
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
quarta-feira, dezembro 09, 2009
UMA MENTIRA CONVENIENTE

segunda-feira, dezembro 07, 2009
ANOS DE CHUMBO: AS VÍTIMAS ESQUECIDAS

O pacote que mutilou Lovecchio era uma bomba. Quem a colocou foram militantes de uma organização clandestina de esquerda, a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), que pretendia assim "protestar" contra o "imperialismo ianque". Um dos que colocaram o petardo, Diógenes Carvalho de Oliveira, o "Diógenes do PT", foi recompensado com uma polpuda indenização do governo federal, como ex-preso político (há alguns anos, ele foi apanhado em flagrante tentando proteger bicheiros no Rio Grande do Sul, onde era secretário do governo). Quanto a Lovecchio, até hoje tem que conviver com as seqüelas do atentado que o incapacitou para o resto da vida, e é obrigado a sobreviver com uma magra pensão de R$ 500 mensais. Para cúmulo da desgraça, ele chegou a ser interrogado como suspeito da explosão que o vitimou, há mais de quarenta anos: somente em 1992, um dos participantes, o artista plástico Sergio Ferro, admitiu a autoria do atentado.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
PERFEITO
HONDURAS, LULA E O RESPEITO ÀS CONSTITUIÇÕES

É a derrota total dos bolivarianos. E é a maior humilhação da política externa petista, talvez a maior da História da diplomacia brasileira. O governo Lula permitiu que a embaixada do Brasil em Tegucigalpa fosse transformada em escritório político de Manuel Zelaya. Agora as principais instituições do país vêm confirmar aquilo que este escriba e mais uma meia dúzia de blogueiros vêm dizendo desde o dia 28 de junho: a deposição de Zelaya foi legal. O Brasil abrigou um golpista. Não só isso: interveio diretamente nos negócios políticos de Honduras. Um vexame total.
A frase acima, incluindo o relato completo do episódio, está no livro Deu no New York Times (Rio de Janeiro, Objetiva, 2008), na página 186. O jornalista em questão, e autor do livro, chama-se Larry Rohter, ex-correspondente do NYT no Brasil. Ele foi expulso do País por ordem de Lula.
O que isso tem a ver com o fracasso do Itamaraty lulista em Honduras? Tudo. Leiam novamente a frase de Lula, e como ele "resolveu" a questão. Lula passou por cima da Constituição do Brasil para se livrar de um jornalista que o incomodava. Mostrou, enfim, total desprezo pela Carta Magna do País. Se ele está se lixando para a Lei Maior do Brasil, por que haveria de se preocupar com o que diz a Constituição de um país insignificante como Honduras?
Em Honduras, Manuel Zelaya, com apoio de Hugo Chávez, quis fazer algo proibido pela Constituição hondurenha. Tentou rasgar uma cláusula pétrea da Constituição (não importa se essa tal cláusula pétrea não existe em outras constituições: o fato é que ela existe na de Honduras). Por isso foi deposto. O governo Lula, juntamente com Chávez e outros governos latino-americanos, além da OEA e da ONU e, num primeiro momento, também os EUA, condenaram imediatamente o "golpe militar" e passaram a exigir a volta de Zelaya. O Brasil, em particular, esperava que ninguém se lembrasse de ler a Constituição de Honduras. Como quase ninguém o fez nos primeiros dias, durante algum tempo a tese do "golpe" se impõs e se criou um quase-consenso da "comunidade internacional" contra o "governo golpista" de Honduras e a favor de Zelaya.
O que levou a esse consenso fabricado, que pareceu convencer a todos, durante certo período, de que houve "golpe" em Honduras, resultando em uma das maiores pressões internacionais a que um país foi submetido nos últimos tempos? Apenas isso: a pura e simples ignorância do que diz a Constituição hondurenha, em especial seu artigo 239, que pune com a perda IMEDIATA do mandato quem propuser a reeleição do presidente da República. O governo brasileiro, assim como o venezuelano e o nicaragüense, acreditou que ninguém se daria à pachorra de ler o que está lá escrito. Daí ter martelado, insistentemente, a tese do "golpe" contra Zelaya, contra todas as evidências. Contou para tanto com um erro dos militares que, atendendo à determinação judicial, detiveram Zelaya: em vez de tê-lo prendido e levado a julgamento, onde deveria estar agora, eles o expulsaram do país, dando munição aos bolivarianos, que passaram a dizer que houve golpe porque, afinal, o presidente "foi deposto e expulso de pijamas". Desse modo, os defensores de Zelaya deram uma contribuição completamente original à Ciência Política, criando a teoria do pijama. Segundo esta, o que caracteriza golpe de Estado não é a ruptura da ordem legal, mediante, por exemplo, a tentativa de convocação de uma consulta inconstitucional, mas algo muito mais importante e transcendente - o tipo de roupa que o presidente está usando na hora de sua deposição...
A farsa, felizmente, não durou muito. Quando parecia que Zelaya voltaria na marra, tendo retornado clandestinamente ao país em um plano arquitetado por Hugo Chávez e Daniel Ortega, e instalando seu QG político na embaixada do Brasil, de onde passou a incitar a uma guerra civil no país e defender teorias sobre raios de alta freqüência e mercenários israelenses, eis que a verdade, essa dama indócil, pediu passagem. Foi então que alguns começaram a dizer Epa! e lembraram que Honduras, ao contrário do que diziam os bolivarianos e a "comunidade internacional", tem, vejam só!, uma Constituição. Isso mesmo, senhores: HONDURAS TEM UMA CONSTITUIÇÃO! E ELA DEVE SER RESPEITADA!
