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segunda-feira, maio 02, 2011

A MORTE DO SERIAL KILLER

Os inimigos da liberdade estão de luto. Um dos mais cruéis assassinos em série de todos os tempos foi eliminado. Responsável por milhares de mortos, inclusive inocentes e menores de idade, era procurado em todo o mundo por seus crimes.

Homicida frio e verdadeira máquina de matar, era um inimigo jurado dos EUA e do Ocidente. Havia prometido destruir a democracia onde quer que existisse, e substituí-la por uma das piores formas de tirania já concebidas. Ordenou o extermínio de centenas, muitos dos quais executou com as próprias mãos. Criminoso facinoroso e covarde, tinha no terror sua principal arma. Um inimigo da humanidade.

Eis sua foto:

Oops! Foto errada. Na verdade, eu estava me referindo a esse aqui:




P.S.: É óbvio que a morte de Bin Laden é uma boa noticia, e que a justiça foi feita. Mas engana-se quem pensa que ela significará o fim do terrorismo. Do mesmo modo que a morte do porco fedorento Ernesto ”Che” Guevara na Bolívia não significou o fim, ou mesmo a diminuição, do antiamericanismo esquerdopata mais bocó, muito pelo contrário. Basta ver a quantidade de idiotas que veneram o dito-cujo. Na realidade, existe o risco de a morte de Bin Laden significar o surgimento de um mito. Mesmo assim, celebremos essa vitória da liberdade. Osama Bin Laden agora vai fazer companhia a outros, como Saddam Hussein, na galeria dos que, ao partirem desta para (espero) pior, não vão deixar nenhuma saudade. Que a terra lhe seja pesada. Já vai tarde.

