já deixei claro o que acho disso em vários textos. Mas pelo visto o leitor acima não deu sequer uma rápida passada d’olhos em nenhum deles. Assim fica difícil.

Outra coisa: por que Blog Do Contra? Você é contra o quê?!
Puxa vida, ainda não percebeu? Já contei a história do nome do blog aqui, não vou me repetir. Tudo bem, vou explicar. Preste atenção.

Vamos lá...

1) Você enxovalha o PT. A grande imprensa também.

De que "grande imprensa" o companheiro (ou companheira) está falando? A única "grande imprensa" que "enxovalha" o PT, ao que eu saiba, é a VEJA. Aliás, "enxovalha" nada: simplesmente divulga as petralhices da companheirada. Ao contrário da imprensa "imparcial" ou "nenhumladista", como a Istoé e a (essa é uma maravilha!) Carta Capital. Essas sim, modelos de imprensa "isenta" e "equilibrada"... Mais uma vez: que grande imprensa? A TV do "bispo"?

Aliás, é curioso: o lulo-petismo é, em grande parte, uma criação da imprensa - e falo da grande, da enorme imprensa -, que fez de tudo durante 30 anos para enaltecer o "único partido decente do Brasil" e o "lider metalúrgico dos trabalhadores"... Cansei de ver jornalista com bottom do PT no peito. Sem falar nos intelectuais, nos artistas etc. Chegaram mesmo a fazer musiquinha para ele e tal. Agora vem alguém e acha que é o inverso, porque com o mensalão em 2005 uma parte da imprensa - a parte que o cleptopetismo no poder não conseguiu cooptar com verbas oficiais - resolveu se render aos fatos e fazer jornalismo. Vai entender... (Ou melhor, entendo sim: é que os lulo-petistas não engolem o fato de que existe uma imprensa que eles não conseguiram ainda controlar. Aí estão o PNDH-3 e a Confecon do comissário Franklin Martins para provar.)

2) Você faz críticas açucaradas ao PSDB e fecha os olhos para os milhares de mazelas da tucanalhada. A grande imprensa também.
Eis algumas críticas minhas "açucaradas" ao PSDB e às mazelas da tucanada:
- São um bando de maricas incapazes de organizar uma oposição que justifique o nome;
- São um clube de dondocas e socialites, que temem mais denunciar o petralhismo e passar assim por "de direita" do que perder uma eleição;
- São liderados por um sujeito que é tao ou mais estatista e esquerdista do que os lulistas em vários aspectos;
- Enfim, são cúmplices, por omissão, medo, covardia ou comprometimento ideológico (ou sei lá mais o quê) de todas as cafajestagens dos lulo-petistas. É pouco ou quer mais?
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Certamente, o companheiro autor do comentário gostaria que as minhas críticas ao PSDB fossem outras. Que eu os chamasse, sei lá, de "neoliberais", "partido da elite" ou outra bobagem do tipo. Sinto desapontá-lo. Afinal, isso simplesmente não é verdade – infelizmente. Além do mais, sou do contra, esqueceu?

3) Você é macaquito de americano. Chega a ser aculturado, como já disseram aqui. Só falta dizer que a crise financeira de 2008 foi obra do PT. A grande imprensa também.
- OK, sou "macaquito de americano"... Mas de que americano? Do Obama? O companheiro leu algum texto meu sobre o Lula americano aqui? Ou é simplesmente disléxico?

Não, a crise financeira de 2008 não foi obra do PT. Aliás, é preciso reconhecer: se tem algo em que os petralhas não têm nenhuma responsabilidade, é na economia. Tanto que governam há oito anos com o programa do PSDB, e ainda dizem que é tudo obra deles. Na economia, o PT não fez nada. Ainda bem.

Mais uma vez: o que raios o camarada quer dizer com "grande imprensa"?

Qual é a novidade, senhor-do-contra?!!!!
Não percebeu ainda? Se desta vez o dito-cujo nao perceber a novidade, aí só desenhando mesmo....

PS: Ah, sim... Não sabia que o Partido Democrata dos EUA havia registrado o nome. Mais ninguém pode usar, né? Vivendo e aprendendo.
Claro que pode usar. Partidos com uma ideologia esquerdista ou centro-esquerdista certamente se sentiriam felizes em copiar o nome e até as cores do partido de Barack Obama e de Al Gore, a esquerda americana. Mas um partido que se diz de oposição ao petralhismo? E, ainda por cima, "de direita"? Que "direita" é essa, cara-pálida? Se essa é a "direita" do Brasil, entao é porque já vivemos num regime soviético e não sabemos ainda. Aliás, comentários como esse só reforçam essa impressão.

Mais uma vez: vai adiantar dizer o que vai aí em cima? Provavelmente, não. Mas digo assim mesmo. Afinal, preciso justificar o nome do blog, não é mesmo?

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

UMA AULA DE “MASSINHA NÍVEL I” SOBRE HONDURAS, GOLPES, DEMOCRACIA ETC.


Um leitor que se assina como Lucas chegou atrasado ao blog. E foi logo querendo botar banca, cheio de marra. Ele escreveu o seguinte sobre meu texto RECORDANDO HONDURAS: UM LEITOR ME FAZ UM DESAFIO. E EU TOPO! (e ainda deu uma risadinha...):

Diz você no primeiro post: "Democracia e direitos humanos são valores inegociáveis".

Nossa! É um blog de um democrata, não?!

E, agora, uns artigos abaixo, vejo uma defesa do golpe em Honduras. Golpe que até mesmo os embaixadores dos EUA reconheceram ser ilegal.

Deixa eu ver se eu entendi. Um presidente legitimamente eleito é sequestrado e este presidente na tentativa de recuperar o que a Democracia lhe outorgou torna-se um "incitador de uma guerra civil"? rs

Realmente, neste blog, a defesa da democracia é inegociável... rsrs
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Fico na dúvida se Lucas leu o texto que comenta. Lá está bem claro que, se os EUA condenaram inicialmente o "golpe” de 28/06/2009, então alguma coisa está errada, porque eles voltaram atrás logo depois. Sem falar nos argumentos jurídicos, que são pífios, como mostrei.

Mas não vou mais falar no mérito jurídico da questão. Quem quiser saber o que aconteceu de fato em Honduras, é só pesquisar, há farto material neste blog. Vou apenas fazer umas perguntas para o Lucas:

- Um presidente legitimamente eleito tem o direito de convocar um referendo declaradamente ilegal e inconstitucional, e assim rasgar a Constituição de seu país?

- Um movimento que depõe um presidente que tenta fazer isso, fazendo cumprir o Artigo da Constituição que determina que quem tentar o que ele tentou perde DE IMEDIATO (imediatamente, automaticamente, na hora) o mandato, é "golpe"?

- Se a Constituição determina a perda imediata do cargo, então o que autoriza alguém a dizer que a prisão e expulsão do presidente deposto, embora ilegais, caracterizam "golpe", já que, quando ele foi preso e expulso do país, de acordo com o mesmo Artigo constitucional, não era mais presidente (perdera o cargo "de imediato")?

- Finalmente, o que é golpe: afastar, por determinacão da Suprema Corte e do Legislativo nacionais, um presidente que tentou estuprar a Lei Maior do país ou tentar passar por cima das instituições para perpetuar-se no poder?

(Uma última observação: Não basta alguém ser eleito democraticamente para garantir que seu governo será democrático. Não custa lembrar: Adolf Hitler também foi legitimamente eleito.)

Enfim, eu posso dizer que sou um democrata, porque nunca tentei violar a Constituição de meu país para me eternizar no poder. Também nunca invadi uma embaixada alheia para transformá-la em meu quartel-general, INCITANDO, SIM, À GUERRA CIVIL (os fatos estão aí para provar). Será que mané zé laia pode dizer o mesmo?
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Entendeu, Lucas, porque faço questão de frisar que a democracia é inegociável? Não me faça desenhar para você.

