Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
sexta-feira, setembro 19, 2008
O ESTRANHO CRITÉRIO DO GOVERNO LULA PARA CONCEDER ASILO POLÍTICO...
quinta-feira, setembro 18, 2008
ISLÃ, PEDOFILIA E ASSASSINATO - A BARBÁRIE JUSTIFICADA

terça-feira, setembro 16, 2008
A FARSA LULA
Para tristeza da petralhada, vou continuar falando mal de Lula, sim. Agora, com ímpeto redobrado. A popularidade de Lula é mais uma prova da necessidade de criticá-lo. É mais um argumento a favor dos que o atacam e insultam. Não o contrário.
segunda-feira, setembro 15, 2008
EVO, O AMORALES

quinta-feira, setembro 11, 2008
DE SETEMBROS E SETEMBROS
"Apenas uma terça-feira como outra qualquer..."Quando o general Pinochet matou a democracia, ela já estava morta...
No momento do décimo aniversário do golpe de estado que custou a Salvador Allende ao mesmo tempo seu poder e a vida, e ao povo chileno a democracia, é chegada a hora de tentar uma análise séria da tragédia de 1973 e de suas causas? Duvido. As paixões, as barreiras ideológicas, ainda o proíbem, receio. A esquerda internacional, depois de dez anos, se aferra a uma versão dos fatos e a uma somente: Allende foi derrubado e assassinado por um complô militar-fascista apoiado pelos Estados Unidos, e quem quer que queira fazer o balanço das responsabilidades do governo da Unidade Popular se vê acusado de cumplicidade com Pinochet.
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Hoje, quando Pinochet vacila, quando ele é obrigado por seu turno a evoluir, do mesmo modo aliás que outros ditadores de direita, na Argentina, na Turquia, no Paquistão, desejemos que a esquerda se mostre capaz de aproveitar de novo esta chance histórica sem demência ideológica, em um quadro de um retorno "à espanhola" rumo à democracia.
quinta-feira, setembro 04, 2008
JUSTIÇA - E MEMÓRIA - SELETIVA (OU: COMO DISTORCER A HISTÓRIA PARA QUE ELA DIGA SÓ O QUE NOS CONVÉM)
Republicanos espanhóis treinam pontaria em uma estátua de Cristo, década de 30: para as esquerdas, apenas seus mortos contam segunda-feira, setembro 01, 2008
EU GOSTO DO BUSH

