
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Ainda SaraMAGO, o mago do "comunismo hormonal"...

terça-feira, dezembro 02, 2008
SARAMAGO, O COMUNISTA HORMONAL

segunda-feira, dezembro 01, 2008
AVISO AOS NAVEGANTES
quinta-feira, novembro 20, 2008
ZUMBI, O ESCRAVOCRATA

- Na mesma semana em que se comemora o "Dia da Consciência Negra", a revista VEJA publica uma matéria reveladora sobre Zumbi dos Palmares, o maior ícone da luta de resistência contra a escravidão negra no Brasil, adotado pelos "militantes negros" como símbolo maior da luta contra o racismo.
A reportagem informa que, segundo pesquisas recentes de historiadores, Zumbi era, ele próprio, dono de escravos. Além disso, na época em que ele viveu (século XVII), a idéia de igualdade entre os homens era simplesmente inexistente - esse conceito só surgiria um século depois, com o Iluminismo na Europa. Assim como aconteceu com Tiradentes, sua transformação posterior num símbolo da luta anti-escravista foi, na verdade, o resultado de uma mistificação histórica, de um processo de idealização. Caiu mais um mito da esquerda brasileira.
- Alguns anos atrás, três estudantes da PUC do Rio foram agredidos, verbal e fisicamente, por uma horda de colegas indignados. O motivo: alguns artigos publicados num jornalzinho que mantinham.
No jornalzinho que editavam, os três estudantes criticavam a abordagem da questão racial pelos militantes do "movimento negro", e usaram uma expressão - "negros escravocratas" - que desencadeou toda a onda de ódio contra eles por parte de seus colegas e da direção da Universidade.
A expressão se referia à escravização de negros africanos por membros de outras tribos na África, o que durou séculos, antecedendo de muito o início do tráfico negreiro para o outro lado do Atlântico. E que continua, aliás, hoje em dia, em alguns países do Leste da África.
Trata-se de um fato histórico, sobejamente provado e comprovado por dezenas de estudos e livros. Mas os estudantes foram espancados por uma multidão raivosa, que considerou a expressão "racista".
- Na UnB, uma das maiores universidades do Brasil, um professor do curso de Ciência Política foi punido com vários dias de suspensão depois que um aluno, sentindo-se ofendido por ele ter usado a expressão "crioulada" em sala de aula, entrou com uma queixa-denúncia contra ele por "racismo".
Na mesma semana, o presidente Lula usou, entre risos, a mesma expressão (crioulo, crioulada) para se referir a um fato de sua infância. Não se ouviu nenhum clamor ou queixa contra ele por causa disso.
Mais recentemente, o mesmo Lula, ao se referir à eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA, saiu-se com a seguinte frase: "Se o governo Obama não der certo, serão necessários séculos para outro negro ser eleito presidente dos EUA". Novamente, não se viu ninguém acusando Lula de racismo ou coisa parecida.
- Na mesma UnB, há algum tempo vigora um sistema de cotas raciais que reserva 20% das vagas nos cursos oferecidos a estudantes que se declararem e forem considerados "afro-descendentes". No ano passado, dois irmãos gêmeos idênticos se inscreveram no vestibular da UnB pelo sistema de cotas. Um foi considerado negro e outro, não.
Esses são apenas alguns exemplos de uma realidade cada vez mais difícil de esconder no Brasil.
O Brasil não era um país racista. Graças aos "militantes negros", está se tornando.
P.S.: Você está vendo algum branco na gravura acima?
quarta-feira, novembro 19, 2008
ELES NÃO DESISTEM - MAIS FALÁCIAS DOS REVANCHISTAS
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Analisemos a questão tecnicamente, então. De fato, há quem reconheça como jurista somente quem o defenda - os "juristas" que defendem o terrorismo como legítimo, por exemplo. Estes não dão a mínima para os males causados pelos terroristas, pois só se importam com um lado da questão. Aqui, também, o direito é cristalino: a Constituição Federal de 1988, por exemplo, deixa claro em seu texto que terrorismo e tortura - e não somente um ou outro - são crimes inafiançáveis. Ou seja: a Lei determina que ambos são crimes contra a humanidade, como está também em várias convenções internacionais, aceitas pelo Brasil. Além disso, explodir bombas e matar pessoas inocentes, bem como seqüestrar diplomatas e assaltar bancos, assim como estupro, são também crimes comuns, e não políticos. Ou o monopólio da violência legítima, nesse caso, mudou de mãos e passou para as organizações de esquerda que matavam, roubavam e seqüestravam? Isso, sim, me parece um descalabro.
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terça-feira, novembro 18, 2008
TRÊS PERGUNTAS SEM RESPOSTA PARA BARACK OBAMA