quinta-feira, março 20, 2008

O PARADOXO ANTIAMERICANO - II

Tenho mantido, aqui e no site de meu conterrâneo Pablo Capistrano (http://www.pablocapistrano.com.br/ - ver "comentários") um estimulante debate, que começou quando escrevi, neste blog, um texto comentando artigo dele sobre a ditadura de Fidel Castro em Cuba. Argumento vai, argumento vem, e o debate, que antes era sobre o tiranossauro cubano, passou a ser sobre os EUA e sua política externa. Uma coisa puxa a outra, e não me furto à oportunidade de esclarecer alguns pontos importantes também nessa matéria, embora não ache que uma coisa tenha necessariamente a ver com a outra.
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Respondendo a um comentário meu postado em seu site sobre seu texto "O paradoxo EUA", Pablo escreve o que vai a seguir, o que pedi licença a ele para transcrever aqui (ele vai em vermelho, eu vou em preto):
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Certo Gustavo, mas e o que você tem a dizer sobre o pactriot act? aprovado após 11 de setembro?
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violação de correspondência, prisões sumárias sem o devido processo legal, tortura, abu graib, guantanamo...
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Tenho a dizer o seguinte: os EUA foram atacados. Desde então, estão em guerra. E não uma guerra convencional, do tipo exército contra exército, mas uma guerra de novo tipo, em que o inimigo, sem rosto, se esconde entre a população, aproveitando-se das facilidades e garantias da democracia para atacar. Foi assim que agiram os 19 terroristas em 11 de setembro de 2001.
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Não aprovo o Patriot Act, assim como não aprovo as violações de correspondência, prisões sumárias sem o devido processo legal, tortura, Abu Ghraib, Guantánamo... (quanto a isso, inclusive, já escrevi aqui). Mas nem por isso concordo em utilizar tais abusos como um biombo para justificar o imobilismo. Nem tampouco vou deixar por isso de considerar o terrorismo islamita como uma ameaça que deve ser combatida. De preferência, dentro das normas legais de uma democracia. Não é preciso ser americanólfilo para compreender isso.
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Sei que às vezes é difícil conciliar segurança e democracia, principalmente num país como os EUA, onde qualquer ameaça às liberdades individuais em nome da segurança coletiva é imediatamente - e corretamente, aliás - classificada como um ato arbitrário e antidemocrático, gerando debate e dissensão. E é isso que difere os EUA das ditaduras: o debate, a liberdade de discordar. É por isso que os EUA são uma democracia, ao contrário de seus inimigos. E é por isso que os EUA, desde pelo menos a II Guerra Mundial, estão na vanguarda da luta pela liberdade.
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é preciso distinguir o discurso dos poetas e dos filosófos norte americanos que contribuiram de form a significativa para a humanidade com suas idéias de liberdade e democracia da política real dos regime Repúblicano .
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Concordo plenamente. É preciso ter em mente sempre os postulados democráticos lançados por homens como George Washington, Thomas Paine e Thomas Jefferson contra qualquer um que queira destruí-los, inclusive sob o pretexto de defendê-los. Daí a necessidade imperiosa, a meu ver, de seguir de perto a política externa norte-americana, de modo a que ela siga esses princípios. Deixando de apoiar ditaduras, por exemplo.
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Aliás, é curioso: historicamente, o discurso dos republicanos sempre tendeu para o isolamento, não para a exportação da democracia. Esse tipo de postura, que alguns chamam de "intervencionismo messiânico", sempre esteve muito mais associado aos democratas, desde a época de Woodrow Wilson e dos 14 Pontos. Por isso que é uma mudança tão significativa, a meu ver, a nova política externa posta em prática pelo governo Bush, no que diz respeito às ditaduras. Pela primeira vez em muito tempo vemos os EUA se mexerem efetivamente para derrubar, e não apoiar, regimes tirânicos, em nome da democracia. É algo para se comemorar, em minha opinião. Não me importo de ser chamado de pró-EUA ou neoconservative por causa disso.
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no mundo da política real o pragmatismo geopolítico faz com que o discurso desapareça.não há direitos humanos em assunto de Estado e essa história de implantar democracia no Afeganistão e No Iraque não faz sentido...
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Aqui temos uma discordância. Primeiro, o pragmatismo geopolítico, a meu ver, não significa falta de princípios. A realpolitk deve estar a serviço de uma causa, seja ela qual for. No tempo do Nixon e do Kissinger, essa "causa" era a estabilidade da ordem internacional, o que levou os EUA a apoiarem ditaduras. Hoje, essa atitude mudou radicalmente, como escrevi acima. A garantia da segurança, hoje, passa necessariamente pela expansão e consolidação da democracia, algo desconhecido no Oriente Médio - com a exceção, geralmente esquecida, de Israel. Isso significa um compromisso programático com a segurança e os direitos humanos, transformado em política de Estado.
