
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
terça-feira, março 25, 2008
O ITAMARATY NO "RODA VIVA"

segunda-feira, março 24, 2008
Mais um leitor "viajante"...

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Ola
Fico intrigado com pessoas pertencentes ao neo-liberalismo americano. Assim como o autor do blog. Alguem que necessite de ter opinioes sempre contrarias para sentir-se bem no mundo onde vive, para deixar no ar uma mascara de 'PENSADOR'.E isso se dá em suas postagens pelo fato da sua força de vontade de mostrar que não entende muito de economia ou algo assim. Bom acho que um ex-professor de historia não deveria entrar em tantos detalhes sobre sistemas economicos para não fugir do real.Mas isso é caracteristica de pessoas que em todo tempo procuram ser DO CONTRA como forma de satisfação pessoal.Como se "eu não sou como a maioria".Detalhes cientificos então!uau. Quanta besteira.É incrivel como todos têm um pouco de MEDICO, LOUCO e CIENTISTA.Basta nós, formados em ciências elaborarmos um argumento falacioso com premissas ridiculas para uma cambada de historiadores dizerem ser verdade ou não.É incrivel.Acho que procuramos um ramo de estudo e as vezes perguntamos a alguem mais preparado sobre algo que não conhecemos. Não podemos sair por ai dizendo ser verdade um tema que sequer temos um mediocre conhecimento.Mas como ja disse outrora, isso é um problema de satisfação pessoal de quem quer opinar sobre todos assuntos mesmo não tendo conecimento algum sobre ele. Abraços.
Entenderam alguma coisa? Eu também não. O post acima foi enviado por alguém que assina "Joab" e é, pelo menos em teoria, um comentário a meu texto Antonio Gramsci, ou como fazer amigos e influenciar pessoas, que publiquei neste blog em 27 de janeiro passado. Transcrevi-o na íntegra, sem modificar uma vírgula, como costumo fazer.
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Por mais que eu lesse e relesse, não consegui ver nenhuma conexão entre o que eu escrevi e o que vem escrito acima. Confesso que foi tarefa árdua, diante da quantidade de erros de português que o sujeito consegue cometer num texto tão curto. Sem falar nos de lógica, o que torna difícil entender o que o cidadão quis dizer, afinal de contas. Creio que o post acima transcrito merece figurar como exemplo da confusão mental em que mergulham certos cérebros, que não sabem direito contra ou a favor do que são, mas fazem questão de dizer alguma coisa assim mesmo. É somente por isso que escrevo sobre ele aqui. Vamos tentar destrinchar esse parágrafo realmente sem pé nem cabeça.
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De cara, o sujeito já coloca sobre mim um rótulo, o que é uma forma muito confortável de isentar-se da obrigação de pensar - no caso, sou um representante do "neoliberalismo americano". O que seria isso, exatamente? Desconheço. Seria um defensor do livre mercado e da não-interferência estatal na economia, pertencente à escola dos "Chicago Boys"? Ou um neoconservative defensor do imperialismo norte-americano e adepto do "big government" (ou seja: o oposto exato do liberalismo econômico)? Aqui a confusão conceitual parece atingir o paroxismo. Basta lembrar que "liberal", nos EUA, significa o mesmo que "esquerdista" no Brasil. E ainda por cima "neoliberal"? E "americano"? O que diabos o sujeito quis dizer com isso?
A ânsia do cidadão em me rotular ideologicamente só tem paralelo na capacidade de o dito-cujo ignorar toda uma gama de adjetivos que poderiam ser utilizados para definir minha posição política - todos, aliás, pouco coerentes e imprecisos -, tais como: "conservador", "direitista", "reacionário" etc. Há tantas classificações possíveis e variadas quanto o gosto de cada um. Quanto a isso, se alguém quiser saber, sou apenas alguém que pensa com a própria cabeça, sem se apegar a rótulos de qualquer tipo.