Súbito, o governo de Barack Obama, até então cúmplice e avalista da fraude, percebeu que dar apoio a um golpista travestido de democrata contra um país que lutava para preservar suas instituições era demais até para ele, Obama, e se rendeu ao óbvio: a volta de Zelaya e seu abrigo na embaixada brasileira foi uma irresponsabilidade, para usar a linguagem diplomática, e o melhor caminho para encerrar a crise era garantir a realização das eleições e reconhecer o resultado das urnas. Os EUA, enfim, se deram conta que Honduras tem instituições. Outros países, como Colômbia e Peru, também fizeram o mesmo. Menos o governo do Brasil, que insiste na pantomima, e agora está bufando de raiva contra os "golpistas" que impediram seu golpista de estimação de rasgar as leis do país.
Assim como aconteceu no episódio de Larry Rohter, o fiasco brasileiro em Honduras demonstra aquilo que somente a cegueira voluntária ou a cretinice irremediável, além, claro, da safadeza ideológica, ainda insistem em esconder: em um e em outro caso, o que guiou a política brasileira foi a arrogância presidencial, o supremo desdém petista pela democracia e pelas instituições em nome de um projeto ideológico e pessoal. Em outras palavras: se em 2003 Lula esbravejou contra a Constituição brasileira, que o impedia de expulsar um jornalista incômodo, em 2009 o Itamaraty petista justificou seu apoio incondicional ao golpismo bolivariano batendo na mesa e berrando: "Que se foda a Constituição de Honduras! Queremos que ele, Zelaya, volte ao poder!"
Agora, derrotado e cada vez mais isolado na questão, o que fará o governo brasileiro com Manuel Zelaya e sua trupe, aquartelados na embaixada em Tegucigalpa? Talvez seja melhor contratá-lo para o serviço diplomático, já que o governo Lula se recusa a lhe conceder o asilo político. Ou, então, fechar de vez a embaixada, transformando-a no que ela já é há mais de 70 dias: um cortiço e comitê eleitoral dos zelaystas. Que tal enviar para lá Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, para fazer companhia ao golpista frustrado e a seus militantes? Estes poderiam ficar lá indefinidamente, e até reproduzir-se, criando uma espécie nova, cada vez menos bípede. Quem sabe o Brasil poderia até ganhar uma graninha, cobrando ingresso para que todos vejam essa nova espécie, os bolivarianos que se recusam a ler o que diz as constituições de seus próprios países e enxergam democracia na Venezuela e no Irã, mas não em Honduras. Nem seria necessário se preocupar com a alimentação: os jardins da embaixada, com seus gramados, poderiam fornecê-la em abundância.
O governo Lula participou ativamente de uma das tentativas de fraude mais toscas de todos os tempos. Raras vezes a política externa de um país desceu tão baixo, cobriu-se de forma tão ignominiosa de vergonha e de ridículo.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
ESTE É MEU CREDO
Um leitor me mandou um link que me deixou intrigado. Junto, um comentário: "Abre o olho. Os caras mais inteligentes já estão pulando fora".Por curiosidade, abri o link. Queria saber quem estava "pulando fora" e de quê. Fui parar num blog, de um tal Andrew Sullivan. Confesso que nunca tinha ouvido falar nele. Andrew Sullivan, pelo que eu li, é um liberal inglês - liberal no sentido clássico do termo, não no norte-americano (onde "liberal" quer dizer o mesmo que "esquerdista"), nem no brasileiro (onde significa algo como "filho do tinhoso, crápula, canalha" etc). O texto em questão chama-se "Leaving the Right" (Abandonando a Direita) e, pelo que eu entendi, é uma crítica de um liberal desencantado com os conservadores norte-americanos.
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Não posso apoiar um movimento que estourou os gastos e empréstimos e culpa seu sucessor pela dívida.
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Sobre o terceiro ponto, acho justo e correto que parte da direita norte-americana esteja fula da vida com Bush por causa da resposta insuficiente do governo ao furacão Katrina. Se o governo não agiu direito, deve levar pau. Mas isso deve ser creditado a que "movimento" em particular? Deve-se dizer que a culpa pelos mortos em Nova Orleans foi, sei lá, do "neoconservadorismo"? As vítimas das enchentes no Sul do Brasil e no Nordeste algum tempo atrás foram, então, vítimas do petismo? Quanto ao papel do Estado, concordo que o governo deve policiar os mercados, não mandar neles. Até porque o único jeito de evitar crises no capitalismo é extinguindo o capitalismo. Coisa que já tentaram fazer, e todos sabem no que deu.
Não posso apoiar um movimento que flerta com o terrorismo, declarando-se "neutro" em relação aos narcobandoleiros das FARC, enquanto participa, ao lado destes, das reuniões do Foro de São Paulo.
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Não posso apoiar um movimento que idolatra assassinos seriais e psicopatas como Che Guevara, Fidel Castro, Mao Tsé-Tung e Stálin.
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Um aviso aos petralhas: não adianta tentar me pautar