segunda-feira, agosto 25, 2008
POR QUE O OCIDENTE É SUPERIOR

Lembro também das especulações que surgiram nos dias seguintes. Pelo menos na Universidade, a tese preferida de muitas pessoas - ouso dizer, da maioria -, naqueles dias, era de que o ataque não fora obra de nenhum grupo radical islâmico, como a Al-Qaeda, mas dos serviços secretos norte-americanos, a CIA, ou mesmo o Mossad israelense. Um dos maiores luminares da esquerda nacional, o economista Celso Furtado, escreveu, pouco antes de morrer, um artigo defendendo explicitamente essa tese. Um de meus professores do mestrado também acreditava piamente nessa teoria conspiratória e passou uma tarde tentando me convencer que o atentado fora engendrado não em algum rincão esquecido do Oriente Médio, mas nos porões da Casa Branca. Culpa da globalização, enfim. Foi preciso algum tempo até que os autores dos ataques fossem conhecidos. Mas, mesmo assim, o Blame America first continuou seu trabalho. Em artigo inesquecível, o ex-frei Leonardo Boff demonstrou toda sua piedade cristã e visão humanista, ao escrever que esperava que não dois, mas vinte e cinco (!) aviões atingissem as Torres Gêmeas... Afinal, era tudo culpa da globalização, lembram-se?
Posso dizer que, desde então, muitas das teses que eu acalentei durante anos foram por água abaixo. De fato, para mim, o 11 de setembro foi um verdadeiro turning point. Em especial o antiamericanismo, que eu já começara a questionar, embora timidamente, esvaiu-se por completo, juntamente com as dezenas de e-mails de júbilo pela morte de quase 3 mil pessoas, e que entupiram minha caixa de correio eletrônico após os ataques. Mais que isso, à medida que eu analisava os argumentos utilizados pelos críticos dos EUA para justificar os atentados - os americanos "estavam colhendo o que plantaram", o terrorismo de Bin Laden era um caso de "criatura se voltando contra o criador" etc. -, eu me convenci cada vez mais da fragilidade, para dizer o mínimo, do antiamericanismo. Descobri, então, que por trás de um discurso sistematicamente incubado por décadas, escondia-se uma terrível realidade, baseada na propaganda do genocídio e no ódio sem tréguas à própria idéia de civilização. Um discurso que, hoje, infelizmente, é mais forte do que nunca.
Qual o denominador comum a todas as manifestações contrárias às intervenções norte-americanas em países como Afeganistão e Iraque? É a idéia de que a democracia, por ser um valor "ocidental", não pode ser "exportada" para esses países. Coisas como liberdade de expressão e direitos humanos, por conseguinte, não seriam objetivos comuns à humanidade, mas uma característica cultural do Ocidente, assim como o hip-hop e a Coca-Cola. Em nome da preservação da "diversidade cultural", portanto, seria necessário tolerar, e até aceitar, práticas que, aos olhos ocidentais, seriam reprováveis ou repulsivas, mas que fazem parte da paisagem local. Diante disso, a democracia seria um valor relativo, não universal. A esse discurso culturalmente relativista, muito caro a alguns antropólogos, e que se tornou uma espécie de dogma a partir dos anos 90, batizaram de multiculturalismo.
Há tempos os multiculturalistas já ultrapassaram a linha tênue existente entre o respeito à diversidade e a justificação de práticas bárbaras e criminosas. O fascínio pelo "outro", defendido primeiramente por Montaigne e Rousseau, já degenerou há muito em justificação da barbárie. É isso o que demonstra a atitude relativista em relação ao terrorismo e às violações aos direitos humanos em países da Ásia e da África. Práticas como a mutilação genital de meninas e o infanticídio - ainda praticado em algumas tribos indígenas brasileiras, e tolerado e até defendido por alguns antropólogos tarados -, assim como o incesto e o canibalismo, são inaceitáveis, no mundo em que vivemos, não porque sejam algo estranho aos olhos ocidentais, eurocêntricos ou cristãos, mas porque seu banimento é um imperativo do respeito à dignidade humana e um alicerce da vida civilizada. Sem isso, recairíamos na barbárie mais completa, regressaríamos aos tempos das cavernas, deixaríamos a posição ereta e comeríamos carne crua. No limite, o discurso relativista pode ser utilizado - como de fato é - para justificar os atentados com homens-bomba de organizações terroristas islamitas como a Al-Qaeda e o Hizbollah, pois, afinal, faz parte do Islã acreditar na jihad - a guerra santa - e que a recompensa do martírio serão 72 virgens no Paraíso... Isso não tem nada a ver com respeito à diversidade, mas com fanatismo e demência.