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Como se não fosse o suficiente, o sujeito ainda diz que eu seria "alguém que necessita ter opiniões sempre contrárias para sentir-se bem no mundo onde vive, para deixar no ar uma máscara de 'PENSADOR'" etc. Enfim, eu seria "do contra" apenas por uma questão de satisfação pessoal, de necessidade narcísica de "pensar diferente". Um lance assim de vaidade, sabe?... É incrível a pretensão de algumas pessoas. Além de acreditarem poder definir com exatidão o pensamento político de outra, com base num cardápio sortido de opiniões ideológicas ao qual bastaria recorrer para dele retirar um rótulo que lhes pareça mais conveniente, acreditam poder, ainda por cima, adivinhar o que se passa no mais recôndito da alma humana. Pelo visto nosso amigo é uma dessas pessoas iluminadas, capazes de dizer com exatidão as motivações ocultas por trás das mínimas ações de qualquer pessoa. Mais um pouco e eu poderia apostar que ele deve ganhar a vida em algum circo como adivinho e prestidigitador...
Sem falar que dizer que alguém (ou seja: eu) necessita ter opiniões sempre contrárias para "sentir-se bem no mundo em que vive" é de um contra-senso atroz. Em primeiro lugar, contrárias a quem? Se se está falando da maioria da humanidade, cuja opinião é quase sempre moldada não pela consciência individual mas pelos "formadores de opinião" de plantão, então a afirmação é duplamente um contra-senso. Até onde eu sei, remar contra a maré, ir de encontro à opinião da maioria, não costuma ser uma coisa muito prazerosa. Pelo contrário, na maioria das vezes, isso significa isolamento opinativo e marginalização social, principalmente em um país como o Brasil, onde se valoriza o consenso, não o dissenso, e onde a maioria dos soi-disant intelectuais prefere refugiar-se no impessoal e no coletivo a ter de enfrentar a dura tarefa de pensar independentemente. Em alguns países, tal atitude tem conseqüências ainda mais sérias, podendo significar o cárcere e até mesmo a morte. Muito mais fácil, muito mais conveniente - e lucrativo também -, é abdicar do pensamento divergente e seguir o rebanho, aderindo ao unanimismo. Enfim, ser "do contra", meu amigo, não é mole, não.
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Eu poderia comentar frase por frase, palavra por palavra, o post de nosso amigo desmiolado, mas me contento com o seguinte exemplo. Vejam a frase: "Basta nós, formados em ciencias [,] elaborarmos um argumento falacioso com premissas ridículas [,] para uma cambada de historiadores dizerem ser verdade ou não". Ora, se um argumento é falacioso e baseado em premissas que o próprio autor reconhece serem ridículas, qual a razão de se opor à conclusão da "cambada de historiadores" - presumo que eu seja um deles -, de que se trata de algo obviamente falso? Nem é preciso ter sequer um conhecimento medíocre sobre qualquer ramo do conhecimento para concluir desse modo. Ou será que mudaram completamente as leis da lógica e eu não fui avisado?
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É isso que eu tinha a dizer. Tentei extrair algum sentido lógico do restante do texto mas esse meu esforço, devo confessar, foi em vão. A capacidade de certas pessoas de transformar palavras em caos é algo que sempre me intrigou. Confesso, porém, que essa capacidade eu não invejo nem um pouco.
quinta-feira, março 20, 2008
O PARADOXO ANTIAMERICANO - II
VIVA BUSH! VIVA O IMPÉRIO!

