
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
terça-feira, junho 08, 2010
LULA, A PIADA INTERNACIONAL

segunda-feira, junho 07, 2010
UM POUCO DE LUZ EM MEIO À ESCURIDÃO

Que Israel tenha perdido a batalha da opinião pública é desatroso. Mais incômodo é que essa batalha tenha sido perdida antes que os fatos estejam esclarecidos.
sexta-feira, junho 04, 2010
UM PAÍS CALUNIADO


Acima: o "humanista" Bület Yildirim, presidente da "ONG" turca IHH, que organizou o "comboio humanitário" a Gaza, ao lado do presidente do Hamas, Ismail Haniah.
Ontem, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou, em termos veementes, a ação de Israel. O mesmo Conselho que não vê problema algum nos quase 400 mil mortos pelo governo genocida do Sudão em Darfur se enche de indignação pelos nove ativistas mortos no barco interceptado pelos israelenses e condena Israel antes mesmo que seja aberta uma investigação internacional sobre o ocorrido. É impressão minha ou, para os democratas e humanistas do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a vida de nove militantes mortos em confronto numa armação anti-israelense vale mais do que a de quase 400 mil pessoas em Darfur?
Atualmente, ao contrário de sessenta anos atrás, a militância anti-Israel é uma causa bastante popular, também no Ocidente. Isso porque é uma causa "progressista". Pode, inclusive, ser associada a outras causas igualmente "progressistas", como a ecológica. Desconfio que a brasileira Iara Lee, que estava em um dos barcos da tal flotilha, jamais tenha visto de perto um palestino, assim como muitos europeus ou norte-americanos bem-nascidos que abraçam a luta contra a construção de barragens na selva amazônica jamais puseram os pés na floresta, ou conheceram de perto um índio txucarramãe. Mas ela "sente", como pessoa sensível e antenada com as "causas sociais", que eles, os palestinos, são o lado mais fraco; logo, Israel, como o lado mais forte, só pode ser o lado mau, o bandido da história. Para ela, assim como para legiões de inocentes úteis, Israel é o colonizador, e os palestinos são os "bons selvagens". Daí a ter embarcado num comboio "humanitário" organizado por uma "ONG" ligada aos fanáticos terroristas do Hamas foi um pulo. Daí a ter negado, em entrevistas, o que as imagens mostram, é outro pulinho.
Iara Lee tem todo o perfil da maioria dos "ativistas" anti-Israel atuais. É educada, fala baixo, aparenta certa fragilidade. Embora brasileira, vive há anos em Nova York, e fala português com um leve sotaque americano. É uma pessoa cosmopolita, certamente identificada com causas de esquerda. Nos EUA, certamente, ela seria uma "liberal". Aí é que está o nó da questão. A militância anti-Israel é vista como uma causa esquerdista, progressista, humanista até. O que torna ainda mais surreal a situação.
CÂMERA, LUZES... AÇÃO!

UMA QUESTÃO
quarta-feira, junho 02, 2010
A NAU DOS INSENSATOS. OU: O TRIUNFO DOS ADORADORES DA MORTE