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Ainda espero ser convencido de que a idéia de implantar a democracia no Afeganistão e no Iraque, ou no Nepal e nas Ilhas Salomão, "não faz sentido". Em outro post escrevi que não acredito sinceramente que os árabes e muçulmanos sejam imunes à democracia parlamentar e aos direitos humanos, e que o discurso relativista serve apenas para garantir a opressão das elites locais, elites que em geral olham o Ocidente com um misto de inveja e admiração. Essa idéia - de que os muçulmanos são infensos à democracia - não seria, ela mesma, um preconceito ocidental?
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como apoiar democracia no Iraque se os Repúblicanos construiram e armaram Sadam Hussein e forneceram o material químico para a guerra dele contra os Curdos?
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como apoiar a democradcia no Afeganistão se o Talibã foi financiado pelos repúblianos na era Reagan? Lembra do Rambo III e dos Guerreiros da Liberdade?
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Sem entrar nos pormenores das razões que levaram o governo Reagan a apoiar Saddam contra o Irã nos anos 80, e os mujahedin afegãos (nem todos membros da Al Qaeda, é bom lembrar) contra a URSS no mesmo período, creio ser necessário repor as coisas no lugar. A idéia dos EUA "colhendo o que plantaram", exaustivamente repetida após o 11 de setembro, já foi por mim analisada em post anterior. Trata-se de uma tentativa de justificar ações antiamericanas retroativamente. "Ah, os EUA estiveram do mesmo lado de Saddam e de Bin Laden um dia? Então, sua luta contra a ditadura e o terrorismo é uma farsa". Certo? Errado. Os EUA também estiveram do mesmo lado da URSS e do Partido Comunista Chinês de Mao Tsé-Tung durante a Segunda Guerra Mundial, e nem por isso se viu ninguém repetindo por aí que a Guerra Fria era uma pantomima para inglês ver. O fato de antigos aliados se terem tornado inimigos não pode ser utilizado como desculpa para justificar o terrorismo e a permanência de tiranias.
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Como dar suporte a um discurso de direitos humanos no oriente médio se a principal base norte americana se situa em um país teocrático, fundamentalista como a Arabia Saudita?
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Essa é uma boa questão. Aliás, é importante lembrar: foi justamente a presença de forças ocidentais na Arábia Saudita após a primeira Guerra do Golfo, em 1991, que inflamou o ódio de Osama Bin Laden contra os EUA (as raízes desse ódio, claro, são bem mais profundas, e devem ser buscadas mais na psicologia do que na política). Uma das coisas que o terrorista saudita não pôde suportar foi - blasfêmia! - mulheres militares, vestidas com uniformes e sem o véu muçulmano, dirigindo carros. É verdade, a Arábia Saudita é uma monarquia teocrática e fundamentalista. Daí a importância da presença ocidental, até como forma de pressão. Pergunto: se os EUA resolvessem fazer na Arábia Saudita o mesmo que fizeram no Iraque, qual seria a reação da opinião pública mundial? Certamente, os opositores dos EUA fariam marchas e mais marchas no mundo todo, protestando contra mais essa "intervenção imperialista"... O que mostra que o discurso democrático, na boca dos antiamericanos, vale apenas para criticar os EUA, não importa o que façam - ou não façam, dá na mesma.
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veja bem...
é preciso separar a herença cultural norte americana e os conceitos herdados do iluminismo da prática dos regimes políticos e da política real que não tem valores nem conceitos.
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no mundo da geopolítca liberdade, igualdade e fraternidade são marcas ideologicas para pontuar eleições.
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quanto ao modelo norte americano concordo em parte com você, ele é bom políticamente mas péssimo economicamente.
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prefiro a saida européia, liberalismo polítco e socialismo econômico.
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Não gosto do modelo europeu, sobretudo francês, com sua burocracia estatal inchada e protecionismo exacerbado, que engessam o país. Prefiro o modelo norte-americano mesmo. Discordo que ele seja "péssimo economicamente" - pelo menos nos últimos duzentos anos, esse modelo, baseado na fórmula "menos governo (ou seja: menos impostos), mais iniciativa" rendeu alguns frutos interessantes. Transformou um país que há dois séculos era um aglomerado disperso de comunidades rurais autônomas na maior potência econômica da história da humanidade. Enquanto a velha Europa, com sua rica História e tradição milenar, afundou em chauvinismo e em guerras idiotas. A ponto de países como a França e a Alemanha deverem tudo que são hoje a ninguém menos do que os... EUA, que acudiram o velho continente duas vezes com suas tropas e dinheiro.
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por enquanto... até que finalmente, a bandeira negra triunfe e o Estado e o mercado, com sua civilização possa finalmente passar para a história como uma experiência curiosa, com começo, meio e fim.
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Pelo que entendi, Pablo, você é um anarquista. A referência à "bandeira negra" triunfando sobre o Estado e o mercado não deixam dúvida sobre isso. Bom, não sou anarquista, nem admirador de Bakunin, Kropotkin e Proudhon. Sou um democrata, alguém que ainda acredita em coisas fora de moda como direitos humanos e responsabilidade individual. Isso significa que acredito que coisas como Estado e mercado não são meras curiosidades históricas, mas fatores indispensáveis à civilização. Ao contrário do antiamericanismo, da ditadura e do terrorismo, que, como o comunismo, há muito tempo já deveriam estar na lata de lixo da História.