Eu poderia escrever mais a respeito. Mas, provavelmente, não iria adiantar. Para que pessoas como o Lucas compreendam o que está aí em cima, seria preciso terem, antes de tudo, boa vontade. E nao existe boa vontade se não há amor pela verdade.

FINALMENTE, UM ARGUMENTO IRREFUTÁVEL (II)

(ver dois posts abaixo)
Ah, sim!
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Esqueçam também tudo que escrevi aqui neste blog sobre o PSDB, esse clube de socialites capazes de tudo - até perder eleição - para não enfrentar e denunciar a máquina política mais corrupta da História do Brasil. E também sobre o DEM, que tomou seu nome do Partido Democrata americano (de Barack Obama e Jimmy Carter) e que cogita até fundir-se aos tucanos. Enfim, esqueçam tudo que eu disse sobre o fato de o Brasil não contar com um partido verdadeiramente de direita, possuindo, em vez disso, a oposição mais governista do mundo... (e que isso é péssimo para a democracia).
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Tudo isso, só para lembrar, é porque o que escrevi não tem o menor valor, já que, por culpa de um teclado desconfigurado, "comentário" e "alguém" saíram sem acento agudo em um dos cerca de 750 textos que postei aqui desde que criei este blog). Enfim, esse é o argumento irrefutável que encontraram para rebater o que escrevi: a falta de dois acentos agudos...
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Vamos lá, gente! É só isso que vocês tem? Tenho certeza que vocês podem mais do que isso. Vamos, força! Continuem tentando. Um dia vocês conseguem.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

EGITO: O QUE ESTÁ EM JOGO (E AS BESTEIRAS QUE ANDAM DIZENDO POR AÍ)


Parece um manifestante pela democracia para você?

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Antes de tudo, é preciso deixar bem claro: Hosni Mubarak, o presidente do Egito, é um ditador. E, como todas as ditaduras, a sua é desprezível. Ele se mantém no poder há 30 anos, em eleições fraudadas, existe censura à imprensa e a oposição é duramente reprimida. Além do mais, é um ditador incompetente: seu governo falhou miseravelmente em garantir boas condições de vida para a população, razão pela qual ela está saindo às ruas pedindo sua renúncia. Mubarak é um déspota, um tirano. É mais do que chegada a hora de o Egito ser uma democracia. Democracia e direitos humanos são valores universais e inegociáveis. Ponto.

Visto isso, vamos agora ao que está passando despercebido na cobertura da atual onda de protestos e manifestações que, começando na Tunísia (onde o ditador de plantão já foi posto para correr), espalhou-se por vários outros países do Norte da África e do Oriente Médio.
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Em primeiro lugar, alguém aí prestou atenção em quem está à frente das manifestações? Ou, melhor dizendo: alguém aí já se deu conta de quem é hoje a maior força de oposição no Egito à ditadura de Mubarak? Se não sabem, eu vou explicar.

A principal força de oposição ao regime egípcio é a Irmandade Muçulmana. O que é a Irmandade Muçulmana? É uma organização terrorista islamita criada nos anos 20 e que deseja transformar o Egito – e os demais países da região - num Estado islâmico, onde imperaria a sharia, a lei muçulmana. A Irmandade Muçulmana serviu de incumbadora para várias outras organizações terroristas islamitas. Uma delas, o Hamas, tomou o poder em 2007 na Faixa de Gaza, após vencer as eleições no ano anterior. Imediatamente, todos os seus opositores políticos foram passados a fio de espada. Assim como o Hamas, a Irmandade Muçulmana deseja destruir Israel. Assim como o Hamas, a Irmandade Muçulmana odeia a democracia. Preciso dizer o que aconteceria se o Egito, o país árabe mais populoso (80 milhões de habitantes) e, ainda por cima, uma potência militar, caísse nas mãos dos fanáticos da Irmandade Muçulmana?

Não há dúvida de que as manifestações no Cairo pela renúncia de Mubarak trazem, em si, a esperança de democracia, algo que o Egito jamais conheceu em sua história milenar. Mas, ao mesmo tempo, há nelas um cheiro forte de Teerã-1979. Existe o perigo real de o Egito se tornar um novo Irã. A se julgar por muito do que tenho lido e ouvido nesses últimos dias, eu diria mesmo que o risco é bastante real, é mais real do que nunca.

Nessas horas, sempre aparecem vozes oportunistas que batem na surrada tecla: "É tudo culpa dos EUA" (notem que dizem "dos EUA", e não "de Obama"...). Isso porque Mubarak é aliado dos EUA, de quem recebe vultosa ajuda militar. A associação é instantânea nos cérebros adolescentes, para os quais o antiamericanismo é uma espécie de religião, uma senha capaz de explicar o universo: "se ele é aliado dos EUA, e se ele é um ditador, então os EUA são responsáveis pela ditadura" etc. Melhor dizendo: o Egito só é uma ditadura porque os EUA querem etc. etc.

Já ouvi vozes ditas respeitáveis repetirem essa bobagem, arrotada por gente do naipe de um Fidel Castro ou de um Hugo Chávez (que aproveitaram, aliás, para tirar uma lasquinha da crise no Egito, posando de democratas [!] e culpando – adivinhem quem – os EUA pela crise...). Inclusive aquele que está sendo apontado como o principal líder da oposição a Mubarak, o ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica Mohamed El-Baradei, já deu mostras de que assina embaixo desse discurso vigarista - ele parece ter adotado a retórica nasserista do passado, e tem feito acenos à Irmandade Muçulmana (com quem anunciou ter feito um acordo, meu Deus do céu!). Pois bem. Basta uma rápida olhada na história recente do Egito para desmontar mais essa farsa.

Em primeiro lugar, se alguém é responsável pelo fato de o Egito ser hoje uma ditadura, certamente não são os EUA, nem a antiga potência colonial, a Grã-Bretanha, mas os próprios egípcios. A rigor, o Egito é uma ditadura militar desde 1952, quando um golpe derrubou a monarquia do rei Faruk e deu início ao governo ditatorial de Gamal Abdel Nasser. Sob Nasser, um virulento nacionalismo pan-árabe e anti-Israel deu o tom da política interna e externa do país - o Egito fechou o canal de Suez em 1956, provocando uma guerra contra Israel, Reino Unido e França, e foi fragorosamente derrotado em 1967 por Israel na Guerra dos Seis Dias. Após a morte de Nasser, em 1970, seu sucessor, Anuar Sadat, atacou Israel em 1973 (a Guerra do Yom Kippur). Rechaçado no campo de batalha, percebeu que era impossível destruir Israel pelas armas e fez a única coisa sensata que um governante árabe pode fazer: assinou um acordo de paz com Israel em 1978, o que lhe rendeu um prêmio Nobel da Paz. Por esse motivo, em 1981 foi assassinado por terroristas islamitas em uma parada militar no Cairo. Seus assassinos eram membros da – adivinhem - Irmandade Muçulmana (um dos que foram presos acusados de participarem da conspiração para matar Sadat, um certo Aiman Al-Zawahiry, é atualmente o número dois da Al Qaeda de Osama Bin Laden). Desde então, Mubarak tem governado com mão de ferro, já tendo escapado de um atentado em 1996.

Mesmo assim, um idiota do antiamericanismo de espinhas na cara poderia dizer: "Ah, mas os EUA apóiam a ditadura de Mubarak com armas e dinheiro; isso mostra que esse papo de defesa da democracia é balela, que eles não defendem a democracia coisa nenhuma" etc. Eu respondo: e o que você esperava que eles fizessem, cara-pálida? Deixar a Irmandade Muçulmana tomar o poder? Pensem bem: uma ditadura do mundo árabe, coalhado de ditaduras, decide ser sua aliada. O que você faria? Derrubá-la, como fizeram com a ditadura de Saddam Hussein no Iraque? É, existe essa opção. Mas peraí: isso não seria uma intervenção externa, "imperialista"? Além do mais, que grupo terrorista-genocida é financiado pelo Cairo?

