
Este é um blog assumidamente do contra. Contra a burrice, a acomodação, o conformismo, o infantilismo, a ingenuidade, a abobalhação e a estupidez que ameaçam tomar conta do País e do Mundo. Seja livre. Seja do contra. - "A ingenuidade é uma forma de insanidade" (Graham Greene)
domingo, fevereiro 03, 2008
UMA FANTASIA BASTANTE REAL (OU: COMO TRANSFORMAR A REALIDADE EM FICÇÃO, E VICE-VERSA)

sexta-feira, fevereiro 01, 2008
A FARRA DOS CARTÕES E O DISCURSO DA VITIMIZAÇÃO RACIAL: UM SAMBA DO CRIOULO DOIDO
Acabei de ler na internet. A Ministra da Secretaria Especial de Políticas para a Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, pediu demissão do cargo. O motivo foi a revelação de que andou gastando dinheiro público com cartões corporativos, R$ 171 mil no ano passado, em despesas pessoais que incluíram o aluguel de carros e o pagamento de contas em restaurantes, e até compras num free shop. Outros ministros estão envolvidos na farra. O da Aqüicultura e Pesca torrou alguns milhares de reais em viagens para sua terra natal. O do Esporte usou os tais cartões para comprar até tapioca (pelo menos foi nacionalista, poderia ter sido um Big Mac...).A Ministra já vai tarde. Deveria ter pedido para sair alguns meses atrás, quando, numa entrevista inesquecível para a BBC em Londres, entrou para a lista de autores de frases mais inacreditáveis da História, quando disse o seguinte: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco (sic). Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural (sic), embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça (sic), porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou". Ao contrário do que poderia supor o bom senso mais elementar, ela não sofreu nenhuma reprimenda oficial por causa disso. Nem mesmo um puxãozinho de orelha. Na época, o governo pôs panos quentes e o assunto foi esquecido. Pena. Tivesse ela sido demitida por declarações absurdas como essa, e não por um escandalozinho de quinta categoria como o dos cartões corporativos, teria sido um sinal de que o País, afinal, tem solução. Teria sido a prova de que o Brasil não está tomado, afinal, pelo discurso demagógico e marketeiro do politicamente correto, como demonstra outro grande escândalo, o das cotas raciais nas universidades. Alguns anos atrás, outra Ministra do governo Lula, Benedita da Silva, igualmente negra, igualmente despreparada, igualmente deslumbrada e incompetente até na roubalheira, teve de se demitir após ter sido apanhada com a boca na botija, usando dinheiro do contribuinte para passear em Buenos Aires, aonde foi participar de um culto evangélico. Eu a demitiria não por isso, mas pelo lema que escolheu para sua campanha política quando se candidatou a governadora do Rio de Janeiro: "Mulher, negra e favelada". Uma peça de demagogia e de vitimização sem paralelo com quase tudo que eu já vi.
A queda de Matilde Ribeiro é um desses episódios que, em sua aparente banalidade, trazem importantes lições. Infelizmente, creio que logo serão esquecidas, assim como o próprio caso em si, como uma mera gota no oceano de bandalheira que é o governo Luiz Inácio. Mas vale a pena não deixar a peteca cair. A primeira lição, óbvio, diz respeito ao próprio deslumbramento da Ministra, que usou e abusou do cartão corporativo até nas férias de fim de ano. Isso mostra que não temos jeito, somos mesmo um bando de malandros e cafajestes. Basta dar um cargo a qualquer um e lhe entregar um cartão para gastar com despesas oficiais, que o sujeito ou sujeita vai se refestelar no primeiro restaurante ou shopping center. Coloque-o numa cadeira com um cargo "de responsa", dê-lhe uma sala com ar condicionado e alguns funcionários, e ele ou ela logo se sentirá o rei ou rainha da cocada preta, uma autêntica "otoridade", acima do bem e do mal. Não importa se o dinheiro que paga o aluguel do carro ou a tapioca vem do meu, do seu, do nosso bolso. É um traço de nosso caráter nacional, algo de que não podemos fugir. Está nos nossos genes, na nossa formação histórica e cultural defeituosa, o não distinguir entre o que é particular e o que é público, ou, como gostamos de dizer, o que "não é de ninguém".
Mas isso é, como dizia Nelson Rodrigues, o óbvio ululante. O mais importante, o que se deve ter em mente quando ninguém mais lembrar da Dra. Matilde Ribeiro, é o próprio cargo que ela exercia. Afinal, o que faz exatamente a Secretaria Especial para a Promoção de Pólíticas para a Igualdade Racial da Presidência da República? Trata-se de uma ficção, mais uma sinecura estatal feita sob medida para ser preenchida por companheiros militantes, para que estes ponham em prática seus delírios ideológicos. No caso, militantes de uma causa, a da "igualdade racial", que têm como uma de suas principais bandeiras a adoção do sistema de cotas racias nas universidades federais, algo já vigente na UnB. Em nome da luta contra o racismo - causa nobre contra a qual ninguém em sã consciência se insurgiria, assim como ninguém seria contra a "luta pela paz" ou a preservação das baleias azuis -, estão dispostos a tornar institucional o próprio racismo, como de fato faz o sistema de cotas, o qual apenas serve para dividir a sociedade em duas raças e desmoralizar os negros como incapazes intelectualmente, sepultando a meritocracia. E isso num país que se gaba - corretamente, aliás - de sua mestiçagem. A tal Secretaria presidida pela Ministra demissionária, enfim, é um erro desde o início. Um autêntico samba do crioulo doido - ou do afro-descendente fora do pleno domínio de suas faculdades mentais, como queiram. Diante disso, o escândalo dos cartões é apenas um detalhe, a pontinha do iceberg.
A saída de Matilde Ribeiro do Ministério Lula da Silva só não é mais melancólica do que o próprio cargo que ela ocupava. Durante o governo Lula, sob a sua coordenação, tem-se assistido a um enorme retrocesso também na área racial, com o aparecimento de tensões antes inexistentes em função da adoção das cotas nas universidades, criadas por uma visão vitimista que não raro é usada como um álibi para se cometer todo tipo de roubalheira. Não duvido que a ex-Ministra, assim como Benedita da Silva antes dela, seja elevada à condição de mártir e heroína por seus companheiros de causa racista, ops, racial, uma Joana d'Arc afro-descendente, pois teria sido vítima de algum complô ardiloso das "zelite" por ser negra, coitada... O País regrediu algumas décadas sob Lula. Ele desmoralizou não apenas a ética, mas os negros também. Ficamos todos mais corruptos, mais safados, mais sonsos, mais racistas. E mais burros.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
O BRASIL AMEAÇA A SOBERANIA DOS PAÍSES VIZINHOS

