- Apresente-se como uma "minoria perseguida" - Espalhe aos quatro ventos que você faz parte de um grupo historicamente marginalizado e oprimido, cujos direitos são sistematicamente negados por uma sociedade má e injusta. Vá mais além, e, com base na teoria da suposta superioridade moral do oprimido, apresente sua grei como formada por pessoas maravilhosas, supermodernas (ou edenicamente pré-industriais, como os índios), mais evoluídas, mais sensíveis e até mais inteligentes do que os demais seres humanos. Para reforçar essa impressão, se você for um militante gayzista, associe a defesa do casamento gay à luta contra o racismo ou pelos direitos das mulheres. Não dê bola se alguém lembrar que alguns dos personagens mais pervertidos e sinistros da História, como vários imperadores romanos e os membros das SA nazistas, eram homossexuais. Tampouco se importe com o fato de que mulheres eram impedidas de votar e trabalhar, e que a luta dos negros nos EUA e na África do Sul era motivada por leis de segregação racial, algo que jamais existiu no Brasil, onde gays gozam dos mesmos direitos dos héteros. Mantenha a pose e mude de assunto.
- Falsifique estatísticas – Para dar um ar "científico"
à sua causa, é imprescindível amparar-se em dados e estatísticas, ainda que
estas digam exatamente o contrário do que você está afirmando. Por exemplo,
para justificar as cotas raciais nas universidades, cite aquela pesquisa que
ninguém leu segundo a qual 52% da população brasileira é
"negra". Aprenda com os desarmamentistas do Viva Rio, fazendo o mesmo
com os números da violência, que apontaram o assassinato de um número X de
homossexuais no Brasil no ano passado (não esqueça de usar palavras como "genocídio" e "holocausto"
para se referir a essas mortes). Ninguém vai se dar ao trabalho de investigar
os critérios adotados, segundo os quais todos os que não se declararam
"brancos" (pardos, índios, mulatos, cafuzos, japoneses etc.) foram
considerados automaticamente "negros". Tampouco vai procurar saber que
uns 70% dos 200 ou 250 "mortos por homofobia" (num país com 50 mil
assassinatos todos os anos…) foram assassinados por motivos passionais (brigas
de casais, o programa que não deu certo etc.), ou seja, homossexuais matando
homossexuais. Lembre-se: você é sempre vítima e o Brasil é um país extremamente
racista e homofóbico, ainda que os fatos não o demonstrem.- Distorça o sentido da palavra "igualdade" – Santificado com a auréola de eterna vítima oprimida, mostre-se como um paladino da luta por "direitos iguais", ainda que os direitos fundamentais (o direito à vida, à propriedade, à liberdade de expressão, de reunião, de voto etc.) já lhe sejam plenamente assegurados pela Lei, que é cega para diferenças individuais (como "raça" e "opção sexual"). Afirme que as leis existentes não bastam para inibir os crimes contra homossexuais (não esqueça de brandir as estatísticas acima) e que é preciso instituir uma lei especial criminalizando a "homofobia". Ignore que "homofobia" é um conceito extremamente vago, assim como o fato de que tal lei seria uma forma de criar direitos especiais, sacralizando a divisão da sociedade em categorias de cidadãos com mais e menos direitos (ou seja: o inverso da igualdade). Vá adiante e diga que um direito básico seu, por exemplo o de casar com uma pessoa do mesmo sexo, está sendo violado. Se alguém lembrar o óbvio e disser que o casamento está longe de ser um direito ilimitado (algo que, aliás, não existe); que um direito não pode se fundar em preferências sexuais, que podem mudar (ao contrário do sexo, que ninguém escolhe ao nascer); e que até o momento a natureza não descobriu nenhuma maneira de garantir a reprodução da espécie humana que não seja a partir da união sexual entre um homem e uma mulher, tache quem diz isso de "homofóbico" e outros adjetivos. Passe ao próximo estágio.
- Estigmatize quem pensa diferente – Quando deparar com alguém com idéias minimamente discordantes das suas, não perca tempo debatendo: chame-o logo de "racista", "homofóbico", "reacionário", "hater" e outros adjetivos ultrajantes. No limite, apele para a Lei de Godwin e tasque-lhe um "fascista" ou mesmo "nazista". Use e abuse desse recurso retórico, sem dar importância a se tais adjetivos correspondem ou não à verdade. O importante é criar um clima de paranóia, no qual todos ficarão inibidos em falar o que pensam e passarão cada vez mais a se autocensurarem para não serem malhados pelas patrulhas do "politicamente correto". Imponha um novo vocabulário, com o apoio de grande parte da imprensa e dos artistas da Televisão. Faça de conta que não sabe que, se a atração pelo mesmo sexo é um direito, também o é a repulsa por essa opção, e que portanto ninguém deve ser obrigado a ter as mesmas opiniões sobre este ou qualquer outro assunto. Não hesite em mirar abaixo da linha da cintura quando necessário, por exemplo chamando de "negro traidor" um juiz do STF que se negou a repetir os slogans do "movimento" e lançando dúvidas sobre a sexualidade daquele pastor acusado de "homofobia" (somente os militantes negros e gays podem ser racistas e homofóbicos). Diante das objeções de cunho religioso ao casamento gay ou ao aborto, por exemplo, arvore-se em teólogo, impondo uma reinterpretação dos textos sagrados, ditando o que padres e pastores devem dizer a respeito. Não dê a mínima se lhe lembrarem que a liberdade religiosa é um direito sagrado (sem trocadilho) do cidadão, sem a qual não há democracia. Tampouco se importe com o fato de que impedir alguém de expressar sua fé é instituir o delito de opinião, e que isso só existe em ditaduras. Aliás, é justamente por isso que você está lutando.
Pronto. Agora você só precisa encontrar gente desonesta ou tola o suficiente para montar um "movimento" a fim de impor sua agenda política. Pode começar tentando expulsar da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados um parlamentar que não é da turma, baseado em alguma besteira que ele disse no Twitter alguns anos atrás. Se preciso na marra. Acima de tudo, jamais se esqueça que você pertence a um grupo ou raça superior, que os fins justificam os meios e que todos os que discordam de você são vermes que merecem ser esmagados. Se alguém disser que isso lembra certo regime politico do passado, não perca a pose de libertário, seguindo à risca o conselho do principal propagandista desse regime: “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”. A tática funciona.