Não resta dúvida de que o regime de Mubarak é despótico e cruel, assim como despótico e cruel era o regime do Xá do Irã, Rehza Pahlevi. Mas acredito que ninguém com o juízo no lugar e em pleno domínio de suas faculdades mentais trocaria uma ditadura laica e aliada do Ocidente por uma teocracia islamita. Em 1979, muitos dos que saíram às ruas pedindo a cabeça de Rehza Pahlevi no Irã acabaram fuzilados ou enforcados apenas alguns meses depois pela polícia política dos aiatolás. É provavel que o mesmo aconteça no Egito, caso a razão - e a democracia - dê lugar às legiões do ódio e do fanatismo.

Desmentindo a máxima tiririquiana, no Egito, pior do que está, pode ficar sim. Basta a Irmandade Muçulmana chegar ao poder. Nesse caso, podem ter certeza: muitos dos que hoje estão nas ruas protestando vão sentir saudades de Hosni Mubarak.

FINALMENTE, UM ARGUMENTO IRREFUTÁVEL

Está entediado? Sem nada o que fazer? Não tem argumentos para rebater o que diz este escriba? Então faça como o leitor anônimo que escreveu o seguinte (na verdade, ele só copiou o que eu havia escrito):
>
A pérola abaixo, de autoria anônima – além de quadrúpedes, são uns valentes -, me dá mais um motivo para manter a moderação de comentarios(SIC).
P.S.: O imbecil acha que chamar alguem(SIC) de dondoca e covarde, além de cúmplice da esquerdopatia, é pouco.
"Só gosto de corrigir as pessoas inteligentes, que gostam de aprender. Os burros ficam danados quando se descobre uma besteira deles."
Aurélio Buarque de Holanda

Não!
Jura?
Sério?
É mesmo?
Caramba!
Não me diga!
Puxa vida!
Que absurdo!
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Esqueçam tudo o que eu disse aqui sobre a corrupção da cleptocracia lulo-petista no poder. Ou sobre seu apoio incondicional e ilimitado aos piores tiranos da Terra. Ou sobre suas relações com narcotraficantres e terroristas. Tudo isso perde em importância e significado diante de um... acento agudo. Não importa que isso tenha ocorrido devido a um teclado desconfigurado (estou no exterior), que obriga o dono do blog a escrever primeiro em word e depois colocar o texto no blog. O verdadeiramente importante, o realmente significativo, o argumento irrefutável, é que faltou o acento em "comentários" e em "alguém"...
.
“Quem supervaloriza o secundário, em detrimento do essencial, revela fixação psicótica e quer apenas fugir do assunto”. (Gustavo Bezerra)
.
Primeiro foi o caçador de vírgulas. Agora é o detetive de acentos. Com o que será que esses quadrúpedes vão implicar agora? Com a cor do blog?

sábado, janeiro 29, 2011

PARA RIR UM POUQUINHO


Juro que vi ontem, na televisão do "bispo" - eles devem ter editado a "melhor parte" -, o poste de saias e botox dizer, em discurso em Porto Alegre - RS (ela estava falando da seca que assola aquele estado):

"Nós vâmu tê que tê... uma... uma política determinada... no sentido da questão do combate à seca."

Anotem o que digo: um dia ainda vão duvidar que tal criatura realmente existiu. E que chegou à Presidência da República!

Agora voltamos à programação normal.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

RECORDANDO HONDURAS: UM LEITOR ME FAZ UM DESAFIO. EU TOPO!



Deixando os caçadores de vírgulas e apostos de lado, recebo um comentário de um leitor sobre Honduras. Como o assunto me interessa de perto - basta ler quantos posts escrevi a respeito -, transcrevo-o a seguir. E como o leitor me fez um desafio, respondo. Ficou um pouco longo, mas acho que assim fica mais claro.

Carinha..
Tomara você nao seja tão extrema direita para entender isto: O golpe do 2009 em Honduras foi ilegal.. o Zelaya sem duvida é um otario, porem ele foi deposto de maneira errada e enviado ao exilio, de maneira anti-constitucional. Independentemente se ele ia violar a consitucão o não, ele nunca legalmente fiz nada..ele foi deposto sem julgamento e enviado em um avião para Costa Rica, pela força. Eu te desafio a voce ler o wikileak do embaixador de USA em Honduras, Hugo Llorens quem relata citando CORRETAMENTE nossa constitução (não como você) tudo o que aconteceu no 28 de Junho... (não o 29 como você erradamente falou).
Zelaya é um idiota corrupto (que nem Lula) como o presidente que temos hoje e todos os Presidentes que ja passaram por Honduras, porem ele foi eleito pela gente, e se a gente errou, devemos utilizar os mecanismos DENTRO da constituição para tirar ele do poder, e nunca, mais NUNCA pela força que foi o que aconteceu no 28 de Junho de 2009.
-UM HONDURENHO


RESPONDO

Minha opinião sobre o que aconteceu - e, principalmente, sobre o que NÃO aconteceu - em Honduras já é sobejamente conhecida. Quem tiver curiosidade que busque no blog, e encontrará vários textos sobre o tema. Não vou cansar o leitor repetindo aqui os mesmos fatos e argumentos que escrevi a respeito. Se quiserem encurtar caminho, estou de total acordo com a resposta do Reinaldo Azevedo ao representante brasileiro na OEA publicada aqui: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/29781/

Muito bem. Se eu já era de "extrema direita", como diz o leitor acima, antes da chanchada hondurenha - uma das maiores palhaçadas em que se meteu a diplomacia megalonanica da dupla Lula-Amorim -, depois dela eu me tornei um verdadeiro reaça, mais à direita do que Átila, o Huno... Vocês verão por quê.

O leitor me desafia a ler o telegrama que o embaixador dos EUA em Honduras, Hugo Llorens, escreveu sobre a situação política no país, telegrama este vazado pelo Wikileaks. Deve ter pensado: "Viu? Olha só o que o embaixador dos gringos escreveu sobre o golpe que derrubou o zé laia. Ele prova que houve golpe. E aí, vai manter sua opinião?".

Tenho uma notícia que, acho, não será muito do agrado do caro leitor. Eu topo seu desafio. Li o telegrama. E ele não "prova" coisa nenhuma. Pelo contrário, só CONFIRMA E REFORÇA TUDO O QUE EU DISSE AQUI. Ou seja: somente confirma e reforça que NÃO HOUVE GOLPE NENHUM EM HONDURAS, A NÃO SER O TENTADO POR MANUEL ZELAYA E SUA CORRIOLA BOLIVARIANA.

Antes de analisar o que está lá escrito, acho que vale a pena fazer um parêntese: quem está familiarizado com comunicações diplomáticas sabe que telegramas de embaixadas estão longe, mas muito longe, de significar "a verdade". Quando se trata de informação factual, sim, mas telegramas, ainda mais de análise política, estarão sempre sob a influência de fatores como a conjuntura do país, os interesses em jogo etc. Há, inclusive, a possibilidade de informação truncada ou de contra-informação (o que parece ser o caso). O conteúdo de telegramas dessa natureza, em geral, varia do extraordinariamente importante ao absolutamente irrelevante. Depende muito do momento e, principalmente, de quem o escreve. Pode captar uma certa visão a respeito de um fato, a interpretação de um ator; não é necessariamente (aliás, dificilmente é) o que "realmente aconteceu".