Ainda que os soldados israelenses tivessem provocado, de caso pensado, um massacre, afundando as embarcações ou metralhando os ativistas a partir dos helicópteros, o que poderiam ter feito se quisessem, isso não retiraria o caráter de provocação do tal "comboio humanitário". Este não passou de uma bem urdida, bem articulada, ação de guerra psicológica, destinada a deixar os israelenses em maus lençóis perante a opinião pública internacional, mostrando-os, mais uma vez, como bandidos e malvados. Não havia como Israel ter agido de outra maneira. Os ativistas da "ONG" turca IHH sabiam disso. Seus amigos do Hamas também. Aliás, parece que aqueles aprenderam com estes últimos a causar mortes civis para incriminar Israel. Além de amigos, parecem ser discípulos aplicados.
PERGUNTE QUE EU RESPONDO - II
Resposta: O Hamas, o Hezbollah, a Jihad islâmica, o Irã, a Al-Qaeda...
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Não! Em vez disso, eu denunciaria aqueles que não querem a paz. Deixaria claro que, somente reconhecendo o direito do outro existir, que somente renunciando à violência, o outro lado retiraria o bloqueio e poderia existir então um Estado palestino (ou judeu). Somente assim, eu afirmaria, poderia haver paz na região, e todos poderiam viver com dignidade.
PERGUNTE QUE EU RESPONDO
terça-feira, junho 01, 2010
PERGUNTAS RESPONDIDAS E NÃO-RESPONDIDAS
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Pergunta: Quem se recusa a reconhecer o direito de um povo existir como Estado e jurou exterminar sua população, contando inclusive com o apoio de "ONGs" como a turca IHH?
Resposta: O Hamas, o Hezbollah, a Jihad islâmica, o Irã, a Al-Qaeda...
Digamos que o soldado Jacob odeia os palestinos tanto quanto o militante do Hamas Ahmed odeia Israel. Vamos admitir, por um momento, que isso seja verdade. É provável que, entre 100 mil soldados das Forças de Defesa de Israel, haja um ou outro que tenha idéias genocidas, assim como deve haver psicopatas e genocidas em potencial no Exército brasileiro. O que isso prova em relação à política do Estado de Israel?
Já no caso do Hamas, não se pode falar em psicopatas isolados, em este ou aquele indivíduo com problemas psiquiátricos. Trata-se de uma organização, um movimento, que tem na destruição total de Israel e no massacre de seu povo uma questão de honra, uma bandeira de luta. Mais uma vez: o que isso tem a ver com a política de Israel em relação aos palestinos?
"Carlão" afirma que, se um soldado israelense tiver a chance de matar palestinos, o fará com certeza. Pois bem: soldados israelenses têm a chance de matar palestinos - na verdade, de promover um massacre - todos os dias. Por que não o fazem? Os soldados israelenses tiveram a chance de matar todos os setecentos e tantos ativistas da "ONG" pró-Hamas nos navios que interceptaram. Poderiam ter metralhado todos a partir dos helicópteros. Em vez disso, primeiro alertaram os barcos e, como mostram os videos, desceram com cordas e só dispararam depois que foram atacados, tendo dois deles inclusive sido feridos a tiros. Se os israelenses odeiam tanto os palestinos quanto o Hamas odeia os judeus, por que, em vez de dez, não houve, sei lá, uns 700 mortos?
Acho que fui suficientemente claro. Mais que isso, só desenhando.
Pode-se criticar Israel. Pode-se, inclusive, questionar o bloqueio a Gaza, assim como o muro na Cisjordânia, com honestidade e inteligência. Muitos no próprio governo e na imprensa israelenses fazem isso. Mas, para que tal ocorra, é preciso reconhecer um fato fundamental, que não vi ninguém até agora lembrar no caso do incidente com a tal "ONG" turca: Israel é um Estado ameaçado de destruição, e os que juraram destruí-lo estão no poder na Faixa de Gaza. Ao interceptar a flotilha e impedir que esta furasse o bloqueio, o país estava se defendendo. Ignorar esse fato é o mesmo que assinar embaixo do terrorismo do Hamas. É justificar a barbárie.
- Furar um bloqueio militar, ainda mais para dar "ajuda humanitária" a uma região controlada por um grupo terrorista e genocida, é uma "ação pacífica"?
- Se uma ONG de defesa dos direitos humanos resolvesse organizar um comboio de ajuda humanitária ao povo do Irã, ou de Cuba, ou da Coréia do Norte, o que aconteceria? Quando algum desses governos impedisse a ONG de fazê-lo, o clamor mundial seria o mesmo?
- Por que a "flotilha da liberdade" não tentou furar o bloqueio à Faixa de Gaza pelo lado egípcio?
Quem se habilita?
segunda-feira, maio 31, 2010
O BODE EXPIATÓRIO DO MUNDO - E ALGUMAS PERGUNTAS INCÔMODAS

