O namorado de uma prima minha, jornalista lá em minha terra, Natal-RN, resolveu se candidatar a vereador nessas eleições. Em sua campanha, defendeu uma plataforma voltada para a proteção do meio ambiente - tema que, desconfio, jamais sairá de moda. Defendeu ônibus 24h e banheiros públicos nas praias da cidade. Prometeu defender a cultura local e iniciar a "desintoxicação" da Câmara Municipal, além de assumir, como compromisso de campanha, a instalação de uma webcam ligada 24h em seu gabinete caso fosse eleito. Não foi eleito.Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
terça-feira, outubro 07, 2008
CANDIDATO, EU? TÔ FORA!
O namorado de uma prima minha, jornalista lá em minha terra, Natal-RN, resolveu se candidatar a vereador nessas eleições. Em sua campanha, defendeu uma plataforma voltada para a proteção do meio ambiente - tema que, desconfio, jamais sairá de moda. Defendeu ônibus 24h e banheiros públicos nas praias da cidade. Prometeu defender a cultura local e iniciar a "desintoxicação" da Câmara Municipal, além de assumir, como compromisso de campanha, a instalação de uma webcam ligada 24h em seu gabinete caso fosse eleito. Não foi eleito.sexta-feira, outubro 03, 2008
Crise mental 2 - um vermelho-e-azul com José Sarney
quinta-feira, outubro 02, 2008
Ainda o tal acordo ortográfico (ou apedêutico) - uma mensagem d'além-mar
terça-feira, setembro 30, 2008
MACHADO, O ANTI-LULA
Vou deixar um pouco de lado a crise financeira nos EUA e a nova humilhação da política externa brasileira na América do Sul para me concentrar em algo bem mais prosaico. Refiro-me ao centenário da morte de Machado de Assis, nosso maior escritor, comemorado ontem. A data coincidiu, certamente não por acaso, com a assinatura do novo acordo ortográfico da língua portuguesa, que pretende unificar o idioma falado hoje por cerca de 200 milhões de pessoas em quatro continentes. Machado foi o anti-Lula. O que quero dizer com isso? O que qualquer pessoa que conheça razoavelmente bem a biografia do fundador da Academia Brasileira de Letras sabe perfeitamente, mas que quase ninguém, com medo de ofender os cânones politicamente corretos, tem coragem de dizer abertamente: que, nascido num subúrbio carioca, de pai e mãe paupérrimos - ele, pintor de paredes e descendente de escravos; ela, lavadeira e costureira, ambos analfabetos -, e além de tudo mulato, míope, gago e epilético, Machado encarna tudo aquilo que Lula não é, nunca foi e jamais será um dia - um exemplo de superação individual.
Tendo praticamente todas as circunstâncias conspirando contra si, desde a origem humilíssima até a cor da pele - num país em que, é bom lembrar, ainda reinava a mancha da escravidão, e que via na brancura da cútis um atestado de superioridade física e mental -, Machado jamais se conformou ao determinismo social de sua época e ao vitimismo fácil que sempre caracterizou certa visão esquerdista. Também, ao contrário do que muitos gostariam hoje, nunca sujeitou sua literatura a um papel racial demagógico - nunca foi, em suma, um "escritor negro". Foi um escritor, pura e simplesmente. O maior da literatura brasileira e um dos maiores da literatura universal, ao lado de Dante, Camões e Cervantes.
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A VERDADEIRA CRISE É MENTAL
Como já escrevi aqui, não sou especialista em economia. Inclusive, e isso admito até com certo pudor, não gosto muito do assunto. Mas a quantidade de besteira que li nos últimos dias sobre a crise do mercado financeiro nos EUA, que ontem atingiu em cheio a Bolsa de São Paulo, agravada pela decisão do Congresso dos EUA de não aprovar o pacote de 700 bilhões de dólares de Bush para ajudar o sistema, por parte de especialistas e simples militantes de esquerda travestidos de analistas sérios, me obriga a tocar nesse tema, que sempre considerei bastante árido e enfadonho.quarta-feira, setembro 24, 2008
MAIS UMA HUMILHAÇÃO
Enquanto Sua Santidade D. Lula Primeiro e Único era louvado na ONU como o redentor dos fracos e oprimidos do mundo, e dava-se até mesmo ao luxo de passar um pito nos americanos pela recente crise financeira dos EUA, criticando o "nacionalismo populista" dos países ricos e a "falta de ética" (pois é...) dos especuladores pela crise, aqui perto, no Equador, um filhote de Hugo Chávez e candidato a ditador latino-americano dava um pé na bunda da construtora Odebrechet, seqüestrava suas obras, mandava o exército ocupá-las e proibia os funcionários da dita empreiteira de sair do país (dois deles, que não puderam fugir a tempo, se refugiaram na residência do embaixador brasileiro, como se asilados políticos fossem). Tudo isso ao arrepio da lei, tanto internacional quanto equatoriana. De quebra, o dito bufão, Rafael Correa, ameaça dar um calote numa dívida de 240 milhões de reais que o governo do Equador tem com o BNDES, por um serviço que, diz ele, não presta.Desde que outro clone de Chávez, Evo Morales, mandou as tropas tomarem à força as refinarias da PETROBRAS na Bolívia, dois anos atrás, não se via uma agressão mais ultrajante aos interesses brasileiros no exterior. E desde então não se via tamanha demonstração oficial de cumplicidade com a própria humilhação.