VIVA BUSH! VIVA O IMPÉRIO!


Vocês me deixam repetir a mim mesmo? Posso transcrever aqui um texto meu, publicado neste blog em 4/07/2007, sobre a guerra no Iraque?

Eis o texto (em azul, volto em seguida):

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VIVA O IMPERIALISMO

Você já foi um inimigo do povo? Quero dizer, já foi execrado, atacado, denunciado como o cúmplice de um crime nefando? Já se viu praticamente sozinho, remando contra a maré, acusado dos piores delitos de lesa-pátria e de lesa-humanidade? Já se tornou um pária, um proscrito, um Judas, por causa de uma opinião sua? Já viu as pessoas em sua volta se afastarem de você como se tivesse lepra ou alguma outra doença infecciosa? Já mereceu um dia ganhar o prêmio nacional de inconveniência e impopularidade? Eu já..
Aconteceu em 2003. O deflagrador de tudo foi a invasão anglo-americana do Iraque, em março daquele ano. Naquela ocasião, todos se recordam, o mundo inteiro pareceu estar contra os EUA, a começar pela ONU, que rejeitou categoricamente as justificativas da Casa Branca para invadir o Iraque e derrubar Saddam Hussein. O Conselho de Segurança, a União Européia, o Papa, o Greenpeace, Noam Chomsky, todos se levantaram contra esse gravíssimo desrespeito de Bush, Rumsfeld, Rice, Wolfowitz e Cia. pela ordem internacional, um atentado à independência de um país soberano. E o que era pior: por motivos falsos ("fictitious", como disse o Michael Moore naquela inesquecível cerimônia do Oscar), pois, afinal de contas, nunca se comprovou que o Iraque possuía armas de destruição em massa ou tinha qualquer ligação com a Al-Qaeda. Todos foram contra, menos eu. Todos denunciaram o imperialismo de Bush e dos neocons, menos eu. Naqueles dias, eu me senti um Tony Blair, um Aznar, um Berlusconi..
Aquele foi um momento decisivo para mim, um verdadeiro turning point. Desde então, meu isolamento opinativo só aumentou, com as notícias diárias das baixas norte-americanas e da guerra civil entre sunitas e xiitas no Iraque. Compreendo perfeitamente que as pessoas que se indignaram vendo-me aplaudir de forma entusiástica os tanques norte-americanos entrando em Bagdá e os marines derrubando a estátua de Saddam devem estar esfregando as mãos de satisfação ao verem, hoje, as previsões mais sombrias sobre o Iraque pós-invasão se realizarem. Acredito que imaginam que eu estaria mordendo a língua, arrependido e envergonhado pelas barbaridades que disse em favor da guerra. Se é esse o caso, sinto desapontá-las. Sim, o Iraque hoje é um campo de batalha, um inferno de morte e destruição. Nem por isso, porém, arredo pé de minha convicção de 2003, de que a guerra era, sim, justa e necessária..
Quê? Justa? Necessária? Isso mesmo. Apesar das mentiras do Bush, dos milhares de mortos, dos atentados diários, ainda espero ser convencido por alguém de que a guerra foi um crime ou um erro. Ainda aguardo me explicarem por que teria sido melhor não intervir militarmente e esperar o regime de Saddam Hussein - duas guerras nas costas, milhões de mortos em 24 anos de tirania, milhares de curdos massacrados com gás mostarda - cair por si só, e não ter o final que teve. Unilateralismo norte-americano? Ainda espero que alguém me esclareça por que razão o Conselho de Segurança da ONU, integrado por países como a China e a Rússia, com óbvios interesses na manutenção do regime de Saddam, aprovaria a invasão do Iraque. Armas de destruição em massa? Espero um dia alguém me convencer de que Saddam permitiria tranqüilamente aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), depois de 12 anos e 17 resoluções não-cumpridas da ONU, descobrirem, sem nenhuma ação militar, o que ele fingia esconder, até como uma forma de dissuasão. Terrorismo? Aguardo os que se opuseram à invasão responderem onde morreu Abu Nidal, o terrorista mais procurado do mundo nos anos 80, e de onde vinham os 20 a 25 mil dólares pagos a cada família de homem-bomba palestino que levasse o maior número de israelenses consigo em atentados em Tel-Aviv e Jerusalém. Abu Ghraib? Após os americanos, virou um centro de torturas; sob Saddam, era um campo de extermínio, como bem lembrou Christopher Hitchens. A invasão estimulou o terrorismo e o antiamericanismo? Como se estes precisassem de algum estímulo. Fallujah? Hallabja..
Para alívio dos que acham que me vendi por um prato de lentilhas ao imperialismo ianque ou que entrei para a folha de pagamento da CIA, convertendo-me num americanófilo fã de John Wayne e de Ronald Reagan, esclareço que essa minha decisão não foi livre de dúvidas. Incomodou-me profundamente, por exemplo, o caráter unilateral da operação, pois sempre achei que era tarefa da ONU - ou seja, da comunidade internacional -, e não deste ou daquele país, defender a democracia e os direitos humanos, em qualquer parte do mundo. Quando percebi que da ONU não sairia nada mesmo, assim como ocorreu em Ruanda e ocorre hoje em Darfur, e que o único jeito de a humanidade se livrar de Saddam era pela via do unilateralismo de Bush, descobri que essa conversa de multilateralismo não passava de uma cortina de fumaça para justificar a perpetuação de uma tirania. Quando li que o Chávez e o pessoal do MR-8 estavam elogiando a ditadura do Saddam, então, não tive dúvida: apoiei abertamente a invasão..