O terrorismo islamita é o maior inimigo atual da humanidade, assim como o totalitarismo comunista ou fascista o foram no passado. E isso não porque Bush ou Rice disseram, mas porque a realidade trata de mostrar, todos os dias, que a democracia é superior a qualquer ideologia obscurantista e totalitária. Nenhum outro sistema político garante a liberdade humana. Há algumas semanas, uma manifestante interrompeu um discurso de Bush para chamá-lo de criminoso de guerra, enquanto outro fazia gestos obscenos e o mandava se foder. Alguém consegue vislumbrar cena parecida no Irã ou em Cuba?
O Ocidente é superior ao Oriente não porque o cristianismo seja uma religião melhor do que o Islã ou o budismo, ou porque a moral judaico-cristã seja intrinsecamente mais perfeita do que a moral muçulmana, hindu ou confucionista. Não. O Ocidente é superior porque foi nessa parte do Planeta que as idéias de liberdade e tolerância - inclusive, a liberdade religiosa - surgiram e se consolidaram, tornando-se, em alguns países, um dado da própria cultura. A democracia não é superior à tirania porque é ocidental, mas porque é uma conquista da civilização. Inclusive, foram essas idéias de liberdade e tolerância que estiveram na origem do salto técnico dado pela humanidade nos últimos quinhentos anos, proporcionado pela Reforma religiosa, pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial (e do qual os terroristas se utilizam, importando do Ocidente armas sofisticadas). De certo modo, há uma relação entre os ideais democráticos e a superioridade científica e tecnológica.
É claro que, nessa luta, não se pode ignorar as óbvias diferenças entre a civilização ocidental, laica, democrática e tolerante, e a islâmica, predominantemente religiosa, autocrática e intolerante. Autores como Bernard Lewis já chamaram a atenção para esse fato, ao apontar que, em toda sua História, o Islã, ao contrário do cristianismo, jamais passou por algo parecido com a Reforma religiosa do século XVI ou com o Renascimento. Obviamente, isso não quer dizer que a cruz é superior ao crescente, ou que a Bíblia, e não o Corão, é a verdadeira Palavra de Deus. Deixo esse debate para os teólogos e religiosos. A verdadeira questão, aqui, é que em uma parte do planeta se estabeleceram as bases para a tolerância religiosa, e em outra, não. E que um Estado laico e secular é infinitamente superior a um Estado teocrático e religioso, seja ele muçulmano, católico ou protestante.
Esse tipo de atitude não pode ser creditado apenas a uma opção política. É uma questão, também, moral - ou melhor: amoral. Figuras como as acima citadas desfrutam das facilidades e conveniências da democracia em países como os EUA ao mesmo tempo em que as negam para outros povos de culturas e religiões diferentes. Usam, inclusive, o argumento da soberania - um conceito, curiosamente, ocidental - para defender o imobilismo em casos como o do genocídio em Darfur. A pergunta que fica é: trocariam a Big Apple ou Londres por Cabul ou Teerã?
O mesmo discurso esquerdista que anunciou os atentados de 11 de setembro de 2001 naquela palestra sete anos atrás - antiglobalização, antiamericano, antidemocracia e anti-direitos humanos - persiste hoje, na forma de justificação da barbárie terrorista e obscurantista sob o rótulo de "respeito à diversidade". Não se leva em conta que a democracia não é a antítese da diversidade, mas sua garante. É por ter consolidado em suas instituições esse princípio, que o Ocidente é superior.
quinta-feira, agosto 21, 2008
PENSANDO "REVOLUCIONARIAMENTE" (OU: COMO SE TRANSFORMAR NUM ZUMBI AMESTRADO)
Tenho o costume, nas horas vagas, de vasculhar a internet em busca de conhecidos e amigos. Numa dessas buscas, esbarrei num texto de um conhecido meu, com quem aliás já troquei correspondência aqui (http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2007/11/dilogo-entre-um-revolucionrio-de.html). Ele, inclusive, para minha frustração, pediu-me que eu não o escrevesse mais... Mas, fazer o quê?, não consigo resistir à tentação. Atualmente, ele exerce a função de professor universitário, do curso de Ciências Sociais de uma universidade regional na mesma província onde travamos contato por algum tempo, lá se vão uns bons quinze anos. E desde então tomamos rumos diferentes, tanto profissionalmente quanto, sobretudo, ideologicamente. Enfim, como se vê por sua recusa em debater comigo, um cara democraticamente aberto ao monólogo, esse meu ex-camarada. quarta-feira, agosto 20, 2008
FORMANDO AS FUTURAS GERAÇÕES

SOCIALISMO E DEGRADAÇÃO

Com seus poucos anos, já compreendeu que não importa quantas vezes cruzas a linha da ilegalidade, sempre que te mantenhas aplaudindo. Umas consignas gritadas em um ato político, ou aquela vez que denunciou um "grupúsculo" contra-revolucionário, lhe ajudaram a conservar tão lucrativo emprego. Suas mãos, que hoje roubam, enganam os clientes e desviam mercadorias estatais, assinaram - há quase seis anos - uma emenda constitucional para que o sistema fosse "irreversível". Para ele, se lhe deixam continuar enchendo os bolsos, o socialismo bem poderia ser eterno.