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quarta-feira, dezembro 02, 2009
Ainda sobre o "menino do MEP": Por que SÓ agora?

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O ÁLIBI PERFEITO

Resposta a um leitor muito sábio
Seu texto é de reacionário do rebanho, ignorante e colonizado. Vc sabe bem seguir regras, como as do Português, mas te falta muita arte ainda para compreender o que não compreende. Quando você se orgulha da sua ignorância e baforeja a raiva que afinal deve ter de si mesmo, porque não há outra razão para tamanha necessidade de ser o juiz supremo, dá a maior bandeira de sua burrice. Mas ainda deve haver tempo para você nesse mundo, para livrar-se de si, libertar-se. Corra, pois tem de recuperar o tempo perdido!
terça-feira, dezembro 01, 2009
"NÃO SE PODE FAZER CONCESSÃO A GOLPISTA". E NÃO PODE MESMO, LULA!

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Lula se antecipou aos aiatolás do Irã e reconheceu a vitória fraudulenta do fanático negador do Holocausto e patrocinador do terrorismo Mahmoud Ahmadinejad, em eleições contestadíssimas e marcadas pela violência. Agora se recusa a reconhecer as eleições limpas e democráticas de Honduras porque o companheiro Zelaya, que tentou dar um golpe contra a Constituição e se encontra "hospedado" na pensão que um dia foi a embaixada brasileira, não foi restituído incondicionalmente ao poder. É preciso encontrar uma palavra nova para definir a estupidez da política externa lulista.
Nunca pensei que diria isso, mas Lula está certíssimo. Não se deve fazer concessões a golpistas. Principalmente os golpistas civis, que tentam usar os instrumentos da democracia para destruí-la. Lugar de golpista, civil ou militar, é mesmo na cadeia, e não fazendo comício em embaixada alheia. Lei e Civilização neles!
domingo, novembro 29, 2009
Somos todos "meninos do MEP"

Salto no tempo. Estamos em 1994, na segunda campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. César Queiroz Benjamin é então um dos coordenadores da campanha do candidato petista. Em um almoço em São Paulo, estão ele, Lula, um marqueteiro norte-americano e outras pessoas. Ocorre então o seguinte diálogo:
A reação do governo às revelações de César Queiroz Benjamin foi mais do que previsível. "Psicopata", foi a palavra usada pelo Planalto para descrevê-lo. "Triste e abatido", foi como o secretário de Lula, Gilberto Carvalho, descreveu seu chefe após este ter sabido do artigo no jornal em que é acusado de tentar molestar um colega de prisão. Estranhamente, porém, Lula disse que não vai processar César Queiroz Benjamin por esse ataque à sua honra.
Os devotos do lulismo gostam de mostrar a prisão de Lula em 1980 como uma passagem especialmente heróica de sua biografia, ou, mais exatamente, como uma via-crúcis, o Martírio do Messias antes da Ascensão ao Céu. Agora se sabe, pela pena de um esquerdista de grosso calibre, que o comportamento de Lula na prisão não se distinguiu da do mais vulgar e reles bandido. Ou melhor, distinguiu-se, sim: César Benjamin afirma que, quando esteve preso, os bandidos comuns o respeitaram. Bem diferente de Lula com o "menino do MEP".
O artigo de César Queiroz Benjamin veio em boa hora. Quando um filme que endeusa a personalidade de Lula está prestes a estrear nos cinemas, mostrando uma versão edulcorada de sua biografia, talvez seja útil lembrar do "menino do MEP". Aí, quem sabe, aqueles que assistirão ao filme se darão conta de que o "menino do MEP" são todos eles. Pior: o "menino do MEP" somos todos nós, presos com Lula em uma cela do DOPS.
sexta-feira, novembro 27, 2009
DE VEXAME EM VEXAME