Pois bem. Quando Hugo Llorens escreveu seu telegrama a Washington, era o início do governo Obama, a política externa da nova administração democrata ainda não estava definida e o Departamento de América Latina do Departamento de Estado estava acéfalo - o cargo, ao que consta, estava vago há meses. Era a época em que Barack Obama se deixava fotografar recebendo o livro As VÉIAS Abertas da América Latina das mãos de um sorridente Hugo Chávez, que o chamava de "ignorante" (espera-se que ele, Obama, não se preste mais a esse papel grotesco...). Junte-se a isso a pressão internacional sobre o governo Micheletti, capitaneada pelo fanfarrão venezuelano Hugo Chávez, e a incompreensão geral do que se passara no país e você terá uma boa explicação de por que os EUA mergulharam, durante meses, na confusão total em relação a Honduras, só recobrando a razão depois que ficou claro que o lado golpista era outro.

O telegrama citado - número 09TEGUCIGALPA645, criado em 24/07/2009, classificado como "Confidencial" - reflete essa confusão. O que ele diz? Basicamente, o seguinte:

- Os argumentos legais dos defensores do "golpe" contra Zelaya não se sustentam (errado; eles se sustentam);

- Como a Constituição de Honduras não prevê o impeachment, o processo para afastar ("to impeach") Zelaya teria de ser judicial (errado novamente; a Constituição não estabelece qualquer procedimento judicial para afastar o presidente, apenas o artigo 239, como veremos adiante);

- Nenhuma das violações da Constituição hondurenha feitas por Zelaya - como propor um referendo constitucional considerado ilegal pela Corte Suprema e pelo Legislativo - justificam sua derrubada, pois ele foi deposto antes de poder fazê-lo (informação equivocada - o simples fato de propor o referendo constituiu violação da Carta Magna);

- Em outras palavras: "Zelaya na verdade nunca tentou mudar os assim chamados artigos 'pétreos' ("carved in stone")"; apenas foi "interpretado" que ele o faria (falso: ele violou um princípio fundamental da Constituição);

- Por conseguinte, ocorreu em Honduras em 28/06/2009 um "golpe de estado do poder legislativo, com o apoio do poder judiciário e dos militares" (!), pois "Não importam quais os méritos do caso contra Zelaya, sua remoção forçada pelos militares foi claramente ilegal, e a ascensão de Micheletti como 'presidente interino' foi totalmente ilegítima" etc. (Totalmente falso; havia motivos legais de sobra para depô-lo. Além do mais, se "não importam os méritos do caso", então por que o telegrama se debruça sobre eles?)

E assim por diante.

A interpretação acima está cheia de furos, além dos que já foram apontados. Eis alguns deles:

- Zelaya de fato violou a Constituição do país ao convocar, ao arrepio da Lei e do Congresso, um referendo ilegal e inconstitucional. O Artigo 239 da Constituição estipula que quem o propuser perderá DE IMEDIATO o cargo que ocupa e ficará inelegível por dez anos (o Telegrama cita de passagem o Artigo 239, mas em nenhum momento o transcreve);

- Zelaya demitiu o comandante das forças armadas, por este se negar a levar adiante o referendo ilegal. Embora a Constituição (Artigo 280) estabeleça que é direito do presidente nomear e demitir o comandante das forças armadas, a Corte Suprema determinou em 25 de junho que ele estava incorrendo em violação da Constituição ao demitir o comandante. Isso porque a demissão ocorreu devido à recusa do comandante em implementar uma decisão ilegal (o referendo). Logo, a demissão - assim como o referendo - foi, sim, ilegal;

- Embora o Artigo 239 da Constituição não especifique quem exatamente teria a incumbência de afastar o presidente - de fato, sua redação é confusa, para dizer o mínimo -, uma coisa é clara: quem tentar fazer o que Zelaya tentou perde imediatamente o cargo;

- Portanto, no momento em que foi preso e expulso do país, Zelaya já não era mais presidente da nação, segundo o Artigo 239 da Constituição de Honduras ("perde de imediato o cargo...");

- O fato de a prisão ter sido irregular, e inclusive ilegal (segundo o Artigo 102 da Constituição, que proíbe a extradição de cidadãos hondurenhos) não muda em absolutamente nada o que está no Artigo 239; Zelaya poderia ter sido preso, expulso e até fuzilado, e isso seria certamente ilegal, um crime, mas não seria "golpe de estado" (não é o Artigo 102, mas o 239, que o determina);

- Ou seja: a conclusão da embaixada dos EUA de que houve um "golpe legislativo-judicial-militar" é completamente absurda, só se sustentando por uma interpretação enviesada da Constituição de Honduras, em especial de seu Artigo 239, que deixa claro, apesar da redação esquisita, que quem propuser a prorrogação do mandato perde de imediato (ou seja: na hora, imediatamente) o cargo que ocupa. Só é possível dizer que Manuel Zelaya foi vítima de golpe ignorando totalmente esse fato.

Outros fatos que o telegrama de Hugo Llorens não menciona (até porque lhe são posteriores):

- Depois do "golpe", o governo "de facto" de Honduras manteve as eleições presidenciais, que foram realizadas livremente em novembro de 2009, inclusive com a participação de candidatos zelaystas;

- As liberdades e garantias democráticas foram preservadas e asseguradas, apesar da invasão da embaixada do Brasil e das ameaças dos partidários de Zelaya;

- Nenhum cidadão hondurenho, ao que eu saiba, foi torturado ou morto (se tiver havido algum caso, a lei do país - mesma lei que Zelaya quis jogar no lixo - dele tratará); passados quase dois anos, o país segue em paz e em ordem, e a vida continua.

Mas a maior prova de que em 28 (ou 29, tanto faz) de junho de 2009 Honduras fez uma opção pela legalidade e pela democracia foi dada pelo próprio governo a que o embaixador Llorens servia: algum tempo depois do telegrama que afirmava ter sido "ilegal" a deposição de Zelaya, o governo Obama voltou atrás e reconheceu o resultado das eleições realizadas pelo novo governo hondurenho. Ou seja: reconheceu-o como o governo DE DIREITO do país. Poucas vezes existiu confissão de erro maior do que essa.

Desde então, vários outros governos também reconheceram a legalidade do governo de Tegucigalpa, e Honduras caminha para ser readmitida na OEA (se não for, também não fará muita diferença). Cada vez mais países se dão conta de que em Honduras o lado golpista foi o deposto, não o que aplicou a Constituição. (O governo Lula, ao contrário, continuou com sua atitude caudatária a Hugo Chávez, condenando o "golpe" que não houve e exigindo o retorno IMEDIATO e INCONDICIONAL do chapeleiro maluco, juntando-se a um cerco internacional que condena no caso de ditaduras como a de Cuba.)

Então, ficou claro quem era o golpista na história?

Isso tudo à parte, é curioso como o Wikileaks se tornou o Novo Evangelho para muita gente. Não é de admirar, visto que seu criador, Julian Assange, é visto por muitos como uma espécie de mártir e messias... Sobre esse sujeito, e sobre o desserviço que ele está prestando ao mundo em nome da "liberdade de expressão" (na verdade, o vazamento irresponsável de informações secretas e confidenciais, muitas das quais um prato cheio para terroristas), já escrevi aqui alguns textos. Vou me limitar a dizer que entre o Wikileaks (ou a embaixada dos EUA) e a Constituição de Honduras, fico com a última, mesmo com seus defeitos.