Um texto primoroso de João Pereira Coutinho
quinta-feira, novembro 13, 2008
Resposta a uma leitora muito tolerante
A ATEMPORALIDADE DO HORROR POLÍTICO - RESPOSTA A UMA LEITORA COM UMA GRANDE SENSIBILIDADE ARTÍSTICA


segunda-feira, novembro 10, 2008
ESQUERDISTAS REACIONÁRIOS
Hitler e Stálin em caricatura de 1939, referente ao "pacto de não-agressão" entre os dois ditadores. A esquerda alia-se a fascistas e terroristas, enquanto chama a todos os outros de "reacionários" .
Ahmadinejad prega abertamente a destruição de um país e o extermínio de sua população, propondo nada menos do que a reedição do Holocausto nazista. No entanto, ninguém na imprensa chique e de esquerda parece dar muita bola para isso. Estão mais preocupados com o escorregão verbal de Berlusconi, que foi quase crucificado porque se referiu, de uma maneira considerada politicamente incorreta, à cor da pele de Obama. Em um caso, há claramente a apologia do genocídio; em outro, há no máximo uma expressão infeliz de um político trapalhão. Pergunto: quem é o reacionário, Ahmadinejad ou Berlusconi?
Os esquerdistas do mundo todo estão extasiados com a vitória de Obama. Vêem nele um novo Messias, alguém acima do bem e do mal. Esquerdistas também se acham acima do bem e do mal. Julgam-se imbuídos de uma missão histórica especial, em nome da qual podem subordinar tudo: a ética, a democracia, a lógica. Crêem-se, enfim, o lado bom da humanidade, os heróis do bem, do justo e do belo, defensores de boas causas. Enfim, gente bonita e maravilhosa, tolerante e multicultural, aberta às diferenças - gente, além de tudo, bastante sofisticada, que gosta de jazz... Todos os que não partilham de seu credo, a "direita", não passam de um bando de reacionários e imperialistas, racistas, caipiras, bandidos e canalhas. Assim é também nos EUA, país que, com a eleição de Obama, ficou mais bananeiro, mais caudilhesco e terceiro-mundista, como lembrou Diogo Mainardi.
Essa impressão, que tenho há anos, foi reforçada nas últimas semanas, devido ao êxtase generalizado da oba-obamania. Uns três ou quatro dias atrás, recebi um e-mail de uma pessoa que se declarou confusa diante de um fato da realidade a que poucos prestam atenção. A questão que formulou foi a seguinte: se os conservadores americanos são protecionistas, nativistas e isolacionistas, como são geralmente descritos na mídia, então por que a esquerda americana - que votou em massa em Barack Obama - se opõe à intervenção no Iraque e no Afeganistão? A própria remetente do e-mail admite que a pergunta é meio "idiota". Eu discordo. De idiota, a pergunta não tem nada. Pelo contrário: ela demonstra o nível de empulhação e de vigarice ideológica associado à canonização de Obama, e como isso ajuda a encobrir o reacionarismo da esquerda.
Sim, a esquerda é reacionária. Por que digo isso? Porque os fatos não mentem. Vejam só. Nos EUA, país do livre comércio, quem é mais protecionista: os democratas ou os republicanos? Resposta: os democratas. Se têm alguma dúvida, pesquisem quem, no Congresso dos EUA, votou contra e quem votou a favor da manutenção dos subsídios aos agricultores norte-americanos. Os que torceram por Obama imaginando que ele seria mais aberto ao livre comércio com os países em desenvolvimento terão uma surpresa. Perguntem também qual dos dois candidatos, McCain ou Obama, fez a única referência ao Brasil durante a campanha, defendendo tarifa zero para o etanol brasileiro nos EUA. Vou dar uma dica: não era o candidato da "mudança"...
E quem é mais nativista e isolacionista? Historicamente, seriam os republicanos, a "direita", certo? Também não é bem assim. Pelo menos desde o 11 de setembro, desde que Bush mandou invadir o Afeganistão e o Iraque, como parte de sua estratégia de implantar a democracia à força no Oriente Médio para combater o terrorismo, essa escrita mudou radicalmente. Os republicanos de fato eram conhecidos por se oporem a aventuras externas, desejando limitar-se - isolar-se, é a palavra - à área de influência dos EUA, as Américas. Os democratas, por sua vez, desde o governo de Woodrow Wilson (1913-1921) se notabilizaram pelo que se chamou, depois, de "intervencionismo messiânico", a defesa de uma postura mais assertiva dos EUA, inclusive no campo militar, nas relações internacionais. Foi com base nessa postura intervencionista norte-americana que o país foi às duas guerras mundiais, contra a vontade dos isolacionistas, e foi criada a Liga das Nações, embrião da futura ONU. Pois bem. Com os atentados de 11 de setembro e a ascensão dos "neoconservadores" do Pentágono e da Casa Branca - Wolfowitz, Rumsfeld, Perle, Cheney etc. -, essa divisão entre "isolacionistas" e "intervencionistas" deixou, na prática, de existir. Ou melhor: os opositores da guerra, os "progressistas" americanos, sob o pretexto do "multilateralismo", assumiram inteiramente a atitude isolacionista, colocando-se ao lado de regimes como o do Irã e da Coréia do Norte. Os "falcões" de Bush, por sua vez, tomaram para si o cetro do intervencionismo, e nesse ínterim derrubaram duas ditaduras, levando a democracia para lugares que jamais a tinham conhecido em mais de três mil anos de História. Quem é progressista? Quem é reacionário?
Esse é o grande paradoxo dos tempos modernos: em nome da segurança, a "direita" americana, os Bush e McCain da vida, tomaram a dianteira da luta pela democracia e pelos direitos humanos no mundo. Já a esquerda, os "liberais" e "progressistas", perfilam-se ao lado das forças mais atrasadas e obscurantistas do planeta, justificando o terrorismo islamita e a tirania em países como Cuba e Coréia da Norte. Em outras palavras, defendem em Londres e em Nova York o que não têm coragem de defender em Teerã e Pyongyang. Mais uma vez, pergunto: quem é reacionário, Ahmadinejad ou Sarah Palin?
Já apontei essa contradição antes, mas vale a pena repetir: antes, os EUA eram atacados porque davam apoio a ditaduras. Eram acusados, então, de intervencionistas e anti-democráticos. Agora, os EUA são criticados por derrubar ditaduras. Até hoje não sei se é para criticar os EUA por não terem agido contra ditaduras ou por terem agido para acabar com elas, como fizeram no Iraque e no Afeganistão. Ainda espero que algum filósofo da USP me explique essa estranha dialética.
O mesmo vale para o comércio internacional. Sabe-se que os democratas costumam ser mais protecionistas do que os republicanos. No entanto, a eleição de Obama foi saudada pela esquerda mundial como o começo da redenção para os países menos desenvolvidos. A mesma esquerda dos mesmos países que costumam se queixar do protecionismo das grandes potências bate palmas, porém, para o protecionista francês José Bové, o maior inimigo das exportações brasileiras para a União Européia. Já desisti de cobrar coerência da esquerda há muito tempo. Também já desisti de indagar se, para os esquerdistas, o protecionismo é algo bom ou ruim.
Os esquerdistas, muitos dos quais torceram por Obama, vêem o capitalismo como um problema, não como a solução. Nos últimos dois séculos, o capitalismo retirou milhões de pessoas da miséria e permitiu o surgimento de regimes e sociedades democráticas. O socialismo, onde quer que se tenha instalado, só gerou opressão política e pobreza, agravando-a onde ela já existia e instalando-a onde ela era inexistente. Qual dos dois é progressista? Qual dos dois é reacionário?
quinta-feira, novembro 06, 2008
VITÓRIA DO RACISMO