terça-feira, maio 25, 2010
A COMÉDIA IRANIANA DE LULA. OU: UM TEXTO ME DÁ MAIS UM MOTIVO PARA NÃO SER "NENHUMLADISTA"
Um exemplo dessa mentalidade “isentista” ou “nenhumladista” é um texto de um velho conhecido deste blog, o Pablo Capistrano (http://www.diariodenatal.com.br/2010/05/25/opiniao.php). Pablo, aliás, há algumas semanas me expulsou de seu website por causa de uma comparação que eu fiz e que ele não achou legal, envolvendo galináceos. Na ocasião, até escrevi de volta, tentando mostrar que não há qualquer sentido agressivo ou atentatório à honra pessoal mostrar a diferença entre carne, frango e chester (ver meu texto "A arte da tergiversação", neste blog), mas não adiantou: meu texto foi vetado e me vi banido do site. Agora Pablo vem comprovar que aquela minha analogia estava certa, com um artigo que, a começar pelo título (“Nem tanto, nem tão pouco”), apenas reforça minha atitude de fugir da neutralidade quando se trata do governo Lula, especialmente em questões como o recente “acordo” com o Irã.
Pablo começa dizendo que teve o cuidado de deixar passar uma semana e ler e ouvir tudo que pôde sobre o tal “acordo” envolvendo Brasil,Turquia e Irã anunciado com fanfarra no começo da semana, o qual se revelou (mais) um monumental fiasco da diplomacia lulista. Ele diz que não gosta de formar uma opinião apressada e que é fácil exagerar, reduzir, distorcer etc., buscando evitar interpretações simplistas e rudimentares sobre certos fenômenos etc., etc. Atitude louvável, sem dúvida, que também procuro seguir à risca. Principalmente quando quem está na berlinda é algum governo de “direita”, contra o qual se forma um suspeitíssimo consenso, como o de George W. Bush no caso do Iraque, por exemplo. O que leva a pensar: será que um dia teremos uma análise que não seja exagerada, reducionista e distorcida por parte de algum luminar da esquerda a respeito da decisão de Bush de derrubar Saddam Hussein? E quando veremos esse mesmo benefício da dúvida negado a Bush deixar de ser aplicado por analistas “isentos” a regimes tão do gosto das esquerdas, como o dos irmãos Castro em Cuba, por exemplo? Mas estou divagando. Adiante.
Discorrendo sobre interpretações que atenderiam mais a interesses político-partidários do que à busca pela verdade, Pablo tenta pesar na mesma balança os argumentos centrais dos “governistas” e “oposicionistas” na questão do “acordo” com o Irã. Aparentemente, quero crer que por distração, ele parece se esquecer que reduzir questão tão complexa ao que disseram “governistas” e “oposicionistas” no plano doméstico e no contexto de uma (pré)campanha presidencial é uma forma de reducionismo. Trata-se de uma interpretação simplista e rudimentar – exatamente o que Pablo alega ser contra no começo do texto. A mais recente mancada gigantesca do megalonaniquismo lulista vai muito além desse esquema pré-fabricado (e totalmente artificial, diga-se de passagem, haja vista a disputa eleitoral deste ano se resumir a um campeonato entre duas vertentes esquerdistas). A questão não é entre “tucanos” e petistas, entre Serra e Dilma, mas entre o mundo e um louco nuclear que ameaça destruir outro país. Ponto.
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Pois é, ainda há quem veja mérito na egotrip do Aiatolula... Independentemente do fato de que, como já escrevi antes, política externa (infelizmente) nunca deu ou tirou voto no Brasil, o “mérito” do governo Lula apontado por Pablo pode ser resumido assim: Lula e seus cumpinchas do Itamaraty estão expondo o Brasil ao ridículo mundial, mas isso pelo menos faz com que os brasileiros passem a discutir o assunto. Ou seja: a política externa da Era Lula é uma porcaria, mas pelo menos o povo está falando nela... Sobre isso, tenho apenas uma coisa a dizer: Que mérito, cara-pálida? Lula está arrastando o nome do Brasil na lama!
Além do mais, é improvável que o tema da política externa será trazido para a agenda eleitoral. Por um motivo muito simples: os brasileiros estão cantando e andando para o que acontece no mundo! Se se importassem, se dessem à atual política externa a devida atenção, pelo menos a metade da atenção que dão ao futebol ou às fofocas de celebridades, se encheriam de indignação e sairiam às ruas pedindo a cabeça de Lula numa bandeja. Por pura vergonha.