Mas e a soberania? Sim, como fica a soberania de um país invadido, ainda que seja pelas mais nobres intenções? Essa questão insistiu em freqüentar os debates naqueles dias, e continua a se fazer ouvir hoje. A soberania, dogma maior das relações internacionais... Respondo com uma pergunta: onde está a soberania de um país submetido a uma ditadura brutal, sem eleições livres nem alternância de poder, sem pluralismo político nem qualquer respeito às normas mais elementares da democracia e aos direitos humanos? A soberania, num caso como esse, seria de quem, cara-pálida? Do povo, que se encontra acorrentado e não pode manifestar-se livremente? Ou do tirano no poder, de sua família e sua camarilha? A defesa da soberania, no caso do Iraque de Saddam, não seria um pretexto para justificar a manutenção da tirania, logo do oposto da soberania popular? Em nome da soberania, desse dogma imutável, estamos dispostos a aplaudir tiranos, a fechar os olhos para as brutalidades mais horrendas, desde que não venham dos EUA e seus aliados imperialistas, claro....
Tal raciocínio, está certo, não vale somente para o Iraque ou o Afeganistão. Fico pensando o que eu faria se fosse um preso político em Cuba ou na Coréia do Norte, por exemplo, ou uma mulher no Irã dos aiatolás. Certamente, não estaria muito preocupado com coisas abstratas como soberania ou multilateralismo, nem estaria interessado em escarafunchar os interesses ocultos do Pentágono e do Departamento de Estado. Para ficar num exemplo que nos é mais próximo, basta lembrar das ingerências do governo Jimmy Carter, nos anos 70, pedindo respeito aos direitos humanos no Brasil. Que preso político brasileiro do período colocou-se ao lado do general Ernesto Geisel contra os gringos imperialistas? Como disse certa vez o falecido escritor cubano Guillermo Cabrera Infante, se não há outra maneira de derrubar ditaduras, que vengan los marines!.
Sei que, ainda hoje, tais posições são controversas. Aliás, que bom que o são! Se existe uma questão que é camuflada no Brasil, se existe algo que é continuamente colocado debaixo do tapete, é o antiamericanismo. Ficar ao lado dos EUA, em um país como o Brasil, é sempre uma temeridade. E isso não é de hoje. É assim com Bush, assim como foi com Clinton, Bush pai, Reagan, Carter, Nixon... O misto aversão-admiração pelos EUA, o Blame America First, continua sendo uma força constante entre nós. Os EUA se calam diante do genocídio na Bósnia pelos sérvios? São omissos e coniventes. Mudam de idéia e bombardeiam a Sérvia? São imperialistas. Derrubam o regime Talibã no Afeganistão? Petróleo!, gritam os que se opõem à intervenção, ainda que o Afeganistão não produza uma gota do produto. Invadem o Iraque? Mais uma vez o petróleo. Querem estabelecer a democracia no Afeganistão? Alguém lembra do apoio da CIA a Osama Bin Laden contra os soviéticos nos anos 80. Desejam o mesmo no Iraque? Sacam do fundo do baú uma foto do Rumsfeld apertando a mão de Saddam, vinte e poucos anos atrás (além do mais, lembram os inimigos de Bush, os EUA são aliados de regimes autocráticos e obscurantistas, como a Arábia Saudita e o Paquistão... vêem assim como hipocrisia o que pode ser, no caso do Afeganistão e do Iraque, o início da revisão de sua política externa, um bom começo, afinal). No quesito antiamericanismo, somos muito pouco originais. Ainda copiamos o que diz a esquerda norte-americana e européia, servindo alegremente de papagaios de um Noam Chomsky ou um Ignácio Ramonet. Além do mais, parece que temos uma verdadeira ojeriza ao pensamento discordante, seja sobre o que for, cultuando a unanimidade, esse túmulo da razão. Daí porque, sempre que há unanimidade sobre qualquer assunto, vejo que alguma coisa ali não está certa e não resisto à tentação de bagunçar tudo..
Até hoje é difícil para mim dizer exatamente quando me descobri "do contra". Teria sido depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando minha caixa de correio eletrônico ficou lotada com mensagens de júbilo pela morte de quase 3.000 pessoas nos atentados? Teria sido quando li os textos de Leonardo Boff e de Celso Furtado sobre a queda das Torres Gêmeas? Não sei. Só sei que, sob o regime totalitário de Saddam, o Iraque não tinha nenhuma chance de dar certo. Hoje, pelo menos, tem uma remota chance de virar uma democracia caótica. Sei também que os e-mails com abaixo-assinados contra o tratamento brutal das mulheres afegãs pelo Talibã sumiram.
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É por isso que continuo a acreditar que as intervenções no Afeganistão e no Iraque foram justas e necessárias. Prefiro um milhão de vezes ser "do contra" e pagar o preço da impopularidade a ter de conviver com Saddam Hussein ou o Talibã. Desses já nos livramos. Graças a Bush. Graças ao imperialismo. Alguém pode negar-lhes esse mérito?