Mas é claro que nem tudo que está no Wikileaks é falso ou equivocado. No mesmo arquivo referente a Honduras, existe um telegrama de outro embaixador norte-americano naquele país, Charles A. Ford. Trata-se do telegrama Secreto 08TEGUCIGALPA459, de 14/05/2008 (mais de um ano antes do "golpe"). Nele, o embaixador dos EUA traça um perfil psicológico dos mais interessantes sobre Manuel Zelaya. Ele afirma, por exemplo, o seguinte (a tradução fui eu que fiz, os grifos também são meus):

- "O Presidente hondurenho José Manuel 'Mel' Zelaya Rosales é um retrocesso [a throwback] em direção a uma era anterior centro-americana, quase uma caricatura de um 'caudilho' dono de terras em termos de seu estilo de liderança e tom. Sempre o adolescente rebelde, o principal objetivo de Zelaya no cargo é enriquecer a si mesmo e a sua família [...] se ressente da própria existência do Congresso, do Procurador-Geral e da Corte Suprema. Em seus dois anos e meio no cargo, ele se cercou de forma crescente de gente envolvida em atividades do crime organizado". (Isso é só o sumário)

- "Pessoalmente, achei Zelaya engraçado e charmoso, tendendo bastante a me dizer o que quer que ele ache que eu queria ouvir naquele momento. [...] Foi interessante ver como suas explicações diferiam de encontro para encontro, quase como se ele não tivesse qualquer lembrança de sua conversa de apenas alguns dias antes."

- "Em resumo, num período de quase três anos tornou-se claríssimo para mim que as opiniões de Zelaya mudam dia a dia ou em alguns casos hora a hora, dependendo de seu humor e de quem ele viu por último."

Ainda falando do "comportamento errático" de Zelaya, Ford observa:

- "Zelaya permanece muito como um adolescente rebelde, ansioso para mostrar sua falta de respeito por figuras de autoridade. [...] O problema é que Mel tem agido dessa maneira juvenil e rebelde durante toda sua vida e conseguiu chegar ao posto mais alto do país. [...] Ele vai continuar a levar uma vida privada caótica e altamente desorganizada."

- "Também existe um Zelaya sinistro, cercado por alguns conselheiros próximos com laços tanto com a Venezuela e Cuba quanto com o crime organizado. A defesa desesperada por Zelaya do ex-chefe de telecomunicações Marcelo Chimirri (que se acredita amplamente ser um assassino, estuprador e ladrão) sugere que Chimirri mantém muita influência sobre o próprio Zelaya. Zelaya quase certamente toma fortes medicamentos contra um problema severo nas costas e talvez outras drogas também. [...] A inabilidade de Zelaya em nomear um Vice-Ministro para Segurança empresta credibilidade àqueles que sugerem que narcotraficantes o têm pressionado para nomear um deles mesmos para essa posição. Devido à sua íntima associação com pessoas que acredita-se estejam envolvidas com o crime organizado internacional, a motivação por trás de muitas de suas decisões políticas pode certamente ser questionada. Sou incapaz de relatar a Zelaya ações sensíveis de cumprimento da lei e contra-narcóticos, devido à minha preocupação de que isso poderia pôr a vida de funcionários dos EUA em perigo."

Tem mais. Sempre nessa mesma linha. Quem quiser ler o telegrama completo, é só acessar o Wikileaks.

No final, o embaixador Ford faz uma observação que só pode ser considerada profética:

- "O último ano e meio da administração Zelaya será, a meu ver, extraordinariamente difícil para nosso relacionamento bilateral. Sua busca de imunidade para numerosas atividades do crime organizado levadas a efeito em seu governo o levará a ameaçar o império da lei e a estabilidade institucional."

Na mosca.

O leitor cujo comentário reproduzi acima e que me fez o desafio assina como "um hondurenho". Suponho que ele seja mesmo o que diz ser (e pelo nível do português, não duvido que isso seja verdade). Nesse caso, devo imaginar como ele deve ter se sentido, com um demagogo de botas e chapéu de vaqueiro invadindo uma embaixada estrangeira na capital de seu país e, juntamente com dezenas de arruaceiros, passando a usá-la para incitar a violência e a guerra civil. Imagino como ele se sentiu ao ver pela televisão cenas lamentáveis de uma embaixada transformada em palanque e quartel-general para um doido que acreditava estar sendo monitorado mentalmente por espiões israelenses arengar a seus seguidores e pregar o caos.

Certamente, como cerca de 70% da população hondurenha que queria ver o tal Zelaya fora do poder, o leitor deve ter ficado nauseado e revoltado diante de tamanha interferência em um assunto interno de seu país, patrocinada por gente como Hugo Chávez. Não sei quanto a você, caro leitor, mas eu, como brasileiro, senti uma profunda vergonha. A ponto de querer esconder minha nacionalidade.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

PARA RIR E RELAXAR

Aí veio o caçador de vírgulas e disse:
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Ganhei meu dia.Uso de vírgula por questão de ritmo. E qual seria o ritmo, o meu ou o seu? Seria o ritmo da fala? O senhor é asmático, por isso tantas vírgulas?Faça-me o favor.Bem, pelo menos dei ao senhor alguma atenção. Seis anos de blog e impressionantes 13 seguidores. Deve ser triste.
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O ignorante soberbo que escreveu o que vai aí em cima não sabia o que é aposto. Tive que explicar-lhe. Agora diz não saber que frases têm ritmo, sim. E que uma das funções da vírgula é dar ritmo às frases. Daí em alguns casos seu uso ser facultativo.
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É, o blog tem 13 seguidores. E isso sem fazer propaganda, heim! Imagine se fizesse... Mas quem disse que estou aqui para ter seguidores? Deve ser muito triste depender dos aplausos dos outros para se sentir feliz.
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Outra coisa: o blog existe desde novembro de 2006. Tem, portanto, quatro anos e dois meses (e não seis) de existência. Parece que o aprendiz de apedeuta não é ignorante só em gramática, não. Pelo visto, fugiu das aulas de matemática também.
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Mas para quem tem como "argumento" contra o que escrevo o uso de vírgulas - ainda por cima, copiando frases de meu perfil no blog (eu, heim?) -, não saber contar é algo natural.
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É como diria aquele meu velho professor: "Quanto mais inteligente o burro quer se mostrar, maior o peso da cangalha".
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Essa foi boa. Ganhei minha semana.

AOS ADORADORES DO ÓDIO (OU: RECEITA PARA SER UM PERFEITO IDIOTA)


Nos últimos tempos, aumentou bastante a quantidade de lixo eletrônico (e não me refiro aos "spans" e correntes) no espaço de comentários. Deve ser por causa das férias (a molecada costuma ficar entendiada nessa época). Faço, portanto, um favor aos membros da Al-Qaeda cibernética que tentam transformar meu blog em esgoto de suas mentes poluídas - é incrível como eles não podem mais viver sem mim... hehe. Elenco, a seguir, uma pequena receita, algumas instruções que certamente lhes serão muito úteis para "debater" com este escriba.

As dicas que seguem já são conhecidas dos esquerdopatas e de seus sócios, e algumas delas podem ser encontradas em Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão, do filósofo Arthur Schopenhauer (comentado pelo professor Olavo de Carvalho, outro alvo das patrulhas esquerdopatas). Trata-se de algo que, mais do que um método, revela uma mentalidade, o espírito de uma era.

Vamos às dicas:

- Invada o espaço de comentários do blog: Tente entupi-lo com o maior número de mensagens possível. Faça-o, de preferência, com mensagens longuíssimas, sem parágrafos. Textos longos e prolixos não precisam ser lidos para dar a impressão de que são respostas à altura, ou que são verdadeiros. Outra opção é a oposta: textos curtos, nada mais do que slogans (colocados sempre em maiúsculas). É preciso que sejam muitos, porém: quanto mais posts desancando o blogueiro, maior a impressão de que ele está isolado e que você, portanto, está com a razão.

- Chame os amigos: Ataque em bando, lembre-se que uma frase dita por mais de uma pessoa - um slogan - tem muito mais força do que um comentário solitário. Se possível, e se o tema o exigir, organize um manifesto ou um abaixo-assinado. O poder do número, a pressão esmagadora da maioria, prescinde de qualquer argumento, impondo-se pela intimidação física. A massa - ou a manada - está sempre certa, ao contrário do indivíduo.