Além disso, como ficou claro para quem quisesse ver pelo gigantesco circo de promoção pessoal montado por Hugo Chávez no caso da libertação de duas reféns colombianas na virada do ano - que culminou, não por acaso, com a defesa veemente feita pelo coronel venezuelano da retirada das FARC da lista de organizações terroristas dos EUA e da União Européia e seu reconhecimento como "força beligerante"-, o não-reconhecimento das FARC e do ELN (e também dos páramilitares de direita da AUC) como terroristas não significaria intromissão alguma nos assuntos internos da Colômbia. Muito pelo contrário: o próprio governo de Bogotá solicita, há anos, que os governos do continente reconheçam esses grupos como o que de fato são. Além do mais, ninguém diz que a União Européia, que considera as FARC como terroristas, está se imiscuindo na política interna colombiana. O não-reconhecimento do terrorismo das FARC, na verdade, não significa neutralidade. Ao negar-se a reconhecer o óbvio - que as FARC são, sim, terroristas em seus métodos e objetivos -, o governo brasileiro, longe de assumir uma postura eqüidistante, apenas beneficia um dos lados do conflito colombiano - o lado do terror e do narcotráfico.
Finalmente, dizer que o reconhecimento das FARC e do ELN como terroristas seria um empecilho ao processo de paz na Colômbia é de uma vigarice sem tamanho, além de demonstrar completo desconhecimento do que se passa no país vizinho. Ora, o objetivo dos narcoterroristas colombianos não é alcançar a paz coisa nenhuma. É, sim, tomar o poder e impor, na Colômbia, um regime marxista, com o apoio de seus aliados e inocentes úteis. Alguns anos atrás, o governo colombiano do presidente Andrés Pastrana, anterior ao atual, atendeu a várias reivindicações dos "guerrilheiros" e entregou às FARC um território maior que a Suiça. O que se viu desde então não foi nenhum avanço no processo de paz, mas apenas o recrudescimento dos atentados.
Tudo isso me faz pensar. A idéia de soberania nacional é certamente uma das mais importantes já surgidas na história. E também uma das mais deturpadas, mais prostituídas. Os exemplos acima mostram isso cabalmente. Como também demonstra a sua utilização por regimes tirânicos e ditatoriais, geralmente como um álibi para justificar a repressão política interna e violações aos direitos humanos - o caso de Cuba é óbvio demais para ser ignorado -, a soberania é inseparável da democracia. Mais que isso: a soberania, como conceito e como realidade, só faz sentido se vem acompanhada da preservação de valores políticos e morais elevados, reconhecidos amplamente como essenciais à vida civilizada. De nada vale defender a soberania de um país submetido a uma ditadura brutal, como a de Hitler ou a de Saddam Hussein no Iraque. Nesse caso, o discurso da soberania não passa de retórica vazia, uma cortina de fumaça para justificar o crime e enobrecer a tortura, o estupro e o assassinato. Algo, enfim, que diz respeito não a este ou àquele país específico, mas à toda a humanidade.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
O FIM DE UM TABU

domingo, janeiro 27, 2008
ANTONIO GRAMSCI, OU COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS