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Não mudo uma vírgula do que está escrito aí em cima. Pelo contrário: reafirmo tudo que disse. Hoje, minha convicção de que as intervenções no Iraque e no Afeganistão foram justas e necessárias é ainda mais forte do que antes. Viva o imperialismo ianque!

Ontem a invasão do Iraque por forças anglo-americanas completou cinco anos. Como não poderia deixar de ser, a imprensa brasileira tratou o tema, em especial o discurso de Bush na ocasião, em que cantou vitória no conflito, com ironia e deboche. Assisti a todos os principais noticíários sobre o assunto. Sem exceção, todos diziam a mesma coisa: a guerra é um "fracasso monumental", militar e humano, com um custo altíssimo em vidas humanas - americanas e iraquianas - e "pouco, ou nenhum resultado positivo". Enfatizou-se a baixa popularidade de Bush por causa da guerra, e os elevados custos materiais e financeiros, o que já está sendo apontado até mesmo como a causa da crise econômica nos EUA, segundo uma pesquisa divulgada também ontem. Quem viu, ficou com a nítida impressão de que, até março de 2003, o Iraque era um paraíso de prosperidade e democracia, a Suiça do Oriente Médio.

Tem sido assim desde que "Jorgibúxi" tomou a decisão de levar adiante seu plano de derrubar Saddam Hussein, cinco anos atrás. Nenhuma outra guerra em que os EUA se engajaram contou com tão pouco apoio desde sua deflagração, tanto interna quanto externamente. Fala-se, como argumento contra a guerra, nos 4 mil soldados americanos mortos desde então e nos outros tantos milhares de civis iraquianos mortos na guerra civil que se seguiu entre sunitas e xiitas. Lamento essas mortes, como qualquer pessoa. É algo profundamente triste, sem dúvida. A morte de qualquer pessoa, afinal de contas, nos diminui. Mas lamentaria muito mais se o motivo que levou os soldados americanos a se arriscarem numa terra estranha fosse sem sentido. A derrubada da tirania de Saddam, em minha opinião, justificou a invasão. Assim como a derrubada do Talibã no Afeganistão. O velho ditador, Saddam Hussein, pagou por seus crimes (um "espetáculo grotesco", os noticiários chamaram sua execução). Pela primeira vez em sua história - e isso inclui mais de 3 mil anos de História, desde os antigos impérios da Mesopotâmia - os dois países tiveram eleições democráticas. Há quem ache isso pouco, e diga que não vale a pena. Eu, não.
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Pouco a pouco, o Iraque e o Afeganistão vão renascendo das cinzas, provocadas não somente pela guerra - é bom lembrar -, mas por décadas de totalitarismo sob o regime do partido Baath no Iraque e anos de guerra civil e obscurantismo teocrático no Afeganistão. Há problemas? O terrorismo recrudesceu em algumas áreas? Militares e civis continuam morrendo? Certamente que sim. Mas isso é mais um motivo, na opinião deste que escreve estas linhas, para que os marines continuem em Bagdá.

Ainda hoje aguardo alguém me convencer de que a guerra foi um ato criminoso ou um erro. Até o momento, tudo que li ou ouvi foram apenas rosnados e lugares-comuns, sem falar na velha cantilena sentimentalóide ("ai, gente, a guerra é tão feia..."). Se me apresentarem um argumento sólido e realista, que comprove por A mais B que teria sido melhor os EUA não terem se metido no Iraque ou no Afeganistão e deixado Saddam e o Talibã em paz, e que esse teria sido o melhor caminho para garantir a paz e a segurança no mundo, estou disposto a engolir cada palavra que escrevi sobre o assunto. Enquanto os críticos de Bush se limitarem a grunhir e a repetir velhos chavões antiamericanos como se fossem argumentos, seguirei gritando vivas ao império que livrou o mundo de duas tiranias.

segunda-feira, março 17, 2008

O PARADOXO ANTIAMERICANO


Uma das vantagens de minha profissão, senão a maior vantagem, é viajar muito. Já tive a oportunidade de conhecer, a trabalho, alguns países. Meu passaporte tem carimbos da França, da Venezuela, da Colômbia, do Chile, da Tailândia, da Austrália, da Coréia do Sul - até de Timor-Leste, lugar que a maioria das pessoas, certamente, nem sabe onde fica (a metade dos brasileiros não é capaz sequer de identificar o próprio Brasil no mapa, que vergonha...). Mas ainda não estive nos Estados Unidos. Nunca fui, nem - e confesso uma pontinha de orgulho ao dizer isso - jamais sonhei, quando criança, em passear na Disneyworld, o que me diferenciava um pouco da maioria dos meus coleguinhas de escola, que achavam isso o must. Minha idéia de diversão, quando moleque, não era viajar para a Flórida e tirar foto ao lado do Mickey, mas nadar no rio ou andar em lombo de jegue no sítio de meu avô. Na verdade, só fui aprender inglês já adolescente, e sempre preferi uma tapioca a um Big Mac. Também sempre tive uma aversão instintiva, uma espécie de proto-nacionalismo irracional e rastaqüera, a quem se deixa deslumbrar demasiadamente pelas "coisas de fora". Dito isso, sou o que menos se poderia assemelhar a um americanófilo, quase o oposto exato de um fã de tudo que vem da terra do Tio Sam.
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Por que digo isso? Porque entre as dezenas de adjetivos que já foram, e que certamente serão, assacados contra mim está o de americanófilo, de entreguista, de vende-pátria e lacaio do imperialismo ianque. Já estou acostumado com esses epítetos. É algo que me acompanha há tempos, e que me acompanhará, provavelmente, pelo resto de minha vida. Desde, pelo menos, que descobri o óbvio: que, com todos os seus defeitos - e quem não os tiver que atire o primeiro homem-bomba -, os EUA são a vanguarda da defesa da democracia e da liberdade no mundo.