- Tente irritar seu adversário: Use e abuse da argumentação ad hominem, descartando fatos por terem sido citados por fulano ou cicrano. Apele para ofensas e xingamentos pessoais, tentando tirar seu oponente do sério. Acima de tudo, calunie ("fascista" é uma boa pedida), insinuando que o blogueiro estaria a soldo de algum interesse obscuro. Questione aspectos secundários, como o estilo dos textos ou o tamanho das frases (muito longas ou muito curtas, não importa). Na falta de argumentos, acuse o blogueiro de delitos imaginários, como não dominar o idioma, inventando questiúnculas sobre supostos erros gramaticais (de pontuação, por exemplo). Com isso, você poderá desviar a atenção do foco do debate e passará a impressão de que seu adversário é inepto ou desequilibrado. No limite, acuse-o de falta de sexo ou de homossexualidade reprimida, ou de alguma outra frustração pessoal inconfessável. Finja-se de psicanalista, e jogue lama à vontade. Enfeite tudo com um sonoro palavrão, preferencialmente relativo à mãe de seu opositor. Não tenho escrúpulo nenhum em ser canalha.

- Pose de vítima: Se o blog em questão tiver um moderador de comentários, escreva um post indignado chamando isso de censura. Se o dono do blog se recusar a publicar o que você quiser que ele publique, ainda que seja uma mensagem insultuosa e caluniosa, saia gritando que ele é contra a liberdade de expressão. Ignore o fato de que o blog é algo pessoal e que o dono tem o direito de escolher quais comentários serão publicados. Para mostrar como você realmente preza o livre debate e a liberdade de expressão, esconda-se no anonimato. Se questionarem sua coragem, invoque seu direito a permanecer anônimo, dizendo que essa é uma opção do blog. Tome apenas o cuidado de não mencionar o direito do dono do blog de moderar os comentários. Lembre: o covarde jamais é você. O importante é pautar o blog. Quanto mais ódio, covardia e preconceito você destilar contra o dono do blog, mais este passará por odiento, covarde ou preconceituoso. E calunie, calunie sempre: no final, sempre haverá quem se deixará enganar, tomando a mentira pela verdade.

Aí está. As dicas acima são apenas uma pequena amostra de como costumam agir e de como "pensam" os militontos, que estão sempre alertas para destilar seu ódio a quem pensa diferente deles. Assim, caluniando sempre, esperam soterrar argumentos contrários debaixo de uma montanha de lixo, construída com provocações grosseiras e linguagem de sarjeta. Infelizmente para esses suínos, conheço todos os seus truques. Eles podem até tentar. Mas, aqui, vão passar por aquilo que são: um bando de idiotas.

AO CAÇADOR DE VÍRGULAS (OU: RESPOSTA A UM DESOCUPADO)


Um tal de Jota/RJ (é assim que ele se apresenta) encasquetou com as vírgulas em meus textos no blog. Ele acha isso mais importante do que a corrupção no governo dos petralhas ou o apoio deste às ditaduras mais sanguinárias do planeta. É... Cada um tem suas prioridades, não é mesmo?
.
É incrível como alguém ainda acha tempo para discutir esse tipo de coisa. Seria somente idiota, se o sujeito não mostrasse pelo idioma a mesma ignorância que jura ter detectado no blog. Aí é mais que cretino: é bucéfalo. Eis o que zurrou aqui esse gênio da raça:

Copy and paste?!!!!!!
É mais um intelectualerda aculturado. Deve ser do tipo que passou a chamar Pequim de Beiging.
Jesus, Maria, José!

O tal de Jota/RJ acha que sou um "intelectualerda aculturado". Gostei do neologismo, quase chega a ser engraçado. Suponho que seja uma mistura de "intelectual" com "lerda" (no feminino!). Ele pensa assim porque usei a expressão "copy and paste" em um texto. Pelo visto, trata-se de um purista, que se ofende com estrangeirismos (mesmo que venham colocados entre aspas, como manda a regra...). Deve ser do tipo que joga uma partida de "ludopédio" em vez de futebol, ou que usa o "rato" em vez do mouse do computador. Não duvido que fale "estadunidense" também...

Só uma dúvida: que cidade vem a ser "Beiging"? Conheço Beijing, com "j", também conhecida como Pequim, capital da China. "Beiging"? Não, nunca ouvi falar. É alguma onomatopéia?

Pedi ao Jota/RJ, já que ele se diz tão preocupado com a Inculta e Bela, um exemplo de algum texto meu em que houvesse uma vírgula fora do lugar. Aí ele veio com essa:

Será que é mesmo necessário comentar a pontuação da frase a seguir?
"Sabem como é: em nome da "liberdade de expressão", vale tudo, até mandar a Lei para as cucuias."
"Vale tudo" é aposto????????????????????????????????????
Tenho mais o que fazer, embora não negue que seria uma diversão detalhar todos os erros que você comete. Mas para isso precisaria de tempo, muito tempo.

Ai, ai... (longo suspiro). Vamos lá, de volta à escolinha.

Segundo as gramáticas mais abalizadas, aposto é uma palavra que se relaciona com o termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo. Alguns exemplos:

"O caçador de vírgulas, leitor que entrou no blog para tumultuar, finge que entende de gramática". (Aposto do tipo explicativo - explica o sujeito.)

"O leitor pertence à categoria dos energúmenos, inimiga de blogs que não seguem a manada". (Aposto do tipo especificador - especifica o sujeito.)

"O que falta aos petralhas são os seguintes predicados: bom senso, inteligência, honestidade e decência". (Aposto do tipo enumerador - enumera termos referidos anteriormente.)

"Burrice, estupidez, ignorância, ressentimento, malícia: são características dos petralhas". (Aposto do tipo resumidor - resume o termo anterior.)

Não é preciso ser PhD em Letras para perceber que nada do que está aí em cima tem qualquer relação com a frase "em nome da 'liberdade de expressão', vale tudo, até mandar a Lei para as cucuias". Na frase, a expressão "vale tudo" cumpre qualquer outra função, menos a de aposto. Ela não explica, nem especifica, nem resume, nem enumera o que vem antes dela. Trata-se tão-somente de uma expressão linguística, separada por vírgula por uma questão de ritmo.

A frase poderia ser escrita sem vírgula? Poderia, mas isso não alteraria em absolutamente nada seu significado. Eu poderia ter escrito "em nome da liberdade de expressão vale tudo" e o sentido da frase permaneceria exatamente o mesmo. Do mesmo modo, poderia inverter os termos da oração, sem qualquer prejuízo para seu entendimento: "vale tudo em nome da liberdade de expressão" (aqui o uso da vírgula seria errado, pois a frase está na ordem direta). O uso da virgula, no primeiro caso (ordem inversa da frase), é opcional. Como, por exemplo, "Em nome da estupidez, Jota/RJ vê cabelo em ovo". Eu poderia omitir a vírgula e o sentido da frase seria o mesmo.

Ou, em gramatiquês: a regra diz que não se usa vírgula para separar termos que estão ligados diretamente, como sujeito e predicado. Em hipótese alguma se usa vírgula entre sujeito, verbo e complemento do verbo. Pois bem. Onde está o sujeito da oração?
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(A propósito: na frase "Mas para isso precisaria de tempo, muito tempo", está faltando vírgula. Usa-se vírgula para isolar expressões exemplificativas, conformação e conjunções. Exemplo: "Gostaria muito de apontar mais erros do Jota/RJ. Mas, para isso, precisaria de tempo, muito tempo." - essa é a forma correta.)
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Pronto! Mostrei que o Jota/RJ não sabe nada de vírgula. Agora espero ele me dar um exemplo de onde espanquei a gramática. Este não colou.

(Outro parêntese: digamos que eu seja completamente ignorante em pontuação, como afirma o Jota/RJ. Gostaria de saber em que isso mudaria uma vírgula - perdão pelo trocadilho - do que escrevi neste blog sobre o fato de o governo dos petralhas ser o mais corrupto e mentiroso da História do Brasil. Será que o homem-vírgula se dispõe a responder?)