O segundo vexame se arrasta há cinco meses, e irá atingir o ápice no próximo domingo, dia 29/11, em Honduras. O governo Lula, pela boca do chanceler oficial Celso Amorim, declarou que não vai reconhecer o resultado das eleições presidenciais marcadas para este fim-de-semana naquele pequenino país da América Central. Motivo: considera Manuel Zelaya, o presidente deposto em 28/06 por tentar violar uma cláusula pétrea da Constituição do país, e que se encontra "hospedado" na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, subitamente convertida em seu palanque e escritório político, o legítimo governante de Honduras, e insiste na tese de que ele foi derrubado por um "golpe de estado". Tese essa que, se conseguiu impor-se durante algum tempo após a deposição de Zelaya, por força única e simplesmente do espírito de rebanho e de um consenso forjado no seio da "comunidade internacional", só se sustenta pela ignorância mais completa sobre o que diz a Constituição hondurenha - passada a onda unanimista inicial, atiçada pela OEA do socialista José Miguel Insulza e pela ONU do sandinista Miguel D'Escoto, a razão e a simples leitura da Carta Magna hondurenha deixam claro que nada que se disse sobre Honduras é verdadeiro. Mesmo o governo Obama, que no começo engrossou o coro dos que condenaram o "golpe" e exigiram o "retorno imediato" do golpista Zelaya ao poder, percebeu que ele, Zelaya, é um encrenqueiro apoiado por Hugo Chávez e um fator de desestabilização, e que o melhor caminho para superar a crise em Honduras é garantir a realização das eleições presidenciais. Inclusive organizações importantes, como a Human Rights Foundation, reconheceram que o "golpe" que afastou Zelaya foi desfechado, na verdade, para garantir o cumprimento da Lei e preservar o estado de direito democrático. Mas o Brasil persiste no erro e, tal qual criança embirrada, encasquetou que, se Zelaya não retomar o trono, não haverá democracia. Zelaya, sim; eleições, não: esta é a fórmula da diplomacia lulo-petista para "normalizar" a situação no país.
Já escrevi bastante neste blog sobre a crise em Honduras. Provei - repito: provei - que a tese de que houve golpe em 28/06 contra Zelaya é uma fraude, uma mentira. Também provei - e desafio qualquer um a mostrar que estou errado - que o abrigo a Zelaya na embaixada brasileira contraria todas as normas e convenções internacionais, e que, ao fazê-lo, o governo Lula interveio na situação política de um país soberano, o que é uma violação da própria Constituição brasileira de 1988. Agora o governo Lula vem somar a tudo isso a infâmia, ao não aceitar a legitimidade de uma eleição democrática - cuja realização foi garantida pelo governo "golpista" que manteve o calendário eleitoral - porque quem tentou rasgar a lei maior do país não voltará ao poder. É algo de um ridículo atroz: entre a realização de eleições e a volta de um golpista à presidência, o Brasil prefere esta última. Desse modo, caminha juntamente com Zelaya para a irrelevância - exatamente o oposto do tão falado "protagonismo" brasileiro na questão hondurenha.
O mais risível nisso tudo é que a política do Itamaraty lulista para Honduras, assim como para o Irã, terá a partir de agora mais uma "justificativa", o antiamericanismo velho de guerra, tão manjado quanto idiota, uma vez que agora Obama está no lado oposto nessas duas questões. É que Obama, embora continue a ser o queridinho de Muamar Kadafi, pode até ser esquerdista, mas não é burro: ele já percebeu que apoiar Zelaya é o mesmo que dar apoio a Hugo Chávez e a suas pretensões megalomaníacas na região, além de respaldar um sujeito que diz ouvir vozes e ser vítima de raios emitidos por mercenários israelenses... Embora esquerdista e apaziguador como é, ele não quer jogar o prestígio de seu país na lama por tão pouco. Não é o caso do Brasil. Em Honduras, assim como na visita de Ahmadinejad, o governo Lula, por motivos ideológicos, psicológicos ou o que seja, não se acanha em jogar na lata de lixo a credibilidade de sua política externa. Honduras é o túmulo da diplomacia brasileira.
Como afirmei no início deste texto, não torço contra os objetivos proclamados pela política exterior de Lula e companhia, mesmo conhecendo seu caráter nitidamente ideológico. Lamento apenas que, com seus atuais protagonistas, ela traga tanta vergonha a quem ainda a tem.