A cada dia que passa, isso fica mais claro para mim. A última oportunidade que tive de reforçar essa convicção ocorreu quando da "renúncia" de mentirinha do tiranossauro Fidel Castro, o maior inimigo dos EUA no continente há quase cinqüenta anos e ídolo de várias gerações de antiamericanos. Desde então, escrevi vários textos denunciando - alguns diriam "satanizando" - o ditador caribenho, responsável pela destruição física e moral da ilha de Cuba, hoje transformada num misto de resort para turistas estrangeiros e prisão para seus habitantes. Bastou isso para que me chamassem de pró-Bush e pró-EUA, para citar apenas os apelidos mais amenos. Um conhecido e conterrâneo meu, inclusive, escreveu um texto defendendo uma atitude "neutra" e "equilibrada" em relação ao serial killer do Caribe, e quando eu reafirmei a impossibilidade moral de manter-se "neutro" e "equilibrado" diante do assassinato de 95 mil pessoas - a neutralidade, aqui, é apenas uma forma de cumplicidade com a ditadura -, ele me lembrou os crimes dos EUA, passados e presentes. Lembrou das violações aos direitos humanos que ocorrem na base norte-americana de Guantánamo. Lembrou do legado racista da escravidão negra no país e das perseguições do macarthismo. Lembrou também que o modelo de democracia norte-americana não pode ser "exportado", e citou, como exemplo de "fracasso" dessa iniciativa, o Iraque de hoje. Lembrou, enfim, que a pátria da democracia, a terra de George Washington, de Thomas Jefferson e de Abraham Lincoln, é o mesmo país que deu apoio a ditaduras brutais de direita na América Latina durante a Guerra Fria, como a de Pinochet no Chile. A isso, meu conterrâneo chamou de "paradoxo EUA". De uma hora para outra, o debate, que era sobre Fidel Castro, passou a ser sobre os EUA.