Deixa pra lá. Aposto (verbo na primeira pessoa do singular do presente do indicativo) que o dito-cujo não tem mesmo nada melhor a fazer na vida. Do contrário, não se entregaria a esse papel ridículo de caçador de vírgulas em blogs alheios. Será que esses imbecis sabem que o Português é uma língua, não uma ciência exata?
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Como dizia um velho professor meu: "Há dois tipos de ignorantes: os que sabem que o são e os que se julgam inteligentes. Para os primeiros existe cura". Preciso dizer em qual categoria o leitor acima se encaixa?
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Quando é que essa turma vai parar de relinchar e de comer alfafa?
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P.S.: Nem tinha acabado de escrever este post quando o ignorante soberbo cometeu outro comentário: "Enfim, um cara normal, (QUE VÍRGULA É ESSA, ANIMAL?) tentando manter a sanidade em um mundo de pessoas anormais." Mais uma vez, a mais completa e maiúscula ignorância sobre o uso da vírgula (plenamente facultativo, na frase em questão). Agora vem a melhor parte: sabem de onde ele tirou a frase entre aspas (as palavras em maiúsculas são dele)? Do meu perfil! Isso mesmo! Além de fingir saber o que é uma vírgula, o idiota não encontra nada melhor para me atingir do que fazer um "copy and paste" (opa!) do meu perfil do blog! Realmente, esse pessoal tem muita munição para gastar... atirando no próprio pé! Sem falar que a frase agora tem mais sentido do que nunca.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

EU, O ANALFA

É cada um que aparece...
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Na falta de argumentos, vale tudo. Até apelar para o que não existe.
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Vejam o que escreveu um leitor, o Jota/RJ, segundo o qual este escriba não é lá muito respeitador da última flor do Lácio. Ele jura que viu aqui uma vírgula fora do lugar. Só não diz onde. Vejam só o que afirma o aprendiz de professor Pasquale:
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O senhor devia escrever frases menores, já que não domina o uso de vírgulas. Basta ver que num dos textos abaixo, acho que sobre moderação, o senhor separa com vírgula o sujeito do verbo. Imperdoável! Isso para citar apenas um exemplo. Se o senhor quer matar o Lula, tudo bem. Mas deixe a língua portuguesa em paz.
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Respondo ou ignoro? OK, respondo. Vamos lá, com frases curtas (para o Jota/RJ entender):
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- O senhor está no Céu.
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- Em que texto, parágrafo, frase eu coloquei uma vírgula entre o sujeito e o verbo? (Pode usar o “copy and paste” à vontade.)
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- Já que citou “apenas um exemplo” de mau uso da língua em meus textos, suponho que haja outros. Aponte-os, por favor.
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- Quem disse que é possível matar o Lula? Nem se eu quisesse. Não se mata um mito. Infelizmente.
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É isso. Será que terei resposta? Ou – o mais provável – era só mais alguém querendo fazer uma graça?

O WIKILEAKS E O ESTUPRO DA RAZÃO


Lembram de Julian Assange? Ele está tentando se manter em evidência na "midia" (é assim que os esquerdiotas gostam de chamar a imprensa) – a última dele foi ameaçar divulgar informações sigilosas de contas bancárias de vários figurões (o que é CRIME, diga-se). Sabem como é: em nome da "liberdade de expressão", vale tudo, até mandar a Lei para as cucuias.
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Assange, como todos sabem, tem muitos fãs no mundo todo. Um deles escreveu um comentário, anonimamente (sabe como é, a CIA pode estar de olho...), sobre meu texto "Lula, o Wikileaks e a Liberdade de Expressão: Uma Grande Palhaçada". Leiam:
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O Lula realmente foi contraditório, mas quando se trata da prisão do fundador do Wikileaks com certeza teve conspiração na parada, só sendo muito idiota pra acreditar que ele foi preso só porque amantes dele o denunciaram por não ter usado camisinha na relação sexual, (pra quem não sabe nas leis da Suécia não usar preservativos é considerado estupro mesmo que ambos os lados estejam concordando em ter relações sexuais, uma lei maluca e radical). Resumindo, as mulheres denunciaram ele por não ter feito sexo com camisinha (muito estranha essa história) mas ambas gostavam de ter relações com ele. Pra mim elas foram induzidas a denunciá-lo porque não tem lógica mulheres que gostavam dele do nada denunciá-lo só por não ter usado preservativos, portanto senhor dono do blog se informe melhor antes de dizer que FOI ESTUPRO, porque foi estupro apenas para as leis radicais da Suécia, mas não é considerado estupro no nosso país! Pessoas podem ler sua cretina notícia e pensarem que o dono do Wikileaks realmente estupra e maltrata mulheres!!!
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Pra terminar VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO! LULA VC É UM HIPÓCRITA! E O DONO DESTE BLOG NÃO É UM DO CONTRA, MAS SIM UMA MARIONETE.
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Hummm... Jura?
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Deixe-me ver se entendi direito. Segundo as leis da Suécia - é o leitor anônimo acima quem informa – estupro é quando há sexo consensual sem camisinha, e ponto. Ou seja: qualquer relação sexual sem preservativo, na Suécia, é estupro. Basta um homem e uma mulher concordarem em trocar fluidos corporais. Conclusão: eu nasci de um estupro e não sabia. Assim como, creio eu, o autor do comentário. Você, leitor, nasceu porque seu pai estuprou sua mãe. Todos nascemos de estupros, aliás.
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Não conheço a fundo a lei sueca, mas conheço o bastante de lógica para perceber que falta uma peça nesse tabuleiro. Digamos que a explicação sobre a lei sueca esteja certa, que ela seja mesmo uma lei maluca e absurda. A questão continua: Julian Assange está sendo acusado por estupro, pela lei da Suécia, não pela lei do Brasil ou de Botsuana. Isso porque o delito foi cometido na Suécia. Suponho que a lei de um país, sobretudo de um país democrático, deve ser respeitada, não?
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Mas deixa pra lá, isso tudo não passa de um detalhe jurídico, não é mesmo? O importante é que Assange está sendo vítima de uma conspiração das forças imperialistas... E isso só porque ele - vejam que absurdo! - resolveu divulgar informações secretas e confidenciais do governo americano, obtidas de forma ilegal, e que podem colocar em risco a vida de milhares de pessoas no mundo inteiro... Coisa pouca, como se vê. Para pegá-lo, só mesmo contratando duas suecas que teriam transado com ele (e gostado, ainda por cima) para acusá-lo de estupro porque ele nao usou camisinha. Tadinho dele...
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Como escrevi aqui outra vez: se um dia eu quiser expor os segredos da diplomacia mundial e botar em perigo a segurança do mundo livre, vou tomar o cuidado de estuprar - ou transar sem camisinha, como queiram - duas suecas antes. Aí, quando me acusarem de divulgar informações secretas e comprometer a seguranca mundial é só eu dizer que é tudo uma conspiração contra mim, porque afinal eu optei por não colocar uma camisinha no meu pinto... Vai chover gente jurando que sou inocente, querem apostar?
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Só estou dizendo isso, claro, porque a noticia é cretina, como escreveu o autor do comentário. Além do mais, sou uma marionete. Ao contrário dos que querem estuprar a razão com teorias conspiratórias.

terça-feira, janeiro 25, 2011

AS VÁRIAS FACES DO PETISMO (OU: RESPOSTA A UMA BOA ALMA)


Recebo um comentário do Rafael Dias, um leitor que já havia me indagado antes sobre a escravidão (parece que ele não entendeu ainda que escravidão e raça são duas coisas diferentes, mas deixo isso para outro post). Rafael, como já disse antes, não chega a ser um idiota: é apenas equivocado. Isso não o impede de ser esquerdista, como seu comentário a seguir deixa claro. E eu, como sempre, aproveito para justificar, mais uma vez, a epígrafe de Graham Greene que está no canto superior deste blog. Vamos ao comentário dele, em vermelho (e a minha resposta ao Rafael):

Caro Gustavo, apesar de ter convicções um pouco diferentes das suas, estou convencido que você defende estas idéias de forma sincera. Basta só observar o trabalho que você tem para responder todos aqueles que levantam pontos de tensão em seus textos.
Obrigado pela parte que me toca. Mas faço questao de frisar: nossas convicções não são “um pouco diferentes”, não: na verdade, elas são muito, mas muito diferentes mesmo. Adiante.