"Quem controla a mente humana, controla a realidade" (George Orwell, 1984)
sábado, janeiro 26, 2008
SÍNDROME DE ESTOCOLMO

Na edição anterior da revista, há uma reportagem sobre as FARC que, a certa altura, diz o seguinte (transcrevo ipsis literis):
"A organização que mantém cerca de oitocentas pessoas em seu poder, conhecida pela sigla Farc, não é formada por guerrilheiros marxistas, como repete a denominação usual. Nem Marx endossaria as barbáries cometidas pelas Farc, que se originaram numa querra civil ocorrida na Colômbia e depois tiveram inspiração esquerdista, mas há muito tempo degeneraram em uma espécie de seita de fanáticos que vive à custa do tráfico de cocaína.”
Malgrado a justeza da condenação das FARC no parágrafo transcrito acima, há nele três grandes erros. Erros graves, gravíssimos. Vamos a eles:
2) Pelos motivos enunciados acima, fica claro que, também ao contrário do que diz a revista, Marx endossaria tranqüilamente, sim, as barbáries das FARC (sem falar no seu objetivo final, que é nada mais nada menos do que a transformação da Colômbia numa ditadura comunista). Aliás, é muito estranha essa insistência em separar Marx de seus discípulos narcoterroristas. Não há razão alguma para isso, senão a vontade de preservar o mito revolucionário. Marx não foi apenas o criador do "socialismo científico", o filósofo e economista que quis transpor para o campo da realidade a dialética hegeliana, como é geralmente descrito de maneira anódina nos manuais de filosofia política. Foi um inimigo da liberdade, responsável direto pelas maiores tragédias do século XX. Além de um farsante e um grande charlatão, um tremendo hipócrita, que falava em acabar com as desigualdades sociais do capitalismo enquanto se dedicava a engravidar a empregada.
3) As FARC são, sim, um bando de fanáticos terroristas e narcotraficantes, mas não deixaram de ser marxistas por causa disso. Muito pelo contrário. Os motivos estão expostos acima. De nada adianta mostrar indignação com o banditismo das FARC sem vinculá-lo a seus objetivos revolucionários e à ideologia comunista que lhe dá sustentação. Enquanto não se perceber isso, enquanto não se atentar para a relação inseparável entre a barbárie das FARC e sua ideologia marxista, qualquer condenação de seus métodos terroristas cairá no vazio.
Toda essa recusa em enxergar uma realidade tão óbvia e irrefutável - tanto que chego a hesitar antes de escrever sobre ela, como algo realmente acaciano - só se explica, creio eu, por algum tipo de lavagem cerebral coletiva, uma espécie de síndrome de Estocolmo em massa. Isso ficou ainda mais claro para mim quando soube que alguns familiares dos reféns das FARC chegaram a agradecer a Hugo Chávez "por seus esforços para libertá-los". Ora, Chávez está tão interessado no bem-estar dos reféns das FARC quanto na preservação da democracia na Venezuela: ou seja, não dá a mínima para isso. Seu único interesse no assunto é político e propagandístico. Ele se aproveita do desespero dos parentes das vítimas das FARC para aparecer como um benfeitor aos olhos da opinião pública mundial. Assim, desvia a atenção do fato de que ele é um dos maiores parceiros e defensores das FARC, a ponto de afirmar, em alto e bom som, que elas não são terroristas. É, portanto, um cúmplice de seus crimes. Assim como Lula, que tem a cara-de-pau de "condenar" os seqüestros das FARC como "abomináveis" perante os jornalistas, enquanto seu governo se nega, sistematicamente, a reconhecer as mesmas FARC como terroristas, pois é parceiro destas no Foro de São Paulo. Assim como os parentes dos reféns das FARC que, iludidos, mostraram gratidão ao bufão venezuelano, fomos todos seqüestrados pela retórica esquerdista. Pior: sem nos termos dado conta disso.
Essa lavagem cerebral se intensificou, a meu ver, depois da queda do Muro de Berlim e do fim da URSS, quando se tornou lugar-comum proclamar aos quatro ventos o triunfo definitivo da democracia e do capitalismo sobre a ideologia comunista. Desde então, passou-se a acreditar que os remanescentes da esquerda, sobretudo aqueles que nunca se declararam abertamente marxistas - caso de Lula e do PT, por exemplo -, teriam abandonado qualquer veleidade revolucionária e socialista, por anacrônica e ridícula, e aderido, até mesmo por uma questão de sobrevivência, ao capitalismo e ao estado de direito democrático. A esse respeito, cita-se freqüentemente a política econômica do atual governo brasileiro, como uma prova do "amadurecimento" e da "responsabilidade" dos esquerdistas no poder.
terça-feira, janeiro 22, 2008
ROMPENDO O SILÊNCIO