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É por isso que continuo a acreditar que as intervenções no Afeganistão e no Iraque foram justas e necessárias. Prefiro um milhão de vezes ser "do contra" e pagar o preço da impopularidade a ter de conviver com Saddam Hussein ou o Talibã. Desses já nos livramos. Graças a Bush. Graças ao imperialismo. Alguém pode negar-lhes esse mérito?
quarta-feira, março 19, 2008
CHUTANDO CACHORROS

terça-feira, março 18, 2008
O BOLSA-FAMÍLIA PRECISA ACABAR. PARA O BEM DOS POBRES.

ABAIXO A UTOPIA!

Todos os dias escutamos alguém falar, em um tom ao mesmo tempo melancólico e urgente, na necessidade de "resgatar a utopia". Como se "utopia" fosse sinônimo de algo intrinsecamente bom e desejável, a exemplo do que ocorre com outras palavras, como "paz" e "esperança". É algo que se tornou corrente sobretudo após o colapso dos regimes comunistas do Leste Europeu e da própria URSS, no fim dos anos 80, começo dos 90. Mas o que seria isso, exatamente? Qual seu significado?
O leitor atento perceberá facilmente do que estou falando: a utopia em questão é, nada mais, nada menos, do que o comunismo. Como realidade, sabemos todos, o comunismo foi um fracasso total. Isso até os militantes mais empedernidos são forçados a admitir. Mais que isso: foi uma tragédia humana sem precedentes, que deixou um saldo de mais de 100 milhões de mortos em pouco mais de setenta anos - o que o torna a ideologia mais genocida da história da humanidade (isso muitos ainda se recusam a admitir, mas pouco a pouco as viseiras ideológicas vão caindo e a realidade, que não costuma respeitar nossos desejos, vai-se impondo como o sol da manhã). Seu legado, onde quer que tenha sido instaurado, não foi outro senão de opressão e miséria. Mesmo assim, e isso até hoje surpreende a muitos, o comunismo sobrevive, não mais como realidade, mas como "ideal". E, não um ideal qualquer, mas "o" ideal, a síntese de todos os princípios considerados éticos e justos produzidos pelo humanismo, como o bem comum, o compromisso com a coletividade e o desprendimento material - até mesmo a preocupação ecológica -, em contraposição aos valores associados ao capitalismo, como o consumismo, o egoísmo, a alienação individual etc. E, como "ideal" devotadamente cultuado, ele se mostra hoje bastante persuasivo, mesmo após quase vinte anos de sua débâcle no mundo real. Daí o slogan repetido ad nauseam pelos sacerdotes desse culto secular - professores universitários, intelectuais, artistas, religiosos, políticos e jornalistas -: é preciso "resgatar a utopia".
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Provavelmente a resposta para essa questão pertence muito mais ao campo da psicologia do que ao da sociologia ou da História. Entretanto, creio ser possível avançar algumas explicações nesse terreno. Uma provável explicação está na forma como os esquerdistas se apropriaram, nas últimas décadas, das disciplinas acadêmicas que tratam do imaginário coletivo, como a lingüística e a semiologia. Enquanto disciplinas que buscam dar soluções reais para problemas reais, como a economia e a ciência política, são dominadas por pensadores liberais, o campo da linguagem, dos símbolos e mitos tornou-se, desde há muito tempo, um feudo de autores vinculados à esquerda, como Noam Chomsky. Desse modo, livre das preocupações do mundo real, os esquerdistas podem continuar a dar vazão a suas fantasias, apresentadas sob um disfarce acadêmico. Daí a que essa transmutação da utopia - sua permanência, na verdade - se transfira para o terreno das artes, da literatura, do teatro, da mídia, do cinema e da TV - atingindo, portanto, todo o raio de alcance da chamada "comunicação de massa" -, é um pequeno pulo. Desse modo, enquanto os liberais estão ocupados com as questões do dia-a-dia, como o movimento das bolsas e o funcionamento da democracia, o caminho fica aberto e desimpedido para que as esquerdas mantenham seu predomínio ideológico sobre a sociedade - a "hegemonia", na acepção gramsciana do termo. Podem, assim, preservar seu culto do totalitarismo, que assume novas formas - "socialismo democrático", "socialismo ideal" etc. - nomes com os quais tentam, ao mesmo tempo, autoconsolar-se pela derrocada dos regimes comunistas e disfarçar a natureza intrinsecamente totalitária do "ideal".
É por isso que, sempre que vejo alguém falar em "resgatar a utopia", eu respondo na lata: Viva a realidade! Abaixo a utopia!
segunda-feira, março 17, 2008
O PARADOXO ANTIAMERICANO

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sexta-feira, março 14, 2008
A MORAL DELES
Dez anos atrás, em 1998, eu estava na universidade, tinha pouco mais de vinte anos, vivia sem um tostão no bolso e ainda relutava em abandonar de vez minhas ilusões esquerdistas juvenis (quando a gente se apega a um brinquedo velho, é difícil largá-lo). Já não participava mais de nenhum grupo ou movimento de esquerda, mas ainda me considerava um simpatizante. Foi quando publiquei meu primeiro artigo, num jornal local de Natal. O assunto era a ordem de prisão na Inglaterra, naquele ano, do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, então um velho alquebrado, emitida por um juiz espanhol..
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quinta-feira, março 13, 2008
PATRIOTADAS

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Resposta ao leitor - sobre terrorismo, dolo e culpa
quarta-feira, março 12, 2008
O nome do Blog