Ao saber da ação de Correa, o Chanceler Celso Amorim agiu como um verdadeiro Ministro das Relações Exteriores... do Equador! Em Nova York, onde estava acompanhando Lula na Assembléia-Geral da ONU, ele disse, sobre a tomada das propriedades da Odebrecht e de seus funcionários como reféns por Correa, que a ação do Equador foi "preventiva". Mais um pouco e ele certamente justificaria a ação, como uma demonstração de amizade e amor de Correa pelo Brasil e pela democracia... Lula, por sua vez, disse que o rompante de Correa era só por causa do referendo de domingo, 28/09, sobre a nova "Constituição Socialista" que Correa quer impor ao país, no estilo chavista. É, pode ser. O problema é que, segundo o Apedeuta, isso é algo perfeitamente normal. Como se fosse normal um governante usar os tanques e expulsar trabalhadores estrangeiros para atingir seus objetivos populistas e autoritários. Às vezes, ao justificar as maluquices dos outros, os moluscos, como os peixes, morrem pela boca e deixam entrever suas próprias intenções antidemocráticas. Só faltou Lula ou Amorim virem a público agradecer por mais essa demonstração de amizade de Correa et caterva. E na (própria) bundinha, não vai nada?
Não vou entrar aqui na discussão de se a Odebrecht fez um serviço porco ou não. Pode ser até que tenha feito, e que Rafael Correa tenha alguma razão em mandar os urutus embargar as obras. Mas a questão, obviamente, não é essa. O que merece atenção, nesse imbróglio todo, não é a patacoada populista do fanfarrão Correa, seu nacionalismo desbotado de meia pataca, mas a falta de ação do governo Lula, cuja política externa é tida como "lúcida" e "um sucesso" pela maioria da imprensa brazuca. Os vizinhos populistas do Brasil, como Correa no Equador e Chávez na Venezuela, além de Morales na Bolívia, o casal Kirchner na Argentina e agora Lugo no Paraguai, se especializaram em bater no gigante adormecido, até como uma forma de desviar a atenção de suas trapalhadas internas. Enquanto isso, o governo brasileiro diz amém, aceitando isso tudo como normal, como disse Lula, para quem caixa dois também é algo normal. E por quê?
A resposta para essa pergunta está ao alcance de qualquer um que tiver um mínimo de massa encefálica e que não tenha se transformado ainda num robô apatetado e repetidor de slogans. Trata-se de um assunto que a imprensa brasileira ignorou solenemente por dezoito anos, e que ainda hoje é tratado com um descaso só inferior ao cinismo com que tentaram negar até sua existência: o Foro de São Paulo. Já falei aqui desse convescote de revolucionários e narcoterroristas, fundado por Lula e por Fidel Castro em 1990 para "restaurar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu". Pois bem. O que isso tem a ver com o jeito palerma com que o Brasil tentou justificar a tunga de Correa? Tem a ver que Correa, assim como Chávez e Morales, e assim como Lula, é membro do dito Foro. Tem a ver que, nessa e em outras questões, os dois governos são comandados não por estadistas, mas por companheiros.
Não é preciso fazer nenhum exercício mirabolante de teoria conspiratória para perceber algo tão evidente. Lembremos apenas da crise ocorrida em março deste ano, por causa da morte de um chefão das FARC, os narcoterroristas colombianos, em território do Equador. O laptop do dito chefe terrorista, Raúl Reyes, revelou para quem quiser ver que Correa homiziava os bandoleiros das FARC em seu território, um crime internacional, condenado explicitamente por resolução da ONU. Mesmo antes da divulgação do conteúdo das mensagens achadas no laptop, aliás, os vínculos de Correa com as FARC eram claros e nítidos. Qual foi, então, a atitude do governo Lula? Ficou totalmente do lado de Correa e das FARC, contra a Colômbia. Agora, vem o melhor: tanto as FARC quanto Lula e Correa fazem parte do Foro de São Paulo. Deu para entender ou será que eu vou ter que desenhar?
Bolsa-Família, a volta do voto de cabresto