Não questiono algumas acusações que são feitas ao atual governo dos EUA, como os abusos cometidos em Guantánamo ou Abu Ghraib (embora não se tenha notícia, até agora, de nenhum preso árabe ou afegão morto sob tortura em Guantánamo, e Abu Ghraib fosse, sob Saddam, um açougue humano). Também não ponho em dúvida os vários pactos faustianos que os sucessivos governos estadunidenses fizeram em sua luta contra a URSS (embora esta última, ao contrário dos EUA, não precisasse de nenhum pacto faustiano para impor e manter sua dominação nos países da cortina de ferro). Aliás, já escrevi sobre isso. O que questiono e ponho em dúvida é o modo como se utilizam essas acusações - como um álibi e uma justificativa para todo tipo de crime e atrocidade praticado pelos inimigos dos EUA. É isso que fazem, há décadas, tiranos como Fidel Castro e seus apoiadores da esquerda. Trata-se de uma tática bastante recorrente - e eficiente -, que visa a desviar a atenção de violações gravíssimas, usando os EUA como pretexto.
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Esse tipo de propaganda está tão arraigado em nossos corações e mentes que muitos nem sequer se dão conta disso, e repetem-na sem o saber, de forma quase automática. Sua eficiência reside, em grande parte, no fato de estar baseada numa idéia extremamente simples, que qualquer criança pode apreender: os EUA são sempre os culpados, jamais são inocentes. São sempre os agressores, o "lado mal", nunca as vítimas. Quando ocorreram os atentados de 11 de setembro de 2001, lembro-me bem, a primeira conclusão de muita gente foi que aquilo só poderia ser obra do próprio governo dos EUA para provocar uma guerra no Oriente Médio etc. Quando as evidências apontaram para Osama Bin Laden, lá estava de novo o Blame America first: era a "criatura" se voltando contra o "criador", os EUA estavam "colhendo o que plantaram" etc. etc.... (pela mesma lógica, todos aqueles que um dia receberam ajuda dos EUA para lutar contra a URSS, como os generais latino-americanos, deveriam atirar aviões cheios de civis contra prédios em Manhattan...). Cobriu-se com ares de verdade irrefutável o que é, na verdade, pura paranóia conspiracionista ou arremedo de geopolítica vagabunda, embalada no antiamericanismo mais tosco e vulgar. Enquanto isso, ditadores como Fidel Castro e outros canalhas da mesma laia continuam a escravizar povos inteiros e a matar inocentes, pois sabem que, não importa o que os EUA fizerem - ou não fizerem, dá na mesma -, sempre haverá quem se disponha a olhar para o outro lado, justificando seus crimes. É essa a lógica dos terroristas e tiranos - inimigos não apenas dos EUA, mas da humanidade. Nesse trabalho, eles sabem que podem contar com a ajuda de muita gente que, ingenuamente ou não, advoga uma posição "neutra" e "equlibrada" em relação a ditaduras como a de Cuba ou do Irã. Estranhamente, não vejo quase ninguém defendendo a mesma atitude "neutra" e "equilibrada" quando se trata do governo Bush e dos EUA...
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Para além da instrumentalização desse "paradoxo EUA" pelos inimigos da humanidade como Fidel Castro e os terroristas islamitas, é preciso admitir também que algumas das acusações feitas aos EUA são, na verdade, frutos de mero recalque ou ressentimento contra um vizinho que deu certo, ou, então, de uma análise deturpada da História. O problema do racismo, por exemplo. Não se pode negar que esta foi uma questão bastante séria nos EUA, principalmente nos estados do sul do país (o Deep South, da Virgínia até o Mississipi), onde linchamentos de negros eram freqüentes e a segregação racial nos bares e escolas continuou oficialmente, após a Guerra de Secessão, até a década de 60. Mas é também inegável que os norte-americanos souberam enfrentar essa questão, de maneira poucas vezes vista em outros países. Durante os governos de John Kennedy e Lyndon Johnson, por exemplo, o FBI foi acionado para caçar e prender militantes da Ku Klux Klan nos estados sulistas, com a mesma vigilância e eficiência com que caçou, nos anos 40 e 50, espiões nazistas e comunistas, e gângsteres nos anos 20 e 30. Enquanto isso, em nosso Brasil varonil, um país de mestiços, onde ser "negro" ou "branco" é menos uma questão de cor da pele do que de conta bancária, e onde a escravidão perdurou até 1888, atualmente um grupo bastante barulhento de militantes "negros" tenta a todo custo importar dos EUA um sistema de cotas raciais, querendo mimetizar por essas plagas, com apoio oficial, uma solução típica de países onde a miscigenação foi mínima ou inexistente - um exemplo clássico do que, a meu ver, NÃO deve ser importado dos EUA.
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Outra questão que é geralmente utilizada, e pouco compreendida, pelos que acham que os EUA são o lado mal da humanidade, é a chamada "caça às bruxas" do período macarthista (1950-1954). Aqui, também, revela-se uma grande dose de má-fé ou incompreensão histórica. De fato, em seu furor anticomunista, intensificado pelo início da Guerra Fria contra o bloco soviético, o Comitê presidido pelo Senador Joseph McCarthy cometeu uma série de abusos, e inclusive atentados contra a Constituição norte-americana. O que é geralmente esquecido é que esses abusos levaram o próprio governo Eisenhower a enquadrar McCarthy e seu Comitê de Atividades Não-Americanas, encerrando definitivamente, assim, esse período, que é lembrado hoje apenas como uma mancha negra na história dos EUA (McCarthy, destronado e com a carreira política destruída, afundou na bebida, morrendo de forma melancólica, esquecido e abandonado, em 1957 - ao contrário de Fidel Castro, por exemplo, que vai ficar no poder o tempo em que houver quem o apóie ou lave as mãos para seus desmandos). Além disso, foi comprovado recentemente que alguns acusados pelo Comitê do Senador McCarthy, como o funcionário do Departamento de Estado Alger Hiss e o casal Rosenberg, eram mesmo espiões comunistas a serviço de Moscou, o que demonstra que o sujeito não estava caçando fantasmas, como muita gente ainda hoje pensa. É assim que ocorre nas democracias: o sujeito extrapolou, Lei nele!
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Quanto ao modelo de democracia americana, não sei se ele é ou não exportável. Sei apenas que a democracia - made in USA ou não - é um sistema infinitamente superior a todos os demais, como dizia Winston Churchill. Fico pensando o que seria da Alemanha ou do Japão hoje, sem falar no Brasil e no restante da América Latina, com nossa herança ibérica, se não fosse essa importação estrangeira, e se hoje seríamos uma democracia por uma, digamos, evolução natural... Com relação ao Iraque pós-Saddam, reafirmo aqui o que já disse antes. Discordo da visão segundo a qual a intervenção anglo-americana foi um fracasso. O Iraque, hoje, tem pelo menos uma pequena chance de dar certo. Na época do Saddam, não tinha chance nenhuma. Nada. Zero. Sem falar que o regime de Saddam era oficialmente laico e socialista, com elementos retirados do marxismo - uma importação ocidental, portanto. Logo, não creio que cabe aqui o argumento do relativismo cultural, assim como não vale para Cuba, a China ou a Coréia do Norte. Além disso, sempre desconfiei de análises que utilizam o argumento relativista ou multiculturalista para justificar regimes criminosos e práticas bárbaras como a decapitação de opositores políticos ou a tortura de dissidentes. Será que os povos dos países muçulmanos são infensos a coisas como direitos humanos e democracia parlamentar? Ou será que esse é um discurso feito sob medida pelas elites locais para justificarem sua opressão? Diante da forma como esse discurso é empregado - sempre para justificar práticas cruéis -, inclino-me a concordar com essa segunda conclusão, até porque não acredito na existência de direitos humanos "ocidentais" e direitos humanos "orientais" - somente em direitos humanos. É por essas e outras que não sou multiculturalista, nem antiamericano.
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Enfim, por maiores que sejam as zonas de sombra na história dos EUA, uma coisa é certa: o tal "paradoxo EUA" começa a ser rompido. No Afeganistão e no Iraque, os EUA derrubaram duas ditaduras. E mesmo assim os EUA são atacados por isso. Em outras palavras: antes eram atacados por apoiar ditaduras; hoje, por as derrubarem. Esse é, a meu ver, o grande paradoxo antiamericano. O antiamericanismo é mesmo o radicalismo dos tolos, a doença infantil do esquerdismo.