LULA, O CASTRISTA

Mas então, por que diabos existe o embargo? A resposta está num fato ignorado pelos fãs de Fidel e sua ditadura jurássica: desde que os irmãos Castro tomaram o poder, no longuínquo ano de 1959, cerca de dois milhões de cubanos e seus descendentes fugiram da ilha-prisão, da ilha-Alcatraz, em busca de liberdade. A maioria desses refugiados nunca teve nenhuma relação com o regime deposto por Fidel e os barbudos. São pessoas que, em sua imensa maioria, perderam tudo que tinham, inclusive a liberdade, e não encontraram outro caminho senão agarrar-se a uma bóia e atirar-se ao mar, rezando para não morrerem afogados ou virarem comida de tubarão na travessia. Muitos fugiram quando ficou claro que Fidel não cumpriria sua promessa de convocar eleições livres e restaurar a Constituição democrática de 1940, implantando, em lugar disso, sua ditadura pessoal apoiada pelos comunistas.
Mesmo assim, a propaganda castrista considera todos os exilados e dissidentes uns gusanos, literalmente, "vermes", no pior estilo stalinista. Vou repetir quantos são: dois milhões. Cuba tem 11 milhões de habitantes. Numa conta rápida, se Cuba fosse o Brasil, seria algo como 40 milhões - quarenta milhões! - de refugiados políticos. Pois bem. São esses exilados, concentrados principalmente na Flórida, que pressionam os congressistas americanos para manter o embargo. Para os EUA, pouco se lhes dá manter o embargo ou não: trata-se de uma questão interna da política norte-americana. O embargo é a melhor maneira de pressionar o regime cubano e obter algumas reformas? Pode-se discutir isso. Mas pode-se censurar os exilados cubanos por quererem que a ditadura de Fidel e Raúl seja pressionada? Sinceramente, creio que não.
quarta-feira, novembro 05, 2008
O MINISTRO TERRORISTA

da Folha Online
"Hoje, ser terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem de honra porque isto significa exatamente a atitude digna do revolucionário que luta, com as armas na mão, contra a vergonhosa ditadura militar e suas monstruosidades". Citado em Elio Gaspari, A Ditadura Escancarada, 2002, p. 142.
"Sendo o nosso caminho o da violência, do radicalismo e do terrorismo (as únicas armas que podem ser antepostas com eficiência à violência inominável da ditadura), os que afluem à nossa organização não virão enganados, e sim, atraídos pela violência que nos caracteriza" ("O papel da ação revolucionária na Organização"). Citado em Daniel Aarão Reis Filho e Jair Fernandes de Sá, Imagens da Revolução, 1985, p. 212.
"Ao terrorismo que a ditadura emprega contra o povo, nós contrapomos o terrorismo revolucionário" - "La lutte armée au Brésil", novembro de 1969 - citado em Elio Gaspari, A Ditadura Envergonhada, 2002, p. 106.