Uma perguntinha para os desarmamentistas

segunda-feira, setembro 22, 2008
De libertários e ditadores - um artigo excelente
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O CAPITALISMO MORREU! (Pela milionésima vigésima vez...)

É sempre assim. Ocorre uma crise em Wall Street, as bolsas despencam, os corretores arrancam os cabelos, o governo se vê obrigado a injetar dinheiro para salvar o sistema, e os inimigos do mercado e da sociedade aberta têm verdadeiros orgasmos, anunciando o tão esperado - e, para eles, sonhado - apocalipse. "O capitalismo morreu, o capitalismo morreu!", é o que repetem para si mesmos, nesses momentos, como um mantra. É. Eles têm razão. O capitalismo morreu. Mais uma vez. Sua primeira morte foi em 1929, com o crash da Bolsa de Valores de Nova York e o início da Grande Depressão dos anos 30. Depois, morreu novamente, no começo dos anos 60, quando o então chefão da falecida União Soviética, Nikita Krushev, anunciou em tom solene que eles, os comunistas, iam enterrar os capitalistas. Finalmente, sua missa de sétimo dia ocorreu em meados dos anos 70, quando os mercados entraram em parafuso por causa da crise do petróleo. E foi morrendo e ressuscitando, morrendo e ressuscitando... O capitalismo, em sua encarnação atual de "neoliberalismo", morreu. E vai ressuscitar de novo. E de novo, e de novo. Para consternação dos Veríssimos e Sáderes, que continuarão proclamando, com ares professorais, sua morte iminente e inexorável, como previra o inefável Marx.
Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que os esquerdistas, nesse caso como em todos os outros, confundem a realidade com a própria vontade, o que é típico de mentes psicopatas. Acreditam que os 700 bilhões injetados por Bush na economia são o prenúncio do fim do capitalismo (ou do "neoliberalismo", como gostam de dizer) e o início de uma era de ouro de intervencionismo e dirigismo estatal porque assim o desejam. Está sendo assim agora, como o foi antes, e o será depois. Não contentes com essa manifestação de voluntarismo triunfalista travestido de análise econômica, os companheiros também adoram posar de moralistas, acusando o governo Bush - além de tudo, é o governo Bush! - de usar o dinheiro do contribuinte para salvar banqueiros e empresas da falência, como FHC teria feito com o PROER no caso dos bancos. Aqui, seja por auto-ilusão, seja por desonestidade intelectual, seja pelas duas coisas, confundem salvação do sistema com maracutaias - única forma pela qual eles conseguem engatar um raciocínio.
Uma coisa é socorrer empresa falida, como se tornou comum no nosso "capitalismo" de compadres, baseado no uso e abuso do dinheiro público para compensar a incompetência e os desmandos de empresários que vivem de mamar nas tetas da vaca sagrada estatal - algo de que os petralhas entendem bastante. Outra coisa, muito diferente, é manter os fundamentos e a estabilidade do sistema econômico, impedindo uma reação em cadeia que pode degenerar em colapso para todos. É para isso, a propósito, que existe o Estado. Ou, como diz Reinaldo Azevedo em seu blog: "É evidente que o estado não deve socorrer empresa quebrada. Que quebre! É do jogo. Mas é preciso distinguir esse tipo de intervenção, muito comum em Banânia, da chamada crise sistêmica, da quebradeira geral — que não puniria apenas as empresas incompetentes e os especuladores. Também o dinheirinho no banco do homem comum, que é o verdadeiro dono da grande massa do meio circulante do sistema, iria para a cucuia."
sexta-feira, setembro 19, 2008
A CORAGEM DE TER MEDO
O ESTRANHO CRITÉRIO DO GOVERNO LULA PARA CONCEDER ASILO POLÍTICO...
quinta-feira, setembro 18, 2008
ISLÃ, PEDOFILIA E ASSASSINATO - A BARBÁRIE JUSTIFICADA

terça-feira, setembro 16, 2008
A FARSA LULA
Para tristeza da petralhada, vou continuar falando mal de Lula, sim. Agora, com ímpeto redobrado. A popularidade de Lula é mais uma prova da necessidade de criticá-lo. É mais um argumento a favor dos que o atacam e insultam. Não o contrário.
segunda-feira, setembro 15, 2008
EVO, O AMORALES

quinta-feira, setembro 11, 2008
DE SETEMBROS E SETEMBROS
"Apenas uma terça-feira como outra qualquer..."Quando o general Pinochet matou a democracia, ela já estava morta...
No momento do décimo aniversário do golpe de estado que custou a Salvador Allende ao mesmo tempo seu poder e a vida, e ao povo chileno a democracia, é chegada a hora de tentar uma análise séria da tragédia de 1973 e de suas causas? Duvido. As paixões, as barreiras ideológicas, ainda o proíbem, receio. A esquerda internacional, depois de dez anos, se aferra a uma versão dos fatos e a uma somente: Allende foi derrubado e assassinado por um complô militar-fascista apoiado pelos Estados Unidos, e quem quer que queira fazer o balanço das responsabilidades do governo da Unidade Popular se vê acusado de cumplicidade com Pinochet.
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Hoje, quando Pinochet vacila, quando ele é obrigado por seu turno a evoluir, do mesmo modo aliás que outros ditadores de direita, na Argentina, na Turquia, no Paquistão, desejemos que a esquerda se mostre capaz de aproveitar de novo esta chance histórica sem demência ideológica, em um quadro de um retorno "à espanhola" rumo à democracia.
