No post anterior, falei do paradoxo de se condenar a decisão da Igreja Católica de readmitir um arcebispo antissemita e saudar, ao mesmo tempo, o início de conversações "de paz" entre os EUA e o Irã do antissemita Mahmoud Ahmadinejad. Lembrei que os acenos do governo de Barack Obama a Teerã não estão sendo acompanhados de nenhum compromisso, por parte de Ahmadinejad, de que irá abandonar seu programa nuclear (alguém duvida para que este serve?), ou de que deixará de patrocinar o terrorismo palestino de grupos como o Hamas, ou de que reconhecerá o direito de Israel à existência. Logo, a possibilidade de que o resultado de tais conversações seja "a paz" no Oriente Médio é, sendo bastante otimista, algo mais do que remoto. Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
OUTRAS GUANTÁNAMOS
No post anterior, falei do paradoxo de se condenar a decisão da Igreja Católica de readmitir um arcebispo antissemita e saudar, ao mesmo tempo, o início de conversações "de paz" entre os EUA e o Irã do antissemita Mahmoud Ahmadinejad. Lembrei que os acenos do governo de Barack Obama a Teerã não estão sendo acompanhados de nenhum compromisso, por parte de Ahmadinejad, de que irá abandonar seu programa nuclear (alguém duvida para que este serve?), ou de que deixará de patrocinar o terrorismo palestino de grupos como o Hamas, ou de que reconhecerá o direito de Israel à existência. Logo, a possibilidade de que o resultado de tais conversações seja "a paz" no Oriente Médio é, sendo bastante otimista, algo mais do que remoto. quinta-feira, fevereiro 05, 2009
DE ANTISSEMITAS E GENOCIDAS
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009
AINDA SOBRE O PORCO FEDORENTO - UM VERMELHO-E-PRETO COM DOIS "CHEDÓLATRAS"

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A INCRÍVEL IGNORÂNCIA DE UM IDIOTA ÚTIL

terça-feira, fevereiro 03, 2009
SAIBA O QUE ACONTECEU NO FORUM SOCIAL MUNDIAL DE BELÉM DO PARÁ