Prossegue Pablo:
“Além do mais, é preciso reconhecer que o governo Lula não inventou a retórica da independência e da crítica da diplomacia brasileira às grandes potências do norte. Desde o tempo de Rui Barbosa o Brasil aqui e acolá cutuca, com seu discurso emergente, os senhores da política mundial.”
E daí que não foi Lula o inventor da retórica antiamericana e terceiro-mundista? Isso só mostra que o antiamericanismo doentio é uma constante em certos setores da diplomacia brasileira. Agora, francamente, ver algum parentesco entre a política externa aloprada de Lula e Rui Barbosa é um pouco demais, não? Gostaria de saber o que a “Águia de Haia” e liberal ferrenho teria a dizer hoje em dia se confrontado com a aliança incondicional de Lula com tipos como Ahmadinejad. Arrisco um palpite: ele estaria se remexendo no túmulo, com certeza! Sem falar que o patrono da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco, principal articulador da “aliança não-escrita” com Washington, seria descrito hoje pelos que comandam a diplomacia petista como um americanófilo. O que mostra que a política externa lulista é, além de tudo, contrária à tradição diplomática brasileira.
Mais Pablo: “O que o governo Lula fez, e isso é também preciso reconhecer, é tomar uma atitude geopolítica que condiz com o discurso de sublevação dos servos, bem cara à esquerda pós-iluminista. Se os governos anteriores permaneciam no campo da retórica servindo ao jogo de interesses políticos do momento, a dupla Lula-amorim saiu da conversa e fez um movimento geopolítico internacional realmente ousado e independente, projetando o país, para o bem ou para o mal, como um elemento autônomo no jogo das macropotencias mundiais. È preciso reconhecer isso.”
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1) não foi a “interferência dos EUA” que frustrou as intenções tupiniquins em Honduras: foi a ignorância do que diz a Constituição daquele país, além do alinhamento com o golpismo bolivariano;
2) Lula não somente “acenou para Ahmadinejad” nas eleições do ano passado: ele referendou a fraude, justificando a repressão à oposição iraniana, que comparou a uma torcida frustrada porque o time perdeu um jogo de futebol; o mesmo padrão se repetiu quando do convite à visita indesejada de Ahmadinejad ao Brasil. Concordo apenas com a parte final do parágrafo.
Nem vou entrar na discussão sobre se o governo brasileiro “conseguiu o que queria” (a chinelada que recebeu no dia seguinte ao tal “acordo” do Conselho de Segurança da ONU e a humilhação que se seguiu estão aí para falar por si mesmos.) Vou me concentrar apenas no seguinte: Pablo dá a impressão que o erro de Lula está apenas em ficar ao lado de Ahmadinejad, como se o antiamericanismo recalcado e irracional que pauta atualmente a política externa brasileira fosse uma coisa boa. Não é. É justamente esse antiamericanismo, juntamente com um complexo de inferioridade travestido de complexo de “comigo-ninguém-pode”, que está por trás de todas as inumeráveis derrotas da política externa brasileira nos últimos oito anos, e que levou à enrascada em que o governo Lula se meteu no Oriente Médio.
sexta-feira, maio 21, 2010
QUANDO A VAIDADE SE JUNTA À IGNORÂNCIA

quinta-feira, maio 20, 2010
PIADA PRONTA
"Governo lança programa de combate ao crack".
Qual o melhor comentário sobre a notícia acima?
a) O índio de araque acima também tem seu próprio programa sobre o assunto. O colar que está usando - e Lula também - está aí para provar.
b) Vocês entenderam errado: é "programa contra o craque" (vide Dunga).
c) "Ô Franklin, esse colar que o Evo Morales deu pra mim usá (sic) tem um cheiro meio esquisito... é boldo?"
d) "Combate ao crack", né? Carlos Minc e as FARC que o digam... .
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P.S.: Não deu para resistir. Eu sabia que um dia eu teria meu momento Kibe Loco...