Por mais tímida que tenha sido, a menção ao conclave esquerdista criado por Lula e Fidel Castro em 1990 para - são suas palavras- "restabelecer na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu", correspondeu a uma verdadeira lufada de ar num quarto abafado. Mais que isso: significa uma ruptura, infelizmente ainda não total, com quase duas décadas de cumplicidade silenciosa com o maior plano esquerdista de revolução continental urdido na América Latina desde a OLAS, nos anos 60 (ver meu texto anterior). Para que a quebra do silêncio seja completa, basta que se liguem os pontos, que unem o Foro de São Paulo, as FARC - que participam do Foro - e o conjunto da esquerda latino-americana, em que o governo Lula ocupa lugar de honra. Feito isso, não seria muito difícil compreender que as palavras de Lula proferidas em Cuba condenando os seqüestros como abomináveis não valem meia colher de mel coado, como se dizia antigamente. Não seria difícil também perceber que não são apenas os métodos das FARC, que incluem explodir pessoas que se recusam a ceder à extorsão e acorrentar reféns como animais na selva, que são terroristas. Seus objetivos, chancelados por Hugo Chávez e pelos companheiros petistas - a revolução comunista, a implantação de um regime marxista na Colômbia -, também são.
Durante décadas, tudo que se dizia a respeito dos crimes cometidos pelos regimes comunistas da URSS e da China era imediatamente descartado por grande parte da mídia esquerdista como simples propaganda capitalista e distorsão da verdade. Até hoje, aliás, é essa a atitude adotada pelas esquerdas e pelo governo Lula em relação à ditadura comunista de Cuba, verdadeiro xodó da companheirada. Foi preciso a URSS vir abaixo, em 1991, para que a verdade sobre os cerca de 100 milhões de mortos pelo comunismo no século XX começasse a vir à tona. Agora, quando a América Latina se vê alvo de um plano continental para reconstruir no continente a maior máquina de moer carne humana da História, a maioria esmagadora da imprensa liberal fecha voluntariamente os olhos e ignora completamente essa ameaça. Embriagada pela onda de triunfalismo inconsciente que se seguiu ao colapso do bloco comunista, que confunde sistematicamente com o fim do próprio comunismo, a mídia liberal recusa-se a enxergar o óbvio. Acordem, senhores. Lula, Chávez, Morales e as FARC são parceiros. O espaço em que estão articulados politicamente não são os salões atapetados das recepções diplomáticas e as declarações anódinas à imprensa, mas as reuniões do Foro de São Paulo. Ao persistirem no erro absurdo de não levar em conta essa maquinação gigantesca, considerando a democracia como um fato da natureza e Lula como um governante responsável, vocês estão cavando seu próprio túmulo. Depois não digam que foi por falta de aviso.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
PALHAÇADA NA SELVA (OU: EL GRAN CIRCO CHAVISTA EM AÇÃO)

quinta-feira, dezembro 20, 2007
MINHA MENSAGEM DE FIM DE ANO

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Por esse motivo, não vou desejar nada para 2008. Espero apenas que o ano que se inicia traga, mais do que paz, saúde, grana e felicidade, menos assuntos sobre os quais escrever neste blog do que 2007, que foi realmente um ano cheio. Que haja menos demagogia, menos criminalidade, menos ingenuidade, menos banditismo travestido de bom-mocismo. E que haja um pouco mais de senso crítico, tolerância verdadeira (e não afetações relativistas), inteligência e, acima de tudo, lucidez. Sei que isso é quase uma utopia, talvez um sonho impossível. Mas, se há algo que eu gostaria de pedir a Papai Noel, seria isso: que em 2008, eu tenha muito mais tempo para cultivar meu jardim, e muito menos razão para incomodar dizendo o que penso - e não só o que a maioria gosta de ler - na tela do computador.
Até mais. Vejo vocês em 2008 (com menos textos, espero).
terça-feira, dezembro 18, 2007
COMO DESTRUIR UM PAÍS

sexta-feira, dezembro 14, 2007
O QUE ELES QUEREM

terça-feira, dezembro 11, 2007
A ARTE DE CULTIVAR O PRÓPRIO JARDIM
Confesso. Sou um egoísta. Sempre fui. Desde criancinha. Claro, de acordo com a teologia cristã, eu vou para o inferno. Mas não me importo, até porque não creio em Deus, nem em Diabo, nem em boitatá ou curupira. Isso significa também que, de acordo com a ideologia oficial do Estado brasileiro atualmente, eu sou um canalha, um reacionário, um burguês desprezível. Nem precisa dizer que não dou a mínima para isso também..
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