Cotidiano de um mundo “alternativo”
JOSUÉ COSTA
Morador da Terra Firme, disse que estava judando o pai, que estava perto do filho, com outra venda. E perto deles, o comércio de CDs e DVDs piratas. Outra cena de ilegalidade. Indagado se havia orientação para reprimir o consumo de drogas, o bombeiro militar Pessoa não quis responder. Limitou-se a dizer que só o oficialato da corporação poderia conceder entrevista. Ele, oficial, e mais quatro colegas estavam de prontidão perto de uma barraca onde a fumaceira da erva tragada lhes chegava no rosto.
sexta-feira, janeiro 30, 2009
EXTRADITEM TARSO GENRO!
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Um diálogo sobre discursos (ou: da necessidade de recolocar frases no contexto)
Oi Gustavo, mais uma vez eu agradeço a repercusso do meu artigo no seu Blog e queia escarecer apenas alguns pontos:
1. A infrmação sobre o Olmet foi retirada da TV, acho que a fonte não estava bem informada, mas não importa posto que veio de uma autoridade israelense.
5. acho que você não conseguiu entender o que Kant disse, e o fato de você apoiar a causa de Israel contra o Hamas (o que para mim é plenamente legitimo e que de certa forma eu também apoio) acabou fazendo com que você perdesse a dimensão de que há, nos dois lados do conflito, uma perigosa semelhança. A ideia de uma "terra sem povo para um povo sem terra" é mais semelhante a retórica do Hammas do que você percebeu.
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Novamente, Pablo, meus parabéns por você reconhecer o direito de Israel existir. Com isso, você está se diferenciando de nove em cada dez analistas "sérios" que, nos últimos dias, não cansaram de repetir na TV, até a exaustão, o mantra da "reação desproporcional" de Israel contra o Hamas (como se Israel devesse, em nome da proporcionalidade, provocar um genocídio em Gaza). Alguns chegaram mesmo, no auge da demência, a fazer comparações completamente descabidas entre a luta de Israel contra o Hamas e o... nazismo! Isso demonstra até que ponto o antissemitismo, velado ou não, já tomou conta da cobertura do conflito no Oriente Médio. Felizmente, ao que parece, você não compactua com esse discurso imoral e calhorda. Faço apenas um adendo: mesmo que o discurso do Shimon Peres fosse incorreto (o que não foi o caso), isso não iria mudar muita coisa: independentemente do discurso que tenham as autoridades israelenses, e até de quais sejam suas ações (basta ver a história da região nos últimos nove anos), os atentados terroristas do Hamas e do Hezbollah, assim como a mentalidade antissemita de parte da opinião mundial, continuariam do mesmo jeito. Infelizmente, para os inimigos de Israel, não importa o que seus líderes digam ou façam, a legitimação moral do Estado de Israel jamais será por eles reconhecida. Diante disso, resta a Israel apenas defender-se. É uma pena que tanta gente considere isso uma atitude "racista" e "etnocêntrica".
- Israel é um Estado democrático e tem o direito de existir e de se proteger;
- Os inimigos de Israel, como o Hamas, juraram destruí-lo e exterminar sua população;
- A ação militar israelense em Gaza foi defensiva e visou a eliminar ou debilitar essa ameaça;
- No decorrer da ação de Israel em Gaza, o Hamas não hesitou em usar a população palestina, inclusive crianças, como escudos humanos;
- A maior parte da opinião pública mundial mordeu a isca e se colocou contra Israel, acusando-o inclusive de promover um "massacre" em Gaza;
- Diante das acusações, Shimon Peres tratou de colocar os pingos nos is, ao dizer que, ao contrário do Hamas, Israel cuida de suas crianças;
- A frase foi interpretada por muitos como uma demonstração de arrogância de Israel, e não como a constatação de uma realidade óbvia: Israel, ao contrário do Hamas, não usa crianças como escudos humanos para ganhar pontos na guerra de propaganda.
Tudo isso apenas comprova uma coisa: há uma campanha sistemática anti-Israel, e quase ninguém se dispõe a defendê-lo dos verdadeiros racistas e genocidas.
Cada vez mais concordo com a frase de Golda Meir: "Prefiro receber protestos a receber condolências".
O resto é conversa pra boi dormir.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
AS IMPRESSIONANTES CREDENCIAIS DO BRASIL
Como todos sabem, desde que Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse no Palácio do Planalto, uma Nova Era se iniciou na História deztepaís. O Brasil, que antes era um quintal dos EUA e uma colônia desimportante dos banqueiros internacionais, tornou-se, enfim, uma nação de respeito. Nosso prestígio e protagonismo nos assuntos mundiais, como o recente périplo do Chanceler Celso Amorim pelos países do Oriente Médio demonstrou cristalinamente, não cessam de crescer, arrancando aplausos e suspiros de admiração em todas as latitudes. Sob a mão digna e altiva do companheiro Lula, o Brasil caminha a passos largos para sair de sua posição periférica e subserviente e assumir um lugar de destaque na arena das relações internacionais, perfilando-se ao lado das grandes potências, com vez e voz nos grandes temas mundiais. Não por acaso, um dos objetivos mais persistentes de nossa diplomacia é, com toda razão, uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, onde poderemos ensinar o mundo como se comportar. .
quarta-feira, janeiro 21, 2009
OBA-OBAmania
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Em seu discurso de posse, Obama falou em "reconstruir" a nação (ela foi destruída?). Esse tipo de discurso, em vez de me entusiasmar, me dá calafrios. A ideia de "reconstrução" do país - ou do mundo - é algo presente nos discursos de todos os líderes ditatoriais do século XX, de Hitler e Stálin a Fidel Castro e Hugo Chávez. Traz em si um claro componente de messianismo salvacionista, algo tão conhecido de nós, brasileiros. Não duvido que já estejam acendendo velas para Obama em alguns lugares dos EUA, assim como já estão acendendo velas para São Luiz Inácio em algumas cidades do interior do Nordeste. Uma das frases do discurso de Obama foi "a esperança venceu o medo". Impossível evitar a impressão de déjà vu.
Obama é o presidente "histórico". Sua eleição está sendo considerada, por dez em cada dez veículos da grande imprensa, uma vitória contra o racismo e um raio de esperança para a humanidade. Quanto a ser uma vitória contra o racismo, já escrevi sobre isso, e acho que foi exatamente o contrário - Obama dificilmente teria sido eleito não fosse justamente a questão racial, ou seja, o fato de ser (americanamente, diga-se) negro. Com relação à segunda questão, de se Obama é ou não uma esperança, é aqui que tenho minhas maiores dúvidas. A vitória de Obama pode ser creditada a uma série de fatores, inclusive à crise financeira mundial, mas é inegável que foi também uma vitória dos inimigos dos EUA. Muitos que torceram por ele compartilham da visão segundo a qual os EUA só agem, e o mundo reage. O terrorismo islamita, por exemplo, é visto, segundo essa visão, sempre como uma forma de reação, de resposta, à política externa norte-americana. O discurso de Obama, ao proclamar que guerras se vencem com mais do que armas e ao prometer diálogo com regimes como o do Irã, vai nessa direção. Soube que ele pretende fechar a prisão de Guantánamo e conversar também com Raúl Castro, que governa um regime que mantém umas 600 Guantánamos na ilha-prisão de Cuba, mas ninguém - principalmente, os que votaram em Obama - dá a menor bola para esse último detalhe.
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terça-feira, janeiro 20, 2009
"Ai que preguiça"...