O que eu não entendi ainda é o que você chama de esquerda. SE ser a favor da justição social, da distribuição mas justa da renda e o acesso a educação de qualidade para todos os segmentos da sociedade for característica da esquerda, então faço parte desse time. Sendo assim, não consigo entender como isto pode ser uma coisa ruim.
Rafael, eu tambem sou a favor da justiça social, da distribuição mais justa de renda, do acesso à educação de qualidade etc. Também sou a favor de tudo que é bom e belo no mundo, como a paz, o amor, as flores, as borboletas, as criancinhas etc. O problema é que isso não quer dizer absolutamente nada.
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Todos - repito: TODOS - os políticos dizem a mesma coisa. Inclusive tiranos, como Hitler e Stálin, falavam em nome dessas coisas boas e bonitas. Quem iria se dizer a favor da guerra e contra a paz, por exemplo? Ou da injustiça em vez da justiça? Ou da fome em lugar da abundância? Ninguém.

A questão não é essa, como já cansei de escrever aqui. Falar nessas coisas aí em cima é fácil, facílimo. Difícil é ser coerente. Todos os esquerdistas - mais uma vez: todos, sem exceção - enfatizam a "igualdade" e a "justiça". Mas nenhum deles - nenhum! - dá a mesma ênfase à liberdade e à democracia. Sem estas, tudo o que está aí em cima não passa de palavras vazias. E isso sim, caracteriza um discurso pró-totalitário.

O leitor me pergunta o que eu entendo por esquerda. Tenho um método infalível para detectar um esquerdista. Basta perguntar a ele ou ela se condena regimes como o da ex-URSS e o de Cuba. Se ele ou ela titubear em responder, culpando o imperialismo dos EUA ou o que seja pela repressão nesses países, sei que terei diante de mim um autêntico exemplar da fauna de esquerda. Se ele ou ela for mais intelectual, e disser que condena esses regimes, pergunto se condena tambem o pai ideológico dessas tiranias, Karl Marx. Se a resposta for qualquer coisa diferente da condenação total, não terei nenhuma duvida: é de esquerda, pode apostar.

Voce tambem pode tentar um exercicio parecido. Basta tentar responder a seguinte questão: você conhece algum esquerdista que não repudie totalmente o comunismo e defenda o capitalismo, o único sistema econômico compatível com a democracia? Conhece algum esquerdista que seja também antimarxista? Até agora, esquerda democrática é algo tão real quanto um congresso de duendes.

O PT pode até ter traído suas origens, pode ter se envolvido em escândalos e até usado a máquina pública em favor da sua candidata a presiência.
Não, o PT não "traiu suas origens". As raízes da corrupção petista e de tudo o mais que caracterizou o governo Lula – os atentados contra a liberdade de expressão, o cinismo desbragado, a ideia de que os fins justificam os meios etc. - tudo isso já estava lá em sua criação, em 1980. Já escrevi sobre isso também.
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Mas, justiça seja feita, colocou o pais numa posição de respeito internacionalmente e fez uma política social de pão e circo, onde antes nem pão tinha.
Em que "posição de respeito internacionalmente" o PT colocou o Brasil? Avalizando a fraude eleitoral e a repressão política no Irã? Chamando presos políticos de bandidos em Cuba? Patrocinando um golpista frustrado em Honduras? Apoiando o tiranete Hugo Chávez na Venezuela? O cocaleiro Evo Morales na Bolívia? Vendo escancaradas suas relações com os narcotraficantes das FARC? Desprezando as leis internacionais para abrigar terroristas? Perdi a conta de quantas vezes mostrei aqui, com fatos e argumentos, que a política externa dos petralhas é um desastre e uma vergonha para qualquer pessoa decente. Rafael não leu o arquivo do blog.
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Rafael deve achar que uma politica social de pão e circo é uma coisa boa. Eu não acho. Preciso explicar por quê?
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Aliás, se tem algo que o bolsa-esmola prova, é que os populistas realmente gostam dos pobres – gostam tanto, de fato, que fazem questão que eles se multipliquem. Assim garantem a freguesia.
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O bolsa família dinamizou a economia de muitas cidades pequenas. E, pelo menos uma promessa do seu primeiro discurso de posse Lula cumpriu: o direito de todos os brasileiros ter pelo menos uma refeição por dia. Não posso negar que isto foi um grande avanço numa nação de flagelados e desassistidos pelo poder público em todos os aspectos. Um abraço.
Que o bolsa-cabresto tenha dinamizado a economia de cidades pequenas, não duvido. Do mesmo modo que as esmolas dos coronéis do sertão aumentam o consumo nesses lugares. O que é mais dinamizado com isso, entretanto, não é a economia local - aumento do consumo não leva necessariamente à diversificação econômica -, é a clientela politica de demagogos. Gente como Collor e Sarney, que agora são irmãos de sangue do Apedeuta e que estão deitando e rolando com o bolsa-coronelismo.

Outra coisa: fazer três refeições por dia não foi uma dádiva de Santo Lula dos Pobres: é o resultado do desenvolvimento capitalista brasileiro, em especial do agronegócio. Ou você acha que arroz e feijão dão em gôndola de supermercado?
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Como já disse antes, existem dois tipos de esquerdistas: os dissimulados e os ingênuos. O leitor acima parece pertencer a este último grupo.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

É POR ISSO QUE O BLOG TEM UM MODERADOR...


Os bestalhões esquerdopatas ainda não se conformaram que o blog tenha moderação de comentários. Cheguei até a pensar, quando criei o blog, em retirar o moderador, mas aí percebi que, sem esse recurso, "eles" iriam aproveitar para tentar transformar isto aqui na Casa da Mãe Dilma. Dito e feito.
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A pérola abaixo, de autoria anônima – além de quadrúpedes, são uns valentes -, me dá mais um motivo para manter a moderação de comentários. E, para confirmar isso, segue para a lata do lixo. Ou para o esgoto, de onde partiu.
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Mais uma vez - haja paciência! -, eis o teu vômito: "Conclusão: se você tiver um blog, não tenha um moderador de comentários. Publique tudo que os petralhas quiserem."
Por que só os petralhas?! Você não diz que também é contra o PSDB?!! Ah, sim... você diz que são dondocas que não assumem seu papel de oposição. Nossa! Que crítica feroz, não?!!
Rapaz, você deve ter sido demitido por algum petista e está se roendo até hoje. Fica chateado não. Colocaram no teu lugar alguém mais competente. Acredite, existe!
Calma, não chora. Você até escreve direitinho, como eu já havia dito. rsrsrsrssr... Opa! Outra risadinha cretina. É pra "ornar" com o blog.
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P.S.: O imbecil acha que chamar alguém de dondoca e covarde, além de cúmplice da esquerdopatia, é pouco. Entendo. Deve estar se roendo porque critico também os tucanos, mas não pelos motivos que a petralhada acha que se deve criticá-los. Tadinho.
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P.S2.: Pensei até em responder a última frase do post. Mas acabei de almoçar e meu estômago não aguenta. Não quero regurgitar o que comi. Além disso, meu braço já está dormente de tanta chinelada que deu nesses botocudos.